Rio Pro 2025

Cinco brasileiros avançam

Filipe Toledo, Italo Ferreira, Tatiana Weston-Webb e Miguel Pupo fazem boas estreias em Saquarema e pulam repescagem no Rio Pro 2025. Luana Silva perde na primeira fase, mas se recupera e também segue viva.
Rio Pro 2025, Point de Itaúna, Saquarema, Rio de Janeiro

A nona etapa do circuito da elite mundial do surfe na temporada começou neste domingo (22) em Saquarema. Quatro brasileiros venceram e evitaram a primeira fase eliminatória do Rio Pro 2025. Tetra do evento, Filipe Toledo venceu, assim como o atual campeão, Italo Ferreira. Miguel Pupo e a convidada para as disputas Tatiana Weston-Webb também deram passos importantes na prova. Luana Silva perdeu no Round 1, mas se recuperou e eliminou a atual bicampeã da etapa para seguir viva. Outros cinco brazucas estão na repescagem do masculino.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

No total 16 baterias foram realizadas no dia, sendo todas da primeira fase do masculino e do feminino, além das quatro da repescagem das mulheres. Todos os confrontos tiveram 30 minutos de duração e aconteceram em ondas de 1 a 1,5 metro no Point de Itaúna.

Melhor brasileiro no dia – Filipe Toledo fechou a primeira fase do Rio Pro 2025 com a melhor atuação de um brasileiro no dia. Ele competiu contra João Chianca e o norte-americano Griffin Colapinto.

João começou atuando para direita e teve duas batidas como as melhores manobras. A nota foi 5.33 pontos. Griffin conquistou 5.07 com decolagem de frontside. O brasileiro assumiu a liderança aos seis minutos com duas rasgadas. Ele errou um aéreo na atuação e conquistou 5.03 pontos. Filipe tentou entrou no jogo em sua segunda onda surfada na disputa. O bicampeão mundial executou uma rasgada, além de uma escalada e decolou, mas errou a manobra. A nota foi 4.33 pontos.

Os três atletas pegaram direitas a 16 minutos do fim. Filipe executou duas batidas e anotou 4.57 pontos. Griffin acertou pancada para conquistar 3.50 e João errou um aéreo. Filipe fez quatro ataques numa direita balançada que valeram 6.67 e a liderança. Logo depois João chegou muito perto da virada. Ele acertou um aéreo reverse de pouca altura e amplitude, além de uma batida. O surfista necessitava de 5.35 e anotou 5.33 pontos.

A três minutos do término Filipe usou a prioridade para bloquear João, trocou 4.57 por 6.23, confirmou a vitória e garantiu vaga nas oitavas de final. João (2º) e Griffin (3º) perderam e se enfrentam na repescagem.


Em busca do bi – Italo Ferreira deu o primeiro passo na busca da segunda vitória seguida no Rio Pro 2025. Ele travou belo duelo com o japonês Connor O’Leary e levou a melhor. O havaiano Seth Moniz (3º) ficou em último lugar.

O brasileiro apostou nas direitas no início da bateria. Ele tentou voar, mas o terral tirou a prancha dos pés do campeão mundial de 2019. Na terceira atuação ele anotou 4.67 pontos numa performance que teve rasgadas em partes mais cheias da direita e batida no final da apresentação. Connor apostou nas esquerdas e abriu vantagem no placar. O surfista que representa o Japão abriu com 3.40 e aos sete minutos executou duas boas rasgadas, além de uma batida, para anotar 6.33 pontos. Seth chegou na metade do confronto com 3.50 sendo sua maior nota, que foi conquistada numa atuação na esquerda do Point de Itaúna.

O brasileiro assumiu a liderança aos 13 minutos. Dessa vez ele achou duas seções críticas para bater de backside. Italo precisava de 5.57 e anotou 6.83 pontos. Seth tentou entrar no jogo logo após a metade do confronto. Ele acertou três ataques de backside e anotou 3.97 pontos. Connor atuou logo depois. Ele executou um layback e uma batida em que chegou atrasado. O aussie precisava de 5.18 e conquistou 4.60 para permanecer em segundo lugar.

Italo mexeu no placar aos 18 minutos. Com rasgada e floater na junção da esquerda ele conquistou 5.60 pontos. Connor tentou virada a quatro minutos do fim. Ele acertou um layback de frontside, além de forte batida na junção. O japonês buscava 6.11 e anotou 4.60 para permanecer em segundo lugar. Ele ainda fez mais uma tentativa, porém não mexeu no placar e caiu para repescagem junto com Seth (3º).


Miguel também nas oitavas – O outro brazuca da categoria masculina que já conquistou vaga nas oitavas de final do Rio Pro 2025 é Miguel Pupo. Ele atacou as esquerdas de Itaúna para superar o australiano Ethan Ewing (2ª) e o francês Marco Mignot (3º).

Marco teve um início um pouco melhor do que os adversários. O francês largou com 4.17 pontos, contra 3.33 de Ethan e 2.83 de Miguel. O brasileiro assumiu a liderança aos oito minutos com três manobras fortes de frontside. A nota foi 6.67 pontos. Ethan atuou na mesma série e com dois ataques conquistou 5.00 pontos. Marco voltou pra casa dos quatro pontos aos 12 minutos. A nota 4.17 não tirou o surfista da última posição.

A disputa ficou morna e ganhou emoção a cinco minutos do fim. Miguel usou a prioridade para evitar que Ethan surfasse uma direita, porém não mexeu no placar. Uma série apareceu em Itaúna a dois minutos do fim. Ethan foi em busca dos 4.51 que precisava. Ele executou duas batidas de backside, mas os 3.93 não alteraram as posições na disputa. Miguel surfou a esquerda seguinte e acertou forte ataque à junção para confirmar a vitória com mais 5.33 pontos. Marco ficou em último e caiu para repescagem com Ethan.


Tati na quartas – O domingo teve início com as mulheres e a primeira brasileira a entrar na água foi Tatiana Weston-Webb. A convidada para a etapa venceu com segurança a terceira disputa do evento. A norte-americana atual bicampeã da prova, Caitlin Simmers (2ª), e a três vezes vencedora da competição brazuca do CT, a australiana Tyler Wright (3ª) caíram para a repescagem.

Tati começou muito bem com 4.83 pontos numa esquerda. Aos oito minutos ela voltou a atuar de frontside e executou três ataques, dois deles forte, para colocar mais 7.00 no somatório. Tyler iniciou apostando nas direitas e Caitlin nas esquerda. Enquanto a australiana não passava da casa dos 3 pontos, a norte-americana conquistou 5.50 aos 11 minutos com boa batida. Ela chegou na metade do confronto na necessidade de 6.34 e Tyler de 8.03 para evitarem a repescagem.

A brasileira aumentou um pouco mais a diferença para as adversárias a 11 minutos do fim. Tati rasgou e bateu na esquerda para trocar 4.83 por 5.17 pontos. Caitlin e Tyler não conseguiram reagir e caíram para a repescagem. Tati é atleta da elite, mas participa do Rio Pro 2025 como convidada. A atleta abandonou o CT 2025 após a terceira etapa para tratar a saúde mental.


Luana perde, mas se recupera – Luana Silva participou de duas baterias neste domingo. Na primeira não foi bem, mas se recuperou na segunda e está nas quartas junto com Tati.

Molly Picklum foi o nome da primeira fase da categoria feminina do Rio Pro 2025. A australiana usou os ataques de backside nas esquerdas de Saquarema para vencer com o maior somatório e a maior nota do round feminino. A norte-americana Caroline Marks (2ª) e Luana Silva (3ª) caíram para a repescagem.

Molly largou com 5.17 pontos conquistados com forte batida de backside. Caroline e Luana não tiveram bom início. A norte-americana tentou reagir aos 12 minutos com rasgada na esquerda que valeu 3.10 pontos. A aussie respondeu no minuto seguinte com batida e duas rasgadas na esquerda. Com a nota 5.67 ela abriu grande vantagem no placar.

Luana deixou de precisar de duas notas para vencer aos 19 minutos. Ela executou uma batida de backside, anotou 2.93 e passou a buscar 7.91 para evitar a repescagem. A brasileira diminuiu um pouco mais a diferença a oito minutos do término. Luana surfou uma direita que não teve seções intensas, mas ela executou algumas curvas, conquistou 3.37, assumiu o segundo lugar e ficou na necessidade de 7.47 para vencer a disputa.

Caroline voltou para a segunda posição perto do fim com três ataques numa esquerda balançada (4.43) e Molly confirmou a vitória com uma poderosa pancada de backside (7.83) que valeu a maior nota da primeira fase do feminino. Ela venceu com o somatório de 13.50 pontos.

Luana barra bicampeã – A adversária de Luana na repescagem foi a atual bicampeã do Rio Pro, Caitlin Simmers. A norte-americana abriu a bateria com duas manobras numa esquerda que valeram 2.97 pontos. Logo depois a bicampeã do Rio Pro surfou de frontside. Ela procurou as partes mais fortes da direita que estava balançada e anotou 3.67 pontos. Luana respondeu com 3.97 conquistados com uma manobra na esquerda.

A brasileira ficou se movimentando no pico em busca de uma oportunidade, enquanto a norte-americana tinha a prioridade e esperava uma boa. Luana ameaçou entrar em algumas ondas até que aos 13 minutos achou uma esquerda. A brazuca acertou dois bons ataques, colocou 6.50 no somatório e assumiu a liderança. Caitlin logo depois atuou em busca dos 6.80 que precisava pra vencer, mas caiu na primeira batida de backside (2.93).

Luana usou a prioridade a 11 minutos do fim numa esquerda que ofereceu uma seção. Ela fez o ataque, mas não mexeu no placar com 3.17 pontos. Caitlin ficou no pico com a prioridade. A norte-americana entrou numa esquerda a cinco minutos do término. Ela acertou uma rasgada e uma forte batida e bateu na trava. Caitlin buscava 6.80 e conquistou 6.57 pontos. Ela voltou rápido pro pico, mas a brasileira fez o bloqueio na única onda que apareceu até o final e levou a melhor. A surfista dos Estados Unidos se despediu da prova em nono lugar. Próxima adversária da brasileira é a australiana Tyler Wright.


Brasileiros na repescagem – Além de João Chianca, o Brasil tem mais quatro surfistas na repescagem do Rio Pro 2025. Alejo ficou em terceiro na segunda bateria do masculino. Ele não entrou em sintonia com o Point de Itaúna. O australiano Joel Vaughan dominou o confronto e venceu. O japonês Kanoa Igarashi ficou na segunda posição e também enfrentará a primeira fase eliminatória da etapa brazuca do CT.

Joel começou forte com três manobras expressivas de backside na esquerda de Itaúna para largar com 6.50 pontos. Kanoa ficou ativo, mas não conseguia boas direitas. Ele tentou voar de frontside na direita, assim como Joel, mas o vento terral arrancou a prancha dos pés deles. O japonês entrou no jogo aos 11 minutos. Kanoa executou boa batida na primeira seção da direita, depois passou por duas seções cheias e achou mais uma parede íngreme para acertou outra pancada. A nota foi 4.67 pontos.

Alejo começou com nota fraca (4.43) e aos 13 minutos achou uma esquerda longa. Ele executou cinco manobras, sendo uma batida e uma rasgada as melhores. A atuação valeu 4.10 pontos. A bateria seguiu morna e Joel foi o primeiro a colocar numa nota acima de um ponto como backup. A sete minutos do fim ele usou a prioridade, fez dois ataques de backside e anotou 3.60 pontos.

Kanoa e Alejo não acharam ondas com potencial de virada e Joel confirmou a vitória no último minuto com atuação na direita que teve batidas e aéreo com rotação quase completa. Ele conquistou 6.83 e venceu com o somatório de 13.33 pontos. Alejo e Kanoa voltam a se enfrentar na repescagem.

Crosby barra Yago e Peterson – A terceira bateria do Rio Pro 2025 teve um norte-americano e dois brasileiros e o gringo se deu bem. Crosby Colapinto castigou as esquerdas do Point de Itaúna e superou Yago Dora (2º) e Peterson Crisanto (3º).

Cada atleta surfou uma onda nos dez minutos iniciais. O melhor foi Crosby. O norte-americano rasgou e bateu forte na junção da esquerda para abrir com 4.57 pontos. Yago executou um layback de frontside e caiu numa batida. A atuação valeu 4.17 pontos. Peterson começou com duas rasgadas na direita. Ele conquistou 2.50 pontos.

Após Yago e Crosby caírem em ataques na esquerda, Peterson usou a prioridade e surfou outra direita. Ele abriu a performance com layback, passou duas seções mais lentas com cutback, e bateu na junção do inside. Com 4.50 pontos ele assumiu a liderança. Yago tentou reagir logo depois, mas voltou a cair da prancha.

A bateria seguiu embolada até os sete finais, quando Crosby saiu do segundo para o primeiro lugar. O surfista dos Estados Unidos rasgou duas vezes e bateu uma de backside. Ele buscava 2.43 e anotou 5.67 pontos. Yago reagiu logo depois com performance de frontside. Ele buscava 6.07 para liderar e com seis manobras chegou perto com 5.83 pontos.

Crosby se movimentou e conquistou a maior nota da bateria com rasgada linkada com batida na esquerda do Point. A atuação valeu 6.83 pontos e a vaga nas oitavas de final. Yago (2º) ainda pegou mais duas ondas e até voou, mas não chegou perto da virada. Ele e Peterson (3º) voltam a se encarar na repescagem.

Klaussner perde com o líder – O líder do ranking está na repescagem do Rio Pro 2025. O norte-americano Cole Houshmand começou mal a quarta bateria do Round 1 masculino, porém reagiu na segunda metade do confronto e superou o sul-africano Jordy Smith (3º), além do brasileiro convidado para a etapa, Gabriel Klaussner (2º).

Jordy começou com 5.33 pontos conquistados numa direita intermediária que ofereceu boa seções. Gabriel respondeu aos quatro minutos numa atuação na esquerda do Point que valeu 4.33 pontos. Dois minutos depois ele executou forte batida de backside para anotar 5.50 e assumir a liderança.

Gabriel seguiu buscando as esquerdas e aos sete minutos pegou uma da série. Ele foi na base e cavou em direção à crista para aplicar forte pancada. Ele conquistou 5.40 e aumentou um pouco a diferença no placar. Jordy tentou responder, mas os três ataques de backside numa esquerda que não era da série valeu apenas 3.43 pontos. Ele buscava 5.57 para assumir a primeira posição.

Cole chegou nos treze minutos finais com duas notas na casa dos dois pontos. Ele buscava 8.17 para vencer. Naquele momento ele atuou de frontside e com duas rasgadas fortes conquistou 5.27 pontos. Logo depois ele assumiu a liderança. O norte-americano fez uma curva ainda mais expressiva e bateu com força na junção para conquistar a primeira nota no critério excelente do Rio Pro 2025, 8.00 pontos.

Gabriel (2º) e Jordy (3º) tentaram a virada, mas ficaram longe da pontuação que necessitavam para vencer e voltam a se enfrentar na repescagem. Cole ainda trocou 5.27 por 5.30 no último minuto e garantiu lugar nas oitavas de final do Rio Pro 205.

Queda da líder – A líder do ranking caiu do Rio Pro 2025 neste domingo. A havaiana Gabriela Byan ficou em segundo lugar na primeira fase e caiu para a repescagem. A adversária foi a convidada para a etapa, Arena Vargas. A peruana levou a melhor numa bateria de notas baixas e Gabriela se despediu da etapa em nono lugar. A próxima adversária de Arena é a vice-líder do ranking, Molly Picklum.

Próxima chamada e previsão das ondas – A próxima chamada para o Rio Pro 2025 acontece nesta segunda-feira (23), às 6h45 para um possível início às 7h (de Brasília). A previsão indica ondas entre 0,5 e 1 metro no Point de Itaúna com vento terral.

Rio Pro 2025
Round 1 Masculino

1 Italo Ferreira (BRA) 12.43 x Connor O’Leary (JAP) 11.20 x Seth Moniz (HAV) 7.47

2 Joel Vaughan (AUS) 13.33 x Kanoa Igarashi (JAP) 6.34 x Alejo Muniz (BRA) 4.97

3 Crosby Colapinto (EUA) 12.50 x Yago Dora (BRA) 10.60 x Peterson Crisanto (BRA) 7.77

4 Cole Houshmand (EUA) 13.30 x Gabriel Klaussner (BRA) 10.90 x Jordy Smith (AFS) 9.43

5 Alan Cleland (MEX) 12.33 x Jake Marshall (EUA) 9.97 x Barron Mamiya (HAV) 8.33

6 Miguel Pupo (BRA) 12.00 x Ethan Ewing (AUS) 8.93 x Marco Mignot (FRA) 8.24

7 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.84 x Jack Robinson (AUS) 10.83 x Rio Waida (IND) 6.56

8 Filipe Toledo (BRA) 12.90 x João Chianca (BRA) 11.23 x Griffin Colapinto (EUA) 8.57

Repescagem

1 Jordy Smith (AFR) x Gabriel Klaussner (BRA)

2 Ethan Ewing (AUS) x Marco Mignot (FRA)

3 Yago Dora (BRA) x Peterson Crisanto (BRA)

4 Jack Robinson (AUS) x Rio Waida (IDN)

5 Kanoa Igarashi (JAP) x Alejo Muniz (BRA)

6 Griffin Colapinto (EUA) x João Chianca (BRA)

7 Barron Mamiya (HAV) x Seth Moniz (HAV)

8 Jake Marshall (EUA) x Connor O’Leary (JAP)

Round 1 Feminino

1 Erin Brooks (CAN) 11.56 x Bettylou Sakura Jonhson (HAV) 10.10 x Isabella Nichols (AUS) 9.66

2 Lakey Peterson (EUA) 9.56 x Gabriela Bryan (HAV) 8.20 x Arena Rodriguez (PER) 4.13

3 Tatiana Weston-Webb (BRA) 12.17 x Caitlin Simmers (EUA) 9.00 x Tyler Wright (AUS) 7.27

4 Molly Picklum (AUS) 13.50 x Caroline Marks (EUA) 9.60 x Luana Silva (BRA) 6.30
Repescagem

1 Arena Rodriguez (PER) 8.90 x 6.50 Gabriela Bryan (HAV)

2 Tyler Wright (AUS) 11.90 x 9.63 Bettylou Sakura Jonhson (HAV)

3 Luana Silva (BRA) 10.47 x 10.24 Caitlin Simmers (EUA)

4 Caroline Marks (EUA) 11.43 x 9.57 Isabella Nichols (AUS)

Quartas de final

1 Caroline Marks (EUA) x Tatiana Weston-Webb (BRA)

2 Tyler Wright (AUS) x Luana Silva (BRA)

3 Molly Picklum (AUS) x Arena Rodriguez (PER)

4 Lakey Peterson (EUA) x Erin Brooks (CAN)

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.