Johnny Cabianca

Os foguetes de Gabriel Medina

Confira entrevista exclusiva com Johnny Cabianca, shaper responsável pelas pranchas do tricampeão mundial Gabriel Medina.
Johnny Cabianca, sala de shape, Cabianca Surfboards

João Carlos de Abreu Cabianca, ou somente Johnny Cabianca, renomado shaper brasileiro é uma figura icônica no cenário atual do surfe mundial. Nascido em São Paulo, ele iniciou sua jornada na fabricação de pranchas em 1978, quando começou a fazer reparos. Seu talento e paixão pelo esporte o levaram a trabalhar na fábrica Summer Boards em 1980, onde desempenhou múltiplas funções em uma época em que não havia divisão clara entre shapers, laminadores, lixadores e pintores.

Atualmente residindo em Zarautz, País Basco, Espanha, ele recorda que os anos 1980 foram desafiadores, sem acesso à internet e com poucas referências. As pranchas da época eram polidas, com quilhas fixas e pintadas, exigindo muito trabalho manual e criatividade.  Cabianca descreve aquele período como os “alquimistas dos anos 1980”, experimentando e aprendendo na prática.

Em 2009 Johnny teve um divisor de águas em sua carreira ao começar a trabalhar com o tricampeão mundial de surfe, Gabriel Medina, um dos maiores talentos do surfe mundial, que à época era mais um jovem de Maresias, aspirante ao sucesso no surfe. Essa parceria impulsionou o shaper a criar modelos específicos, catálogos e a amadurecer sua abordagem frente ao mercado e à mídia.

Atualmente o shaper possui sua própria fábrica em Zarautz, na Espanha, e trabalha com diversos parceiros ao redor do mundo, como a Pró-Ilha, uma das maiores fábricas brasileiras, além de estar prestes a inaugurar uma loja na Indonésia. Na entrevista exclusiva concedida ao Waves Cabianca fala de sua relação com Gabriel Medina, assédio de outros shapers, produção, tendências, entre outros assuntos.

Fale sobre seu início na fabricação de pranchas:
Meu início profissional foi em 1978, fazendo reparos em pranchas. Dois anos depois comecei a trabalhar na Summer Boards. Nessa época eu era uma espécie de faz tudo, não tinha essa divisão entre ser shaper ou laminador. Todo mundo fazia tudo. Era uma época bem complicada porque não havia Google, não tínhamos tutorial de nada e as pranchas, praticamente todas, eram polidas, com quilhas fixas e pintadas, o que demandava ainda mais trabalho.

E como não tínhamos muitas referencias, fazíamos na raça mesmo, éramos os alquimistas dos anos 1980: era misturar e ver o que acontece. Fui levando nessa toada até o início dos anos 1990, quando comecei a fazer minhas primeiras experimentações como shaper. Fui fazendo, aprendendo, pesquisando e em 1993 comecei a trabalhar para o célebre Luciano Leão, shaper brasileiro que criou a máquina computadorizada DSD.

Trabalhei com ele até o ano 2000, quando recebi um convite para trabalhar na Europa, e daí eu comecei a ficar meio nômade na profissão, sempre mostrando meu trabalho, minha técnica e aprendendo muito sobre produção.

E foi assim que desenvolvi mais a parte do desenho e do shape em si. Depois comecei a trabalhar em grandes produções, grandes mesmo, o que me trouxe muita tarimba. Aliás, eu sempre fui um cara de produções com muito volume de pranchas, inclusive tenho alguns recordes de produção mas isso não vem ao caso. Essa fase serviu para afinar todo o meu conceito.

E no meio disso tudo, conheci grandes profissionais, pessoas que eu admirava muito, e acabaram virando amigos. Até hoje trocamos muita informação. No meio disso tudo vieram os atletas, pois acredito que é essencial trabalhar com atletas.  Em 2009 foi o meu grande divisor de águas, quando comecei um trabalho sério com o Gabriel Medina. A partir desse trabalho, comecei a criar modelos específicos, catálogos, além de entrar em um processo de amadurecimento frente ao mercado, mídia etc.

Hoje estou com a minha própria fábrica aqui em Zarautz, na Espanha, divisa com França. Minha fábrica é relativamente nova, estamos com sete anos. Hoje tenho vários parceiros ao redor do mundo, entre eles a Pró-Ilha, que é minha segunda casa.  Nesse momento estou com viagem marcada para Austrália onde irei visitar meu distribuidor. Também iremos inaugurar uma loja Cabianca em Bali.

Você é o cara que faz as pranchas para o atual melhor surfista do mundo e já fez pranchas para vários outros atletas. Como você lida com a dedicação a um cara tão especial como o Gabriel e ao mesmo tempo cuida da sua projeção como shaper?
Antes de vir pra cá eu morava em Maresias e já era amigo dos pais dele. Eu vi o Gabriel crescer, lembro dele com 3…4 anos, um menino normal da praia. Eu era fabricante de pranchas e já criava um certo desejo junto à molecada por conta de eu sempre estar com pranchinhas novas, testando, surfando, eles sempre curtiam ficar ali ao meu lado.

O meninos sempre me visitavam, ficavam vendo eu trabalhar, olhando as pranchas novas que eu chegava na praia. Maresias tem isso, é um lugar do surfe e hoje do jiu-jitsu também (rs). Até hoje tenho grandes amigos dessa época como o Caixa D´água, o Gilmarzinho Pulga, entre outros.

A casa dos meus pais é no Guaecá e eu vi o Charles (padrasto de Gabriel Medina) adolescente. Sobre o Gabriel especificamente, lembro que tivemos grandes nomes como o Danilo Grilo, Alemão de Maresias, Eduardo Bueno, Oscar de Souza, entre outros vários talentosos surfistas que surgiram no Litoral Norte de São Paulo.

Essa molecada toda tinha potencial para serem grandes competidores, mas o Gabriel teve um diferencial.  Não sei se podemos considerar que foi o trabalho do Charles, que sem dúvidas teve um grande papel em sua carreira, ou o próprio Gabriel, que explodiu repentinamente.

Como se deu esse reencontro?
Eu fiquei muito tempo fora do Brasil até que a gente se reencontrasse em 2009. Quando ele ganhou o WQS na Praia Mole e depois veio fazer a perna europeia do WQS o Charles me ligou e eu os convidei para ficar na minha casa. Fizemos umas pranchas, na época eu não tinha muita grana, mas fui investindo e a coisa foi rolando naturalmente.

Mas eu não acreditava ainda que ia sair dali do Litoral Norte esse fenômeno.Eu era um cara que já fazia pranchas par grandes surfistas, entre eles o Leo Neves, Sunny Garcia, Simão Romão, entre outros.

Confesso que na época eu pensava: será que vai ser mais uma emoção de momento, mais um lampejo de talento? Um evento que foi decisivo nesse processo foi o King Of Groms, no qual ele fez cinco notas 10 durante a competição.

A partir dai grandes resultados foram aparecendo, como o ISA Games que ele venceu na Nova Zelândia, seguiu competindo no WQS, ganhando etapas, até que em 2011 ele se classificou para o Tour. Nesse momento comecei a ver alguma coisa diferenciada naquilo, em tudo que estava em volta.

Na postura da mãe, na postura do Charles e tudo que estava ao redor do Gabriel. Eu falei assim:  pera aí isso ai tá diferente! Inclusive penso que muita coisa que está acontecendo atualmente no circuito é uma imitação do que o Charles fazia naquela época.

Então você detectou um talento bruto no Medina, e como conseguiu fazer as pranchas ideais pra ele?
Tinha muita coisa além do talento do Gabriel. Eu fui fazendo meu trabalho de tentar ler o corpo dele, seu biotipo: quanto ele precisava de volume, de área de bico, enfim, suas demandas como atleta de ponta. Uma história interessante foi quando criei o modelo famoso que é o DFK (Da Freak Kid) que nasceu no King Of Groms.

Na época o Martin Potter fazia os comentários do evento e sempre que o Gabriel pegava uma onda ele ficava histérico, descontrolado (rs) e mandava “da freak kid is coming again”. Aí eu pensei: modelo do Gabriel irá se chamar DFK. Desse modelo surgiram outros como o The Game, o Mega e fui diferenciando curvas, foils, posição de quilhas, para cada situação.

Tem algum outro atleta com potencial de CT que você está trabalhando atualmente?
Atualmente eu estou trabalhando com um moleque que é brasileiro que também tem nacionalidade francesa e compete pela França, o Tiago Carrique. Ele mora na Costa Rica, e compete no Challenger Series. Venho desenvolvendo um trabalho bem sólido com ele. Comecei a fazer pranchas com mais curva, com menos curva, entre outras experimentações.

Eu explicava: essa é para onda boa, essa é para onda fraca e no final ele usa só o modelo DFK: uma um pouquinho maior e mais estreita e outra que é menor e mais larga. Além do Tiago, estamos ai com atletas do Brasil, do Japão, da Indonésia.

Como você lidou e lida com o assédio de outros shapers ao Medina?
Quando eu comecei a trabalhar com o Gabriel não existia essa relação de patrocínio, o que existia e existe até hoje era uma amizade. E nessa relação a minha máxima sempre foi: precisou, tô dentro! Precisa de cinco pranchas, tá aqui. Precisa de dez pranchas, feito. Tá indo pra África do Sul, tô mandando oito.

Vai pra San Clemente, vou enviar mais dez. Mas era uma época em que eu trabalhava como back shaper para alguns grandes shapers como o Matt Biolos (Lost), o (Wade) Tokoro, entre outros porque a Pukas (tradicional fábrica de pranchas espanhola) tinha licença de muitas marcas internacionais e eu era o responsável pela área de shape.

Eu pensava: pô, o que é patrocinar um atleta, como isso realmente funciona? Nessa relação o ideal é que você crie uma afinidade e o atleta se sinta à vontade para escolher se realmente quer surfar com suas pranchas. Ele pode gostar do seu trabalho, mas pode acontecer uma série de fatores nos quais o atleta deixe de gostar.

E se você tem um contrato assinado, mas ele não estiver curtindo as pranchas,  tudo que você fizer,  nunca estará bom. E caso você insista em algo por vias legais, vai carregar a culpa de estar estragando a carreira dele naquele momento. Comparando: se o time está perdendo a primeira cabeça que cai é a do técnico. No caso do surfe, é a do shaper.

Você exige exclusividade do Gabriel?
Houve ocasiões nas quais o Gabriel viajou e eu encomendei pranchas com outros shapers. Como na vez que ele foi para a Austrália e fizemos um quiver com o Darren Handley da DHD, ou quando atualmente ele vai para o Havaí e faz guns com o Tokoro. Em San Clemente já fizemos com o Biolos em uma ocasião. Não forço a barra por exclusividade porque confio em nosso trabalho.

Além disso, tenho um problema de logística até hoje com alguns lugares e o Havaí é um deles. Quando você tem uma caixa de pranchas com uma certa medida, talvez até 6’3” mais ou menos, custa um preço. Se ela sobe uma polegada, o preço sobe consideravelmente e ainda há a questão do extravio. Então procuramos pensar de forma prática e produtiva. Então por quê eu vou fazer 6’4”, 6’6” ? Chama o Tokoro e resolvemos.

Atualmente a final do CT é em Trestles, lugar onde provavelmente ele surfará de Cabianca, mas antes era em Pipe. Como você lidou com o fato de não ter suas pranchas aparecendo no “Dia D”?
Por azar meu, os dois primeiros títulos do Gabriel foram conquistados em Pipe, com pranchas do Tokoro e as fotos que ficaram marcadas foram feitas com essas pranchas. Nesses anos eles surfou o circuito todo com minhas pranchas, mas no final as principais fotos foram de Tokoro. Mas aí entra o lado amigo à frente do shaper: eu queria que ele fosse campeão, ficava na torcida e nem olhava a prancha que ele estava usando.

É o caso de se preocupar com a pessoa, e não com o atleta. Esse ano ele caiu em Pipe com minhas pranchas e infelizmente não avançou muito. Conseguimos aprimorar nossa parceria e chegamos juntos à conclusão de que os melhores resultados foram conseguidos com minhas pranchas. A partir dai o trabalho se solidificou ainda mais.

Atualmente atletas de 12 anos já são tratados como profissionais e são assediados constantemente, como você se posiciona quanto a isso?
A história de cada atleta não mente.  Alguns pais de “atletas”, chamam de atletas mas são crianças. Eles me procuram e falam do suposto potencial de seus filhos. Todo mundo quer ser o novo Medina. Principalmente no Brasil, onde eles aparecem como uma solução de vida para a família.

Já aqui na Europa existe aquela emoção do momento, o moleque está ganhando campeonato e já tem uma marca grande colocando adesivo no bico dando duas camisas e um chinelo por mês. Nessa fase a diferença técnica e muito grande. Você tem um muito bom, dez mais ou menos, e um monte de outros que estão tentando.

Só que quando começa a chegar aos 15 anos, esse que era muito bom segue o sendo, os que eram mais ou menos vão se nivelando e muitos outros desistem. A partir daí começa a haver uma bifurcação em suas vidas. Nesse caso, a motivação dele para enfrentar a derrota é um divisor de águas em sua carreira pois ele vai ver que competir é muito mais que ganhar. Aqui na Europa não são poucas as vezes que já ouvi: esse é promessa! Esse será o novo Kelly Slater!


Então você acha que o caminho para uma carreira no surfe deve ser o mais natural possível?
Sim. Os pais me passam mensagem pelo Instagram falando: olha o que meu filho faz com oito anos. Pô brother, leva a criança pra praia, deixa ela brincar, deixa ele ficar oito horas dentro da água se divertindo. Esquece campeonato, se tiver uma competição, leva ele pra se divertir, pra soltar pipa.

Lembro do Gabriel quando era pequeno, ele ficava na areia brincando, jogava futebol, dando cambalhota, jogando capoeira, e quando dava a hora da bateria o Charles o chamava e ele ia para bateria e quebrava, mas sempre se divertindo. Hoje os pais colocam a criança com 12 anos no psicólogo terapeuta esportivo pensando em competição.

Você faz algum modelo para essa molecada miúda?
Eu tenho um modelo que batizei de Muleke. Aqui na Europa a molecada anda muito de skate e com 6…7 anos já estão entrando no half pipe e fazendo coisas que você não acredita. Entretanto, eles querem ir pra água também, mas e na hora que eles querem surfar os pais pensam em fazer uma 5’8”.

Mas o menino (a) não tem nem 5 pés de altura; então ele tenta fazer o que ele faz no skate em um “barco”. Ele não consegue, claro. Desenvolvi algumas umas pranchas 3’10” e aperfeiçoei esse modelo que vai até 5’2”, 5’3” a prancha funciona muito. Tanto os meninos quanto as meninas se dão muito bem com a Muleke.

Falando sobre materiais da pranchas do Gabriel, ele usa PU e Epóxi?
O epóxi entrou forte, melhorou muito a qualidade da resina, os blocos de EPS também melhoraram bastante e temos uma resina mais fácil de laminar. As pranchas de epóxi se aprimoram a cada dia e podemos dizer que temos uma construção muito boa para certas situações. Falo isso porque todos atletas que tenho usam muito EPS.

Porém o Gabriel compete no CT, circuito em que e as ondas são de consequência e potentes. A competição começa em Pipe, depois segue para Sunset e você não vai ver ninguém surfando essas ondas super potentes com epóxi. Depois eles seguem para Supertubos, em Portugal, onde pode ser que você veja alguém surfando com esse tipo de prancha, que flutua mais e são mais leves e sensíveis.

No CT o Gabriel não leva nenhuma prancha de epóxi, mas na casa dele temos algumas coisas diferentes. Pranchas em carbono, a vácuo, biquilhas, entre outras que ele usa amarradão quando está se divertindo. Já os atletas que competem no QS e no Challenger Series, que podem cair em condições desfavoráveis, usam epóxi.

As pranchas do Gabriel estão mais refinadas ou seguem na mesma linha?
Desde que eu estou com a fábrica nova, tenho variado muito pouca coisa nos modelos do Gabriel. Mexo no caimento de borda dependendo de como está seu peso. Uma mudança significativa não diz respeito ao shape em si. No caso, quando eu comecei a fábrica, decidimos que iríamos laminar as pranchas com as sedas dos patrocinadores ao invés de adesivos.

Lembro que uma vez eu e Charles passamos uma noite adesivando um quiver. A partir dai eu falei pra ele: vou passar esse trabalho para o laminador, que inclusive era eu (rs). O Gabriel amou, porque colar adesivo no fundo da prancha pode fazer com que ele  comece a sair no meio da bateria, deixando aquela “língua” pra fora.

Isso deixa o atleta louco. Eu comecei com essa configuração para tentar amenizar aquele carnaval de logotipo. Ele gosta sempre de uma bordinha preta, e a prancha fica com um visual bem clean. Ano passado fizemos um quiver muito bonito para Teahupoo. Fiz umas pranchas com um azul exclusivo de uma fábrica de pintura que tem aqui na Espanha. Mas na parte de shape a prancha mudou muito pouco.

Para onde caminha a evolução das pranchas: material ou design?
Participei de uma espécie de seminário com alguns fabricantes na França no qual disse que o material de hoje não está acompanhando o design. Tem pranchas que duram apenas um campeonato, ou mesmo uma bateria.

O surfista quer uma prancha leve, com bastante flexibilidade. Ou seja, a prancha tem estar moldada ao seu pé, e ele quer sentir o funcionamento dela digamos, elegante. O material que se trabalha melhor hoje é o poliuretano, o poliéster e a fibra de vibra de vidro, que evoluiu mas ainda pode evoluir muito mais. Os blocos também evoluíram bastante.

Contudo, maneira de fazer a prancha segue igual: shaper, laminador e lixador. As quilhas têm ajudado pois temos vários tipos com materiais e formatos diferentes. Mas como eu disse antes, as pranchas não duram. Comecei a surfar no final dos anos 1970 época que as pranchas duravam.

Eu e meus irmãos tínhamos pranchas que duravam cerca de quatro anos e depois se bobear ainda eram vendidas para outras pessoas usarem. Em termos de desenho, se você pensar em termos de performance, as pranchas estão difíceis de sair dessa combinação atual. Tem um ou outro fazendo um quick tail mais elaborado e tal, mas nada muito significativo.

Então você acha que há muito pouco espaço para evolução em termos de medidas/design?
O que vem evoluído muito é toda essa parte de pranchas que não são necessariamente de performance. As mid lengths, biquilhas modernas entre outros tipos que funcionam muito bem.  Ou seja é uma evolução do antigo que vem conquistando cada vez mais gente. Essas pranchas estão entrando muito bem no mercado. Eu sinceramente vejo poucos detalhes diferentes nas pranchas performances.

Por incrível que pareça,  percebo muita habilidade hoje ainda nas mãos de laminadores e lixadores. Você pega as principais fábricas como a do (Marcio) Zouvi, que tem profissionais que são mestres na lixa e  só eles que metem a mão nas pranchas dos atletas. Ou mesmo os laminadores que que conseguem equilibrar o peso da resina com a tela. Pra mudar isso só se inventarem uma máquina que a gente apertasse um botão e a prancha saísse inteira.

Como você faz suas pesquisas?
Eu procuro acompanhar as pranchas do circuito pra ver o que está acontecendo. Confiro o que os colegas de profissão estão fazendo e percebo que não estou muito distante.  Vejo que eles também observam o que eu estou fazendo. Então eu não vejo muitas mudanças em termos de design nos próximos dez anos.

Tenho um amigo na Austrália que diz que a prancha tem que ser sexy e eu pergunto a ele: o que determina isso e ele não sabe responder. Mas é a realidade, você tem que tentar fazer algo que o cara tenha tesão, que tenha vontade de colocar embaixo do braço.

Quem são os caras que lhe causaram essa sensação de prancha sexy?
De 2000 a 2003 eu estava trabalhando com o consagrado shaper havaiano Jeff Bushman. Para mim foi como se eu tivesse um HD limpo e começasse a colocar informações novas. Foi realmente muito, muito intenso.

Eu acreditava que aquilo que eu estava vendo era o mais bonito de curvas. Eu tive aulas de pin line, tive aulas de corte de tela…Eu pensava: “Meu, eu não fazia prancha antes”. Mas aí você observa o cenário atual de pranchas no Havaí e percebe que eles perderam posições no que concerne ao mercado mundial. Antigamente a representação dos shapers havaianos era bem maior.

Atualmente temos o Jon Pyzel, que inclusive trabalhei com ele, um cara moderno, que viaja muito e está sempre com bons atletas e evoluindo muito. Mas aonde eu mais vejo mudanças, com detalhes sensuais, é na prancha dos shapers australianos como um todo.

O australiano é um consumidor de pranchas, não tão compulsivo como os americanos, mas consome muita prancha. E eu vejo uma linha muito limpa, moderna e as pranchas funcionam. O outro que admiro muito é o Matt Biolos. Vejo como ele trabalha e percebo algumas nuances que me surpreendem. Ele é um cara muito amigo, trocamos muita informação e um grande shaper.

Em sua opinião, qual o papel das piscinas no desenvolvimento das pranchas atuais?
As piscinas chegaram mesmo para fazer uma mudança porque existe um nível de investimento bem grande. Nos anos 1980 tivemos piscinas no Japão, Texas, com ondas consideradas ruins a medíocres e mesmo assim tinham campeonatos. O Fabinho Gouveia chegou a vencer em uma delas.

Hoje em dia as ondas já estão ganhando mais espaço são mega piscinas com trabalho de engenharia mais elaborado com ondas incríveis. As ondas são de alta performance mas também podem ser utilizados por pessoas que querem aprender. Em meu ponto de vista as piscinas são muito bem vindas. Isso faz com que o esporte ganhe mais consistência e acredito que em pouco tempo pode surgir circuitos exclusivos.

Aqui no norte da Europa, em países como Alemanha e Bélgica, por exemplo, estão rolando competições em onda estáticas. Já existe todo um mercado, com atletas, campeonatos, roupas. Para o esporte como massificação é bem positivo.

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    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.

    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.