Por trás das notas

Jacqueline Salva a pátria

#Terminou nesta semana a primeira etapa da Tríplice Coroa Havaiana, que foi realizada em Haleiwa, tradicional onda do North Shore da ilha de Oahu, no Hawaii. Com ondas de 8 a 10 pés foi dado início nas finais dos circuitos mundiais de surf profissional do WQS e do WCT.

O grande destaque brasileiro ficou para Jacqueline Silva que, com a vitória naquela etapa, pulou para o primeiro posto e terminou o ano como campeã da divisão de acesso, o WQS 2001. Na categoria Masculino, o havaiano Andy Irons levou o campeonato e o australiano Mick Fanning, finalista em Haleiwa, carimbou de vez seu primeiro título mundial no WQS, quebrando uma hegemonia brasileira de quatro anos nesta divisão.

Haleiwa é uma onda bastante peculiar, com características próprias, que fazem com que o treinamento no local e o conhecimento da onda sejam fundamentais para um bom posicionamento dentro da água. Por ser uma onda forte e ao mesmo tempo com bastante área, ela proporciona muitas manobras, e por quebrar acompanhando um canal, forma sessões cavadas com alguns ?bowls? que sugerem manobras fortes e rápidos tubos.

A vitória da Jacqueline tem que ser valorizada, pois ela é bicampeã nesta prova e mostrou que nossas meninas também surfam bem no Hawaii, e sua vitória ano passado, assim como a classificação para a elite do surf mundial, não foram por acaso. Infelizmente, nossos garotos não foram bem na competição.

Coincidentemente, nosso melhor representante foi Danilo Costa, o único novo surfista brasileiro com chances de entrar para elite, que chegou até as quartas de final em Haleiwa. Só que agora terá que torcer contra alguns tops, inclusive alguns brasileiros que estão mal no ranking do WCT e que, com um bom resultado em Sunset na última prova do ano, podem modificar as posições de classificação para o próximo ano.

Este ano, devido ao cancelamento da perna brasileira do WQS, os nossos surfistas ficaram sem condições de recuperação no ranking, e no próximo ano poderemos ter apenas cinco ou seis surfistas no grupo principal. Depois de um ano com um número recorde podemos regredir, o que sugere uma revisão de planejamento dos surfistas que pretendam entrar ou se manter na elite do surf e, por outro lado, mostra a importância de uma perna brasileira forte para uma representação maciça de nossos surfistas na elite do surf mundial.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.