
Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio.
Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas.
A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes.
Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança.

A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37.
Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo.
Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar.

No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria.
Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino.

Semifinais masculinas
A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento.
Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar.
Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira.

Quartas de final masculino e semifinais feminino
Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”.
A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado.
Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada.
O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023.

O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar.
Com o melhor resultado de sua carreira no Rio, o italiano subiu para a vice-liderança do ranking mundial onde encararia João Chianca na semifinal e, caso vencesse, tomaria a cobiçada lycra amarela de líder do ranking das mãos do brasileiro Italo Ferreira.
Liderando a nova geração do surfe mundial, a francesa Tya Zebrowski, de apenas 15 anos, garantiu vaga em sua primeira final no CT. Ela dominou a bateria contra a também novata Nadia Erostarbe do início ao fim, arrancando um 8.17 com um surfe crítico e técnico. É um fechamento de ciclo perfeito para Zebrowski, que agora disputa o título na mesma etapa onde se classificou para a elite em 2025.
Sua adversária na grande seria a norte-americana Sawyer Lindblad. A “Rookie of the Year” de 2024 eliminou a campeã olímpica Caroline Marks na semifinal.

Terceiro round masculino e primeiros rounds femininos
O segundo dia do Vivo Rio Pro foi realizado no sábado (20) com a Praia de Itaúna lotada e transformada em um verdadeiro caldeirão. Com boas ondas, atingindo pouco mais de um metro e meio nas séries, o público acompanhou um dia marcado pela queda de favoritos e pela ascensão de jovens talentos do surfe mundial.
Os dois líderes do ranking deram adeus à competição nesse dia. No masculino, Italo Ferreira levantou a torcida em uma disputa apertada contra o francês Kauli Vaast. Porém, apesar do apoio maciço das arquibancadas, as boas escolhas de onda de Vaast garantiram sua vitória, configurando uma das maiores zebras do evento e colocando o estreante nas quartas de final.
No feminino, a havaiana Gabriela Bryan, líder do ranking, começou o dia de forma avassaladora, registrando o maior somatório do evento até o momento (17.33) ao eliminar a australiana Sally Fitzgibbons na segunda fase. No entanto, sua campanha foi interrompida nas quartas de final pela campeã mundial de 2023, a norte-americana Caroline Marks, que avançou para sua primeira semifinal da temporada.

Apesar da eliminação de Italo, a estrela de muitos brasileiros brilhou na terceira fase masculina. Yago Dora roubou a cena contra o perigoso francês Marco Mignot, combinando força e precisão para arrancar um 8.50 e somar 15.00 pontos, mantendo vivo o sonho do bicampeonato em Saquarema.
Os irmãos Pupo também deram show. Samuel Pupo ditou o ritmo com um excelente 8.17 para eliminar o australiano Jack Robinson. Logo depois, Miguel Pupo usou seu poderoso arsenal de frontside para despachar o australiano Callum Robson. Embalado pela energia da torcida durante o formato de baterias simultâneas, o local hero João Chianca superou o australiano George Pittar. O italiano Leonardo Fioravanti continuou sua forte campanha registrando um dos maiores somatórios do evento (16.50) ao dominar o australiano Liam O’Brien.
Entre as mulheres, Luana Silva protagonizou uma virada emocionante nos segundos finais contra Isabella Nichols na segunda fase, mas acabou eliminada nas quartas pela norte-americana Sawyer Lindblad, que seguiu determinada em busca de sua primeira vitória no CT. Tatiana Weston-Webb fez uma ótima estreia derrotando Tyler Wright no Round 01 feminino, mas foi superada por Caroline Marks em uma bateria bastante disputada no Round 02.

As estreantes brilharam no sábado e garantiram os melhores resultados de suas carreiras. A francesa Tya Zebrowski, fenômeno de apenas 15 anos, eliminou a veterana Lakey Peterson e, em seguida, derrubou a pentacampeã mundial Carissa Moore. Na outra chave, a espanhola Nadia Erostarbe chocou o público ao superar a campeã de 2024, Caitlin Simmers, com notas excelentes (8.33 e 7.50).
Além das disputas na água, a WSL Brasil ofereceu uma série de atrações ao público presente, como shows aéreos da Esquadrilha Céu, uma exibição de Motocross Estilo Livre (FMX), com os pilotos saltando a mais de 10 metros de altura com manobras sincronizadas e uma demonstração da Marinha de sua frota de Aviação Naval. Os helicópteros AH-11B Super Lynx e UH-15 Super Cougar sobrevoaram a praia, simulando operações de resgate e manobras de ataque.
Abertura da competição
Confirmando a previsão do Waves, o Vivo Rio Pro, sexta etapa do WSL Championship Tour, teve início no primeiro dia da janela, sexta-feira (19), em ondas com cerca de dois metros na série e formação regular, quebrando em diferentes picos, com as condições melhorando gradativamente ao longo da manhã. A entrada do vento terral de nordeste, considerado o mais favorável para a região, alinhou as séries e deixou o “Maracanã do Surfe” em condições ideais, permitindo a conclusão das duas primeiras fases masculinas e das seis primeiras baterias da fase inicial feminina.
Vestindo a lycra amarela, Italo Ferreira, manteve a consistência e derrotou o marroquino Ramzi Boukhiam no Round 2, enquanto o campeão da etapa ano passado, Yago Dora, brilhou nos momentos decisivos. Precisando de um 6.91 nos minutos finais contra o havaiano Eli Hanneman, Dora executou um forte ataque de frontside, arrancou um 7.83 dos juízes e virou a bateria, garantindo sua vaga na terceira fase.
O herói local João Chianca também fez a festa da torcida neste dia. Com um tubo sólido finalizado com precisão, ele somou um 8.17 e um 6.67, deixando o norte-americano Griffin Colapinto em uma situação delicada. Colapinto precisava de um 9.67, mas o tempo esgotou. Além deles, Samuel Pupo superou o mexicano Alan Cleland Jr., e Miguel Pupo venceu um duelo 100% brasileiro contra Mateus Herdy, decidido nas últimas ondas.
Mas o dia de abertura do Vivo Rio Pro também reservou surpresas amargas para a torcida brasileira que lotou as areias de Itaúna. O tricampeão mundial Gabriel Medina foi eliminado logo em sua estreia pelo surfista substituto Matthew McGillivray (África do Sul). O bicampeão Filipe Toledo também se despediu cedo, superado por uma performance dominante do australiano Callum Robson, que somou 14.93 pontos.
Já o momento mais tocante do dia ficou por conta de Alejo Muniz. Tendo anunciado sua aposentadoria no início da temporada, ele surfou sua última bateria no Tour diante do público brasileiro. Acompanhado pelos pais, esposa e filho na caminhada até o mar, Alejo foi ovacionado pelo público. Contudo, ele acabou sendo superado pelo australiano Ethan Ewing.

O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e eliminou o brasileiro Weslley Dantas, que recebeu um wildcard do evento. Com o resultado, Fioravanti subiu para a vice-liderança do ranking mundial, colocando pressão direta sobre Italo.
Entre as mulheres, a australiana Sally Fitzgibbons foi o grande destaque. Com fortes manobras de backside, ela somou 14.50 pontos contra a francesa Vahine Fierro, garantindo a maior nota do dia na categoria e uma vaga nas quartas de final. Erin Brooks, Tya Zebrowski e Brisa Hennessy também venceram suas baterias e subiram temporariamente no ranking. As brasileiras Luana Silva e Tatiana Weston-Webb não entraram na água nesse dia, aguardando o reinício da competição, no sábado, para estrearem.
Demais brasileiros no Vivo Rio Pro
Quartas de final
Luana Silva
Após derrotar a australiana Isabella Nichols em uma virada espetacular nas oitavas de final do feminino, Luana Silva quase conseguiu repetir o feito nas quartas, onde enfrentou a norte-americana Sawyer Lindblad. A brasileira começou perdendo, mas, nos últimos cinco minutos, pegou uma esquerda de muita qualidade, acertou quatro manobras fortes e quase virou novamente. Precisava de 8.53, mas recebeu 7.93. Mesmo com a prioridade da disputa no final, as ondas não apareceram, e a brasileira se despediu de Saquarema.
Samuel Pupo
Samuel Pupo abriu as disputas masculinas de segunda-feira enfrentando Leonardo Fioravanti. O italiano, que vem conquistando ótimos resultados neste ano, é conhecido por seu power surfe, mas acertou um belo aéreo no início do confronto para assumir a liderança, colocando toda a pressão sobre Samuca. O brasileiro reagiu, chegou a surfar a melhor onda do confronto (7.33) e tentou a virada no último minuto, mas não recebeu a nota que precisava e foi eliminado da competição.

Oitavas de final
Italo Ferreira
Em um confronto entre campeões olímpicos, Italo Ferreira tentou impor seu habitual ritmo frenético, surfando muitas ondas para botar pressão sobre Kauli Vaast nas oitavas de final. Porém, o taitiano soube escolher muito bem suas ondas, assumiu a liderança e deixou o brasileiro correndo atrás do prejuízo. Nos últimos minutos, Italo precisava de 6.97, mas não conseguiu a virada. O francês avançou às quartas de final, enquanto Italo deu adeus precocemente à competição, para frustração da torcida na praia.
Tatiana Weston-Webb
Voltando a competir após um hiato por conta do nascimento de sua filha, Tatiana Weston-Webb recebeu um wildcard da WSL para competir em Saquarema e fez uma ótima estreia, derrotando a vice-campeã em El Salvador, Tyler Wright, no Round 1 feminino. Na rodada seguinte, nas oitavas de final, fez uma bateria equilibrada contra Caroline Marks, mas acabou sendo superada pelo placar de 13.00 a 14.00 em favor da norte-americana.

Segundo Round
Weslley Dantas
Irmão mais novo do ex-top da WSL Wiggolly Dantas, Weslley Dantas foi o outro surfista brasileiro convidado pela WSL para participar do evento. O local de Ubatuba teve boa estreia ao derrotar o havaiano Seth Moniz pelo placar de 9.67 a 9.07, avançando para o Round 2, onde encarou uma pedreira: o italiano Leonardo Fioravanti, atual número 3 do mundo e campeão da última etapa em El Salvador.
O italiano surfou duas ondas intermediárias e assumiu a liderança da bateria. Weslley reagiu em seguida, surfando uma boa esquerda que lhe rendeu um 7.50 dos juízes. A partir daí, os dois passaram a surfar ondas intermediárias sem conseguir grandes notas, com o italiano mantendo a liderança por uma pequena vantagem. Faltando menos de um minuto, Weslley achou uma onda mediana, acertou duas manobras e levantou a torcida na praia. Ele precisava de 4.77 para virar, mas recebeu apenas 4.10 dos juízes e foi eliminado.
Gabriel Medina
Gabriel Medina enfrentou o sul-africano Matthew McGillivray, que logo no início da bateria abriu a liderança com uma nota 7 e outra 4.83. Bastante estratégico, Medina esperou por ondas com potencial para construir seus scores. Com menos de 10 minutos, o brasileiro já havia virado a disputa com duas notas na casa dos 6 pontos (6.80 e 6.33). Tudo se desenhava para uma classificação tranquila do tricampeão mundial. Porém, já perto do fim da bateria, o sul-africano recebeu um 6.53 dos juízes e virou o placar, eliminando um dos favoritos ao título da etapa em frente a uma multidão de fãs. Com isso, Medina mantém seu “tabu” e segue sem conseguir vencer uma etapa da elite mundial em território brasileiro.

Alejo Muniz
Alejo Muniz e Ethan Ewing (AUS) disputaram uma bateria com poucas ondas surfadas. O australiano abriu a disputa com uma nota mediana de 6.33, enquanto o brasileiro surfou duas ondas fracas, que lhe renderam uma somatória de apenas 5.66. Ewing ampliou a vantagem com mais um 4.67. Muniz reagiu com 4.10 e 6.20 – suas duas melhores ondas no confronto – mas a última onda do australiano, outro 6.33, foi o que ele precisava para carimbar o passaporte para o Round 3. Com a aposentadoria anunciada no início do ano, a bateria marcou também a despedida de Alejo em competições do CT na frente da torcida brasileira.
Filipe Toledo
Filipe Toledo teve pela frente um inspirado Callum Robson (AUS), que soube escolher bem as ondas para fazer um high score (8.00) logo no início da bateria. O “Rei do Rio”, apelido de Filipinho por conta de suas quatro vitórias no estado do Rio de Janeiro (três delas em Saquarema), era o favorito da bateria, mas o australiano jogou duro. O brasileiro também. Foram 12 ondas surfadas, mas faltou um high score. Sua nota mais alta foi um 7.50 e a somatória, de 13 pontos, não foi suficiente para vencer uma das baterias mais emocionantes do dia. Callum Robson avançou para o Round 3 com 14.93 pontos.
Mateus Herdy
No primeiro confronto verde e amarelo do evento, Mateus Herdy acabou sendo derrotado por seu compatriota Miguel Pupo em uma bateria bem disputada, decidida nas últimas ondas de ambos. Miguel, porém, soube escolher melhor suas ondas e venceu o confronto com 12.97 contra 10.94 de Herdy, que deu adeus à competição em sua estreia.

Primeiro round
Lucas Chumbo
Tetracampeão do Nazaré Tow Challenge e surfista local de Saquarema, Lucas “Chumbo” Chianca recebeu um convite da WSL para participar do evento e foi recebido com grande festa assim que vestiu a lycra de competição. Na primeira bateria do Round 1, ele enfrentou o marroquino Ramzi Boukhiam. O mar apresentava um tamanho considerável, com séries que chegavam aos dois metros e formação regular.
O brasileiro abriu a disputa, mas obteve um score baixo: 3.3. Ramzi respondeu com duas notas também baixas (4.00 e 3.00), mas o suficiente para assumir a liderança da bateria. Ao final, Chumbo não conseguiu a nota necessária para retomar o topo e foi eliminado na estreia da competição. Ramzi avançou com um somatório de apenas 7 pontos, enquanto Chianca terminou com 6.43.
Recorde de Premiação
Em uma parceria entre a WSL e a GWM Brasil, Yago levou para casa cerca de R$ 755 mil em prêmios. Além da premiação oficial de US$ 80 mil (cerca de R$ 413 mil), o campeão mundial de 2025 recebeu um GWM Tank 300 avaliado em R$ 342 mil por ter conquistado a maior pontuação combinada entre as finais masculina e feminina. Com isso, o Vivo Rio Pro passou a oferecer a maior premiação individual já registrada na história da etapa brasileira do Championship Tour.
CT 2026 Top 10 Masculino após Saquarema
1 Leonardo Fioravanti (ITA) – 33.930 pontos
2 Italo Ferreira (BRA) – 33.845
3 Yago Dora (BRA) – 32.950
4 Gabriel Medina (BRA) – 27.610
5 Miguel Pupo (BRA) – 27.130
6 Samuel Pupo (BRA) – 24.640
7 Ethan Ewing (AUS) – 23.830
8 George Pittar (AUS) – 21.960
9 Kanoa Igarashi (JAP) – 21.790
10 Liam O’Brien (AUS) – 19.865
*15 Filipe Toledo – 17.150
*17 João Chianca – 15.725
*24 Alejo Muniz – 10.640
*28 Mateus Herdy – 9.245
CT 2026 Top 10 Feminino após Saquarema
1 – Gabriela Bryan (HAV) – 35.065 pontos
2 – Carissa Moore (HAV) – 33.490
3 – Sawyer Lindblad (EUA) – 32.970
4 – Luana Silva (BRA) – 31.835
5 – Molly Picklum (AUS) – 30.120
6 – Caitlin Simmers (EUA) – 27.065
7 – Lakey Peterson (EUA) – 25.490
8 – Caroline Marks (EUA) – 24.320
9 – Tyler Wright (AUS) – 18.545
10 – Nadia Erostarbe (ESP) – 18.170
Vivo Rio Pro 2026
Masculino
Round 1
1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.43
2 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)
3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.07
4 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50
Round 2
1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.53
2 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.50
3 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.60
4 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.83
5 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.30
6 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.13
7 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.17
8 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.53
9 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.97
10 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.50
11 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.30
12 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.77
13 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.90
14 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.43
15 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.00
16 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94
Round 3
1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)
2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)
3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)
4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)
5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)
6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)
7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)
8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS)
Quartas de Final
1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)
2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)
3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)
4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA)
Semifinais
1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)
2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS)
Final
Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA)
Feminino
Round 1
1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.00
2 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.50
3 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.10
4 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.70
5 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.33
6 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.16
7 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.93
8 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46
Round 2
1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.30
2 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.03
3 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.67
4 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.60
5 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.26
6 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.00
7 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.20
8 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67
Quartas de Final
1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.77
2 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.23
3 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.90
4 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26
Semifinais
1 Tya Zebrowski (FRA) 14.84 x Nadia Erostarbe (ESP) 8.67
2 Sawyer Lindblad (EUA) 12.23 x Caroline Marks (EUA) 11.17
Final
Sawyer Lindblad (EUA) 7.67 x 6.10 Tya Zebrowski (FRA)
Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.
1 comentário
Seja o primeiro a comentar.
Carregando comentários…