MEO Pro Portugal 2025

Yago vence Italo na decisão

Yago Dora supera Italo Ferreira na final do MEO Pro Portugal 2025 e sobe para quarto lugar no ranking. Italo segue líder.
MEO Pro Portugal 2025, Supertubos, Peniche

O MEO Pro Portugal 2025 terminou neste domingo (23) com final brasileira. Yago Dora venceu Italo Ferreira na decisão do masculino e subiu para a quarta posição no ranking. Italo segue como líder. Filipe Toledo parou nas quartas e terminou em quinto lugar. Entre as mulheres deu a norte-americana Caroline Marks, que venceu a havaiana Gabriela Bryan na final. Domingo decisivo teve ondas de 1 a 1,5 metro um pouco irregulares na maior parte do tempo.

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Yago Dora foi o primeiro a conquistar nota expressiva na final. Aos quatro minutos Italo usou a prioridade numa direita e bateu forte de backside para anotar 3.50 pontos. Yago entrou na esquerda seguinte e acelerou para voar com reverse. Ele ainda executou mais um cutback. A nota foi 6.67 pontos.

Italo respondeu aos oito minutos também com aéreo reverse de frontside. Ele ainda teve espaço para bater na junção. Ele precisava de 4.18 e assumiu a liderança com a nota 7.43 pontos. Yago respondeu com duas ondas. Na primeira não saiu do tubo da direita e na segunda bateu forte na esquerda, mas precisava de 4.27 e anotou 4.23 pontos.

Yago seguiu ativo e aos 13 minutos entrou numa esquerda e colocou manobra aérea e de borda na performance para reassumir a liderança com a nota 6.70 pontos. Italo botou pra dentro de uma direita logo depois, mas tentou sair por baixo do lip e foi derrubado pela onda. Ele chegou na metade da disputa necessitando de 5.94 para ser o campeão da etapa.

Italo ficou ativo e chegou a trocar nota a dez minutos do fim, porém os 4.43 pontos conquistados com dois ataques de backside não mudaram sua posição na disputa. Três minutos depois ele voou alto de frontside, mas caiu na aterrissagem na base da esquerda após uma rotação completa. Italo decolou novamente a três minutos do final. Yago tinha a prioridade, mas deixou a esquerda para o adversário que voou sem rotação e rasgou. Ele foi até o inside, porém a onda não ofereceu mais seções para manobras.

A final chegou nos últimos segundos e Italo achou uma esquerda. O atleta acelerou e voou com reverse, porém precisava de 5.94 e anotou 5.00 pontos para terminar sua quarta final em Supertubos como vice-campeão.

Yago é o sétimo brasileiro a vencer o CT de Portugal. Adriano de Souza venceu em 2010, Filipe Toledo foi campeão numa final contra Italo em 2015, Gabriel Medina levou a melhor em 2017, Italo nos anos de 2018 e 2019, Tatiana Weston-Webb em 2022 e João Chianca em 2023.


Caminho de Yago até a final – Yago precisou vencer três bateria neste domingo para garantir lugar na decisão do MEO Pro Portugal 2025. Ele foi o primeiro brasileiro garantido nas quartas de final da etapa. O surfista derrotou o havaiano Imaikalani deVault com as duas maiores notas da bateria.

O dia decisivo começou a WSL tendo problemas técnicos na transmissão do evento. Algumas ondas dos atletas, além das notas e do tempo de bateria não apareciam na tela. A sinal também caia com certa frequência. Yago abriu o duelo com uma rasgada de frontside que valeu 3.00 pontos. Na sequência anotou 7.00 em nova atuação pra esquerda e após duas notas fracas colocou mais 5.17 no somatório para vencer pelo placar de 12.17 a 6.33 pontos.

Os dois atletas ficaram muito ativos no confronto e Imai pegou ainda mais ondas que o brasileiro (11 contra 8), mas em nove atuações ele não chegou na casa de 1 pontos. Sua melhor performance no duelo aconteceu de frontside na direita de Supertubos e valeu 4.00 pontos.

Yago x Jack – O adversário de Yago nas quartas foi Jack Robinson, surfista que venceu batalha australiana contra Liam O’Brien na primeira bateria das oitavas de final com o somatório de 15.67 pontos contra 2.83 do adversário.

Jack abriu a bateria com uma batida forte de frontside. Ele caiu no ataque seguinte e anotou 3.50 pontos. Yago também atuou pra direita, porém de backside. O brasileiro rasgou e bateu para conquistar 6.33 e assumir a liderança. Yago surfou um tubo de frontside aos seis minutos e inseriu mais 4.33 no somatório. Ele saiu do canudo sendo atingido pela crista. O australiano passou a buscar 7.16 para reverter o resultado.

Yago voltou a surfar aos dez minutos. Ele não tinha a prioridade, mas entrou numa esquerda e conquistou 6.00 pontos. A diferença para o adversário aumentou para 8.83 pontos. Aos 15 minutos, logo após Jack usar o direito de escolha de onda numa esquerda ruim, o brasileiro surfou um tubo longo para esquerda e anotou 8.00 pontos.

Jack passou a ficar ativo, mas seguia surfando ondas ruins. A oito minutos do fim o australiano executou três manobras de backside, colocou 5.00 no somatório e passou a buscar 9.33 para vencer. Jack não conseguiu se conectar com Supertubos, ao contrário de Yago que a dois minutos do fim pegou outro tubo de frontside. Ele ainda executou um layback na saída para trocar nota mais uma vez (7.50) e vencer pelo placar 15.80 a 8.50 pontos.

Yago segura Ethan – O última a cair para Yago antes da final foi Ethan Ewing, australiano que eliminou Filipe Toledo nas quartas de final. A primeira semifinal do masculino foi reiniciada após dez minutos sem ondas. Ethan abriu com nota fraca (0.50). Logo depois, aos três minutos, ele bateu de frontside chutando e derrapando a rabeta para colocar mais 2.50 no somatório. Yago estreou na disputa na sequência. O brasileiro acelerou numa esquerda e decolou com rotação para largar com 7.50 pontos.

Yago ficou ativo sem a prioridade. Ele surfou três ondas em dois minutos e, após duas notas fracas, bateu três vezes de backside para inserir 5.33 pontos no somatório. Ethan passou a precisar de duas ondas para conquistar os 12.83 necessários para reverter o resultado.

O brasileiro chegou perto de mexer no placar duas vezes (5.17 e 4.83). Ethan tentou tubo pra direita, manobra pra esquerda, mas não conseguiu mexer no placar e finalizou o MEO Pro Portugal 2025 em terceiro lugar.

Caminho de Italo até a final – Assim como Yago, Italo também precisou superar três adversários para chegar na final da etapa europeia do CT. Nas oitavas o duelo foi contra o australiano Joel Vaughan.

Italo largou com uma nota fraca, depois conquistou 2.83 pontos com duas rasgadas de backside na direita. O campeão mundial de 2019 subiu o nível numa performance para esquerda que valeu 9.17 pontos. Ele voou muito alto e completou a rotação antes de aterrissar com segurança. Joel tentou se manter no jogo com a nota 5.17 pontos. Na apresentação o aussie passou rápido de backside por dentro da esquerda, depois rasgou e bateu.

O brasileiro tentou outros voos de frontside, mas não conseguiu repetir a atuação de nível excelente. Italo colocou mais 3.67 pontos no somatório e venceu com 12.84 no placar. Joel perdeu precisando de 7.68 pontos e se despediu da prova em nono lugar.


Italo x Rio – Os finalistas da etapa do CT de Abu Dhabi se enfrentaram nas quartas de final do MEO Pro Portugal 2025. Italo Ferreira voltou a vencer o indonésio Rio Waida e garantiu vaga nas semifinais da etapa europeia do CT.

Rio foi o primeiro a atuar na bateria. O indonésio entrou de frontside numa direita aos seis minutos, bateu e caiu na volta de um floater. A nota foi 3.33 pontos. Cada um surfou duas ondas na primeira metade do confronto e essa foi a melhor atuação.

Italo assumiu a liderança aos 16 minutos. O brasileiro entrou numa esquerda intermediária e voou com alto com rotação completa. A performance valeu 6.67 pontos. Rio, que precisava de 3.85, entrou num tudo de backside, mas não conseguiu sair.

Os atletas trocaram suas notas de backup e Rio entrou nos cinco minutos finais com a prioridade, na busca de 5.28 para vencer a bateria. O brasileiro seguiu atuando e conseguiu aumentar a diferença com 3.20 pontos. O indonésio não atuou mais no confronto e perdeu pela segunda vez seguida para Italo, dessa vez pelo placar de 9.87 a 6.43 pontos.

Líder contra vice-líder – O líder do ranking Italo Ferreira eliminou o vice-líder Barron Mamiya na segunda semifinal e confirmou lugar na decisão. O brasileiro surfou duas ondas nos três minutos iniciais. A primeira foi ruim (0.37), mas na segunda, uma esquerda, ele voou com reverse e bateu na junção para anotar 5.17 pontos. O havaiano largou aos oito minutos com três rasgadas de backside na esquerda. A nota foi 2.83 pontos. O brazuca tentou responder com um aéreo de frontside, mas caiu da prancha na aterrissagem. Barron tentou os 3.35 que precisava aos nove minutos. Ele bateu forte na direita, mas os 3.07 não o levaram para a liderança.

A bateria seguiu quente, mas sem notas expressivas. Italo mexeu no placar duas vezes com 2.57 e 3.10 pontos. Barron ficou dentro de um tubo quadrado para esquerda. O havaiano chegou na metade do confronto precisando de 5.20 para ser finalista da etapa.

Italo alterou o somatório aos 18 minutos com um aéreo reverse na esquerda. A performance valeu 5.67 pontos e Barron ficou necessitando de 7.77 para vencer o duelo. Ele reagiu com um canudo fundo e apertado de backside. Com 4.17 ele ficou precisando de 6.67 para reverter resultado. Barron encaixou duas batidas de frontside a nove minutos do fim, mas os 3.90 pontos não alteraram sua situação na bateria.

O brasileiro usou a prioridade a seis minutos do fim, mas não trocou nota com dois ataques de backside (4.93). O havaiano usou o direito de escolha de onda um minuto depois e também executou duas manobras, porém de frontside. Ele melhorou sua pontuação com 4.90 pontos. Logo depois ele acertou mais duas pancadas, porém precisava de 5.94 e anotou 5.03 pontos.

Italo bloqueou Barron perto do minuto final, voou com reverse e bateu na esquerda para colocar mais 5.37 no somatório. O havaiano ficou sozinho no pico e teve uma chance, mas a esquerda foi ruim e ele se despediu da etapa com a terceira posição. Esse foi o sexto duelo entre os dois e Italo agora tem duas vitórias contra quatro do havaiano.

Filipe em quinto – Filipe Toledo foi o outro brasileiro que chegou no último dia do MEO Pro Portugal 2025. Filipe Toledo virou pra cima de Jordy Smith quase no fim da bateria válida pelas oitavas de final.

O brasileiro fez a maior nota da primeira metade da disputa. Ele bateu de frontside na direita e depois caiu quando executou um snap forte derrapando a rabeta. A performance valeu 2.10 pontos. Ele ficou mais ativo do que Jordy, mas os dois tentavam os tubos e não saiam, ou não encontravam seções boas para manobras.

Filipe anotou 3.50 logo depois com uma esquerda pequena e espumada que ofereceu espaço para três batidas. Jordy respondeu na sequência também com uma direita. O sul-africano executou um snap linkado com uma batida e anotou 3.37 pontos.

O brazuca quase completou um bom tubo de backside, mas na saída foi atingido pela crista e teve a prancha partida ao meio. Jordy assumiu a liderança na sequência. O atleta da África do Sul passou por dentro de Supertubos e rasgou na saída do canudo para anotar 4.67 e deixar o brasileiro na busca de 4.55 para avançar na etapa.

Filipinho conquistou 3.93 pontos e passou a buscar 4.12 para vencer. Os dois surfaram quase no fim. Filipe surfou um tubo pra direita e ainda entrou no inside para executar uma batida. Ele comemorou bastante. Jordy também atuou de frontside. Ele ficou um pouco preso após o primeiro ataque, uma batida, depois rasgou, bateu novamente, fez um cutback e acertou uma pancada no inside. Filipe foi pra liderança com 5.50. Jordy ficou na necessidade de 4.77 e se despediu da etapa ao conquistar 3.80 pontos. Próximo adversário do brazuca é o australiano Ethan Ewing.

Filipe para nas quartas – Filipe Toledo caiu nas quartas. O australiano Ethan Ewing deu um duro golpe no brasileiro, que até reagiu bem, porém não conseguiu reverter o resultado. Com a derrota o surfista se despediu da etapa em quinto lugar.

Filipe começou com notas fracas e Ethan atuou pela primeira vez na bateria aos sete minutos. O aussie chegou no critério excelente depois de sair de um tubo de backside depois da baforada. Ele conquistou 9.17 pontos. Filipe voltou para o jogo logo após a metade do duelo. O brazuca voou com rotação numa esquerda e executou uma batida para anotar 7.83 pontos. Ethan respondeu com uma batida de frontside (3.00) e Filipe passou a necessitar de 4.35 para vencer.

Ethan ampliou um pouco a diferença para o brasileiro a sete minutos do fim. O surfista bateu, rasgou e bateu novamente para trocar 3.00 por 3.33 pontos. Filipe passou a precisar de 4.68 para chegar na semifinal. O brasileiro ficou com a prioridade nos minutos finais, porém não teve mais oportunidades e foi eliminado. Filipe sai da Europa na nona posição no ranking.

Caroline bicampeã – A norte-americana Caroline Marks é bicampeã do MEO Pro Portugal. A decisão de 2025 foi contra a havaiana Gabriela Bryan. Caroline abriu a final de 35 minutos com duas manobras de frontside que valeram 3.00 pontos. Aos dez minutos a surfista dos Estados Unidos bateu duas vezes de backside. Ela ainda tentou mais um ataque, mas caiu da prancha. A performance valeu 4.90 pontos.

Gabriela teve como melhor atuação a nota 4.17 conquistada em sua primeira atuação no confronto. Ela passou 25 minutos precisando de 3.74 para reverter a situação, porém não conseguiu e finalizou a etapa em segundo lugar. Com o resultado Caroline subiu para o terceiro lugar no ranking e Gabriela para o quinto.

Caroline venceu Molly Picklum na semifinal com notas conquistadas de backside nas direitas de Supertubos (4.83 e 3.70). A australiana perdeu precisando de 4.21 pontos. O placar terminou com 8.53 a 7.50 pontos. Gabriela e Erin Brooks se enfrentaram na outra disputa do round. As atletas usaram as direitas para as apresentações. Gabriela começou forte com 5.33 e aos sete minutos bateu duas vezes para anotar 6.50 pontos. Erin, que tinha 4.17, precisava de 7.66 para vencer. A canadense diminuiu a diferença três minutos depois com uma pancada passando a rabeta por cima da crista. A nota 5.23 diminuiu a diferença para 6.60 pontos.

Erin quase virou aos 19 minutos com dois ataques que valeram 6.40 pontos. A surfista do Canadá segurou a prioridade nos minutos finais, porém não conseguiu os 5.44 que precisava e se despediu do evento em terceiro lugar. Caroline venceu pela primeira vez em Portugal no anos de 2019.

MEO Pro Portugal 2025
Final Masculino
Yago Dora (BRA) 13.37 x 12.43 Italo Ferreira (BRA)
Semifinais

1 Yago Dora (BRA) 12.83 x 3.50 Ethan Ewing (AUS)

Italo Ferreira (BRA) 11.04 x 9.93 Barron Mamiya (HAV)

Quartas de final

1 Yago Dora (BRA) 15.50 x 8.50Jack Robinson (AUS)

2 Ethan Ewing (AUS) 12.50 x 8.96 Filipe Toledo (BRA)

Italo Ferreira (BRA) 9.87 x 6.43 Rio Waida (IDN)

4 Barron Mamiya (HAV) 10.34 x 9.27 Marco Mignot (FRA)

Oitavas de final

1 Jack Robinson (AUS) 11.93 x 6.00 Liam O’Brien (AUS)

Yago Dora (BRA) 12.17 x 6.33 Imaikalani deVault (HAV)

3 Ethan Ewing (AUS) 12.76 x 7.94 Cole Houshmand (EUA)

Filipe Toledo (BRA) 9.43 x 8.47 Jordy Smith (AFR)

Italo Ferreira (BRA) 12.84 x 9.00 Joel Vaughan (AUS)

6 Rio Waida (IDN) 9.17 x 7.36 Kanoa Igarashi (JAP)

7 Marco Mignot (FRA) 9.50 x 4.83 Seth Moniz (HAV)

8 Barron Mamiya (HAV) 12.84 x 11.23 Leonardo Fioravanti (ITA)

Final Feminino

Caroline Marks (EUA) 7.90 x 6.97 Gabriela Bryan (HAV)

Semifinais

1 Caroline Marks (EUA) 8.53 x 7.50 Molly Picklum (AUS)

2 Gabriela Bryan (HAV) 11.83 x 11.63 Erin Brooks (CAN)

Ranking Masculino do CT após o MEO Pro Portugal 2025
1 Italo Ferreira (BRA) 23.885

2 Barron Mamiya (HAV) 17.415

3 Ethan Ewing (AUS) 15.490

4 Yago Dora (BRA) 15.010

5 Rio Waida (IDN) 13.875

6 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.450

7 Jack Robinson (AUS) 12.160

8 Kanoa Igarashi (JAP) 11.385

9 Filipe Toledo (BRA) 11.385
10 Miguel Pupo (BRA) 10.820

11 Joel Vaughan (AUS) 9.960

12 Jordy Smith (AFR) 7.970

13 Liam O’Brien (AUS) 7.970

14 Ian Gouveia (BRA) 7.680

15 Jackson Bunch (HAV) 7.405

16 Jake Marshall (EUA) 7.405

17 Seth Moniz (HAV) 6.905

18 Marco Mignot (FRA) 6.340

19 George Pittar (AUS) 6.340

20 Griffin Colapinto (EUA) 5.980

21 Connor O’Leary (AUS) 5.980

22 Cole Houshmand (EUA) 5.980

23 Deivid Silva (BRA) 5.980

24 Alan Cleland (MEX) 4.915

25 João Chianca (BRA) 4.915

26 Ian Gentil (HAV) 3.990

27 Matthew McGillivray (AFR) 3.990

28 Ramzi Boukhiam (MAR) 3.990

29 Alejo Muniz (BRA) 3.990
30 Edgard Groggia (BRA) 3.990

31 Imaikalani deVault (HAV) 3.850

32 Ryan Callinan (AUS) 2.925

33 Samuel Pupo (BRA) 2.925

34 Crosby Colapinto (EUA) 1.860

35 Gabriel Medina (BRA) 795
Ranking Feminino do CT após o MEO Pro Portugal 2025

1 Caitlin Simmers (EUA) 22,545

2 Molly Picklum (AUS)19,970

3 Caroline Marks (EUA)19,490

4 Tyler Wright (AUS)17,355

5 Gabriela Bryan (HAV)16,495

6 Erin Brooks (CAN) 13,440

7 Sawyer Lindblad (EUA) 12,100

8 Vahine Fierro (FRA) 11,305

9 Lakey Peterson (EUA) 11,305

10 Bella Kenworthy (EUA) 10,535

11 Johanne Defay (FRA) 8,400

12 Isabella Nichols (AUS) 8,400

13 Brisa Hennessy (CRI) 8,400

14 Luana Silva (BRA) 7,830

15 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7,830

16 Sally Fitzgibbons (AUS) 6,265

17 Tatiana Weston-Webb (BRA)6,265

18 Nadia Erostarbe (ESP) 2,610

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.