Por trás das notas

É hora de viajar

#Se tem uma coisa que diferencia os surfistas dos outros esportistas é o lado nômade que nos acompanha em busca das ondas perfeitas. Nas férias de verão, a melhor opção é viajar, pois na maior parte do País as ondas ficam escassas e as praias lotadas de farofeiros. É hora de empacotar as pranchas, botar as bermudas na mochila e cair na estrada.

#Quando falo na maior parte do País, é porque os extremos do Brasil podem ser uma boa alternativa agora. No nordeste, acima do Rio Grande do Norte, o verão é a melhor temporada e grandes ondulações provenientes do Hemisfério Norte chegam à costa do Ceará e Fernando de Noronha, em quase todas as semanas entre dezembro e fevereiro.

Por outro lado, no sul, as poucas ondulações costumam chegar com alguma intensidade e o sul de Santa Catarina pode ser a melhor opção para os que não têm grana para vôos mais longos.

Há várias opções nesta época para quem pode viajar para o exterior. Começando pela América do Sul, temos o Uruguai e o Chile com boas ondas em fundo de pedra e temperatura da água e amenizadas pelo verão.

Norte do Peru e o Equador também são bons destinos, pois recebem ondulações vindas do Pacífico Norte. São viagens mais baratas para onde há ondas perfeitas.

Toda a área do Caribe e da América Central pode ser uma boa alternativa. Lugares como Panamá, Costa Rica, Porto Rico e República Dominicana têm milhares de ondas perfeitas de fazer a cabeça dos surfistas que buscam, através de uma surf trip, esquecer as ondas caseiras e da vida numa cidade grande.

Já a América do Norte está em pleno inverno. México com seus famosos tubos e a Califórnia, com ondas bem grandes, podem ser a escolha dos mais atirados, ou até numa escala para o Hawaii, sem dúvida a grande ?Meca? do surf, parada obrigatória de todo surfista.

Ao longo de 15 quilômetros na costa norte de Oahu, temos a maior concentração de ondas boas e de surfistas por metro quadrado. Ondas de 8 a 10 metros desafiam os mais atirados e humilham os afoitos.

Surfar no Hawaii não é para qualquer um.

Indo mais longe, sugiro a costa leste da Austrália, no Gold Coast, onde a temporada de ciclones está aberta, e em 200 quilômetros de costa entre Lennox Head e Burleigh Heads, onde encontra-se a maior quantidade de direitas perfeitas do mundo. Tudo regado a muito sol e água verde e quente.

Para os que gostam de uma aventura, Ilhas Canárias, Açores e Cabo Verde podem esconder vários tesouros, além dos vinhos e dos peixes. Poucas coisas na vida nos enriquecem mais do que viajar. E viajar para pegar ondas é o máximo. Boa viagem.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)