Margaret River Pro 2024

Italo comanda atuação brazuca

Italo Ferreira vence bateria com maior somatório da primeira fase masculina do Margaret River Pro 2024. Gabriel Medina, Caio Ibelli e Samuel Pupo também passam de fase com vitórias.
Margaret River Pro 2024, Main Break, Austrália

O Brasil já tem quatro surfistas classificados para o Round 3 masculino do Margaret River Pro 2024. Todos estrearam nesta segunda-feira (15/4) e venceram suas baterias no Oeste da Austrália. Italo Ferreira avançou com o maior somatório do dia. Gabriel Medina, Caio Ibelli e Samuel Pupo também passaram de fase. Deivid Silva, Yago Dora e Miguel Pupo caíram para a repescagem e Luana Silva foi eliminada e cortada da elite. Garantida nas oitavas de final femininas, Tatiana Weston-Webb ganhou folga. Disputas foram realizadas em ondas de até 1 metro penteadas pelo terral durante a manhã, e com cerca de 1,5 metro mexidas pelo forte vento maral ao longo da tarde.

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WSL começou a segunda-feira com o Round 1 masculino, depois realizou a repescagem feminina e a primeira bateria da repescagem masculina. O Margaret River Pro 2024 é a quinta etapa do CT na temporada. Após o evento apenas os 22 melhores homens e as 10 melhores mulheres permanecerão na elite. Todos os outros serão cortados e precisarão disputar o circuito de acesso.

Italo Ferreira competiu na sétima disputa masculina do evento contra o japonês Kanoa Igarashi e o australiano Callum Robson. O duelo começou equilibrado, com pequena vantagem para Kanoa. O japonês tinha 7.50 pontos na melhor atuação, contra 6.50 de Callum e 6.00 de Italo. O australiano foi pra liderança pouco antes do fim do primeiro terço da bateria de 30 minutos ao marcar 4.33 pontos.

Os três atletas fizeram boas atuações aos 11 minutos. Kanoa executou duas manobras e anotou 7.57 pontos. Italo também fez dois ataques, porém mais expressivos, e conquistou 8.50 pontos. Callum fez uma rasgada e duas batidas e inseriu mais 8.07 no somatório. A bateria chegou na metade com Kanoa na frente e Italo em último na necessidade de 6.07 para evitar a repescagem.

Perto dos dez minutos finais o brasileiro subiu do terceiro para o primeiro lugar. Italo executou duas fortes batidas, conquistou outra nota 8.50 pontos e deixou Callum em último, precisando de 7.00 para avançar. Sem a prioridade, Italo partiu para os aéreos, porém errou os três que tentou.

Kanoa usou a prioridade para bloquear Callum perto dos 2 minutos finais. Ele não mexeu no placar. O australiano ainda teve uma chance no minuto final, porém caiu após decolar na direita. Italo venceu e avançou com Kanoa para o Round 3. O brasileiro chegou a Margaret River em 18º lugar no ranking e já caiu para a 19ª posição. Ele necessita passar pela terceira fase para mudar sua pontuação.

“Foi uma bateria superdivertida”, disse Italo Ferreira, que depois de garantir a vitória, arriscou vários aéreos, até um Superman, mas não conseguiu aterrissar dos voos. “Eu estava assistindo a bateria antes da minha e foi meio devagar de ondas. Então foi ótimo pegar muitas ondas na minha e conseguir boas pontuações. Eu estava me sentindo bem lá fora e estou muito feliz com meu desempenho”.


A vitória de Medina – O atual campeão da etapa competiu na segunda bateria masculina do evento. Gabriel Medina enfrentou Deivid Silva e o australiano Jack Robinson. Os três atuaram logo no início. Jack errou um aéreo e os brasileiros partiram para as manobras de backside na direita do Main Break. Medina pegou uma onda maior, fez ataques expressivos e chegou no critério excelente com a nota 8.50 pontos. Deivid largou com 5.33 pontos.

Aos 5 minutos Jack executou uma rasgada curta, surfou um tubo e bateu duas vezes para colocar 4.83 no somatório. Dois minutos depois os brasileiros surfaram novamente. Medina disparou na frente com duas batidas e duas rasgadas que valeram 6.50 pontos. Deivid acertou uma rasgada para anotar 3.33 e se manter em segundo lugar. Ele precisava de 9.67 para liderar e Jack necessitava de 3.84 para assumir a segunda posição.

Jack usou a prioridade perto da metade da disputa, fez três ataques de frontside e pulou para o segundo lugar com a nota 7.83 pontos. Deivid tentou dar o troco na sequência, mas cometeu erros e não retomou a segunda posição. O brazuca seguiu ativo e acertou duas manobras para marcar novamente 5.33, o que não mudou sua situação no confronto. Ele seguiu precisando da nota 7.34 para evitar a repescagem.

O duelo seguiu sem alteração no placar até os 5 minutos finais. Jack manobrou três vezes, marcou 6.83 pontos e aumentou a diferença para Deivid. O brasileiro atuou na direita seguinte da mesma série e executou quatro batidas, sendo as duas iniciais muito fortes e verticais. Deivid anotou 7.50 e passou a buscar 7.17 pontos. Jack ficou com a prioridade nos minutos finais e Deivid não teve mais oportunidades. Medina venceu e avançou com o australiano.

Medina chegou na etapa em 20º lugar no ranking e caiu para a 21ª posição. Ele precisa passar mais uma bateria para melhorar sua pontuação. Deivid está em 33º lugar na lista dos melhores e precisa de um excelente resultado na etapa para evitar o corte.

“É bom estar de volta a WA (Western Australia) e comecei a gostar muito dessa onda depois da vitória no ano passado”, disse Gabriel Medina. “Demorei um longo tempo para conseguir surfar bem aqui e hoje (segunda-feira) estava um pouco difícil. Tem muitas ondas diferentes e espero que as condições melhorem um pouco na próxima fase, com mais oportunidades para surfar”.


Caio também vence – A oitava bateria masculina do Margaret River Pro 2024 também terminou com vitória brasileira. Caio Ibelli marcou uma nota no critério excelente e superou o australiano Ryan Callinan além do norte-americano Cole Houshmand.

A primeira metade da bateria teve poucas ondas. Até os 14 minutos Ryan tinha duas notas na casa dos 4 pontos (4.50 e 4.17) e Cole tinha a maior nota, 5.33 pontos. Caio, que havia conquistado apenas 0.73, entrou em ação e escovou uma direita com quatro manobras que valeram 8.00 pontos e a liderança.

Ryan assumiu a primeira posição aos 17 minutos. O australiano acertou três manobras e anotou 6.83 pontos. Na necessidade de 3.33 para liderança, Caio segurou a prioridade até os 6 minutos finais. O brasileiro rasgou ocupando bastante espaço da direita, depois bateu duas vezes, porém na segunda pancada ficou embolado com a espuma. A atuação valeu 6.93 pontos e jogou Ryan para o segundo lugar. A situação do australiano piorou 2 minutos depois. Cole, que precisava de 6.01, usou o direito de escolha de onda, executou três manobras de backside em sequência e marcou 7.40 para pegar a segunda posição.

O australiano ainda teve tempo de pegar uma boa direita e acertar duas batidas fortes. Ele precisava de 5.91 para avançar e anotou 7.50 pontos. Cole ainda tentou marcar os 6.94 pontos que precisava, porém não chegou perto da nota e caiu para a repescagem. Caio venceu com 14.93 pontos contra 14.33 de Ryan e 12.73 de Cole.

Caio já melhorou sua pontuação no ranking com a vaga garantida no Round 3 e está em 26º lugar, porém precisa passar mais baterias para evitar o corte.

Samuel vivo na luta pela permanência na elite – Também deu Brasil na 11ª bateria masculina do Margaret River Pro 2024. Samuel Pupo soltou as manobras de frontside nas direitas do Main Break e venceu com notas na casa dos 7 pontos. O australiano Connor O’Leary avançou em segundo lugar e o indonésio Rio Waida caiu para a repescagem.

O indonésio começou ativo e foi o único a surfar nos 5 minutos iniciais. Ele abriu com 2.33 e na sequência surfou uma esquerda pra colocar mais 4.33 no somatório. Connor e Samuel atuaram pela primeira vez no duelo aos 6 minutos. O australiano executou duas rasgadas e uma batida para anotar 5.33 pontos. O brasileiro rasgou uma vez e acertou mais três pancadas para largar com 7.37 pontos.

Rio voltou pra liderança aos 8 minutos. O atleta fez três ataques para colocar mais 6.33 no somatório. Samuel voltou para o topo aos 13 minutos. O brazuca fez cinco ataques, sendo uma rasgada o melhor, e anotou 7.33 pontos para abrir larga vantagem no placar. Em segundo, Rio precisava de 8.00 para vencer e Connor necessitava de 5.34 para avançar em segundo lugar.

Connor virou pra cima de Rio a 7 minutos do fim. Ele usou a prioridade para surfar sua segunda onda na bateria. O australiano acertou duas batidas e um floater para anotar 7.43 pontos. O indonésio passou a buscar 6.44 para evitar a primeira fase eliminatória da etapa.

Os três atletas surfaram perto do minuto final e todos trocaram notas. Connor aumentou um pouco a diferença para Rio com 5.40 pontos. O indonésio ficou na necessidade de 6.51 e tirou 6.23 na última atuação. Ele caiu para a repescagem. Samuel colocou 7.23 no somatório e confirmou a vitória. O brasileiro é o atual 25º colocado no ranking. Ele precisa passar do Round 3 para aumentar sua pontuação.

Yago e Miguel na repescagem – Além de Deivid, outros dois brasileiros caíram para a repescagm nesta segunda-feira. Yago Dora competiu na nona bateria masculina do evento e terminou em terceiro lugar. O português Frederico Morais venceu e avançou para a terceira fase com o norte-americano Crosby Colapinto, que ficou na segunda posição.

Crosby passou pela metade do confronto de 30 minutos na liderança. Logo no início ele executou duas manobras e anotou 7.83 pontos. Depois ele melhorou o somatório com mais 6.67 e assumir a liderança. Frederico largou com 5.17 e subiu o nível com a nota no critério excelente 8.07. Yago surfou quatro ondas nos 15 minutos iniciais e tinha duas notas na casa dos 6 pontos (6.47 e 6.00). O brasileiro precisava de 6.78 para evitar a repescagem.

A situação do brasileiro piorou quando Frederico colocou mais 6.47 no somatório. A atuação aconteceu a 13 minutos do fim. O português assumiu a liderança, jogou Crosby para a segunda posição e deixou Yago na necessidade de 8.03 para avançar na etapa.

A bateria seguiu sem mudanças até os 4 minutos finais. Frederico usou a prioridade naquele momento, executou três fortes ataques e aumentou a diferença no placar para seus adversários com a nota 7.30 pontos. Yago ficou com o direito de escolha de onda e surfou a 1 minuto do fim. O brasileiro rasgou e tentou voar de backside, porém não completou a manobra e caiu para a repescagem.

Yago é o melhor brasileiro no ranking. Com os resultados atuais ele ocupa a 17ª posição e precisa passar do Round 3 do Margaret River Pro 2024 para aumentar sua pontuação.

Derrota na última bateria da primeira fase – A primeira fase masculina do Margaret River Pro 2024 terminou com derrota brasileira. Miguel Pupo começou bem a disputa, mas os adversários aumentaram o ritmo, surfaram boas ondas e jogaram o brazuca para a repescagem. O italiano Leonardo Fioravanti venceu e avançou com o australiano Liam O’Brien (2º).

Leo abriu a bateria com 4.83 e na onda seguinte da mesma série Miguel largou com 7.00 pontos. O brazuca ficou ativo e foi melhorando seu somatório. Primeiro ele marcou 4.00, depois 4.60 e depois 5.70 para se firmar em primeiro lugar.

Liam atuou pela primeira vez aos 8 minutos. Ele fez três ataques e conquistou 5.50 pontos. O australiano e o italiano surfaram perto da metade do duelo de 30 minutos. Leo foi pra segundo com a nota 6.87, mas Liam subiu o nível e assumiu a liderança com 8.33 pontos. Miguel caiu para segundo e ficou na necessidade de 6.84 para vencer. Em último, Leo precisava de 5.84 para avançar em segundo lugar.

Leo jogou Miguel para a terceira posição aos 16 minutos. O italiano usou a prioridade e executou uma rasgada além de três batidas. A performance valeu 8.00 pontos e ele assumiu a liderança. O brasileiro passou a buscar no mínimo 6.84 para evitar a repescagem.

O australiano ficou com a terceira prioridade e aproveitou duas ondas deixadas pelos adversários. Liam trocou de nota nas duas atuações. Primeiro marcou 5.83 e depois 8.03 para assumir a liderança. Mas Leonardo ainda teve tempo de dar o troco com 8.57 e voltar para o primeiro lugar. Miguel também atuou perto do fim. Ele foi em busca de 9.06 e com duas batidas conquistou 8.07, nota que não mudou sua situação no confronto e ele caiu para a repescagem. Miguel ocupa atualmente o 28º lugar no ranking. Ele precisa passar do Round 3 para aumentar sua pontuação.

Luana se despede da etapa e da elite – Luana Silva é a primeira baixa brasileira no Margaret River Pro 2024. A surfista ficou na terceira posição na bateria válida pela repescagem feminina e com a derrota foi cortada da elite. A australiana India Robinson venceu o duelo e avançou com a costa-riquenha Brisa Hennessy (2ª).

Brisa e India surfaram logo no início da bateria. A costa-riquenha largou com 6.50 e a australiana anotou 6.00 pontos. Luana surfou pela primeira vez na disputa aos 4 minutos. Com duas batidas a brasileira conquistou 4.50 pontos. Luana voltou a fazer dois ataques aos 7 minutos e garantiu mais 4.83 para assumir a liderança. India respondeu na sequência com cinco manobras que valeram 5.83 e ficou com a primeira posição na bateria.

A brasileira caiu para o último lugar aos 12 minutos. Brisa rasgou e bateu de frontside para marcar 6.10 pontos e assumir a primeira posição. Luana passou a buscar 7.00 para não ser eliminada do Margaret River Pro 2024.

A brasileira usou a prioridade aos 18 minutos. Luana fez três manobras e marcou exatamente os 7.00 pontos que precisava para sair da última posição. Porém as adversárias atuaram logo depois. India assumiu a liderança com duas manobras que valeram 7.67 e Brisa também fez dois ataques para colocar mais 6.77 no somatório. Luana passou a precisar de 6.27 para eliminar Brisa do evento.

Luana segurou a prioridade até os 2 minutos finais, porém a direita foi ruim e ela não trocou de nota. A brasileira ainda fez mais uma tentativa, porém não saiu do terceiro lugar e foi eliminada da etapa.

Luana Silva já havia caído do nono para o décimo lugar no ranking, quando foi para a repescagem. Agora, certamente sairá do grupo das top-10 que serão mantidas na elite feminina, para o restante da temporada. Isto porque a brasileira será ultrapassada por quem vencer o segundo duelo das oitavas de final do Margaret River Pro 2024, entre a havaiana Gabriela Bryan e a australiana Isabella Nichols. Gabriela ultrapassa os 14.710 pontos da Luana Silva no ranking com a vitória e Isabella supera a brasileira no segundo critério do desempate, da média de pontos nas baterias.

Melhor do dia – O melhor surfista do dia foi Ethan Ewing. O australiano venceu a quinta bateria com os mesmos 17.00 pontos conquistados por Italo Ferreira na sétima disputa, porém ele anotou 9.50 na melhor atuação da segunda-feira. Ethan abriu a performance com um poderoso layback, seguido de um snap e de uma rasgada invertendo a direção da prancha. O aussie colocou ainda mais 7.50 no placar para avançar com o norte-americano Kade Matson, que ficou em segundo lugar. O convidado para a etapa, o australiano Reef Heazlewood terminou em terceiro e caiu para a repescagem.


John John avança com sustos – John John Florence não fez boa estreia no Margaret River Pro 2024. O bicampeão da prova realizada optou por esperar por boas ondas enquanto seus adversários entravam em ação. Na segunda metade da disputa ele tentou ficar ativo, porém não saiu da terceira posição. O convidado para a etapa, o australiano George Pittar, venceu e avançou com o havaiano Ian Gentil (2º).

O bicampeão mundial usou uma estratégia diferente na repescagem, realizada em ondas mexidas pelo forte vento maral. John John ficou muito ativo, porém em nenhum momento conseguiu tranquilidade. O havaiano perdeu a liderança para o australiano Callum Rosbon, autor de duas notas na casa dos 6 pontos (6.67 e 6.17). John John, que conquistou 5.67 nos primeiros minutos, lutou até conseguir mais 5.70 e se distanciar um pouco do aussie Otis North. O convidado para a etapa tinha 5.43 e precisava de 5.94 para vencer. Otis tentou a virada perto do fim, mas os 4.40 pontos não mudaram as posições no confronto.

John John bloqueou Otis perto do minuto final. O havaiano não trocou de nota e o australiano ainda conseguiu surfar antes do término, porém os 5.30 pontos não foram suficientes para evitar a sua eliminação. Callum venceu e avançou com John John.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Margaret River Pro 2024 acontece na manhã de terça-feira (16/4) na Austrália, noite desta segunda-feira (15/4) no Brasil devido ao fuso horário, às 20h15 (de Brasília). De acordo com a previsão divulga pela WSL, dia deve ter ondas de 5 a 7 pés de face. O vento pode soprar de terral na primeira metade do dia e de maral durante a tarde.

Transmissão ao vivo – Todas as etapas do WSL Championship Tour passam ao vivo no Sportv e Globoplay. As disputas também podem ser vistas pelo WorldSurfLeague.com e pelo Aplicativo, além do Canal da WSL no YouTube.

Margaret River Pro 2024
Round 1 Masculino

1 Imaikalani deVault (HAV) 14.50 x Eli Hanneman (HAV) 12.03 x Barron Mamiya (HAV) 11.33

2 Gabriel Medina (BRA) 15.00 x Jack Robinson (AUS) 14.66 x Deivid Silva (BRA) 12.83

3 Ramzi Boukhiam (MAR) 13.26 x Jake Marshall (EUA) 11.53 x Kelly Slater (EUA) 9.77

4 George Pittar (AUS) 11.57 x Ian Gentil (HAV) 8.87 x John John Florence (HAV) 6.83

5 Ethan Ewing (AUS) 17.00 x Kade Matson (EUA) 15.00 x Reef Heazlewood (AUS) 12.30

6 Seth Moniz (HAV) 12.70 x Griffin Colapinto (EUA) 12.20 x Otis North (AUS) 6.86

7 Italo Ferreira (BRA) 17.00 x Kanoa Igarashi (JAP) 15.07 x Callum Robson (AUS) 14.57

8 Caio Ibelli (BRA) 14.93 x Ryan Callinan (AUS) 14.33 x Cole Houshmand (EUA) 12.73

9 Frederico Morais (POR) 15.37 x Crosby Colapinto (EUA) 14.50 x Yago Dora (BRA) 12.47

10 Jacob Willcox (AUS) 16.17 x Jordy Smith (AFR) 15.23 x Matthew McGillivray (AFR) 15.10

11 Samuel Pupo (BRA) 14.56 x Connor O’Leary (AUS) 12.83 x Rio Waida (IDN) 12.56

12 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.57 x Liam O’Brien (AUS) 16.36 x Miguel Pupo (BRA) 15.37
Repescagem Masculina

1 Callum Robson (AUS) 12.84 x John John Florence (HAV) 11.37 x Otis North (AUS) 10.73

2 Barron Mamiya (HAV) x Miguel Pupo (BRA) x Reef Heazlewood (AUS)

3 Cole Houshmand (EUA) x Yago Dora (BRA) x Kelly Slater (EUA)

4 Rio Waida (IDN) x Matthew McGillivray (AFR) x Deivid Silva (BRA)
Repescagem Feminina

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 16.27 x Johanne Defay (FRA) 13.73 x Bronte Macaulay (AUS) 6.33

2 India Robinson (AUS) 13.67 x Brisa Hennessy (CRI) 13.27 x Luana Silva (BRA) 11.83
Oitavas de final

1 Johanne Defay (FRA) x India Robinson (AUS)

2 Gabriela Bryan (HAV) x Isabella Nichols (AUS)

3 Molly Picklum (AUS) x Alyssa Spencer (EUA)

4 Brisa Hennessy (CRI) x Lakey Peterson (EUA)

5 Caitlin Simmers (EUA) x Sophie McCulloch (AUS)

6 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Tyler Wright (AUS)

7 Caroline Marks (EUA) x Sally Fitzgibbons (AUS)

8 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Sawyer Lindblad (EUA)

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    A próxima chamada do MEO Rip Curl Pro Portugal está marcada para esta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o MEO Rip Curl Pro Portugal em Peniche acontece nesta terça-feira (20) às 3h45 da manhã (de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.