Circuito Mundial

Yago Dora é bicampeão em Saquarema

Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.
Vivo Rio Pro 2026, Praia de Itaúna, Saquarema (RJ).

Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio.

Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas.

A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes.

Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança.

A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37.

Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo.

Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar.

No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria.

Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino.

Semifinais masculinas

A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento.

Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar.

Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira.

Quartas de final masculino e semifinais feminino

Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”.

A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado.

Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada.

O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023.

O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar.

Com o melhor resultado de sua carreira no Rio, o italiano subiu para a vice-liderança do ranking mundial onde encararia João Chianca na semifinal e, caso vencesse, tomaria a cobiçada lycra amarela de líder do ranking das mãos do brasileiro Italo Ferreira.

Liderando a nova geração do surfe mundial, a francesa Tya Zebrowski, de apenas 15 anos, garantiu vaga em sua primeira final no CT. Ela dominou a bateria contra a também novata Nadia Erostarbe do início ao fim, arrancando um 8.17 com um surfe crítico e técnico. É um fechamento de ciclo perfeito para Zebrowski, que agora disputa o título na mesma etapa onde se classificou para a elite em 2025.

Sua adversária na grande seria a norte-americana Sawyer Lindblad. A “Rookie of the Year” de 2024 eliminou a campeã olímpica Caroline Marks na semifinal.

Terceiro round masculino e primeiros rounds femininos

O segundo dia do Vivo Rio Pro foi realizado no sábado (20) com a Praia de Itaúna lotada e transformada em um verdadeiro caldeirão. Com boas ondas, atingindo pouco mais de um metro e meio nas séries, o público acompanhou um dia marcado pela queda de favoritos e pela ascensão de jovens talentos do surfe mundial.

Os dois líderes do ranking deram adeus à competição nesse dia. No masculino, Italo Ferreira levantou a torcida em uma disputa apertada contra o francês Kauli Vaast. Porém, apesar do apoio maciço das arquibancadas, as boas escolhas de onda de Vaast garantiram sua vitória, configurando uma das maiores zebras do evento e colocando o estreante nas quartas de final.

No feminino, a havaiana Gabriela Bryan, líder do ranking, começou o dia de forma avassaladora, registrando o maior somatório do evento até o momento (17.33) ao eliminar a australiana Sally Fitzgibbons na segunda fase. No entanto, sua campanha foi interrompida nas quartas de final pela campeã mundial de 2023, a norte-americana Caroline Marks, que avançou para sua primeira semifinal da temporada.

Apesar da eliminação de Italo, a estrela de muitos brasileiros brilhou na terceira fase masculina. Yago Dora roubou a cena contra o perigoso francês Marco Mignot, combinando força e precisão para arrancar um 8.50 e somar 15.00 pontos, mantendo vivo o sonho do bicampeonato em Saquarema.

Os irmãos Pupo também deram show. Samuel Pupo ditou o ritmo com um excelente 8.17 para eliminar o australiano Jack Robinson. Logo depois, Miguel Pupo usou seu poderoso arsenal de frontside para despachar o australiano Callum Robson. Embalado pela energia da torcida durante o formato de baterias simultâneas, o local hero João Chianca superou o australiano George Pittar. O italiano Leonardo Fioravanti continuou sua forte campanha registrando um dos maiores somatórios do evento (16.50) ao dominar o australiano Liam O’Brien.

Entre as mulheres, Luana Silva protagonizou uma virada emocionante nos segundos finais contra Isabella Nichols na segunda fase, mas acabou eliminada nas quartas pela norte-americana Sawyer Lindblad, que seguiu determinada em busca de sua primeira vitória no CT. Tatiana Weston-Webb fez uma ótima estreia derrotando Tyler Wright no Round 01 feminino, mas foi superada por Caroline Marks em uma bateria bastante disputada no Round 02.

As estreantes brilharam no sábado e garantiram os melhores resultados de suas carreiras. A francesa Tya Zebrowski, fenômeno de apenas 15 anos, eliminou a veterana Lakey Peterson e, em seguida, derrubou a pentacampeã mundial Carissa Moore. Na outra chave, a espanhola Nadia Erostarbe chocou o público ao superar a campeã de 2024, Caitlin Simmers, com notas excelentes (8.33 e 7.50).

Além das disputas na água, a WSL Brasil ofereceu uma série de atrações ao público presente, como shows aéreos da Esquadrilha Céu, uma exibição de Motocross Estilo Livre (FMX), com os pilotos saltando a mais de 10 metros de altura com manobras sincronizadas e uma demonstração da Marinha de sua frota de Aviação Naval. Os helicópteros AH-11B Super Lynx e UH-15 Super Cougar sobrevoaram a praia, simulando operações de resgate e manobras de ataque.

Abertura da competição

Confirmando a previsão do Waves, o Vivo Rio Pro, sexta etapa do WSL Championship Tour, teve início no primeiro dia da janela, sexta-feira (19), em ondas com cerca de dois metros na série e formação regular, quebrando em diferentes picos, com as condições melhorando gradativamente ao longo da manhã. A entrada do vento terral de nordeste, considerado o mais favorável para a região, alinhou as séries e deixou o “Maracanã do Surfe” em condições ideais, permitindo a conclusão das duas primeiras fases masculinas e das seis primeiras baterias da fase inicial feminina.

Vestindo a lycra amarela, Italo Ferreira, manteve a consistência e derrotou o marroquino Ramzi Boukhiam no Round 2, enquanto o campeão da etapa ano passado, Yago Dora, brilhou nos momentos decisivos. Precisando de um 6.91 nos minutos finais contra o havaiano Eli Hanneman, Dora executou um forte ataque de frontside, arrancou um 7.83 dos juízes e virou a bateria, garantindo sua vaga na terceira fase.

O herói local João Chianca também fez a festa da torcida neste dia. Com um tubo sólido finalizado com precisão, ele somou um 8.17 e um 6.67, deixando o norte-americano Griffin Colapinto em uma situação delicada. Colapinto precisava de um 9.67, mas o tempo esgotou. Além deles, Samuel Pupo superou o mexicano Alan Cleland Jr., e Miguel Pupo venceu um duelo 100% brasileiro contra Mateus Herdy, decidido nas últimas ondas.

Mas o dia de abertura do Vivo Rio Pro também reservou surpresas amargas para a torcida brasileira que lotou as areias de Itaúna. O tricampeão mundial Gabriel Medina foi eliminado logo em sua estreia pelo surfista substituto Matthew McGillivray (África do Sul). O bicampeão Filipe Toledo também se despediu cedo, superado por uma performance dominante do australiano Callum Robson, que somou 14.93 pontos.

Já o momento mais tocante do dia ficou por conta de Alejo Muniz. Tendo anunciado sua aposentadoria no início da temporada, ele surfou sua última bateria no Tour diante do público brasileiro. Acompanhado pelos pais, esposa e filho na caminhada até o mar, Alejo foi ovacionado pelo público. Contudo, ele acabou sendo superado pelo australiano Ethan Ewing.

O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e eliminou o brasileiro Weslley Dantas, que recebeu um wildcard do evento. Com o resultado, Fioravanti subiu para a vice-liderança do ranking mundial, colocando pressão direta sobre Italo.

Entre as mulheres, a australiana Sally Fitzgibbons foi o grande destaque. Com fortes manobras de backside, ela somou 14.50 pontos contra a francesa Vahine Fierro, garantindo a maior nota do dia na categoria e uma vaga nas quartas de final. Erin Brooks, Tya Zebrowski e Brisa Hennessy também venceram suas baterias e subiram temporariamente no ranking. As brasileiras Luana Silva e Tatiana Weston-Webb não entraram na água nesse dia, aguardando o reinício da competição, no sábado, para estrearem.

Demais brasileiros no Vivo Rio Pro

Quartas de final

Luana Silva

Após derrotar a australiana Isabella Nichols em uma virada espetacular nas oitavas de final do feminino, Luana Silva quase conseguiu repetir o feito nas quartas, onde enfrentou a norte-americana Sawyer Lindblad. A brasileira começou perdendo, mas, nos últimos cinco minutos, pegou uma esquerda de muita qualidade, acertou quatro manobras fortes e quase virou novamente. Precisava de 8.53, mas recebeu 7.93. Mesmo com a prioridade da disputa no final, as ondas não apareceram, e a brasileira se despediu de Saquarema.

Samuel Pupo

Samuel Pupo abriu as disputas masculinas de segunda-feira enfrentando Leonardo Fioravanti. O italiano, que vem conquistando ótimos resultados neste ano, é conhecido por seu power surfe, mas acertou um belo aéreo no início do confronto para assumir a liderança, colocando toda a pressão sobre Samuca. O brasileiro reagiu, chegou a surfar a melhor onda do confronto (7.33) e tentou a virada no último minuto, mas não recebeu a nota que precisava e foi eliminado da competição.

Oitavas de final

Italo Ferreira

Em um confronto entre campeões olímpicos, Italo Ferreira tentou impor seu habitual ritmo frenético, surfando muitas ondas para botar pressão sobre Kauli Vaast nas oitavas de final. Porém, o taitiano soube escolher muito bem suas ondas, assumiu a liderança e deixou o brasileiro correndo atrás do prejuízo. Nos últimos minutos, Italo precisava de 6.97, mas não conseguiu a virada. O francês avançou às quartas de final, enquanto Italo deu adeus precocemente à competição, para frustração da torcida na praia.

Tatiana Weston-Webb

Voltando a competir após um hiato por conta do nascimento de sua filha, Tatiana Weston-Webb recebeu um wildcard da WSL para competir em Saquarema e fez uma ótima estreia, derrotando a vice-campeã em El Salvador, Tyler Wright, no Round 1 feminino. Na rodada seguinte, nas oitavas de final, fez uma bateria equilibrada contra Caroline Marks, mas acabou sendo superada pelo placar de 13.00 a 14.00 em favor da norte-americana.

Segundo Round

Weslley Dantas

Irmão mais novo do ex-top da WSL Wiggolly Dantas, Weslley Dantas foi o outro surfista brasileiro convidado pela WSL para participar do evento. O local de Ubatuba teve boa estreia ao derrotar o havaiano Seth Moniz pelo placar de 9.67 a 9.07, avançando para o Round 2, onde encarou uma pedreira: o italiano Leonardo Fioravanti, atual número 3 do mundo e campeão da última etapa em El Salvador.

O italiano surfou duas ondas intermediárias e assumiu a liderança da bateria. Weslley reagiu em seguida, surfando uma boa esquerda que lhe rendeu um 7.50 dos juízes. A partir daí, os dois passaram a surfar ondas intermediárias sem conseguir grandes notas, com o italiano mantendo a liderança por uma pequena vantagem. Faltando menos de um minuto, Weslley achou uma onda mediana, acertou duas manobras e levantou a torcida na praia. Ele precisava de 4.77 para virar, mas recebeu apenas 4.10 dos juízes e foi eliminado.

Gabriel Medina

Gabriel Medina enfrentou o sul-africano Matthew McGillivray, que logo no início da bateria abriu a liderança com uma nota 7 e outra 4.83. Bastante estratégico, Medina esperou por ondas com potencial para construir seus scores. Com menos de 10 minutos, o brasileiro já havia virado a disputa com duas notas na casa dos 6 pontos (6.80 e 6.33). Tudo se desenhava para uma classificação tranquila do tricampeão mundial. Porém, já perto do fim da bateria, o sul-africano recebeu um 6.53 dos juízes e virou o placar, eliminando um dos favoritos ao título da etapa em frente a uma multidão de fãs. Com isso, Medina mantém seu “tabu” e segue sem conseguir vencer uma etapa da elite mundial em território brasileiro.

Alejo Muniz

Alejo Muniz e Ethan Ewing (AUS) disputaram uma bateria com poucas ondas surfadas. O australiano abriu a disputa com uma nota mediana de 6.33, enquanto o brasileiro surfou duas ondas fracas, que lhe renderam uma somatória de apenas 5.66. Ewing ampliou a vantagem com mais um 4.67. Muniz reagiu com 4.10 e 6.20 – suas duas melhores ondas no confronto – mas a última onda do australiano, outro 6.33, foi o que ele precisava para carimbar o passaporte para o Round 3. Com a aposentadoria anunciada no início do ano, a bateria marcou também a despedida de Alejo em competições do CT na frente da torcida brasileira.

Filipe Toledo

Filipe Toledo teve pela frente um inspirado Callum Robson (AUS), que soube escolher bem as ondas para fazer um high score (8.00) logo no início da bateria. O “Rei do Rio”, apelido de Filipinho por conta de suas quatro vitórias no estado do Rio de Janeiro (três delas em Saquarema), era o favorito da bateria, mas o australiano jogou duro. O brasileiro também. Foram 12 ondas surfadas, mas faltou um high score. Sua nota mais alta foi um 7.50 e a somatória, de 13 pontos, não foi suficiente para vencer uma das baterias mais emocionantes do dia. Callum Robson avançou para o Round 3 com 14.93 pontos.

Mateus Herdy

No primeiro confronto verde e amarelo do evento, Mateus Herdy acabou sendo derrotado por seu compatriota Miguel Pupo em uma bateria bem disputada, decidida nas últimas ondas de ambos. Miguel, porém, soube escolher melhor suas ondas e venceu o confronto com 12.97 contra 10.94 de Herdy, que deu adeus à competição em sua estreia.

Primeiro round

Lucas Chumbo

Tetracampeão do Nazaré Tow Challenge e surfista local de Saquarema, Lucas “Chumbo” Chianca recebeu um convite da WSL para participar do evento e foi recebido com grande festa assim que vestiu a lycra de competição. Na primeira bateria do Round 1, ele enfrentou o marroquino Ramzi Boukhiam. O mar apresentava um tamanho considerável, com séries que chegavam aos dois metros e formação regular.

O brasileiro abriu a disputa, mas obteve um score baixo: 3.3. Ramzi respondeu com duas notas também baixas (4.00 e 3.00), mas o suficiente para assumir a liderança da bateria. Ao final, Chumbo não conseguiu a nota necessária para retomar o topo e foi eliminado na estreia da competição. Ramzi avançou com um somatório de apenas 7 pontos, enquanto Chianca terminou com 6.43.

Recorde de Premiação

Em uma parceria entre a WSL e a GWM Brasil, Yago levou para casa cerca de R$ 755 mil em prêmios. Além da premiação oficial de US$ 80 mil (cerca de R$ 413 mil), o campeão mundial de 2025 recebeu um GWM Tank 300 avaliado em R$ 342 mil por ter conquistado a maior pontuação combinada entre as finais masculina e feminina. Com isso, o Vivo Rio Pro passou a oferecer a maior premiação individual já registrada na história da etapa brasileira do Championship Tour.

CT 2026 Top 10 Masculino após Saquarema

1 Leonardo Fioravanti (ITA) – 33.930 pontos
2 Italo Ferreira (BRA) – 33.845
3 Yago Dora (BRA) – 32.950
4 Gabriel Medina (BRA) – 27.610
5 Miguel Pupo (BRA) – 27.130
6 Samuel Pupo (BRA) – 24.640
7 Ethan Ewing (AUS) – 23.830
8 George Pittar (AUS) – 21.960
9 Kanoa Igarashi (JAP) – 21.790
10 Liam O’Brien (AUS) – 19.865
*15 Filipe Toledo – 17.150
*17 João Chianca – 15.725
*24 Alejo Muniz – 10.640
*28 Mateus Herdy – 9.245

CT 2026 Top 10 Feminino após Saquarema

1 – Gabriela Bryan (HAV) – 35.065 pontos
2 – Carissa Moore (HAV) – 33.490
3 – Sawyer Lindblad (EUA) – 32.970
4 – Luana Silva (BRA) – 31.835
5 – Molly Picklum (AUS) – 30.120
6 – Caitlin Simmers (EUA) – 27.065
7 – Lakey Peterson (EUA) – 25.490
8 – Caroline Marks (EUA) – 24.320
9 – Tyler Wright (AUS) – 18.545
10 – Nadia Erostarbe (ESP) – 18.170

Vivo Rio Pro 2026

Masculino

Round 1

1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.43
2 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)
3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.07
4 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50

Round 2

1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.53
2 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.50
3 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.60
4 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.83
5 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.30
6 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.13
7 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.17
8 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.53
9 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.97
10 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.50
11 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.30
12 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.77
13 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.90
14 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.43
15 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.00
16 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94

Round 3

1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)
2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)
3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)
4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)
5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)
6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)
7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)
8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS)

Quartas de Final

1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)
2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)
3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)
4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA)

Semifinais

1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)
2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS)

Final

Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA)

Feminino

Round 1

1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.00
2 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.50
3 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.10
4 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.70
5 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.33
6 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.16
7 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.93
8 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46

Round 2

1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.30
2 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.03
3 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.67
4 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.60
5 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.26
6 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.00
7 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.20
8 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67

Quartas de Final

1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.77
2 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.23
3 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.90
4 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26

Semifinais

1 Tya Zebrowski (FRA) 14.84 x Nadia Erostarbe (ESP) 8.67
2 Sawyer Lindblad (EUA) 12.23 x Caroline Marks (EUA) 11.17

Final

Sawyer Lindblad (EUA) 7.67 x 6.10 Tya Zebrowski (FRA)

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    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Em inglês: Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) x Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) x Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) x Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) x Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) x João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) x Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) x Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) x Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) x Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) x Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) x Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) x vencedor da bateria 64 vencedor da bateria 7 x vencedor da bateria 8 Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC)

    Próxima chamada nesta terça-feira (11) às 14h30 (de Brasília). Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.

    Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto, e os modelos indicam um cenário promissor logo na abertura. A expectativa é de muito swell nos primeiros dias, embora o vento possa influenciar diretamente a qualidade das condições ao longo da etapa. Os modelos de previsão apontam ondas entre 3 e 4 metros de face na abertura da janela, com séries podendo alcançar até 5 metros. Se a previsão se confirmar, o domingo (9) pode apresentar as maiores ondas da janela de competição, com algumas séries podendo ultrapassar até mesmo os 6 metros. Apesar do tamanho das ondas, a previsão indica predominância do vento de sudeste, que costuma prejudicar a qualidade das condições em Teahupoo. Conhecido localmente como Maaramu, este vento traz consigo a estação mais seca e fria, afetando as condições de navegação e surfe na região. Na prática, isso significa um cenário de muito tamanho, mas com condições potencialmente mais difíceis para os atletas. Entre os dias 11 e 12 de agosto, a previsão sugere uma combinação mais favorável, reunindo ventos mais favoráveis, ondas ainda com bom tamanho e boas possibilidades para a realização da competição. Depois desse período, o Maraamu pode voltar a ganhar força. Para o restante da janela, o cenário ainda é instável nos modelos de previsão. Existe a possibilidade de uma nova ondulação forte durante a segunda metade do evento, mas as próximas atualizações deverão trazer uma definição mais precisa. Medina embarca para o Taiti em momento delicado Às vésperas da etapa de Teahupoo, Gabriel Medina, um dos maiores nomes da história deste evento, embarcou para o Taiti vivendo um momento delicado fora d’água. O tricampeão mundial e sua esposa Isabella Arantes perderam o filho que esperavam após a gestação não evoluir. Mesmo diante da notícia, ele seguiu viagem para o Taiti, onde disputará uma etapa importante na reta final do Championship Tour. Atual quarto colocado do ranking mundial, o tricampeão segue na disputa pelo título da temporada. Kelly Slater lidera lista de convidados da etapa A WSL confirmou Kelly Slater como convidado da etapa de Teahupoo. Dono de 11 títulos mundiais e cinco vitórias na onda taitiana, o norte-americano retorna ao CT em busca de mais um resultado expressivo em um dos palcos mais marcantes de sua carreira. Além de Slater, também foram confirmados os taitianos Eimeo Czermak e Kelia Gallina, vencedores das Tahiti Trials, seletiva local que reuniu mais de 36 surfistas. Aos 13 anos, Gallina disputará o evento principal pelo segundo ano consecutivo e tentará aproveitar a experiência adquirida em 2025. Já Czermak fará sua estreia no Championship Tour após finalmente conquistar a classificação para a etapa em sua onda de casa. Horário das chamadas As chamadas da WSL costumam acontecer por volta das 7h30 da manhã no Taiti, o que normalmente corresponde às 14h30 no horário de Brasília. Esse horário pode variar de acordo com as condições do mar. A primeira chamada acontece neste sábado (8). Chaves de baterias Masculino Round 1 Ramzi Boukhiam (MAR) × Oscar Berry (AUS)Luke Thompson (AFS) × Matthew McGillivray (AFS)Seth Moniz (HAV) × Eimeo Czermak (TAH)Eli Hanneman (HAV) × Kelly Slater (EUA) Round 2 Kauli Vaast (FRA) × Crosby Colapinto (EUA)Samuel Pupo (BRA) × Alan Cleland (MEX)Yago Dora (BRA) × Seth Moniz (HAV) ou Eimeo Czermak (TAH)Marco Mignot (FRA) × Barron Mamiya (HAV)Filipe Toledo (BRA) × Connor O’Leary (JAP)Italo Ferreira (BRA) × Luke Thompson (AFS) ou Matthew McGillivray (AFS)Liam O’Brien (AUS) × Jake Marshall (EUA)Ethan Ewing (AUS) × Joel Vaughan (AUS)Leonardo Fioravanti (ITA) × Ramzi Boukhiam (MAR) ou Oscar Berry (AUS)Morgan Cibilic (AUS) × João Chianca (BRA)Kanoa Igarashi (JAP) × Alejo Muniz (BRA)George Pittar (AUS) × Cole Houshmand (EUA)Gabriel Medina (BRA) × Eli Hanneman (HAV) ou Kelly Slater (EUA)Jack Robinson (AUS) × Callum Robson (AUS)Griffin Colapinto (EUA) × Rio Waida (IND)Miguel Pupo (BRA) × Mateus Herdy (BRA) Feminino Round 1 Sally Fitzgibbons (AUS) × Anat Lelior (ISR)Tya Zebrowski (FRA) × Erin Brooks (CAN)Isabella Nichols (AUS) × Vahine Fierro (FRA)Stephanie Gilmore (AUS) × Yolanda Hopkins (POR)Alyssa Spencer (EUA) × Bella Kenworthy (EUA)Bettylou Sakura Johnson (HAV) × Brisa Hennessy (CRC)Nadia Erostarbe (ESP) × Francisca Veselko (POR)Tyler Wright (AUS) × Kelia Gallina (TAH) Round 2 Caroline Marks (EUA) × Tya Zebrowski (FRA) ou Erin Brooks (CAN)Molly Picklum (AUS) × Alyssa Spencer (EUA) ou Bella Kenworthy (EUA)Sawyer Lindblad (EUA) × Isabella Nichols (AUS) ou Vahine Fierro (FRA)Lakey Peterson (EUA) × Nadia Erostarbe (ESP) ou Francisca Veselko (POR)Gabriela Bryan (HAV) × Sally Fitzgibbons (AUS) ou Anat Lelior (ISR)Caitlin Simmers (EUA) × Tyler Wright (AUS) ou Kelia Gallina (TAH)Luana Silva (BRA) × Stephanie Gilmore (AUS) ou Yolanda Hopkins (POR)Caity Simmers (EUA) × Bettylou Sakura Johnson (HAV) ou Brisa Hennessy (CRC) Galeria de campeões do Tahiti Pro 1999 – Mark Occhilupo (AUS)2000 – Kelly Slater (EUA)2001 – Cory Lopez (EUA)2002 – Andy Irons (HAV)2003 – Kelly Slater (EUA)2004 – C.J. Hobgood (EUA)2005 – Kelly Slater (EUA)2006 – Bobby Martinez (EUA)2007 – Damien Hobgood (EUA)2008 – Bruno Santos (BRA)2009 – Bobby Martinez (EUA)2010 – Andy Irons (HAV)2011 – Kelly Slater (EUA)2012 – Mick Fanning (AUS)2013 – Adrian Buchan (AUS)2014 – Gabriel Medina (BRA)2015 – Jeremy Flores (FRA)2016 – Kelly Slater (EUA)2017 – Julian Wilson (AUS)2018 – Gabriel Medina (BRA)2019 – Owen Wright (AUS)2020 – Não realizada (COVID-19)2021 – Não realizada (Cancelada)2022 – Miguel Pupo (BRA)2023 – Jack Robinson (AUS)2024 – Italo Ferreira (BRA)2025 – Jack Robinson (AUS)

    Primeira chamada para etapa do Tahiti acontece sábado (8) às 14h30 (de Brasília). Previsão indica swell consistente. Medina embarca para evento e WSL divulga baterias, com Kelly Slater convidado.

    O Waves passa a oferecer, a partir de hoje, o modo Clássico de visualização da previsão de águas rasas. A novidade já está disponível na plataforma e pode ser acessada pelo botão “Clássico”, localizado na página da previsão detalhada de todos os picos. A experiência retorna preservando a forma de leitura que acompanhou gerações de surfistas, integrada ao novo Waves e com uma evolução importante: a previsão passa de sete para até 16 dias. Clique aqui para visualizar o modelo clássico Desde o lançamento da nova plataforma, recebemos centenas de mensagens com sugestões, elogios, dúvidas e críticas sobre a experiência da previsão. Cada uma delas foi lida com atenção pela nossa equipe. Afinal, ninguém conhece melhor o Waves do que quem consulta a previsão todos os dias antes de entrar no mar. Ao longo de quase três décadas, aprendemos que evoluir também significa saber ouvir. E foi justamente desse diálogo com a comunidade que nasceu a decisão de trazer de volta a visualização Clássica, ampliando as formas de acompanhar a previsão e permitindo que cada surfista escolha a experiência que faz mais sentido para ele. O Clássico evoluiu junto com o Waves Quem já utilizava a visualização Clássica vai encontrar uma experiência muito familiar. A organização das informações, os mapas, os gráficos e a forma de interpretar a previsão permanecem praticamente os mesmos, preservando a leitura que se tornou referência para milhões de surfistas ao longo dos anos. A principal novidade está no alcance da previsão. Antes limitada a sete dias, ela agora passa a oferecer informações para até 16 dias, permitindo acompanhar a evolução dos swells com muito mais antecedência e planejar viagens, sessões e expedições com uma janela muito maior. O modo Clássico também passa a fazer parte da nova plataforma do Waves e seguirá evoluindo ao lado das demais formas de visualização da previsão. Não se trata de substituir uma experiência pela outra, mas de oferecer mais opções para que cada usuário acompanhe o mar da maneira que preferir. Muito além de uma interface Embora muita gente associe o Clássico ao seu formato visual, o grande diferencial sempre esteve na tecnologia por trás da previsão. O Waves utiliza um modelo de águas rasas, desenvolvido para calcular como a energia das ondas se transforma ao se aproximar da costa. Enquanto grande parte das previsões disponíveis mostra apenas o comportamento das ondas em águas profundas, este modelo representa os processos físicos que acontecem quando as ondulações começam a interagir com o fundo do mar. É nesse momento que fatores como a profundidade, o relevo submarino, ilhas, costões e bancos de areia passam a influenciar diretamente a direção, a velocidade, o comprimento e a altura das ondas. Na prática, isso significa que um mesmo swell pode produzir condições completamente diferentes em praias separadas por poucos quilômetros. É justamente essa transformação que o modelo de águas rasas procura representar, oferecendo ao surfista uma estimativa muito mais próxima daquilo que ele realmente encontrará quando chegar ao pico. Essa tecnologia, utilizada há anos pelo Waves, nasceu da aplicação de modelos científicos originalmente desenvolvidos para estudos costeiros, obras portuárias, engenharia naval e prevenção de desastres. Adaptada ao universo do surf, tornou-se um dos principais diferenciais da previsão e ajudou o Waves a construir sua credibilidade junto à comunidade ao longo de quase três décadas. Cada surfista lê o mar de um jeito Nenhum surfista interpreta a previsão exatamente da mesma maneira. Há quem prefira uma leitura rápida, tradicional e familiar. Outros gostam de explorar gráficos, mapas, novas visualizações e recursos interativos para analisar cada detalhe das condições do mar. Por isso, o retorno do modo Clássico amplia as possibilidades da plataforma e passa a conviver com as demais experiências de visualização disponíveis no Waves. Nosso objetivo é simples: permitir que cada surfista escolha a forma como prefere acompanhar a previsão, sem abrir mão da confiabilidade que sempre esteve no centro do nosso trabalho. O compromisso continua o mesmo O mar muda todos os dias. A tecnologia também. Ao longo dos últimos 28 anos, o Waves evoluiu inúmeras vezes. Novas funcionalidades foram incorporadas, novas ferramentas surgiram e a maneira de consumir informação mudou. Mas uma coisa permaneceu exatamente igual: o compromisso de oferecer uma previsão confiável para ajudar cada surfista a tomar a melhor decisão antes de entrar na água. O retorno do modo Clássico faz parte dessa evolução. Ele preserva uma forma de visualização que marcou a história do Waves, agora integrada a uma plataforma mais completa, com novos recursos e previsão de até 16 dias. Ao longo de quase três décadas, muita coisa mudou no Waves. Mas existe algo que nunca deixaremos de buscar: a confiança de quem consulta a nossa previsão para decidir quando entrar no mar.

    Depois de ouvir a comunidade, o Waves traz de volta a visualização clássica da previsão de águas rasas, agora integrada à nova plataforma e com previsão das ondas para até 16 dias.