Durante mais de quinze anos trabalhando como jornalista especializado em surf, tive o privilégio de encontrar em vários momentos, e até surfar junto algumas vezes, com um dos principais ícones do esporte no Brasil e no mundo, o paraibano Fábio Gouveia. Aos 46 anos e aposentado das competições desde 2009, Fabinho passou metade da vida viajando o mundo para disputar o circuito mundial e foi um dos responsáveis por pavimentar a estrada por onde, anos mais tarde, Adriano, Gabriel, Filipe e os outros talentos revelados em nosso litoral disparariam rumo ao topo do surf competição.
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Mesmo tentando evitar comparações rasas entre surf e futebol, não resisto à tentação de dizer que, se hoje Medina é chamado de “Neymar do surf”, Fabinho é o Zico, um craque de técnica refinada, que esbanja categoria na arte de ler e rabiscar as ondas e dono de um legado admirável.