Jojó é candidato

Jojó de Olivença vai a Brasília (DF) e anuncia chapa para concorrer à eleição da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf).

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Luiz Henrique “Pinga”, Jojó de Olivença e Evandro Abreu reunidos em Brasília (DF) com Marcelo Magalhães, Secretário Especial do Esporte.

Na última semana, Jojó de Olivença esteve em Brasília (DF) para anunciar o lançamento da sua chapa para a eleição da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), programada para acontecer em dezembro deste ano, em data ainda não informada.

Jojó, que vai concorrer ao cargo de presidente, foi recebido pelo Secretário Especial do Esporte, Marcelo Magalhães, e esteve acompanhado de Luiz Henrique “Pinga” e Evandro Abreu, integrantes da sua chapa.

A chapa conta ainda com o carioca Guilherme Pollastri como vice-presidente. Pollastri ocupa o mesmo cargo na atual diretoria da entidade e trava uma batalha judicial com Adalvo Argolo, presidente da CBSurf. Em 2018, o vice-presidente entrou na Justiça com um pedido de afastamento de Adalvo, alegando administração temerária e falta de conhecimento sobre a forma como o presidente administra os recursos públicos federais.

Já Pinga e Evandro, que estiveram em Brasília com Jojó, concorrem aos cargos de diretor de desenvolvimento / alto rendimento e diretor de marketing, respectivamente.

Também formam a chapa Marcelo Andrade (comissário / diretor de prova), Fred Leite (diretor institucional), Geraldo Cavalcanti (diretor de torneios e eventos), Carlos Gianotti (diretor de desenvolvimento educacional) e Marcio Monteiro (diretor técnico).

Segundo a chapa, Jojó e sua diretoria estão focados na missão de reconstruir o surfe brasileiro. “Para isso, ele tem se reunido com surfistas das mais distintas regiões, federações estaduais, setor empresarial e secretários estaduais”, informa a chapa em comunicado enviado à imprensa.

Ainda de acordo com o comunicado, os membros do grupo foram carinhosamente recebidos em Brasília por Marcelo Magalhães, Secretário Especial do Esporte, “que se mostrou entusiasmado com uma possível alternância de poder na entidade que rege o surfe”.

“Marcelo demonstrou que, mesmo à distância, está acompanhando os últimos acontecimentos e o fato de o surfe brasileiro dominar a cena e ter três campeões mundiais despertou um olhar mais atento do secretário ao esporte”, informa a nota divulgada pela chapa.

O secretário também teria confirmado aos membros da chapa estar ciente de todas as denúncias e imbróglios judiciais enfrentados pela entidade durante a atual gestão, “e deixou claro que lamenta ver um esporte tão vencedor passando por um momento de tanta turbulência”, segundo a nota.

O grupo apresentou ainda um planejamento para os próximos anos e “solicitou forças constituídas de uma comissão para auditoria nas próximas eleições, como pretendido por diversas federações e comissões independentes de atletas, como deve acontecer na sede nacional do COB, Comitê Olímpico Brasileiro”.

“Para tornar as eleições da entidade máxima do surfe um processo transparente e democrático, as eleições devem ser acompanhadas e auditadas por fiscais da Secretaria Nacional dos Esportes, Secretaria dos Esportes do Estado do Rio de Janeiro (estado sede do COB), Comitê Olímpico Brasileiro, Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Representante do ISA, da Abrasp, da Comissão Independente de Atletas e da Comissão Nacional de Ex-Atletas”, escreveu a chapa em seu comunicado.

“Todas as federações filiadas à CBSurf terão direito a voto nessas eleições, desde que estejam aptas junto à Receita Federal, tenham ata de eleição e posse e serviços prestados em seus estados, além dos representantes dos atletas nacionais, desde que tenham sido eleitos e não nomeados pela diretoria”, continuou.

Para finalizar, Jojó de Olivença e Guilherme Pollastri acreditam que as eleições na CBSurf serão realizadas no mais absoluto processo democrático e de transparência, tendo seus votos confirmados por comissão de auditoria, o que nenhum outro esporte jamais teve no Brasil. “É tempo de trabalho, é tempo de reconstruir o surfe para tornar nosso esporte mais transparente, mais profissional e mais respeitado. Faça a sua parte. O surfe precisa ser levado a sério”, encerra o comunicado.

Confira a nota divulgada pela chapa de Jojó:

Nota de esclarecimento

Ao ler a notícia no Waves, a diretoria de Comunicação Social do Ministério da Cidadania / Secretaria Especial do Esporte entrou em contato com a nossa redação às 23:14h desta quarta-feira (22/7) e informou que causou espécie e indignação a publicação de informações equivocados e inverídicas da nota que subsidiou a reportagem.

De acordo com a Diretoria, “o tom do texto dá a entender que o secretário ‘se mostrou entusiasmado com uma possível alternância de poder na entidade que rege o surfe’ e que o secretário ‘lamenta ver um esporte tão vencedor passando por um momento de tanta turbulência’.”

Ainda segundo a Diretoria, as frases não correspondem a nada do que foi dito no rápido encontro com o grupo que acompanhava o ex-atleta Jojó de Olivença na audiência com o secretário. “Não falamos de política. O meu posicionamento, sempre, é de não entrar em análises políticas. O fato de receber não significa endossar ou apoiar. Eu recebo todo mundo e sempre apoiarei modalidades e atletas, mas não achei digna essa interpretação”, afirmou Marcelo Magalhães em nota enviada à redação do Waves.

Confira a íntegra da nota enviada pela Diretoria de Comunicação Social do Ministério da Cidadania / Secretaria Especial do Esporte:

Sobre a matéria “Jojó é candidato”, publicada nesta quarta-feira (22.07) no site Waves, a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania esclarece que o secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães, tem por princípio e conceito em sua administração manter as portas de seu gabinete abertas a atletas, ex-atletas, técnicos e todas as classes de profissionais conectados às engrenagens do setor esportivo.

Em seu cotidiano, o secretário ouve variadas e legítimas demandas de cada um dos que o procura. Isso não significa, contudo, tomar partido de uma ou outra vertente política em processos democráticos de sucessão em entidades esportivas.

Assim, causou espécie e indignação a publicação de informações equivocados e inverídicas de uma nota que subsidiou reportagem publicada no site Waves. O tom do texto dá a entender que o secretário “se mostrou entusiasmado com uma possível alternância de poder na entidade que rege o surfe” e que o secretário “lamenta ver um esporte tão vencedor passando por um momento de tanta turbulência”.

As frases não correspondem a nada do que foi dito no rápido encontro com o grupo que acompanhava o ex-atleta Jojó de Olivença na audiência com o secretário. “Não falamos de política. O meu posicionamento, sempre, é de não entrar em análises políticas. O fato de receber não significa endossar ou apoiar. Eu recebo todo mundo e sempre apoiarei modalidades e atletas, mas não achei digna essa interpretação”, afirmou Marcelo Magalhães.

Texto atualizado às 23:45h desta quarta-feira (22/7).