Surf Ranch Pro

Cinco brasileiros nas quartas

Yago Dora comanda ataque brasileiro no Surf Ranch Pro. Além dele, Filipe Toledo, João Chianca, Gabriel Medina e Italo Ferreira estão na fase masculina dos oito melhores da etapa. Finais acontecem neste domingo (28), a partir das 14h08 (de Brasília).
Surf Ranch Pro 2023, Lemoore, Califórnia (EUA)

Os surfistas brasileiros fizeram bonito no primeiro dia do Surf Ranch Pro. Yago Dora marcou a maior nota e o maior somatório do sábado (27) e avançou com moral para as quartas de final. Filipe Toledo, João Chianca, Gabriel Medina e Italo Ferreira também estão classificados para a fase dos oito melhores homens da etapa. Finais acontecem neste domingo (28), a partir das 14h08 (de Brasília).

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Yago marcou a única nota na casa dos nove pontos no dia. O brasileiro fez excelente apresentação na quarta bateria da primeira fase masculina e venceu com direito a 9.37 pontos, score conquistado com performance que teve três aéreos de frontside. Italo Ferreira e Griffin Colapinto caíram para a repescagem. Ian Gentil se despediu do evento.

O brasileiro não usou a primeira seção de tubo da direita. Yago optou por executar uma série de manobras, sendo várias batidas verticais de backside. O surfista pegou o segundo canudo e decolou com reverse sem ganhar muita altura para finalizar a performance. A atuação valeu 6.93 pontos.

A performance na primeira esquerda foi melhor. O único erro de Yago aconteceu no aéreo na última seção da onda. Até ali ele foi consistente nas manobras e executou um aéreo com reverse no meio da esquerda. A nota foi 7.77 pontos.

O brasileiro caiu da prancha na segunda direita, mas na última performance na disputa ele se destacou. O atleta fez uma apresentação especial, variou as manobras, aliou força e fluidez, e executou três aéreos. O ataque valeu 9.37 pontos, a maior nota do Surf Ranch Pro 2023 até o momento. Com o resultado ele garantiu vaga nas quartas de final.

Italo Ferreira ficou em segundo lugar no duelo. O campeão mundial de 2019 marcou uma nota na casa dos oito pontos e duas na casa dos sete. A melhor performance dele aconteceu na segunda direita, quando marcou 8.17 mesmo errando a última manobra. Na direita anterior ele havia marcado 7.50. Sua melhor esquerda valeu 7.00, quando ele surfou de maneira segura. Italo não radicalizou muito, mas fez uma linha interessante, além de boas curvas e ataques verticais. No final, após o tubo, voou com pouca altura e reverse.

O norte-americano Griffin Colapinto não venceu e garantiu vaga na repescagem com susto. Ele começou com 7.07 pontos na direita, mas depois caiu na esquerda (3.57). O atual número quatro do ranking melhorou um pouco o somatório trocando 7.07 por 7.30 na segunda direita, mas foi pra última onda precisando de 4.87 para não ser eliminado. Griffin surfou na ponta dos dedos, sem forçar os movimentos e marcou 6.50, terminando a disputa em terceiro lugar.

Ian Gentil ficou na última posição. O havaiano até fez bons ataques, mas também cometeu erros e não superou a casa dos seis pontos. Com o resultado ele foi eliminado do Surf Ranch Pro ainda na primeira fase.

Medina manda JJ pra repescagem – Gabriel Medina também venceu surfando bem. Ele cresceu de produtividade nas suas duas ondas finais e venceu a sexta bateria da primeira fase masculina com o maior somatório dos homens no dia. John John Florence ficou em segundo lugar e foi pra repescagem com Rio Waida. Liam O’Brien terminou em quarto e foi eliminado.

O tricampeão mundial começou com duas notas na casa dos seis pontos (6.40 e 6.17). O maior score dele até aquele momento foi conquistado na esquerda, mesmo com erro no Alley Oop na última seção da onda.

Medina cresceu em sua segunda rodada. O brasileiro marcou 7.33 pontos na direita e assumiu a liderança. A performance foi segura e ele terminou a apresentação com um reverse que ele executou passando a rabeta bem acima do lip. Mas o melhor ainda estava por vir. Medina quebrou a sua segunda esquerda. Foram várias manobras fortes, com variação, e voo no meio da onda e no final com um Kerrupt. A nota foi 8.77.

O bicampeão mundial John John não completou suas duas ondas iniciais. Na primeira, uma direita, ele ficou no tubo (5.67) e na esquerda ele caiu na tentativa da sétima manobra, uma batida com reverse (2.50). Mas, assim como o brasileiro, o havaiano cresceu na parte final. Na segunda direita ele soltou as manobras, ficou fundo no tubo por um longo tempo e voou com reverse no final. A apresentação valeu 7.67 pontos.

Mesmo com a boa apresentação na direita, John John chegou na parte final em último lugar, na necessidade de 5.80 pontos para não ser eliminado e de 8.44 para vencer. O havaiano não amarelou, partiu pro ataque de backside e, mesmo sem grande destaque, marcou 6.93 para seguir vivo na competição, porém terá que enfrentar a repescagem.

O outro surfista da bateria que caiu para a repescagem foi Rio Waida. O indonésio passou a primeira rodada na frente, mas depois, mesmo trocando uma nota, ele não conseguiu se manter na briga pela vitória.

O australiano Liam O’Brien até chegou perto de tomar a vaga de Rio na última performance dele no confronto. Ele necessitava de 7.33 pontos para ficar vivo na etapa e marcou 7.20.

Filipinho quer o bicampeonato consecutivo – O atual campeão da etapa marcou notas no critério excelente em atuações de frontside, venceu a segunda bateria do evento e também garantiu lugar nas quartas de final. O convidado para a prova, Cole Houshmand (2º), e Connor O’Leary (3º) caíram para a repescagem. Callum Robson terminou na última posição e foi eliminado.

Filipe começou dando show. O brasileiro fez uma apresentação perfeita, com variação de manobras, curvas e ataques verticais agressivos além de aéreo na parte final da direita. A performance valeu 8.83 pontos. A atuação na esquerda não foi tão boa quanto na direita. Ele apresentou um surfe limpo, chegou duro em alguns momentos e aliviou em outros. No final ele tentou voar, mas errou a manobra. A atuação valeu 6.90.

O atual campeão mundial foi pra sua segunda direita com a missão de trocar a nota 8.83 pontos conquistada na primeira apresentação. Filipe teve uma performance diferente, voou com reverse no meio da onda e executou um Club Sandwich após o segundo canudo, porém a nota 8.77 não entrou no somatório, já que o placar é formado pela melhor direita e a melhor esquerda.

De acordo com a regra, os piores classificados no ranking surfam primeiro. Por por esse motivo o brasileiro, atual vice-líder, foi para a última onda com a vitória já garantida. Ainda assim ele trocou de nota pra esquerda (7.20) e venceu com 16.03 pontos no somatório.

Em segundo lugar no confronto ficou Cole Houshmand, convidado para a etapa por ser o melhor norte-americano no ranking do circuito Challenger Series (3º). Cole formou seu somatório com as últimas duas apresentações. Depois de três manobras e um tubo rápido e na boca, Cole fez uma sequência de pancadas retas e fortes na segunda direita e anotou 6.57 pontos.

O norte-americano apresentou uma pegada diferente em sua segunda esquerda. Cole foi mais agressivo e no meio da atuação voou com reverse. Ele ainda executou outras manobras e decolou no final com Alley Oop pra anotar 8.43 pontos. Mesmo assim ele não ultrapassou Filipinho, que até aquele momento tinha surfado apenas uma direita e uma esquerda.

Connor O’Leary ficou na terceira posição com duas notas na casa dos sete pontos. O australiano estreou no evento com seu forte ataque de backside. Apesar de não ter ficado muito fundo no primeiro tubo, o surfista emendou uma sequência de batidas verticais e agressivas e largou com 7.33 pontos.

A segunda atuação de frontside de Connor teve uma primeira metade sem muito destaque, e a parte final com mais variação e força nas manobras. O australiano finalizou a atuação com um aéreo reverse com pouca altura e anotou 7.37 pontos.

Em último na bateria ficou Callum Robson. O australiano só completou uma de suas quatro ondas, uma esquerda que valeu 6.00 pontos. Com o resultado Callum foi eliminado do Surf Ranch Pro.

Líder do ranking – Depois de Filipe Toledo se dar bem, João Chianca venceu a terceira disputa e também marca presença na fase dos oito melhores da categoria masculina do Surf Ranch Pro. Caio Ibelli caiu nas quarto ondas que surfou, terminou em último lugar e foi eliminado.

João Chianca completou sua primeira onda no evento, uma direita, porém com um erro que quase custou a apresentação. Ele estava bem, até que após o primeiro tubo quase ficou pra trás depois de uma batida. Chumbinho conseguiu corrigir o movimento, seguiu surfando e completou a direita com um layback. A atuação valeu 6.77 pontos.

O brasileiro também finalizou sua primeira esquerda. João não extrapolou em nenhuma seção, mas fez um surfe seguro para anotar 6.00 pontos. O atleta subiu o nível na segunda direita. O brazuca foi em busca de uma nota maior que 6.77 pontos, conquistada em sua primeira atuação. João cresceu a partir do tubo, que ele ficou fundo. A partir dali o líder do ranking colocou mais força nas manobras e variou o repertório para melhorar o somatório com 7.00 pontos.

João foi para a última apresentação da bateria com a vitória já garantida. A performance não foi tão expressiva, ele marcou 5.63 pontos e não trocou de nota.

O convidado para a etapa no lugar do lesionado havaiano Seth Moniz, Jett Schilling, atual número 5 do Challenger Series, ficou em segundo lugar na bateria. Suas melhores apresentações foram as duas últimas, quando marcou 5.37 pontos na direita e 7.00 na esquerda. Na melhor performance ele soltou várias manobras e evitou o tubo para voar de frontside com pouca altura.

Jett está na repescagem, assim como Matthew McGillivray. O sul-africano ficou em terceiro lugar com duas notas na casa dos 5 pontos. A melhor apresentação dele aconteceu na primeira direita e valeu 5.77 pontos, mesmo com o surfista perdendo um pouco a linha da onda e cometendo alguns erros.

Caio Ibelli teve uma fraca atuação. O brasileiro caiu nas quatro ondas e foi presa fácil para os adversários. Ele terminou na última posição e se despediu da etapa.

Italo supera a repescagem – Foi com emoção. Italo Ferreira passou pela repescagem na última onda dos homens na fase. O brasileiro necessitava de 8.31 pontos para pegar o lugar do japonês Kanoa Igarashi, marcou 8.50 e avançou em segundo lugar. O norte-americano Griffin Colapinto ficou em primeiro, após anotar 8.77 na direita. Os dois avançaram para as quartas de final do Surf Ranch Pro.

Os 12 surfistas que ficaram em segundo ou terceiro nas baterias da primeira fase tiveram uma direita e uma esquerda na repescagem. Apenas a melhor nota contava para o resultado final e somente duas vagas estavam em jogo. As disputas aconteceram durante a noite na piscina de ondas de Lemoore, Califórnia (EUA).

Griffin foi o sexto a atuar. O norte-americano fez um surfe seguro na direita, com repertório variado. Forçou quando se sentiu mais confiante, e evitou extrapolar para garantir a nota após o segundo tubo (voou sem rotação). Uma das manobras de destaque foi uma rabetada, executada com perfeição antes da segunda seção oca. Ele caiu na esquerda, mas ficou na liderança com 8.77 pontos.

Kanoa foi o décimo surfista a entrar em ação na fase. Assim como Griffin, sua melhor nota foi conquistada com uma atuação de frontside. A performance foi expressiva. Ele variou as manobras antes do primeiro tubo, ficou fundo por um curto tempo no canudo, depois repetiu batidas fortes antes de executar uma rabetada. Kanoa ainda passou por dentro da segunda seção oca e voou com reverse pra fechar a apresentação. A nota 8.30 pontos colocou-o na segunda posição e eliminou o havaiano John John Florence, que tinha 7.90 e caiu para o terceiro lugar.

Italo foi o último a surfar no round. Ele necessitava de 8.31 pontos para garantir vaga nas quartas de final. O brasileiro manobrou forte na direita com explosão e velocidade até quase no final, quando evitou o tubo, acelerou e voou, porém não aterrissou. A nota foi 5.77.

Ele tinha ainda a esquerda. O brasileiro então fez uma boa linha e variou as manobras. Italo também executou um reverse na metade da onda e fechou a apresentação com um aéreo reverse. Ele comemorou muito depois da apresentação, e vibrou ainda mais quando a nota 8.50 pontos foi divulgada.


Clique aqui para saber como foram todas as atuações na repescagem
Confira mais detalhes em nossas próximas atualizações.
Surf Ranch Pro 2023
Round 1 Masculino

1 Leonardo Fioravanti (ITA) 15.27 x Jordy Smith (AFR) 13.44 x Kelly Slater (EUA) 13.07 x Jack Robinson (AUS) 12.34

2 Filipe Toledo (BRA) 16.03 x Cole Houshmand (EUA) 15.00 x Connor O’Leary (AUS) 14.70 x Callum Robson (AUS) 8.67

3 João Chianca (BRA) 13.00 x Jett Schilling (EUA) 12.37 x Matthew McGillivray (AFR) 10.77 x Caio Ibeli (BRA) 8.10

4 Yago Dora (BRA) 16.30 x Italo Ferreira (BRA) 15.17 x Griffin Colapinto (EUA) 13.80 x Ian Gentil (HAV) 12.17

5 Ethan Ewing (AUS) 15.33 x Kanoa Igarashi (JAP) 14.83 x Ryan Callinan (AUS) 14.16 x Barron Mamiya (HAV) 12.83

6 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x John John Florence (HAV) 14.60 x Rio Waida (IDN) 13.60 x Liam O’Brien (AUS) 13.47

Repescagem
Classificados

1 Griffin Colapinto (EUA) 8.77 pontos

2 Italo Ferreira (BRA) 8.50
Eliminados em 9º lugar

Kanoa Igarashi (JAP) 8.30

John John Florence (HAV) 7.90

Connor O’Leary (AUS) 7.00

Jordy Smith (AFR) 6.77

Kelly Slater (EUA) 6.40

Matthew McGillivray (AFR) 6.17

Jett Schilling (EUA) 4.33

Ryan Callinan (AUS) 4.17

Eliminados em 17º lugar

Cole Houshmand (EUA) 4.07

Rio Waida (IDN) 3.83

Quartas de final

1 Griffin Colapinto (EUA) x Yago Dora (BRA)

2 Filipe Toledo (BRA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 Ethan Ewing (AUS) x Gabriel Medina (BRA)

4 João Chianca (BRA) x Italo Ferreira (BRA)
Round 1 Feminino

1 Carissa Moore (HAV) 16.26 x Johanne Defay (FRA) 15.03 x Caitlin Simmers (EUA) 14.57 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.10

2 Tatiana Weston-Webb (BRA) 15.83 x Stephanie Gilmore (AUS) 13.90 x Alyssa Spencer (EUA) 12.17 x Tyler Wright (AUS) 11.43

3 Caroline Marks (EUA) 15.33 x Molly Picklum (AUS) 14.73 x Lakey Peterson (EUA) 13.83 x Gabriela Bryan (HAV) 12.80

Repescagem feminina
Classificada

1 Caitlin Simmers (EUA) 8.17

Eliminadas em 5º lugar

Johanne Defay (FRA) 7.33

Molly Picklum (AUS) 7.17

Stephanie Gilmore (AUS) 7.13

Lakey Peterson (EUA) 7.00

Eliminada em 9º lugar

Alyssa Spencer (EUA) 5.00

Semifinais

1 Caroline Marks (EUA) x Caitlin Simmers (EUA)

2 Carissa Moore (HAV) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

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    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quarta-feira (21), às 9h (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quarta-feira (21), às 9h (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.