Tamanho é documento?
28/01/2002 —
marcos, conde, por, trás, das, notas, carlos, burle, mavericks
28/01/2002 —
marcos, conde, por, trás, das, notas, carlos, burle, mavericks
22/01/2002 —
marcos, conde, wqs, brasil
12/01/2002 —
rodrigo, resende, monster, marcos, conde
04/01/2002 —
#Se tem uma coisa que diferencia os surfistas dos outros esportistas é o lado nômade que nos acompanha em busca das ondas perfeitas. Nas férias de verão, a melhor opção é viajar, pois na maior parte do País as ondas ficam escassas e as praias lotadas de farofeiros. É hora de empacotar as pranchas, botar as bermudas na mochila e cair na estrada. #Quando falo na maior parte do País, é porque os extremos do Brasil podem ser uma boa alternativa agora. No nordeste, acima do Rio Grande do Norte, o verão é a melhor temporada e grandes ondulações provenientes do Hemisfério Norte chegam à costa do Ceará e Fernando de Noronha, em quase todas as semanas entre dezembro e fevereiro. Por outro lado, no sul, as poucas ondulações costumam chegar com alguma intensidade e o sul de Santa Catarina pode ser a melhor opção para os que não têm grana para vôos mais longos. Há várias opções nesta época para quem pode viajar para o exterior. Começando pela América do Sul, temos o Uruguai e o Chile com boas ondas em fundo de pedra e temperatura da água e amenizadas pelo verão. Norte do Peru e o Equador também são bons destinos, pois recebem ondulações vindas do Pacífico Norte. São viagens mais baratas para onde há ondas perfeitas. Toda a área do Caribe e da América Central pode ser uma boa alternativa. Lugares como Panamá, Costa Rica, Porto Rico e República Dominicana têm milhares de ondas perfeitas de fazer a cabeça dos surfistas que buscam, através de uma surf trip, esquecer as ondas caseiras e da vida numa cidade grande. Já a América do Norte está em pleno inverno. México com seus famosos tubos e a Califórnia, com ondas bem grandes, podem ser a escolha dos mais atirados, ou até numa escala para o Hawaii, sem dúvida a grande ?Meca? do surf, parada obrigatória de todo surfista. Ao longo de 15 quilômetros na costa norte de Oahu, temos a maior concentração de ondas boas e de surfistas por metro quadrado. Ondas de 8 a 10 metros desafiam os mais atirados e humilham os afoitos. Surfar no Hawaii não é para qualquer um. Indo mais longe, sugiro a costa leste da Austrália, no Gold Coast, onde a temporada de ciclones está aberta, e em 200 quilômetros de costa entre Lennox Head e Burleigh Heads, onde encontra-se a maior quantidade de direitas perfeitas do mundo. Tudo regado a muito sol e água verde e quente. Para os que gostam de uma aventura, Ilhas Canárias, Açores e Cabo Verde podem esconder vários tesouros, além dos vinhos e dos peixes. Poucas coisas na vida nos enriquecem mais do que viajar. E viajar para pegar ondas é o máximo. Boa viagem.
29/12/2001 —
pier, da, barra
26/12/2001 —
#O havaiano Bruce Irons, natural da ilha de Kauai, está se tornando o novo Mr. Pipeline, pois três anos depois de sua primeira final nesta praia ele conquista seu primeiro Pipemaster aos 21, derrotando na final ninguém menos que o hexa-campeão mundial Kelly Slater. Mesmo estando fora da elite do surf, este garoto não quer saber de limites quando o assunto é tubos, e, principalmente no Backdoor de Pipe, ele dá um show e mostra que poderá ficar com a coroa de flores do evento por mais alguns anos. Desde a primeira vez que eu o vi competindo, ainda com 14 anos no mundial amador de 94, na Barra da Tijuca, Bruce Irons já tinha um faro especial para os tubos. Até hoje há quem lembre de dois tubos secos que ele tirou durante o campeonato, o que para mim já era um sinal do seu potencial para as ondas tubulares. Morando no Kauai, ele pôde aprimorar seu faro para os tubos, pois quem conhece as ondas de Hanalei, Kalihiuaii, Cannons e Tunnels, sabe do que eu estou falando: tubos secos em cima de águas rasas e transparentes. Pipeline é uma das ondas mais famosas do mundo, com um formato único. De picos cavados, é uma das ondas mais fortes e tubulares do planeta. Considerada por algumas décadas como a onda mais difícil de ser domada, já foi palco de grandes momentos da história do surf. Com uma força fora do comum as ondas de Pipe quebram em cima de afiadas cabeças de coral, deixando até mesmo os mais corajosos com receio e de ser esmagado pelo lip em cima das pedras de seu fundo raso e irregular. O garoto de Kauai, ilha havaiana apelidada de Garden Island, fez seu nome no Backdoor e em Pipe, ondas que já foram dominadas pelas maiores lendas do surf, desde Jock Sutherland, que de prançhão fez nos anos 60 o que muitos hoje não têm coragem de fazer, passando por um dos maiores idolos do surf de todos os tempos, o havaiano Gerry Lopez. Nos dias de hoje, o americano Kelly Slater vinha dominando a maioria das competições sendo talvez o maior ganhador em Pipe mas, este ano teve que sucumbir ao talento do ?golden boy? do Kauai. Com todo esse potencial, Bruce poderia tentar uma vaga na elite do WCT, ainda mais porque seu surf é moderno. Seus aerials em ondas havaianas talvez sejam tão conhecidos quanto seus tubos. Mas, se eu estivesse em seu lugar, tendo um patrocínio que não exige que ele participe do circuito mundial, e morando em um dos paraísos na terra, dificilmente tentaria acumular pontos no WQS, repleto de ondas ruins, horas de espera em aeroportos, enfim, tudo aquilo que quem não precisa quer distância. Ficaria dentro de um tubo no Hawaii.
16/12/2001 —
#Apesar de ter sido líder do circuito até a última etapa, o título mundial do surfista da Florida C.J. Hobgood foi uma zebra. No começo do ano ele era um azarão no páreo, não quero dizer que não foi merecido, foi sim, ele foi o mais regular, mas não venceu nenhum evento em um ano atípico com somente cinco etapas devido aos cancelamentos na Europa. Mesmo perdendo para o campeão do evento nas primeiras fases, C.J. levou o título porque todos os seus adversários também foram eliminados antes das finais. Mais um circuito mundial que termina, e, no final, o saldo foi bom para os brasileiros, depois de perderem a oportunidade de marcar pontos no WQS na perna brasileira e nos WCTs da Europa. Nossos surfistas reagiram bem e conseguiram pontos suficientes para se manter na elite, num total de dez, com destaques para a sétima colocação do Peterson Rosa, a volta de Vitor Ribas aos Top 44. A reação do Renan Rocha na última etapa em Sunset foi de muita raça e experiência. Só a não classificação do potiguar Danilo Costa botou um pouco de água no chopp. Mais uma vez um surfista de fora da elite do surfe dominou na majestosa Sunset Beach. Myles Padaka, havaiano de 30 anos, surpreendeu os melhores do mundo e levou o título em uma final com o aussie Mick Lowe, que a cada ano melhora sua performance nas ondas havaianas. O novato australiano Mick Fanning, campeão do WQS, mandou muito bem nas direitas de Sunset e dividiu o terceiro lugar com Peterson Rosa, que mostrou ser o melhor surfista brasileiro para os tipos de ondas que fazem parte do circuito atualmente. Estamos com um grande time para o ano que vem, liderados pelo Peterson, com os irmãos Teco e Neco Padaratz, Guilherme Herdy, Fabio Gouveia, Vitor Ribas, e Renan Rocha, que são os melhores surfistas do surfe brasileiro e muito experientes. Somando a juventude dos Novatos Marcelo Nunes, Paulo Moura e Rodrigo Dornelles, que já mostraram que têm potencial, conseguiram se manter na elite pelo pontos do WQS, fazendo várias finais fora do Brasil, vamos entrar com muitas expectativas para 2002, ano em que a experiência e as horas de surf nas ondas mais perfeitas do mundo vão contar muito, ainda mais que o hexa-campeão mundial Kelly Slater anunciou sua volta ao Circuito da ASP.
12/12/2001 —
Saquarema, Itaúna, ASP, WCT
30/11/2001 —
Marcos, Conde, Sunset, hawaii, WCT
23/11/2001 —
marcos, conde, por, trás, tras, das, notas, jacque, silva