#Apesar de ter sido líder do circuito até a última etapa, o título mundial do surfista da Florida C.J. Hobgood foi uma zebra. No começo do ano ele era um azarão no páreo, não quero dizer que não foi merecido, foi sim, ele foi o mais regular, mas não venceu nenhum evento em um ano atípico com somente cinco etapas devido aos cancelamentos na Europa.
Mesmo perdendo para o campeão do evento nas primeiras fases, C.J. levou o título porque todos os seus adversários também foram eliminados antes das finais.
Mais um circuito mundial que termina, e, no final, o saldo foi bom para os brasileiros, depois de perderem a oportunidade de marcar pontos no WQS na perna brasileira e nos WCTs da Europa.
Nossos surfistas reagiram bem e conseguiram pontos suficientes para se manter na elite, num total de dez, com destaques para a sétima colocação do Peterson Rosa, a volta de Vitor Ribas aos Top 44. A reação do Renan Rocha na última etapa em Sunset foi de muita raça e experiência. Só a não classificação do potiguar Danilo Costa botou um pouco de água no chopp.
Mais uma vez um surfista de fora da elite do surfe dominou na majestosa Sunset Beach. Myles Padaka, havaiano de 30 anos, surpreendeu os melhores do mundo e levou o título em uma final com o aussie Mick Lowe, que a cada ano melhora sua performance nas ondas havaianas.
O novato australiano Mick Fanning, campeão do WQS, mandou muito bem nas direitas de Sunset e dividiu o terceiro lugar com Peterson Rosa, que mostrou ser o melhor surfista brasileiro para os tipos de ondas que fazem parte do circuito atualmente.
Estamos com um grande time para o ano que vem, liderados pelo Peterson, com os irmãos Teco e Neco Padaratz, Guilherme Herdy, Fabio Gouveia, Vitor Ribas, e Renan Rocha, que são os melhores surfistas do surfe brasileiro e muito experientes.
Somando a juventude dos Novatos Marcelo Nunes, Paulo Moura e Rodrigo Dornelles, que já mostraram que têm potencial, conseguiram se manter na elite pelo pontos do WQS, fazendo várias finais fora do Brasil, vamos entrar com muitas expectativas para 2002, ano em que a experiência e as horas de surf nas ondas mais perfeitas do mundo vão contar muito, ainda mais que o hexa-campeão mundial Kelly Slater anunciou sua volta ao Circuito da ASP.