Por trás das notas

Circuito Mundial WQS começa no Brasil

#Os campeonatos mais importantes deste começo de ano no World Qualyfing Series (WQS) serão realizados no Brasil. São duas provas com status 4 estrelas e US$ 60 mil em prêmios, sendo a primeira em Florianópolis (SC) – Reef Classic 2002 – e a outra em Fernando de Noronha (PE) – Hang Loose Pro Contest.

Essas duas etapas, dotadas de estrutura móvel, são muito importantes para os brasileiros terem um bom começo de ano, aproveitando o fato de ?jogar? em casa.

Desde que foi criado, em 92, que o circuito WQS brasileiro é dos mais fortes, com duas pernas, uma no começo do ano e a outra em outubro.

Foi através da possibilidade de pontuar em casa que vários surfistas brasileiros conseguiram diversos títulos no circuito, assim como pontos preciosos para ingressar na elite do WCT.

Ano passado, com o cancelamento das etapas de fim de ano, alguns de nossos surfistas ficaram sem condições de pontuar, até porque muitos planejam o ano baseado no número de provas em casa, mesclando com as viajens estritamente nescessárias e visando as provas com maior pontuação, sempre otimizando os custos de viagem.

Começar bem o ano é muito bom. Sob o aspecto psicológico dá muita moral, sob o lado técnico aponta tendências e em certos casos ajuda na captação de patrocínio, o que pode ser fundamental para a continuidade do circuito.

Principalmente neste ano, em que só temos quatro provas do WQS confirmadas no Brasil. Mas, por precaução, acho melhor nossos surfistas procurarem pontuar nas provas 5 e 6 estrelas que realmente decidem o futuro, na Austrália, na Europa, nos EUA e na África do Sul. Os pontos no Brasil têm de ser o lucro, o bônus.

De um ponto de vista o WQS é mais interesante do que o WCT, que não tem triagens e quase não acontece nada de novo, pois são as mesmas cartas marcadas que muitas vezes competem nas mesmas baterias o ano todo.

No WQS sempre aparecem novos nomes, as novas gerações de cada país querem mostrar serviço e geralmente ditam um novo estilo. Assim como na ginástica olímpica, os juízes do surf valorizam a molecada, sempre muito leves e velozes com um surf surpreendente, trazendo algo de novo e que muitas vezes os tornam imbatíveis.

Não é a toa que vários wild cards têm se destacado no WCT, pois eles trazem algo de novo. Vou ficar torcendo pela nova geração, que precisa aparecer e provar aos patrocinadores que merecem um investimento no circuito mundial.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)