WSL Finals 2025

Yago é campeão mundial

Yago Dora vence Griffin Colapinto na decisão do WSL Finals 2025 e fatura caneco de melhor surfista do mundo.

Brasil nas alturas! Yago Dora venceu o norte-americano Griffin Colapinto na decisão do WSL Finals 2025 e é o novo campeão mundial. Esse é o oitavo título brasileiro dos últimos 11 disputados. Confronto de 35 minutos aconteceu na tarde de terça-feira (2) em Fiji, noite desta segunda no Brasil, devido ao fuso horário. Cloudbreak, que amanheceu o dia com esquerdas de 1 e séries maiores, bombou para a bateria com ondas acima de 2 metros.

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Griffin surfou as duas ondas iniciais da bateria. Na primeira ele não fez nada (0.50) e na segunda acertou cinco ataques, um deles forte e expressivo. A nota foi 5.17 pontos. Yago estreou no WSL Finals 2025 aos cinco minutos. Ele executou duas manobras poderosas, uma rasgada linkada com uma batida, e largou com 7.33 pontos. Griffin tentou responder rapidamente, mas anotou 1.77 e permaneceu em segundo lugar. Na sequência Yago adicionou 3.50 ao placar.

Aos 12 minutos o norte-americano foi em busca dos 5.67 pontos que precisava para vencer. Ele rasgou duas vezes, depois bateu escalando e entrou num tubo. Griffin desapareceu dentro de Cloudbreak e saiu por baixo da crista. A atuação valeu 6.33 e a liderança.

Os dois surfaram aos 20 minutos. Yago deixou a primeira onda de uma série passar e Griffin atuou, mas a esquerda não foi boa. O brasileiro pegou a onda seguinte e rasgou antes de acertar dois laybacks expressivos. Ele conquistou 8.33 pontos e deixou o adversário na necessidade de 9.33 pra vencer.

O norte-americano usou a prioridade aos 18 minutos, mas saiu após rasgar duas vezes em seções cheias. Yago ficou no pico sozinho e pegou uma das maiores ondas do dia, mas ela acabou não sendo boa. Griffin pegou a esquerda seguinte, mas ela fechou. Os dois travaram um duelo de remada no retorno ao pico e o brasileiro venceu para ficar com a prioridade. Os atletas não mexeram no placar nos último minutos e Yago ficou com o troféu de melhor surfista do planeta.

“É tão louco que o ano inteiro seja decidido assim, em uma bateria. Estou muito feliz que tenha acontecido do meu jeito e estou nas nuvens agora, tão feliz, simplesmente muito feliz”, disse Yago. “Estou contente por ter encarado este ano da forma como fiz. É uma grande responsabilidade fazer isso por conta própria, mas estou muito feliz por ter feito e por ter tomado a decisão certa. Realmente senti a determinação que tive neste ano, e sinto que ainda há mais por vir. Estou muito feliz. Cresci assistindo os brasileiros antes de mim dominando e conquistando títulos mundiais, e é uma grande honra entrar nessa lista de nomes”.

“Comecei minha carreira pelo lado do free surf, mas senti que a competição era realmente o que me movia e o que eu queria buscar. Este ano me senti muito mais confiante”, continuou Yago. “Sinto que minha estratégia de bateria e tudo mais estavam em um nível em que eu nem sempre precisava surfar tão bem para conseguir um resultado. Às vezes é mais difícil avançar numa bateria com uma nota baixa do que com uma altíssima, e sinto que consegui alcançar isso neste ano. Estou muito feliz por ter conseguido juntar tudo neste ano, com baterias incríveis e até superando as difíceis. Chegar onde cheguei e terminar com aquela performance é algo muito especial”.

“Griffin estava parecendo muito perigoso o dia inteiro, e foi de tirar o fôlego enfrentá-lo, então estou feliz por ter conseguido resolver em uma bateria e usar o fato de ser líder do ranking a meu favor”, falou Yago. “Griffin era o cara a ser batido hoje. Desde a primeira bateria, ele esteve muito bem o dia todo. Sabemos do potencial dele aqui, afinal venceu aqui no ano passado, e hoje estava arrebentando. Obviamente, eu precisava acreditar no meu surfe e, se tivesse as ondas certas, poderia sair com a vitória. Estou muito feliz por ter conseguido hoje”.

Oitava título – Yago é o quinto brasileiro a conquistar o título mundial. O primeiro caneco veio com Gabriel Medina, em 2014. No ano seguinte foi a vez de Adriano de Souza. Medina terminou novamente como número 1 em 2018 e em 2019 Italo Ferreira foi o cara. Medina conquistou seu terceiro título em 2021 e nos dois anos seguintes deu Filipe Toledo. O único surfista não brasileiro que tem troféus do CT nos últimos 11 anos é o havaiano John John Florence, que foi o melhor em 2016, 2017 e 2024.

Caminho de Griffin – Enquanto Yago chegou na etapa como líder do ranking e aguardava seu adversário na decisão, Griffin precisou vencer dois adversários para encarar o brasileiro. Terceiro colocado na lista dos melhores, o norte-americano viu Italo Ferreira superar o australiano Jack Robinson na primeira disputa maculina do WSL Finals 2025 e teve conhecimento de seu adversário.

Griffin x Italo – Como chegou a Fiji melhor colocado no ranking do que o brasileiro, Griffin começou o duelo de 35 minutos com a prioridade e atuou logo aos dois minutos. O norte-americano bateu duas vezes passando as quilhas por cima da crista e largou com 6.00 pontos. Italo pegou sua primeira esquerda na bateria aos seis minutos. O brazuca acertou quatro ataques contundentes para inserir 6.27 no placar.

Italo ficou ativo sem a prioridade e surfou duas ondas aos 13 minutos. Na primeira, ele tentou um aéreo Superman, porém errou. Na segunda, ele executou um Alley Oop e acertou uma pancada. A atuação valeu 6.33 pontos. Griffin atuou logo depois numa onda da série e chegou no critério excelente para assumir a liderança. O surfista dos Estados Unidos executou quatro ataques para conquistar 8.00 e deixar o brasileiro na caça de 7.68 para avançar no evento. Italo tentou responder na metade do confronto numa onda da série, porém errou a segunda manobra.

O brasileiro voltou para o pico sem a prioridade e foi bloqueado pelo adversário aos 21 minutos. O norte-americano errou a segunda manobra e não mexeu no somatório. Italo ficou no pico e esperou uma onda maior. A oportunidade apareceu aos 23 minutos e ele botou pra dentro, mas não encontrou a saída. O brazuca não demorou para pegar outra esquerda. Ele voou, aterrissou em cima da crista, voltou pra onda e bateu, porém caiu da prancha.

Italo diminuiu a diferença no placar a seis minutos do final. Logo após trocar a prancha, ele entrou numa esquerda pequena, sem a prioridade, e voou alto com rotação. O brasileiro ainda teve espaço para mais duas manobras. Ele conquistou 7.00 e passou a precisar de 7.01 pontos.

O bicho pegou nos quatro minutos finais. O brasileiro voltou a atuar sem a prioridade, voou com rotação e executou mais quatro ataques. Ele vibrou muito. Griffin tentou responder numa esquerda maior, mas ficou dentro de um tubo. O brazuca pegou outra onda pequena a dois minutos do fim. Ele voou com rotação, rasgou duas vezes e fechou a performance com um floater. O brasileiro não chegou na nota que precisava (5.93 e 6.67) e ainda viu o adversário manobrar forte três vezes, conquistar outra nota no critério excelente (8.33) e avançar na etapa.

Os dois se enfrentaram no WSL Finals 2024 e na ocasião o brasileiro levou a melhor. Com a derrota Italo se despediu da temporada em quatro lugar no ranking.


Griffin x Jordy – Com a vitória o norte-americano ficou a uma disputa da decisão, e no caminho estava o sul-africano Jordy Smith. Griffin pegou a primeira onda da bateria. Logo no primeiro minuto, ele acertou três manobras para largar com 6.17 pontos. O atleta não demorou a atuar e ficou um longo tempo navegando dentro do tubo, mas não saiu. Aos oito, ele cresceu no duelo com 7.83 pontos após usar a prioridade e executar seis manobras. Enquanto o sul-africano não entrava em sintonia com Cloudbreak, Griffin seguia ativo e trocou 6.17 por 6.50 pontos aos 13 minutos.

Jordy chegou na metade do confronto precisando de 14.33 pontos para vencer, e tendo 3.17 como a maior de suas cinco notas. O sul-africano voltou para o jogo aos 19 minutos. Ele usou a prioridade numa esquerda da série, rasgou, bateu e fechou a performance voando para a base após a execução de um floater. Com a nota 8.67, ele diminuiu a diferença para 5.66 pontos. Jordy surfou novamente quatro minutos depois, mas as três manobras não mudaram sua situação no confronto (3.67).

Griffin aumentou a diferença no placar a oito minutos do término. Com três ataques expressivos, ele conquistou 7.60 e deixou Jordy na busca de no mínimo 6.76 pontos para chegar à decisão do título mundial. O sul-africano ficou no pico e usou a prioridade a dois minutos do fim. Ele acertou seis ataques, os dois últimos em seções pequenas da esquerda, e os 4.83 não foram suficientes para virar o resultado. Griffin avançou para encarar Yago Dora na decisão e Jordy finalizou a temporada em terceiro lugar.

Italo x Jack – Italo Ferreira não deu chances para Jack Robinson antes de cair para Griffin. O brasileiro abriu a disputa no primeiro minuto. Ele rasgou, acelerou para vencer algumas seções e finalizou a apresentação com uma batida. O australiano pegou a esquerda seguinte da mesma série. O atleta rasgou, executou uma virada embaixo da crista, mas sem potência, e entrou num tubo, porém ficou perto da porta o tempo todo. Italo voltou a surfar um minutos depois. Ele voou alto num aéreo com rotação e executou uma batida. O brasileiro largou com 3.00 e 6.50, enquanto o australiano com 3.83 pontos.

O brazuca voltou a surfar aos oito minutos. Ele rasgou e voou, mas errou a manobra. Italo foi novamente para o aéreo aos 11 minutos. Dessa vez ele acertou e ainda teve espaço para executar um floater na junção. A performance valeu 6.83 pontos. Jack tentou responder na sequência, mas errou o primeiro ataque e não chegou na casa de 1 ponto. Dois minutos depois o brasileiro acertou outro voo e pegou um tubo muito espremido. Ele conquistou 3.53 e não mexeu no placar. Logo depois Jack voltou a cair da prancha na manobra de saída e na sequência entrou numa esquerda que fechou rapidamente. Ele precisava de 9.50 para vencer o duelo.

Os dois surfaram aos 23 minutos. Jack só teve espaço para uma manobra antes da onda fechar e não mudou sua situação no confronto com 2.00 pontos. Italo ampliou a vantagem com rasgada, seguida de tubo e de outros cinco ataques. A nota 7.50 deixou o australiano na necessidade de 14.33 para seguir vivo no WSL Finals 2025.

Os dois voltaram a atuar perto do fim, mas não alteraram o placar e o brasileiro avançou. Essa foi a quarta participação de Italo no WSL Finals. Em 2024 e 2022 ele foi até a decisão. Nas duas ocasiões ele venceu Jack. Em 2021 ele parou na fase anterior a final.


WSL Finals 2025
Masculino
Final
Yago Dora (BRA) 15.66 x 12.33 Griffin Colapinto (EUA)

Bateria 3

Griffin Colapinto (EUA) 15.43 x 13.50 Jordy Smith (AFR)

Bateria 2

Griffin Colapinto (EUA) 16.33 x 13.67 Italo Ferreira (BRA)
Bateria 1
Italo Ferreira (BRA) 14.33 x 5.83 Jack Robinson (AUS)

Feminino

Final 3

Molly Picklum (AUS) 16.93 x 6.24 Caroline Marks (EUA)

Final 2

Molly Picklum (AUS) 15.83 x 8.03 Caroline Marks (EUA)

Final 1

Caroline Marks (EUA) 12.50 x 10.50 Molly Picklum (AUS)

Bateria 3

Caroline Marks (EUA) 13.67 x 9.47 Gabriela Bryan (HAV)

Bateria 2

Caroline Marks (EUA) 14.60 x 11.33 Caitlin Simmers (EUA)

Bateria 1

Caroline Marks (EUA) 9.66 x 5.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

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