Família Gouveia - Parte 1

Semana Fabulosa em Barbados

Durante mais de quinze anos trabalhando como jornalista especializado em surf, tive o privilégio de encontrar em vários momentos, e até surfar junto algumas vezes, com um dos principais ícones do esporte no Brasil e no mundo, o paraibano Fábio Gouveia. Aos 46 anos e aposentado das competições desde 2009, Fabinho passou metade da vida viajando o mundo para disputar o circuito mundial e foi um dos responsáveis por pavimentar a estrada por onde, anos mais tarde, Adriano, Gabriel, Filipe e os outros talentos revelados em nosso litoral disparariam rumo ao topo do surf competição.

 

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Mesmo tentando evitar comparações rasas entre surf e futebol, não resisto à tentação de dizer que, se hoje Medina é chamado de “Neymar do surf”, Fabinho é o Zico, um craque de técnica refinada, que esbanja categoria na arte de ler e rabiscar as ondas e dono de um legado admirável.

 

Devido aos caminhos da vida, no entanto, nunca tive oportunidade de conviver mais do que alguns dias com ele, em encontros esporádicos durante campeonatos e eventos ou para alguma entrevista pontual. Quando recebi a proposta para acompanhar o Fabuloso e sua família numa viagem a Barbados, a ilha mais ao leste do Caribe, onde rola uma onda perfeita e tubular que ficou conhecida pelas aparições de Kelly Slater, não pensei duas vezes. Conhecer Barbados e surfar a direita de Soup Bowl era um sonho antigo de Fabinho, e poder realizá-lo na companhia da família com tratamento vip oferecido pelo governo barbadiano foi um convite irrecusável.

 

“Eu conhecia Soup Bowl pelos vídeos que vi do Kelly Slater surfando lá, tem uma seção irada dele no ‘Sipping Jetstreams’ (de Taylor Steele). Lembro também de uma participaçao do Otávio Lima no mundial da ISA que teve em Barbados, em 91. Era um roteiro que eu queria fazer, mas ainda não tinha surgido a oportunidade. Agora aconteceu e da melhor forma, com um convite para vir com a família”, fala Gouveia.

 

O primeiro desafio foi conciliar as agendas. O filho mais velho, Igor, 25 anos, está cursando o último ano de Ciências Sociais na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e, por sorte, as aulas não tinham começado. Já Ian, 23, único que seguiu os passos do pai como surfista profissional – com a mesma agenda atribulada de viagens e campeonatos – , tinha recém-voltado da perna australiana do QS e teria uma janela até a próxima competição. E a caçula Ilana, 20, começaria um curso de formação de comissária de bordo, profissão que escolheu seguir, e conseguiu adiar o início por alguns dias. Fabinho e Elka iriam viajar com os três filhos novamente depois de seis anos. Desde a última vez, muita coisa mudou.

 

Ilana passou de uma menina em idade escolar para uma mulher adulta, com personalidade e um rumo definido para sua vida; Igor, depois de se formar como técnico em meio ambiente, decidiu cursar Ciências Sociais com ênfase em Política, área em que pretende atuar (trazendo esperança para o futuro em tempos de tantas decepções e incertezas nessa praia); e Ian, além de também virar adulto e decidir pela carreira de competidor, agora tinha sua própria família para cuidar com a chegada da filha Malia, que teve com a namorada Mayara há poucos meses. Fabinho e Elka são vovô e vovó agora. O ídolo de gerações, personagem único e dono de uma trajetória vitoriosa no surf, é o vovô Fabuloso – quem tem mais de 35 anos provavelmente entende esse sentimento, misto de nostalgia e a dura constatação de que o tempo voa.

 

Diplomatas do surf – Em 2016 Barbados comemora 50 anos de independência da Inglaterra, e o clima de festa nas ruas, que já é comum, fica ainda mais evidente. A cultura britânica é bastante presente nos costumes do povo barbadiano, ou Bajan, a começar pela língua, passando pela “mão inglesa” (eles dirigem do lado inverso ao nosso), a educação e a pontualidade. Outras heranças são o gosto pela arquitetura colonial e tradições como o chá da tarde e o críquete. Embora tenha sido descoberta pelos espanhóis, porém, antes da ocupação inglesa eram os portugueses que usavam a ilha como entreposto na época do descobrimento das Américas.

 

Ao avistar as árvores repletas de cipós, que parecem barbas, eles batizaram a terra de Barbados, mas não chegaram a colonizá-la. Em 1627, exploradores britânicos decidiram ocupar o território e durante 334 anos a ilha pertenceu a Inglaterra. Em 1966 foi declarada a independência, de forma amigável. As estradas que cruzam a ilha são repletas de plantações de cana de açúcar, durante muito tempo a principal fonte da economia local e que deu origem a outro produto típico de Barbados, o rum – curiosamente, a cana foi levadas para lá pelos holandeses a partir de Pernambuco, no Brasil.

 

Barbados é a ilha mais ao leste do cinturão caribenho, o que a tira da rota dos conhecidos furacões que de vez em quando assolam ilhas vizinhas. Embora existam rotas de fuga e indicações para abrigos pelas ruas e estradas, dizem que é muito difícil um furacão passar por lá. O território de Barbados tem 34 quilômetros de comprimento e 23 quilômetros de largura, totalizando uma área de 432 km². Os lados leste e norte são banhados pelo Oceâno Atlântico e é onde rolam ondas com maior frequência. Já as costas oeste e sul são viradas para o mar do Caribe, trecho conhecido como Costa Platinada devido às águas calmas e translúcidas, com o típico degradê de azuis. É possível ver o sol nascer no mar do leste e cruzar a ilha para ver o pôr do sol do outro lado no mesmo dia. 

 

Hoje a economia de Barbados gira em torno do turismo e a beleza de suas praias atrai principalmente ingleses, norte-americanos e canadenses, além de europeus e vistantes de outros países em menor parte. Apesar de a direita de Soup Bowl ter ganhado fama com as aparições de Slater e cia, Barbados não é um destino muito conhecido no Brasil. Para mudar isso, o governo local criou ações para estimular o turismo de brasileiros, em conjunto com a agência GVA – Global Vision Access, que representa Barbados no Brasil. Assim nasceu este projeto de surf trip com a operadora de turismo TGK, o Waves e a família Gouveia.

 

Segundo Mariana Abrantes, da GVA, brasileira que viaja constantemente a Barbados para alinhar com o governo as ações para promover o turismo e nos acompanhou na viagem, há cinco anos, cerca de 400 brasileiros visitavam a ilha por ano. Com o investimento em marketing e divulgação, incluindo a criação de um voo semanal direto de São Paulo para a capital Bridgetown (de pouco mais de cinco horas), ela conta que hoje esse número aumentou para quase 6 mil por ano. “Antes desse trabalho, muitas pessoas nem sabiam da existência de Barbados. Inclusive agentes de viagem”, diz Mariana.

 

Nossa chegada foi em grande estilo. Ao descer do avião, nos deparamos com o aeroporto Grantley Adams entupido de gente – uma situação atípica causada pelo atraso de alguns voos. Achamos que ficaríamos algum tempo na imensa fila até passar pela alfândega, mas para nossa surpresa fomos recebidos por simpáticos membros do governo e entramos pelo corredor destinado aos diplomatas, sem stress. A viagem começou bem e ficou ainda melhor quando chegamos no hotel. O The Crane, resort 5 estrelas que existe desde 1887, fica na praia de mesmo nome e traz todo o requinte da arquitetura colonial britânica. Depois do check-in e uma rodada de Rum Punch de boas-vindas, jantamos comida asiática num dos vários restaurantes do Crane Villlage, brindamos com a cerveja local Banks e fomos descansar, ansiosos pela primeira sessão de surf.

 

Tigela de sopa com ouriço – Pela manhã, após um farto café, encontramos Barry Banfield, surfista local e dono da Barry’s Surf School, que nos levaria para conhecer Soup Bowl, na região de Bathsheba. Graças a um swell que tinha entrado três dias antes, ainda havia boas ondas rolando, garantiu ele. No caminho, Barry contou que é um ex-competidor do circuito mundial e que agora se dedicava a sua escola de surf, em Dover Beach, no sul da ilha. Hoje com 33 anos, ele disse que conhecia o Brasil e lembrava de Fabinho da época em que disputou o mundial da ISA em Maracaípe, no ano 2000. Falou também que Barbados tem altas ondas por todos os lados, basta que a direção do swell e o vento estejam em sintonia – o que não é difícil numa ilha que recebe ondulações de quase todos os lados.

 

O caminho até Bathsheba, por estradas estreitas e sinuosas, revela um país de pessoas felizes e simpáticas, que sorriem e acenam para os carros que passam, entre casas e construções imponentes e muitas ruínas e lugares abandonados. Outra coisa que chama a atenção é a formação geológica, basicamente de coral e calcário por toda a ilha, mesmo nas áreas mais afastadas do mar. Passamos por muitas plantações de cana e algumas de algodão. Chegando mais próximo à costa, surgem bananeiras e pés de fruta-pão e romã aos montes. Fabinho e Ian encontraram muitas semelhanças entre Barbados e lugares como Tahiti, Fiji e Hawaii.

Chegamos em Soup Bowl e havia boas direitas rolando com 1,5 metros, um pouco mexidas pelo vento maral. Era domingo e Barry disse que estava “meio crowd” – contei umas oito pessoas na água e comentei, ingenuamente, que no Brasil isso nem é considerado crowd. Nosso guia estava tão fissurado que deu algumas dicas de como entrar pela bancada de coral chapada, avisou que havia muitos ouriços e foi correndo pra água. Não demoramos a entrar também. Lá dentro, descobrimos que aquele pequeno crowd, formado na maioria por bons surfistas locais, pode incomodar. O pico é compacto, a onda é relativamente curta e o canal joga rapidamente de volta para o line-up.

 

Com mais gente chegando a todo momento, não sobrava muita onda e parecia que os locais tinham um pacto silencioso de dificultar ao máximo a vida dos forasteiros. Não eram agressivos, mas pegavam tudo que aparecia pela frente. Mesmo assim conseguimos surfar e sentir o potencial do pico, com Fabinho esbanjando estilo e fluidez em rasgadas, cutbacks, batidas e floaters passando as seções com velocidade. Ian apresentou um surf maduro, afiado e moderno, aproveitando inclusive as esquerdas para decolar em aéreos com a ajuda do vento. Igor voltava de uma lesão no tornozelo e ainda estava ganhando confiança, mas mostrou ter herdado o talento do pai com rasgadas cheias de estilo, reentries na junção e até algumas tentivas de aéreos, influência que traz do skate. Entre os locais que chamaram a atenção estava o jovem Josh Burke, campeão nacional e uma das promessas de Barbados no QS. Além dele, atualmente o país também se destaca na cena competitiva com a integrante do CT Feminino Chelsea Tuach.

 

Nossa diversão durou umas três horas, até que lembramos que as garotas estavam lá fora, famintas e mortas de calor. “Eu já estava querendo matar o Fabinho, se deixar ele fica umas seis horas na água e esquece da vida”, esbravejou a divertida Elka assim que o marido apareceu. Enquanto nos preparávamos para partir, Barry comentou que a melhor época para Soup Bowl é entre agosto e novembro, quando venta pouco e é terral a maior parte das vezes. O pico segura ondas de até 12 pés e na praia ao lado tem a onda de Parlours, uma direita meio Sunset, meio Bell’s, que segura ondulações ainda maiores. Sobre a suposta casa que Slater teria na área, Barry disse que não acredita ser verdade, mas confirmou que o americano é frequentador assíduo do pico.

 

Aproveitamos o resto do dia para descansar da viagem e conhecer melhor o nosso hotel, um dos mais antigos e suntuosos resorts da ilha, construído sobre um platô rochoso cheio de coqueiros com vista deslumbrante do mar e as areias rosadas da praia. De noite jantamos pizza enquanto os celulares de Ian e Igor mostravam as baterias da primeira etapa do CT, na Gold Coast. Entre um pedaço de toscana e outro de marguerita, torcíamos pelos conterrâneos e ouvíamos algumas das histórias que Fabinho e Elka viveram em suas andanças pelo mundo.

Na manhã seguinte fomos checar as condições em Soup Bowl. Sair com Fabinho é garantia de diversão e muitas risadas. Ele está sempre zuando, seja imitando o som de um chocalho raspando a mão no quebra-sol do carro e cantando os reggaetons que rolam nas rádios barbadianas, apelidando o fotógrafo e cinegrafista William Zimmermann de “leão da montanha” ou falando seu dialeto próprio cheio de “tchurma”, “boys” e “bexigas”. O swell tinha abaixado mas ainda rendeu uma boa sessão. Com o vento maral soprando forte, voltamos para o hotel e tiramos a tarde para curtir a praia com as garotas, pegando jacaré e pulando do costão de coral na água azul turqueza. Durante o jantar, ficamos animados com a previsão de um novo swell para o fim da semana.

 

Welcome to Bedrock – No dia em que o swell ficaria menor, fomos conhecer algumas das atrações turísticas de Barbados. A primeira foi ao estilo Flintstones, na Harrison’s Cave, um conjunto de cavernas subterrâneas formadas por rochas biológicas, compostas de restos de animais e microorganismos que se acumularam ao longo de centenas de milhares de anos, ainda sob o oceano, num processo natural fascinante. Basicamente, a ilha é formada por coral e calcário que se acumularam em camadas por muitos anos e foram empurradas para cima da água com o atrito das placas tectônicas, dando origem ao território do país. Essas cavernas também são responsáveis pelo armazenamento da água potável de Barbados, considerada uma das mais puras do mundo.

 

O passeio é feito num trem elétrico aberto que percorre os túneis e é possível ver as mais variadas formações de estalactites e estalagmites, originadas pela erosão do calcário que desce com a água infiltrada e cria esculturas impressionantes. “A ilha é realmente única, essa formação de rocha biológica eu não conhecia. Mesmo nos pontos mais altos vemos rochas enormes de coral que tiveram que ser cortadas para a criação de ruas e estradas, é demais”, disse empolgado Igor. Dali seguimos para um mirante com vista de parte da costa leste e suas magníficas paisagens.

 

Seguimos para o extremo norte até o pequeno complexo turístico de Animal Flower Cave, que ganhou este nome por causa das anêmonas que viviam nas lagoas subterrâneas e se parecem com flores. Aproveitamos para almoçar e um dos pratos mais pedidos foi o flying fish (peixe-voador), característico de Barbados e que lembra um pouco a sardinha. Amenizamos o calor com um mergulho refrescante na lagoa subterrânea e apreciamos a vista estupenda dos cliffs e das ondulações explodindo nas rochas na região mais selvagem da ilha. De volta ao hotel, o jantar foi especialmente preparado por Elka, um menu mexicano de tirar o sombreiro… ou melhor, chapéu. Demos muitas risadas e finalizamos a noite vendo as finais do CT, surpresos com a vitória de Matt Wilkinson na Gold Coast.

 

Nos dias que se seguiram, o mar começou a reagir e pegamos boas ondas novamente em Soup Bowl, ainda duelando com o crowd de locais famintos e o vento maral que não dava trégua. Conhecemos o Accra Beach Hotel, no sudoeste da ilha, onde fomos recebidos com um almoço delicioso de peixe-espada e aspargos com a vista alucinante das areias brancas e o mar azul degradê de Rockley Beach. Fomos visitar a Barry’s Surf School e reencontramos nosso amigo Barry, com direito a uma sessão de surf em família com Elka, Ilana Fabinho e Ian. Foi curioso observar a reação de uma família de turistas canadenses, que tinha feito aula de surf pela primeira vez, ao verem a família Gouveia junta na água e Fabinho e Ian moendo as ondas minúsculas que rolavam. Fizeram questão de cumprimetar e fazer umas selfies com o legend.

 

Um dos pontos altos da viagem foi o mergulho que fizemos a convite da Barbados Blue em Carlisle Bay, no sul da ilha. A praia fica em frente ao Hilton Hotel e dizem que na época certa rola uma esquerda animal no molhe de pedras. Tirando eu e Ian, que já tínhamos mergulhado, os demais estavam apreensivos com os procedimentos que envolvem o mergulho com cilindro. Fabinho disse que teve várias oportunidades e sempre quis mergulhar, mas tinha receio de que a pressão pudesse prejudicar seu ouvido, e Ilana contou que tinha medo de entrar em pânico lá embaixo, caso visse um tubarão ou algo parecido. Fizemos o treinamento e no fim todos encararam o desafio.

 

O mergulho foi demais, exploramos dois naufrágios próximos da costa e vimos uma infinidade de peixes e corais, além de uma dócil tartaruga. Na volta para o hotel, todos estavam animados com a experiência, especialmente Fabinho e Ilana, que tinham superado um desafio pessoal e descoberto um novo mundo. “Sempre tive muito medo de entrar em pânico lá embaixo, mas foi maravilhoso. A sensação de superar um bloqueio é demais e com certeza quero repetir”, disse Ilana.

 

Em busca do terral e do pôr do sol – No penúltimo dia da trip, com o swell ganhando força, checamos Soup Bowl novamente mas continuava mexido, então decidimos sair em busca de uma direita que fica no noroeste da ilha, chamada Duppies. Nos disseram que a bancada precisava de um swell grande para quebrar e que o vento maral em Soup Bowl seria terral lá. Ian tinha salvado um print de tela do Google maps com as coordenadas e foi nos guiando pelo caminho. Também fomos alertados para não deixarmos nada de valor dentro do carro, pois o acesso para a praia fica na ponta de um cliff em uma região isolada, e não é raro ocorrerem arrombamentos. Achamos o pico, mas a maré estava cheia e a onda vinha gorda e sem força. Decidimos voltar mais tarde, na maré secando.

 

Fomos almoçar em outro resort de primeira, o The Sandpiper, na praia de St James, bem no meio da costa oeste. O lugar é maravilhoso, com uma pegada meio balinesa e uma praia típica caribenha. Como tínhamos um quarto à disposição para passar o dia, as garotas ficaram por lá e nós fomos de novo tentar a sorte em Duppies. Dessa vez acertamos, com a maré seca a onda vinha mais em pé, tinha força e proporcionava de três a quatro manobras. A descida até a praia é por uma trilha curta e bem íngreme, e de lá tem uma remada de uns 150 metros até o line-up. O vento era mais ladal do que terral e as ondas tinham cerca de 1 metrinho. Foi um privilégio dividir o outside somente com Fabinho, Igor e Ian e a sessão foi encerrada com o sol morrendo no mar num fim de tarde majestoso.

 

De noite conhecemos a feira gastrônomica de Oistins, em que dezenas de pequenos restaurantes atendem os turistas e nativos numa verdadeira confraternização, com todos sentados lado a lado em enormes mesas. No centro do local, um grande palco fica à disposição para os mais empolgados arriscarem passos de dança embalados por um DJ. Os barbadianos dão um show à parte com performances eletrizantes e muito bem ensaiadas ao som de Michael Jackson e outros do tipo. Conforme o tempo passa e as garrafas esvaziam, os turistas acabam subindo também e a festa ferve até tarde. Para aproveitar o último dia, fomos embora cedo, satisfeitos com o jantar e a diversão.

 

Na manhã seguinte, madrugamos para pegar Duppies na maré seca. O mar tinha abaixado um pouco e o forte vento terral/ladal deixava as ondas mexidas e balançando. Para não correr riscos, tiramos tudo do carro e deixamos o porta-malas aberto, literalmente. Lá do outside vimos algumas pessoas chegando para ver o mar, rodeando o carro, olhando para os lados… não devem ter entendido nada. Surfamos por uns 40 minutos e voltamos para o café da manhã, na esperança de fazer a última sessão em Soup Bowl de tarde. Nossa despedida rolou num mar mexido, ainda com tamanho, que mesmo difícil rendeu bons momentos com Fabinho e Ian mantendo o alto nível. Numa direita que sobrou, dropei atrasado e quando fui manobrar já estava fora do timing, a onda me envelopou e fui arremessado com tudo na bancada. Bati as costas e o pé e saí da água com a famosa “patada de tigre”, souvernir que surfista nenhum deseja ganhar.

 

O clima tropical, o povo amistoso e acolhedor, a proximidade com o Brasil, a estrutura de primeiro mundo e a fartura de ondas ao longo da costa fazem de Barbados um destino imperdível para uma surf trip, inclusive uma boa pedida para quem deseja fazer intercâmbio para aprender inglês, por exemplo. Não precisa de visto para entrar, o dólar barbadiano vale metade do dólar americano e é possível encontrar opções de estadia para todos os bolsos – cozinhar em casa é sempre uma forma de reduzir custos.

 

Após uma semana de muita diversão e descobertas com uma das famílias mais surf do Brasil, chegava ao fim nossa estadia nesse paraíso. Fabinhou resumiu o sentimento: “Quando vamos para um lugar assim a expectativa é sempre alta, e agora fica a vontade de voltar para explorar todos os picos na época certa. Foi uma viagem bem intensa e foi tudo maravilhoso, a gastronomia, os resorts, os passeios, o povo extremamente alegre e hospitaleiro. Estava tão relaxado que até mergulho eu fiz. O mais legal é poder dividir esses momentos com a família”, diz. “A turma tá crescendo, a vida passa muito rápido e temos que aproveitar tudo intensamente… Vejo no Ian a minha história se repetindo e digo pra eles que familia é tudo, só traz alegria.”

 

Ian também já faz planos para voltar: “A expectativa de surfar Soup Bowl era enorme e vimos que a onda tem muito potencial. Quero voltar na época do terral, aproveitar que ainda não tem muita gente vindo pra cá. Desde que meu pai parou de competir, deixamos de viajar juntos como antes. Faz muito tempo que só viajo com meus amigos para correr o Tour, estou sempre contando pra família sobre os lugares que visito e foi demais poder compartilhar isso tudo com eles dessa vez”. Ele diz que se espelha nos passos de Fabinho e comentou sobre a nova fase como pai. “A experiencia é demais, mas isso nunca foi um mistério para mim. Sempre achei que seria pai cedo, parece que eu já sabia. Terei a mesma rotina que meu pai teve com a gente, viajando junto com elas sempre que der”, conclui.

 

Numa época em que os surfistas não tinham contratos milionários nem exposição na mídia mainstream, não eram amigos de celebridades nem eram notícia no horário nobre, Fabinho construiu sua carreira e formou sua família vivendo do esporte, deixando como legado para os filhos os valores e princípios que moldaram seu caráter e o tornaram o ídolo que é. No mundo atual, em que as palavras “curtir” e “compartilhar” parecem fazer sentido somente nas redes sociais, uma viagem como essa vai muito além da busca por ondas perfeitas. O que vale são as experiências que ficam para a vida e a cumplicidade que só uma família que pega onda entende.

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    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).