Rio Pro

Caroline dita o ritmo

Caroline Marks é a melhor surfista da categoria feminina na abertura do Rio Pro 2023. Tatiana Weston-Webb está na repescagem e Silvana Lima é eliminada.
Rio Pro 2023, Itaúna, Saquarema (RJ)

A surfista dos Estados Unidos Caroline Marks foi a melhor mulher da abertura do Rio Pro 2023. Ela venceu pela primeira fase com o maior somatório entre elas, com atuações nas de 0,5 a 1 metro no Point de Itaúna. Tataina Weston-Webb estava na bateria e sofreu a virada perto do fim. Ela ainda terá uma chance na respescagem. A outra brasileira na etapa foi eliminada. Silvana Lima não venceu no Round 1 e se despediu da prova com derrota para a líder do ranking, a havaiana Carissa Moore.

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A quarta bateria do Rio Pro foi a que mais teve ação na primeira fase feminina. No total foram surfadas 21 ondas. Tati, Caroline e a havaiana Bettylou Sakura Johnson pegaram direitas e esquerdas. A brasileira colocou 4.40 pontos no somatório aos 12 minutos, quando executou um snap, um cutback e duas rasgadas. Três minutos depois a brazuca foi ainda melhor. Ela também atuou de frontside e com uma rasgada boa e uma forte batida na junção colocou 6.50 no placar.

Caroline conquistou duas notas na casa dos cinco pontos, as duas surfando de backside. Aos 12 minutos ela bateu duas vezes e marcou 5.10 pontos. Três minutos depois a norte-americana voltou a atingir o lip, porém com mais força. A única manobra valeu 5.50. Ela passou a necessitar de 5.41 para vencer.

Bettylou entrou nos dez minutos finais precisando de 5.91 pontos para garantir vaga nas quartas de final. A havaiana tinha como melhor nota 5.00 pontos, conquistados aos 14 minutos com uma batida, seguida de cutback, outra pancada, rasgada e um leve ataque ao lip espumado já na parte pequena e fraca da esquerda.

A havaiana usou a prioridade quando restavam seis minutos para o fim. Bettylou bateu forte numa esquerda, depois fez um cutabck e a onda morreu. Ela conquistou 5.27 pontos e continuou em último lugar. Dois minutos depois foi a vez de Caroline usar o direito de escolha de onda. A norte-americana fez duas rasgadas fortes, além de um cutback e uma batida na junção espumada. Com a nota 7.00 pontos ela assumiu a liderança.

Em segundo lugar, Tati precisava de 6.01 pontos para vencer. Quando restavam três minutos ela remou numa onda, mas não conseguiu entrar e perdeu a prioridade para Bettylou. Porém nenhuma outra onda apareceu e as posições na bateria não foram alteradas. A próxima adversária de Tati é a norte-americana Caitlin Simmers.

Silvana fora – Silvana Lima não passou do primeiro dia de disputas do Rio Pro. A convidada para a etapa ficou em segundo lugar na primeira fase, e na segunda foi eliminada pela líder do ranking, Carissa Moore.

Silvana Lima foi a primeira brasileira a competir na etapa. A surfista demorou a entrar em ação, mas cresceu no duelo, marcou a maior nota, porém não teve tempo de conquistar 3.17 pontos e terminou em último lugar. A norte-americana Lakey Peterson venceu e foi para as quartas. A havaiana Carissa Moore ficou em segundo lugar e também foi pra repescagem.

Poucas ondas apareceram no Point de Itaúna na metade dos 35 minutos de duelo. Lakey era a líder naquele momento, tendo conquistado a maior nota, 5.50 pontos, contra 4.17 de Carissa. Silvana só entrou em ação aos 21 minutos, mas caiu na primeira manobra. A norte-americana aumentou a distância para as adversárias com 3.50 pontos.

As três atletas surfaram quando restavam sete minutos para o fim. Carissa foi primeiro. A havaiana precisava de 4.84 pontos e marcou 3.97 para permanecer em segundo lugar. Silvana atuou de backside, executou uma boa batida, mas ficou um pouco presa no segundo ataque. Ela marcou a maior nota no confronto, 5.83 pontos, e passou a precisar de apenas 3.17 para vencer. Lakey rasgou duas vezes, mas não trocou de nota.

No último minuto as três atuaram na mesma onda. Carissa foi na direita, mas logo caiu. Lakey dropou pra esquerda, porém não passou a seção e Silvana entrou, mas não conseguiu performance suficiente para sair da terceira posição. Carissa e Silvana se enfrentam na repescagem.

Round 2 da Silvana contra Carissa – Silvana e Carissa se encontraram novamente no Rio Pro pra decidir quem ficaria com uma vaga nas quartas de final. A maior nota do duelo foi marcado aos 16 minutos. Naquele momento as duas surfistas entraram em ação. Carissa fez duas rasgadas e uma batida forte para marcar 6.50 pontos. A brasileira fez alguns ataques, mas nada muito agressivo e ficou com 4.33.

Silvana entrou na segunda metade do confronto na necessidade de 5.84 pontos para vencer. Quando restavam cinco minutos ela usou a prioridade e foi pra esquerda. Das três manobras que fez, a melhor foi uma batida. Ela fez 5.33 e diminuiu a diferença para 5.18.

Perto do fim a havaiana marcou a brasileira numa onda, porém perdeu a prioridade. Silvana teve nova chance no minuto final. Ela entrou na esquerda, mas ficou por cima da onda. A brazuca ainda teve tempo de pegar a direita que vinha logo atrás, mas acelerou e errou o aéreo. Com a derrota Silvana se despede do Rio Pro em nono lugar.


Maior nota do dia entre elas – Tyler Wright venceu a terceira bateria feminina do evento marcando a melhor nota delas no dia. A australiana que luta pela quarta vitória no Rio de Janeiro rasgou forte forçando a rabeta e executou um floater para anotar 7.17 pontos. Com a vitória ela garantiu vaga nas quartas de final. A francesa Johanne Defay (2ª) e Caitlin Simmers (3ª) caíram para a repescagem. Johanne encara a ausraliana Molly Picklum de olho numa vaga na fase das oito melhores do evento.

A queda de Stephanie – A campeã do Rio Pro 2018, Stephanie Gilmore, está fora da edição 2023 da etapa. A australiana ficou em último lugar na primeira fase, e na repescagem enfrentou a havaiana Bettylou Sakura Johnson.

O momento chave da bateria aconteceu aos 21 minutos. Stephanie tinha a prioridade e pegou uma esquerda ruim. A onda seguinte foi melhor e Bettylou não perdeu a oportunidade. A surfista do Havaí marcou 5.77 pontos e assumiu a liderança. A atual campeã mundial ficou ativa, mas não sair da casa dos três pontos e se despediu da etapa.

Próxima chamada e previsão das ondas – O dia terminou com a segunda bateria da repescagem feminina. As últimas duas disputas do round ficaram para abrir o próximo dia de competição. A próxima chamada para Rio Pro acontece neste sábado (24), às 7h15 (de Brasília). De acordo com a previsão, as condições para o surfe devem ficar parecidas com as desta sexta-feira, talvez com ondas um pouco menores.

Confira mais detalhes em nossas próximas atualizações.
Rio Pro 2023
Round 1 feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) 12.13 x Molly Picklum (AUS) 11.94 x Stephanie Gilmore (AUS) 11.06

2 Lakey Peterson (EUA) 9.00 x Carissa Moore (HAV) 8.14 x Silvana Lima (BRA) 7.43

3 Tyler Wright (AUS) 11.17 x Johanne Defay (FRA) 10.26 x Caitlin Simmers (EUA) 10.07

4 Caroline Marks (EUA) 12.50 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 10.90 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 10.27

Repescagem

1 Carissa Moore (HAV) 10.50 x 10.00 Silvana Lima (BRA)

2 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.54 x 11.14 Stephanie Gilmore (AUS)

3 Molly Picklum (AUS) x Johanne Defay (FRA)

4 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Caitlin Simmers (EUA)

Round 1 masculino

1 Ethan Ewing (AUS) 14.20 x Rio Waida (IDN) 14.13, Caio Ibelli (BRA) 12.47

2 João Chianca (BRA) 14.83 x Seth Moniz (HAV) 10.20 x Matthew McGillivray (AFR) 8.96

3 Filipe Toledo (BRA) 14.53 x Samuel Pupo (BRA) 14.50 x Callum Robson (AUS) 13.83

4 Liam O’Brien (AUS) 10.33 x Jadson André (BRA) 8.24 x Griffin Colapinto (EUA) 6.73

5 Yago Dora (BRA) 15.53 x Gabriel Medina (BRA) 15.17 x Ian Gentil (HAV) 8.40

6 Ryan Callinan (AUS) 13.44 x Jack Robinson (AUS) 10.20 x Barron Mamiya (HAV) 6.26

7 John John Florence (HAV) 15.67 x Connor O’Leary (AUS) 10.83 x Jordy Smith (AFR) 9.63

8 Italo Ferreira (BRA) 15.00 x Leonardo Fioravanti (ITA) 11.40 x Kanoa Igarashi (JAP) 9.13

Repescagem

1 Griffin Colapinto (EUA) x Jadson André (BRA)

2 Connor O’Leary (AUS) x Ian Gentil (HAV)

3 Gabriel Medina (BRA) x Samuel Pupo (BRA)

4 Caio Ibelli (BRA) x Barron Mamiya (HAV)

5 Jack Robinson (AUS) x Seth Moniz (HAV)

6 Matthew McGillivray (AFR) x Jordy Smith (AFR)

7 Leonardo Fioravanti (ITA) x Rio Waida (IDN)

8 Callum Robson (AUS) x Kanoa Igarashi (JAP)

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    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.