Margaret River Pro

Italo voa alto no Main Break

Italo Ferreira dá show no Margaret River Pro, vence pela terceira fase com o maior somatório do dia, afasta o fantasma do corte e chega nas oitavas de final.
Margaret River Pro 2023, Main Break, Austrália

O cara do terceiro dia do Margaret River Pro foi Italo Ferreira. O campeão mundial de 2019 voou alto no Main Break e venceu pela terceira fase com a maior nota e o maior somatório do sábado (22). Filipe Toledo, Gabriel Medina, João Chianca e Yago Dora são os outros brasileiros classificados para as oitavas de final masculinas do evento. Dia também foi marcado pelo corte de alguns surfistas que não permanecerão no circuito da elite no restante da temporada de 2023.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

O sábado teve a repescagem e a terceira fase dos homens, além das quatro baterias iniciais das oitavas das mulheres. As disputas aconteceram em onda que chegaram aos 12 pés de face no Main Break, pico do Oeste da Austrália.

Os finalistas das Olimpíadas de Tóquio se enfrentaram na 14ª bateria do Round 3. Kanoa Igarashi ficou muito ativo na primeira metade do duelo de 40 minutos. O japonês surfou cinco ondas e estava na frente com as notas 6.33 e 5.27 pontos. Italo procurava por direitas melhores, e surfou apenas duas. O brasileiro havia conquistado 6.17 e 5.33 e precisava de 5.44 para vencer.

Italo foi pra liderança aos 21 minutos. O campeão olímpico marcou 6.27 pontos e deixou o japonês na necessidade de 6.11. O brasileiro atuou novamente logo em seguida, mas repetiu sua segunda maior nota e não alterou o placar. Kanoa tentou reverter o resultado quatro vezes, mas errou a finalização na melhor oportunidade e não chegou na nota que precisava.

A bateria chegou nos cinco minutos finais e Italo tinha a prioridade, mas quem surfou foi Kanoa. O japonês executou uma rasgada, um floater e uma batida. O brasileiro entrou na direita seguinte da mesma série. O atleta acelerou e voou alto com rotação. Ele comemorou muito. Kanoa não trocou de nota com 4.93 pontos e Italo disparou n a frente com 9.03, a maior nota do dia.

Italo ainda teve tempo de surfar uma direita da série e executar duas batidas fortes. O brazuca trocou de nota novamente, colocou mais 8.50 pontos no placar e venceu com o maior somatório do sábado, 17.53, contra 11.60 do adversário. Com o resultado o brasileiro garantiu permanência no CT 2023. O próximo adversário dele é o australiano Ethan Ewing.

“Escapar do corte é muito bom, mas esses dias têm sido difíceis, porque fico triste por meus amigos que saíram”, disse Italo Ferreira. “Mas, com certeza eu fiz uma grande bateria hoje (sábado). Eu queria conseguir notas mais altas no início, para poder ir aumentando a pontuação quando a bateria estivesse com a prioridade (de escolher a próxima onda). Foi incrível conseguir fazer as manobras que arrisquei, como aquele aéreo. Quando vi a rampa se formar, só pensei: ‘vamos lá! Estou bem feliz que deu certo’”.


Yago verticaliza no Main Break – Outro surfista que fez bonito no dia foi Yago Dora. Ele venceu pelo Round 3 com o segundo maior somatório do sábado. O atual nono colocado no ranking resolveu a bateria no primeiro quarto do confronto. Yago abriu a disputa aos três minutos com três batidas retas e fortes de backside. A atuação valeu a nota 9.00 pontos. Cinco minutos depois ele voltou a atacar as direitas do Main Break com agressividade, colocou mais 7.67 no somatório e deixou Nat Young precisando de duas ondas para reverter o resultado (16.67).

O norte-americano chegou a trocar de nota, mas não diminuiu a diferença para Yago. Já o brasileiro se distanciou ainda mais do adversário há quatro minutos do fim. Ele rasgou duas vezes, bateu com reverse e deu uma pancada na junção. Com mais 8.00 pontos ele fechou o caixão de Nat com o placar de 17.00 a 8.16. Com o resultado o norte-americano foi cortado do CT 2023.


Filipe segue em busca do bi – O primeiro brasileiro a vencer pela terceira fase foi Filipe Toledo. Ele deu mais um passo na luta pelo bicampeonato do Margaret River Pro.

A terceira fase masculina iniciou e as baterias passaram a ser simultâneas e com 40 minutos de duração. Filipe começou forte logo aos dois minutos. O atual melhor surfista do mundo fez duas manobras, a segunda uma batida agressiva. A performance valeu 7.83 pontos. Reef tentou entrar no jogo, mas até os 15 minutos só tinha duas ondas surfadas, que renderam notas abaixo de 1 ponto.

A bateria seguiu morna, com poucas ondas. Reef voltou a atuar sem a prioridade aos 18 minutos, porém só teve espaço para uma manobra, uma pancada forte e reta que valeu 3.17. Naquele momento ele precisava de 4.67 para vencer.

Filipe entrou em ação pela segunda vez na bateria aos 20 minutos. O campeão da prova em 2021 executou uma rasgada na parte mais cheia da onda, e depois fez outra curva, só que mais poderosa. A nota 6.67 pontos deixou o australiano na necessidade de 14.50 para avançar no Margaret River Pro.

O brasileiro voltou a aprontar na bateria. Filipe executou uma rasgada alongada e com pressão, depois fez outra curva mais curta, porém explosiva, e caiu numa batida. Com mais 7.23 pontos ele dificultou ainda mais o caminho de Reef, que ficou na necessidade de 15.06.

Enquanto o australiano não conseguia escolher ondas boas, Filipe seguia trocando notas sem a prioridade. Aos 28 minutos o brasileiro fez três manobras expressivas, anotou 7.70 pontos e aumentou a diferença no placar para 15.53.

Filipe seguiu num ritmo intenso e mais uma vez alterou o somatório com 7.87 pontos. Reef enfim fez uma onda boa. Perto do final da bateria o australiano executou quatro batidas, as duas primeiras muito fortes, e anotou 8.50. Ele passou a precisar de 7.20.

O brasileiro usou a prioridade nos segundos finais, mas não melhorou sua situação no confronto. Reef ainda teve tempo de surfar. Ele atuou quando restavam apenas dois segundos para o fim, porém caiu na segunda manobra e se despediu da etapa.

“Eu me senti muito bem na bateria, as condições do mar estão perfeitas e são ondas assim que sempre sonhamos competir”, disse Filipe Toledo. “Eu decidi surfar com uma prancha maior hoje, uma cópia da que usei em Sunset Beach (Havaí) e estou feliz por ter avançado para as oitavas de final. A sensação de soltar umas rasgadas grandes nessas paredes (das ondas) é muito boa, então quero fazer mais isso, manter esse ritmo nas próximas baterias”.


Medina também nas oitavas – A terceira bateria do Round 3 teve Gabriel Medina contra Maxime Huscenot. O tricampeão mundial passou pelo francês com as duas maiores notas da disputa. Com a derrota o francês foi cortado do CT 2023.

O duelo entre Medina e Maxime só começou a ganhar corpo aos 19 minutos. O brasileiro executou uma batida vertical, depois rasgou e executou outra pancada reta. A atuação valeu 7.60 pontos. Três minutos depois o francês anotou 6.33 e se manteve na briga.

Medina voltou a bater reto aos 25 minutos. Ele executou uma rasgada e duas batidas para marcar 6.33 pontos. Maxime surfou a onda seguinte da mesma série e colocou 6.30 no somatório, após realizar quatro ataques certos, sendo um layback o melhor.

A bateria seguiu sem alterações até os três minutos finais. Medina usou a prioridade para bloquear o adversário. Ele melhorou seu somatório com a nota 6.77 pontos e confirmou a vitória pelo placar de 14.27 a 12.63.

Maxime foi cortado da elite com a derrota. Ele chegou na etapa em 29º lugar no ranking e precisava de um bom resultado para sair da Austrália entre os 22 melhores.


Chianca vence campeão mundial – A quinta bateria do round teve o líder do ranking. João Chianca não tomou conhecimento do atual campeão do mundo na categoria Pro Junior, venceu com ampla vantagem no placar e garantiu vaga nas oitavas de final do Margaret River Pro.

Chianca marcou duas notas na casa dos sete pontos (7.83 e 7.17) nos seis minutos iniciais. Nas apresentações o brasileiro surfou tubo e executou rasgadas e batidas.

O australiano Jarvis Earle fez duas tentativas de chegar perto do brasileiro no placar, mas a maior nota que conquistou foi 3.17 pontos. Chianca ampliou a diferença aos 15 minutos. Ele executou um layback forte, além de uma rasgada e uma batida. A performance valeu 7.27 e o surfista deixou o adversário na necessidade de 15.10 para vencer.

Jarvis tentou entrar no jogo quando restavam sete minutos para o fim. Ele usou a prioridade, rasgou três vezes e bateu na junção, porém a nota 5.00 pontos não alterou sua situação no duelo. O aussie ainda fez outras tentativas, mas não mudou o placar e foi eliminado.

“Eu me sinto muito sortudo por ter essa vida, mas acordo todos os dias sabendo que tenho muito a melhorar. Estou focado nisso, no aprimoramento diário”, disse João Chianca. “Os meus patrocinadores são incríveis, me dão muito apoio e confiança, para eu fazer o meu melhor dentro d´água. Eu só quero manter esse ritmo e continuar evoluindo, pois sempre acho que posso melhorar. Também não quero pensar muito lá na frente, no futuro. Prefiro focar somente no próximo passo, bateria por bateria”.


Brasileiros eliminados – Três brasileiros foram eliminados neste sábado na Austrália e dois deles acabaram cortados da elite. Caio Ibelli se despediu do Margaret River Pro em 17º lugar. Ele passou pela repescagem, mas perdeu nos final da bateria do Round 3 e foi eliminado.

O terceiro dia da etapa começou com muita ação em ondas de 6 a 8 pés de face no Main Break, penteadas por um forte vento terral. Cada um dos três surfistas da primeira bateria da repescagem masculina surfaram duas ondas nos seis minutos iniciais. Caio marcou 6.60 e 5.97 pra ficar na liderança. O australiano Jacob Willcox ficou em segundo, precisando de 6.08 para vencer, e o também aussie Jack Thomas de 5.35 para não ser eliminado do evento.

Jacob pegou a liderança do brasileiro aos 12 minutos. O atleta executou duas batidas, marcou mais uma vez a nota 6.50 pontos e deixou o brasileiro em segundo lugar, na necessidade de 6.40 para vencer. Jack passou a precisar de 6.74 para assumir a segunda posição.

Caio usou a prioridade para tentar recuperar a primeira posição, mas a onda não foi boa. Jack e Jacob também atuaram, mas não melhoraram suas situações no confronto. O brasileiro foi para a virada pouco antes dos dez minutos finais. Caio executou um cutback, depois bateu de forma vertical e na sequência atingiu a junção. A atuação valeu 6.53 pontos.

O tempo passou e os surfistas não alteraram o placar até os dois minutos finais. Naquele momento Jacob fez um surfe vertical de duas manobras, marcou 6.80 pontos para sair da água vitorioso. Caio avançou em segundo lugar e Jack se despediu do Margaret River Pro na 33ª posição.

A 11ª bateria do Round 3 chegou na metade com Caio em primeiro lugar, porém ele logo perdeu a liderança para o havaiano Barron Mamiya. O brazuca retomou a primeira posição quando restavam 11 minutos para o término do duelo. Caio usou a prioridade, executou um cutback e bateu forte na junção. Ele precisava de 4.97 e marcou 5.27 pontos. Barron tentou dar o troco logo em seguida, mas necessitava de 4.48 e conquistou 4.37.

O brasileiro aumentou a diferença quando faltavam sete minutos. Caio bateu, rasgou e deu outra pancada. Com 5.47 pontos ele deixou Barron na necessidade de 5.84 para vencer. O havaiano ficou com a prioridade e escolheu uma onda perto do minuto final. Barron executou três rasgadas e comemorou. Caio surfou a direita seguinte da mesma série e também comemorou a atuação após fazer duas rasgadas e uma batida. O havaiano anotou 6.63 pontos, foi pra liderança e deixou o brasileiro precisando de 6.27 para vencer. Caio recebeu 5.87 pela última performance e acabou eliminado do Margaret River.

Michael fora da elite – Neste sábado o Brasil perdeu um representante da elite do surfe em 2023. Michael Rodrigues ficou em último lugar na bateria da repescagem do Margaret River Pro, e foi eliminado da etapa e do CT. Ele chegou na prova australiana em 26º lugar no ranking e precisava de um bom resultado para ficar entre os 22 melhores, porém fez seu pior resultado na temporada (33ª posição).

A metade da terceira disputa da repescagem masculina teve pouca ação. O brasileiro pegou apenas uma onda (3.67). Jarvis Earle fez 4.43 e 0.73 e Calllum Robson foi o melhor. O australiano abriu com 4.83 e aos 17 minutos colocou 7.67 pontos no somatório, após fazer algumas curvas e ter uma batida forte, com inversão de rabeta, como a manobra de destaque.

Michael segurou a prioridade e surfou sua segunda onda aos 24 minutos. O brasileiro executou uma rasgada e uma batida potente para anotar 5.50 pontos e assumir o segundo lugar. Ele passou a precisar de 7.01 para vencer, e Jarvis de 4.75 para eliminar o brazuca.

O brasileiro dificultou o caminho do australiano quando restavam seis minutos. Jarvis tinha a prioridade, mas Michael surfou, acertou três rasgadas e uma batida para aumentar seu somatório com 5.07 pontos. A diferença para o líder Callum continuou a mesma, mas cresceu para Jarvis, que passou a precisar de 6.14.

Jarvis manteve a prioridade até os últimos dois minutos. O aussie entrou numa direita da série, fez duas rasgadas e executou uma batida reta, de cabeça pra baixo. O surfista seguiu na direita, fez outra curva e mais uma pancada. A nota só foi divulgada após o término da disputa, e os 6.33 pontos classificaram Jarvis e eliminaram Michael da etapa e do CT 2023.


Samuel se despede da primeira divisão – Samuel Pupo caiu fora do Margaret River Pro na segunda bateria do Round 3 masculino numa derrota para Jordy Smith. A disputa chegou embolada na metade dos 40 minutos. Jordy estava na frente com as notas 5.50 e 5.03 pontos, contra 5.50 e 5.23 de Samuel. Depois disso o sul-africano aumentou o nível. Primeiro marcou 6.50 e depois, aos 27 minutos, rasgou com muita força e bateu para conquistar 8.00. Samuel passou a necessitar de 9.00 para seguir vivo no Margaret River Pro.

O brasileiro usou a prioridade aos 33 minutos. Samuel fez uma rasgada alongada, uma batida e uma pancada na junção. Ele comemorou a performance. A nota foi 7.40 pontos e ele passou a precisar de 7.11 para vencer.

Samuel tentou a virada sem a prioridade, porém a direita não ofereceu muitas oportunidades. Jordy surfou no minuto final para barrar o brasileiro, porém Samuel ainda entrou em ação mais uma vez. Ele dropou no segundo final, mas caiu após duas manobras, marcou apenas 3.23 e foi eliminado. Com o resultado o sul-africano se garantiu na elite e o brasileiro foi cortado da primeira divisão do surfe.

Kelly é cortado do CT – O mundo pode ter visto neste sábado a última participação de Kelly Slater no CT como integrante da elite. O norte-americano caiu na terceira fase do Margaret River Pro e perdeu a chance de ficar entre os 22 melhores do ranking que permanecerão no tour 2023.

Kelly competiu contra o australiano Liam O’Brien, que também chegou na etapa ameaçado de corte. Após um bom início do norte-americano (6.17), Liam cresceu no duelo, executou batidas retas e rasgadas com pressão, anotou duas notas na casa dos sete pontos (7.83 e 7.70), e deixou Kelly na necessidade de 9.36 para seguir vivo na elite.

O surfista 11 vezes campeão mundial seguiu forçando as manobras, e aos 24 minutos diminuiu a diferença. Kelly bateu forte, depois rasgou derrapando a rabeta e fez outra curva na parte menor da onda. A atuação valeu 7.83 pontos e ele passou a precisar de 7.70.

Liam usou a prioridade para bloquear Kelly quando restavam dez minutos para o fim. Ele fez duas manobras, mas não alterou seu somatório. O norte-americano atuou um minuto depois, mas caiu após rasgar duas vezes a direita do Main Break.

A bateria chegou nos quatro minutos finais e Liam voltou a usar o direito de escolha de onda para impedir que Kelly entrasse em ação. O norte-americano pegou a prioridade e ficou com três minutos para marcar os 7.70 pontos que precisava.

Kelly foi para o tudo ou nada no minuto final. Ele começou a apresentação com uma batida, depois executou outra pancada e perdeu um pouco do equilíbrio, mas seguiu firme e atacou a junção. A nota 5.57 pontos não alterou o resultado, ele foi eliminado do Margaret River Pro e cortado da elite mundial.

“Eu realmente senti nessa bateria, que algo mágico poderia acontecer”, disse Kelly Slater. “Se você está precisando de menos de 10 pontos, existe a chance de ganhar, se vier uma onda. Eu estava me sentindo bem, surfando solto e não fiquei estressado com a situação em nenhum momento. Eu estava realmente curtindo o dia, está um dia lindo, com boas ondas, então só fiquei curtindo tudo e, sabe, nós estamos respirando”.

Cortados da elite – Além de Samuel, Kelly, Nat, Michael e Maxime, outros cinco surfistas foram cortados da elite neste terceiro dia do Margaret River Pro. O primeiro a se despedir do CT 2023 foi Carlos Muñoz. O surfista da Costa Rica fez uma bateria muito ruim na repescagem e foi eliminado ao ficar em último lugar.

Outro que está fora da segunda metade da temporada 2023 do CT é Ezekiel Lau. O havaiano fez um bom trabalho na repescagem, porém caiu na fase seguinte e não tem mais chances de ficar entre os 22 melhores após a etapa australiana. O australiano Jackson Baker e os norte-americanos Kolohe Andino e Jake Marshall também foram cortados.

Tati em nono lugar – O sábado foi finalizado na Austrália com as quatro baterias iniciais das oitavas femininas. Tatiana Weston-Webb foi eliminada no último duelo. A norte-americana Lakey Peterson começou melhor, porém a brasileira entrou no ritmo e virou o resultado. A mudança na posição da disputa aconteceu quando restavam 17 minutos para o fim. Tati usou a prioridade, executou duas rasgadas em partes lentas da onda, e fechou a apresentação com uma forte batida. Ela necessitava de 4.57 pontos e marcou 6.17.

Lakey passou a necessitar de 5.45 pontos e chegou perto com 4.67. O tempo passou e Tati atuou perto dos quatro minutos finais. A brasileira executou uma rasgada, e partiu para uma batida, porém caiu. A norte-americana atuou na direita seguinte da mesma série. Lakey rasgou, fez um cutback e bateu na junção. Ela anotou 6.57, foi pra liderança e deixou a brazuca na necessidade de 5.91 pra vencer. Tati usou a prioridade quando restavam 22 segundos, fez uma rasgada, um cutback, porém errou a finalização e se despediu do Margaret River Pro em nono lugar.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Margaret River Pro acontece neste sábado (21), às 19h45 (de Brasília).

De acordo com a previsão, as ondas perderão tamanho e devem quebrar com 8 a 10 pés de face, ainda com swell de Sudoeste. O vento terral pode soprar nas primeiras horas do dia, e virar para maral no meio da manhã. A intensidade vai de fraca pela manhã, a forte durante a tarde.

Como assistir ao vivo – O Margaret River Pro tem até o dia 30 de abril para ser realizado. O evento será transmitido ao vivo pelo site WorldSurfLeague.com , além do Aplicativo e do Canal da WSL no YouTube. No Brasil, todas as etapas do CT também serão transmitidas ao vivo nos canais SporTV (por assinatura) e no Globoplay (plataforma de streaming).

Margaret River Pro 2023
Round 2 Masculino (Repescagem)

1 Jacob Willcox (AUS) 13.30 x Caio Ibelli (BRA) 13.13 x Jack Thomas (AUS) 10.26

2 Leonardo Fioravanti (ITA) 14.67 x Jerome Forrest (AUS) 11.27 x Carlos Muñoz (CRI) 4.97

3 Callum Robson (AUS) 12.50 x Jarvis Earle (AUS) 10.76 x Michael Rodrigues (BRA) 10.57

4 Reef Heazlewood (AUS) 15.16 x Kanoa Igarashi (JAP) 14.56 x Rio Waida (IDN) 14.50

Round 3

1 Filipe Toledo (BRA) 15.70 x 12.43 Reef Heazlewood (AUS)

2 Jordy Smith (AFR) 14.50 x 12.90 Samuel Pupo (BRA)

3 Gabriel Medina (BRA) 14.27 x 12.63 Maxime Huscenot (FRA)

4 Leonardo Fioravanti (ITA) 15.33 x W.O. Ian Gentil (HAV) *

5 João Chianca (BRA) 15.10 x 8.17 Jarvis Earle (AUS)

6 Callum Robson (AUS) 14.10 x 12.44 Jackson Baker (AUS)

7 Connor O’Leary (AUS) 14.43 x 12.77 Ezekiel Lau (HAV)

8 Yago Dora (BRA) 17.00 x 8.16 Nat Young (EUA)

9 Griffin Colapinto (EUA) 14.17 x 7.76 Jerome Forrest (AUS)

10 Liam O’Brien (AUS) 15.53 x 14.00 Kelly Slater (EUA)

11 Barron Mamiya (HAV) 11.73 x 11.34 Caio Ibeli (BRA)

12 Ryan Callinan (AUS) 13.33 x 11.93 Kolohe Andino (EUA)

13 Ethan Ewing (AUS) 14.50 x 13.63 Jacob Willcox (AUS)

14 Italo Ferreira (BRA) 17.53 x 11.60 Kanoa Igarashi (JAP)

15 Matthew McGillivray (AFR) 12.93 x 8.93 Seth Moniz (HAV)

16 John John Florence (HAV) 16.33 x 12.76 Jake Marshall (EUA)

* A bateria foi realizada mesmo sem Ian Gentil, que ficou fora por motivos médicos. O havaiano sofreu uma queda durante um treino na sexta-feira (21) e não se sentiu bem durante a noite.
Oitavas de final

1 Filipe Toledo (BRA) x Jordy Smith (AFR)

2 Gabriel Medina (BRA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

3 João Chianca (BRA) x Callum Robson (AUS)

4 Connor O’Leary (AUS) x Yago Dora (BRA)

5 Griffin Colapinto (EUA) x Liam O’Brien (AUS)

6 Barron Mamiya (HAV) x Ryan Callinan (AUS)

7 Ethan Ewing (AUS) x Italo Ferreira (BRA)

8 Matthew McGillivray (AFR) x John John Florence (HAV)

Oitavas de final Femininas

1 Molly Picklum (AUS) 12.33 x 10.07 Courtney Conlogue (EUA)

2 Bronte Macaulay (AUS) 13.23 x 12.67 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

3 Carissa Moore (HAV) 15.93 x 14.66 Sophie McCulloch (AUS)

4 Lakey Peterson (EUA) 12.07 x 10.94 Tatiana Weston-Webb (BRA)

5 Tyler Wright (AUS) x Johanne Defay (FRA)

6 Gabriela Bryan (HAV) x Stephanie Gilmore (AUS)

7 Caitlin Simmers (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

8 Caroline Marks (EUA) x Brisa Hennessy (CRI)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.