Pipe Pro 2024

Brasil em baixa no Havaí

Seis brasileiros são eliminados e país fica sem representantes masculinos nas quartas de final do Pipe Pro 2024.
Pipe Pro 2024, North Shore de Oahu, Havaí

A terça-feira (6) foi um péssimo dia para o surfe brasileiro. O Pipe Pro 2024 foi reiniciado e nenhum brazuca conquistou vaga nas quartas de final masculinas da etapa que abre a nova temporada da elite mundial. O melhor foi Yago Dora, que caiu nas oitavas e terminou o evento em nono lugar. Gabriel Medina, Italo Ferreira, Samuel Pupo, Miguel Pupo e Deivid Silva foram eliminados no round anterior e finalizaram a etapa na 17ª posição.

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A bancada havaiana de Pipeline funcionou com ondas de até 6 pés pela manhã. Ao longo do dia as séries ficaram cada vez mais escassas e menores. O Backdoor foi o principal caminho para as vitórias. A WSL realizou o terceiro round e as oitavas de final dos homens em baterias simultâneas de 40 minutos.

Melhor brasileiro na etapa – Yago estreou na oitava bateria. Enquanto o brasileiro começou com uma vaca para Pipeline, Jacob Willcox andou fácil dentro de um tubo para o Backdoor. O australiano largou com 6.27 pontos. Yago não demorou para responder a atuação do adversário. Aos seis minutos ele completou um canudo limpo para Pipe e também chegou à casa dos seis pontos (6.27). Jacob se manteve ativo e logo depois passou por dentro de uma direita para colocar mais 4.67 no placar.

O confronto ficou morno durante 22 minutos, até que os dois surfaram para a direita. Sem a prioridade, Jacob foi primeiro. Yago foi na onda seguinte. O aussie completou o tubo e o brasileiro não. Jacob marcou 5.87, aumentou a diferença no placar para 5.94 pontos e ainda pegou a prioridade.

Jacob usou o direito de escolha de onda quando restavam quatro minutos para fim. Yago ameaçou ir na direita, mas o australiano foi, completou mais um tubo, porém não trocou de nota. O brasileiro ficou no pico com a prioridade e 3 minutos para pegar uma onda que valesse no mínimo 5.94 pontos. Logo o brazuca optou por surfar, mas o Backdoor não ajudou e ele saiu por cima da onda. A prioridade voltou para as mãos de Jacob.

A bateria chegou ao minuto final e Yago se interessou por uma onda. Jacob fez o uso da prioridade, remou, mas não entrou. A direita seguinte ficou para o brasileiro que pegou o canudo, saiu limpo numa boca bem aberta e manobrou duas vezes. Jacob ainda teve tempo de surfar mais uma para o Backdoor e também completou o tubo.

As notas foram divulgadas quando os dois atletas já estavam na areia. Yago marcou 7.83 e Jacob 5.13 pontos, scores que deram a vitória para o brasileiro.


Yago fica em nono – A disputa entre Yago e Barron Mamiya foi a quarta das oitavas de final e aconteceu na tarde desta terça-feira, num momento que a bancada de Pipeline recebia poucas ondas de qualidade em séries de no máximo 6 pés.

Apenas três ondas foram surfadas na primeira metade da bateria. O havaiano não achou a saída de dois tubos, um pra Pipe e outro para o Backdoor, e o brasileiro não achou o canudo numa direita. Logo depois, os dois atuaram, mas novamente conquistaram notas fracas.

Sem a prioridade, Barron partiu para as manobras aos 25 minutos. Ele atuou de frontside numa direita e anotou 2.33 pontos. Três minutos depois o havaiano surfou um tubo curto para a direita, mas de crista grossa. Yago atuou na mesma série para Pipeline. O brazuca não achou o canudo e tentou voar, porém errou a manobra. O havaiano anotou 7.17 pontos e abriu vantagem no placar. Yago passou a precisar de 8.73 para chegar às quartas de final.

Yago tentou reagir quando restavam 4 minutos para o final. Ele passeou bastante de backside na direita, mas foi derrubado da prancha. O brasileiro tentou encostar no placar logo depois, mas novamente a direita não ajudou. Com a prioridade, Barron ficou remando lado a lado com o brasileiro. O tempo se esgotou e Yago se despediu da primeira etapa do CT 2024 em nono lugar.

Primeira baixa do dia – Samuel Pupo foi o primeiro brazuca a cair nesta terça-feira. Ele participou da segunda bateria do dia, a segunda do Round 3.

Samuel abriu a disputa contra o australiano Liam O’Brien no primeiro minuto. Porém, fez um drope muito atrasado para o Backdoor e acabou engolido pelo tubo. Foi o brasileiro quem surfou pela segunda vez na bateria. Aos dez minutos ele foi novamente para a direita, mas a onda não ofereceu tubo profundo.

Liam completou o primeiro canudo da bateria aos 11 minutos, mas a direita era pequena e a saída foi espremida (3.17). O australiano se manteve ativo e surfou duas direitas na sequência. A primeira não foi tão boa, mas ele achou a saída. Na seguinte, ele ficou fundo num tubo e saiu por baixo do lip para marcar 5.17 pontos.

Samuel e Liam surfaram perto da metade da bateria. Os dois completaram os tubos para o Backdoor, mas o australiano foi melhor. Liam conquistou 7.00 e Samuel 5.83 pontos. Naquele momento o brasileiro necessitava de 6.35 para avançar na competição.

A bateria chegou aos 3 minutos finais e o brasileiro entrou em ação. Samuel tinha a prioridade e botou para dentro de frontside. Ele completou a onda, executou uma rasgada e comemorou. Dois dos cinco juízes deram a virada, mas a nota 6.00 não mudou o resultado e ele acabou eliminado por 12.17 a 11.83 pontos.

Italo cai para Jordy – O segundo brazuca a cair na fase foi Italo Ferreira. Foi ele quem surfou as duas primeiras ondas do duelo. As duas atuações foram fracas, mas a segunda teve atitude. O brasileiro pegou uma esquerda da série e botou pra dentro, porém a onda correu e ele não saiu. Jordy Smith estreou na disputa para o Backdoor. O sul-africano passeou por dentro da direita, desaparecendo em alguns momentos, saindo limpo e com tempo para executar uma forte batida. A atuação valeu 6.67 pontos.

Italo deu o troco aos 13 minutos. O brasileiro botou pra baixo numa direita da série, virou na base embaixo do lip, sumiu e apareceu para atingir a junção com uma forte pancada. O campeão da etapa em 2019 voou pra base, aterrissou e logo depois caiu da prancha. A performance valeu 8.87 pontos e deixou Jordy na necessidade de 3.21 para vencer.

A bateria ficou morna e Italo melhorou seu somatório quando restavam 3 minutos. O brazuca usou a prioridade, executou três batidas de backside, colocou 3.17 no placar e aumentou a diferença para 5.38 pontos. Jordy ficou no pico e dropou uma direita no minuto final. O sul-africano passeou pelo tubo, sumiu algumas vezes e saiu para marcar 7.00 pontos. Fim de bateria e vitória de Jordy pelo placar de 13.67 a 12.04 pontos.

Medina perde para novato – Gabriel Media também terminou o Pipe Pro 2024 na 17ª posição. Campeão do evento em 2018, o brasileiro ficou muito ativo na 11ª bateria do Round 3, mas não achou a saída dos tubos. Pior para ele que o novato na elite, Crosby Colapinto, teve sangue frio, surfou um canudo que valeu nota no critério excelente e ficou com a vaga nas oitavas de final da etapa havaiana do CT.

A bateria entre eles só começou a ser decidida aos 27 dos 40 minutos. Até aquele momento Medina tinha surfado sete ondas. O tricampeão mundial tinha botado pra dentro em algumas ocasiões, mas não saiu nenhuma vez e tinha como maior nota 1.50 ponto. Crosby então atuou pela primeira vez e marcou uma nota no critério excelente. O norte-americano foi para a direita, ficou fundo, saiu sem dificuldade e bateu forte na junção. A atuação valeu 8.33 pontos.

Os dois surfistas mostraram interesse numa onda quando restavam 7 minutos. Medina fez o uso da prioridade, porém dropou reto. O norte-americano surfou 1 minuto depois, mas a direita não rendeu boa performance (0.53). Crosby voltou para o pico antes do brasileiro e ficou com o direito de escolha de onda. O tempo passou e chegou ao fim para tristeza do brasileiro, derrotado pelo placar de 8.86 a 2.73 pontos.

Miguel perde para Imaikalani – Outra queda brazuca no dia foi a de Miguel Pupo. Ele e Imaikalani deVault começaram a 12ª bateria lado a lado. Aos quatro minutos os dos remaram e não foram na onda. O brasileiro levantou o braço pedindo a prioridade e ganhou. Um minuto depois ele atuou de backside e completou o tubo. A nota foi 5.83. O havaiano surfou sua primeira onda na bateria aos 11 minutos. Imaikalani também passou por dentro da direita e acertou uma batida pra completar a atuação. Ele conquistou 5.33 pontos.

Miguel fez o uso da prioridade numa onda ruim para a direita, e Imaikalani foi para a liderança dez minutos depois. O havaiano botou pra dentro de Backdoor. Ele não ficou fundo, mas saiu, marcou 2.67 pontos e foi para a primeira posição. O brasileiro passou a buscar 2.17 para vencer.

Os dois surfaram para a direita quando faltavam sete minutos para o fim. Miguel marcou 4.27 e Imaikalani 5.13 pontos. O brasileiro passou a buscar 4.63 para avançar na etapa. O brasileiro usou a prioridade quando restava um minuto. Miguel botou pra dentro, ficou fundo e tentou sair por baixo da crista, porém foi derrubado. O havaiano ainda surfou outro tubo antes do término. Ele não trocou de nota (4.60), mas saiu da água vitorioso.

John John vence Deivid com a melhor atuação do dia – A última queda brasileira na terceira fase aconteceu no 13º duelo entre Deivid Silva e John John Florence. O havaiano começou o show em Backdoor aos 24 dos 40 minutos do duelo. John John botou pra dentro, ficou fundo, desapareceu e saiu para marcar 9.17 pontos, a maior nota do Pipe Pro 2024. Três minutos depois ele marcou 6.83. John John seguiu com excelente aproveitamento e saiu de outro canudo quando restavam seis minutos (5.73). Ele ainda teve tempo de colocar mais 8.17 no placar. A vitória foi com 17.34 de média.

Deivid Silva procurou os tubos tanto para Pipeline quando para Backdoor. Perto do fim o brasileiro andou dentro de um canudo para a direita por um longo tempo, porém não achou a saída. Ele perdeu com as notas 5.17 e 3.67 pontos.

Quedas dos últimos campeões – O dia também foi ruim para os dois últimos campeões do CT de Pipeline. Atual vencedor, Jack Robinson, e o melhor em 2021, Kelly Slater, se despediram da competição em 17º lugar.

Kelly brigava pelo nono título na competição, porém não achou a saída dos tubos e foi eliminado na primeira bateria do dia. A derrota foi para o australiano Ethan Ewing. Ele surfou a primeira onda e Kelly pegou duas na sequência, mas nenhum dos dois completou os tubos.

O primeiro canudo surfado com sucesso foi de Ethan. Aos 12 minutos ele usou a prioridade e passou por dentro de Backdoor. Kelly havia surfado a onda anterior e conseguiu voltar para o pico antes, ficando com a prioridade. Logo entrou uma série e o aussie, ao contrário do norte-americano, estava bem posicionado e foi na direita. O tubo foi mais fundo e mais longo do que o anterior. Kelly tentou dar o troco na mesma série, porém novamente não saiu do tubo. Ethan colocou 4.83 e 7.83 pontos no somatório.

O surfista dos Estados Unidos chegou na metade do confronto de 40 minutos na necessidade de 12.66 pontos para vencer. Na sequência Kelly andou muito tempo dentro do tubo, mas a onda fechou e ele foi derrubado. O norte-americano seguiu ativo, mas sem conseguir ondas de destaque. A bateria chegou ao fim e ele se despediu da competição.

Ramzi despacha Jack – O marroquino Ramzi Boukhiam eliminou o atual campeão do Pipe Pro. Jack Robinson começou melhor a bateria e ficou na frente do placar até os minutos finais, quando o adversário surfou um tubo de backside para o Backdoor, assumiu a liderança e avançou na etapa havaiana.

O marroquino surfou apenas duas ondas na quinta disputa da terceira fase. O atleta marcou 4.50 pontos na primeira atuação e viu Jack assumir a liderança com as notas 3.00 e 5.83. Ramzi usou a prioridade quando restavam nove minutos para o fim. O surfista fez um drope muito difícil, com a crista já virando, segurou na borda da prancha e fez a curva na base já dentro do tubo. Ele andou um curto tempo dentro do canudo e achou a saída. Ramzi precisava de 4.74 e marcou 6.33 para assumir a primeira posição. Jack ainda tentou recuperar a posição na onda seguinte, mas não completou o tubo e foi eliminado.

Maior nota do dia – A maior nota da terça-feira foi conquistada por Callum Robson na 14ª bateria do Round 3. O australiano chegou nos quatro minutos finais em segundo lugar, precisando de 6.17 pontos para superar o havaiano Seth Moniz. Callum executou um air drop de frontside para Backdoor, sumiu lá dentro e saiu depois da baforada para marcar 9.33 pontos. Com a maior nota do evento ele assumiu a primeira posição e eliminou o adversário.


Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Pipe Pro 2024 acontece nesta quarta-feira (7), às 14h45 (de Brasília). A previsão indica dia de ondas um pouco menores que as desta terça-feira, com swell de Noroeste, que é bom para a bancada de Pipeline, e vento terral.

Transmissão ao vivo – O Pipe Pro abre a temporada 2024 do World Surf League Championship Tour. O prazo máximo para a realização do evento é 10 de fevereiro. O campeonato tem transmissão ao vivo do Havaí pelo Sportv e Globoplay e em português também pelo WorldSurfLeague.com, aplicativo e Canal da WSL no YouTube.

Pipe Pro 2024
Round 3 Masculino

1 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x 4.27 Kelly Slater (EUA)

2 Liam O’Brien (AUS) 12.17 x 11.83 Samuel Pupo (BRA)

3 Jake Marshall (EUA) 13.77 x 7.84 Ryan Callinan (AUS)

4 Connor O’Leary (AUS) 8.00 x 6.84 Jackson Bunch (HAV)

5 Ramzi Boukhiam (MAR) 10.83 x 10.16 Jack Robinson (AUS)

6 Jordy Smith (AFR) 13.67 x 12.04 Italo Ferreira (BRA)

7 Barron Mamiya (HAV) 14.16 x 7.00 Frederico Morais (POR)

8 Yago Dora (BRA) 14.10 x 12.20 Jacob Willcox (AUS)

9 Griffin Colapinto (EUA) 11.17 x 10.33 Shion Crawford (HAV)

10 Ian Gentil (HAV) 10.67 x 5.40 Kanoa Igarashi (JAP)

11 Crosby Colapinto (EUA) 8.86 x 2.73 Gabriel Medina (BRA)

12 Imaikalani deVault (HAV) 10.46 x 10.10 Miguel Pupo (BRA)

13 John John Florence (HAV) 17.34 x 8.84 Deivid Silva (BRA)

14 Callum Robson (AUS) 13.83 x 10.67 Seth Moniz (HAV)

15 Matthew McGillivray (AFR) 10.00 x 5.50 Eli Hanneman (HAV)

16 Leonardo Fioravanti ((ITA) 16.00 x 9.40 Kade Matson (EUA)

Oitavas de final

1 Ethan Ewing (AUS) 14.83 x 12.00 Liam O’Brien (AUS)

2 Connor O’Leary (AUS) 7.93 x 6.43 Jake Marshall (EUA)

3 Jordy Smith (AFR) 16.50 x 4.17 Ramzi Boukhiam (MAR)

4 Barron Mamiya (HAV) 9.50 x 1.74 Yago Dora (BRA)

5 Ian Gentil (HAV) 9.17 x 6.60 Griffin Colapinto (EUA)

6 Imaikalani deVault (HAV) 12.67 x 8.83 Crosby Colapinto (EUA)

7 John John Florence (HAV) 11.83 x 5.00 Callum Robson (AUS)

8 Leonardo Fioravanti (ITA) 11.90 x 5.93 Matthew McGillivray (AFR)

Quartas de final

1 Ethan Ewing (AUS) x Connor O’Leary (AUS)

2 Jordy Smith (AFR) x Barron Mamiya (HAV)

3 Ian Gentil (HAV) x Imaikalani deVault (HAV)

4 John John Florence (HAV) x Leonardo Fioravanti (ITA)

Round 1 Feminino

1 Tyler Wright (AUS), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Luana Silva (BRA)

2 Carissa Moore (HAV), Sally Fitzgibbons (AUS), Brisa Hennessy (CRC)

3 Caroline Marks (EUA), India Robinson (AUS), Moana Jones Wong (HAV)

4 Caitlin Simmers (EUA), Gabriela Bryan (HAV), Isabella Nichols (AUS)

5 Molly Picklum (AUS), Tatiana Weston-Webb (BRA), Alyssa Spencer (EUA)

6 Lakey Peterson (EUA), Johanne Defay (FRA), Sawyer Lindblad (EUA)

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    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).