Família Gouveia - Parte 1

Semana Fabulosa em Barbados

Durante mais de quinze anos trabalhando como jornalista especializado em surf, tive o privilégio de encontrar em vários momentos, e até surfar junto algumas vezes, com um dos principais ícones do esporte no Brasil e no mundo, o paraibano Fábio Gouveia. Aos 46 anos e aposentado das competições desde 2009, Fabinho passou metade da vida viajando o mundo para disputar o circuito mundial e foi um dos responsáveis por pavimentar a estrada por onde, anos mais tarde, Adriano, Gabriel, Filipe e os outros talentos revelados em nosso litoral disparariam rumo ao topo do surf competição.

 

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Mesmo tentando evitar comparações rasas entre surf e futebol, não resisto à tentação de dizer que, se hoje Medina é chamado de “Neymar do surf”, Fabinho é o Zico, um craque de técnica refinada, que esbanja categoria na arte de ler e rabiscar as ondas e dono de um legado admirável.

 

Devido aos caminhos da vida, no entanto, nunca tive oportunidade de conviver mais do que alguns dias com ele, em encontros esporádicos durante campeonatos e eventos ou para alguma entrevista pontual. Quando recebi a proposta para acompanhar o Fabuloso e sua família numa viagem a Barbados, a ilha mais ao leste do Caribe, onde rola uma onda perfeita e tubular que ficou conhecida pelas aparições de Kelly Slater, não pensei duas vezes. Conhecer Barbados e surfar a direita de Soup Bowl era um sonho antigo de Fabinho, e poder realizá-lo na companhia da família com tratamento vip oferecido pelo governo barbadiano foi um convite irrecusável.

 

“Eu conhecia Soup Bowl pelos vídeos que vi do Kelly Slater surfando lá, tem uma seção irada dele no ‘Sipping Jetstreams’ (de Taylor Steele). Lembro também de uma participaçao do Otávio Lima no mundial da ISA que teve em Barbados, em 91. Era um roteiro que eu queria fazer, mas ainda não tinha surgido a oportunidade. Agora aconteceu e da melhor forma, com um convite para vir com a família”, fala Gouveia.

 

O primeiro desafio foi conciliar as agendas. O filho mais velho, Igor, 25 anos, está cursando o último ano de Ciências Sociais na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e, por sorte, as aulas não tinham começado. Já Ian, 23, único que seguiu os passos do pai como surfista profissional – com a mesma agenda atribulada de viagens e campeonatos – , tinha recém-voltado da perna australiana do QS e teria uma janela até a próxima competição. E a caçula Ilana, 20, começaria um curso de formação de comissária de bordo, profissão que escolheu seguir, e conseguiu adiar o início por alguns dias. Fabinho e Elka iriam viajar com os três filhos novamente depois de seis anos. Desde a última vez, muita coisa mudou.

 

Ilana passou de uma menina em idade escolar para uma mulher adulta, com personalidade e um rumo definido para sua vida; Igor, depois de se formar como técnico em meio ambiente, decidiu cursar Ciências Sociais com ênfase em Política, área em que pretende atuar (trazendo esperança para o futuro em tempos de tantas decepções e incertezas nessa praia); e Ian, além de também virar adulto e decidir pela carreira de competidor, agora tinha sua própria família para cuidar com a chegada da filha Malia, que teve com a namorada Mayara há poucos meses. Fabinho e Elka são vovô e vovó agora. O ídolo de gerações, personagem único e dono de uma trajetória vitoriosa no surf, é o vovô Fabuloso – quem tem mais de 35 anos provavelmente entende esse sentimento, misto de nostalgia e a dura constatação de que o tempo voa.

 

Diplomatas do surf – Em 2016 Barbados comemora 50 anos de independência da Inglaterra, e o clima de festa nas ruas, que já é comum, fica ainda mais evidente. A cultura britânica é bastante presente nos costumes do povo barbadiano, ou Bajan, a começar pela língua, passando pela “mão inglesa” (eles dirigem do lado inverso ao nosso), a educação e a pontualidade. Outras heranças são o gosto pela arquitetura colonial e tradições como o chá da tarde e o críquete. Embora tenha sido descoberta pelos espanhóis, porém, antes da ocupação inglesa eram os portugueses que usavam a ilha como entreposto na época do descobrimento das Américas.

 

Ao avistar as árvores repletas de cipós, que parecem barbas, eles batizaram a terra de Barbados, mas não chegaram a colonizá-la. Em 1627, exploradores britânicos decidiram ocupar o território e durante 334 anos a ilha pertenceu a Inglaterra. Em 1966 foi declarada a independência, de forma amigável. As estradas que cruzam a ilha são repletas de plantações de cana de açúcar, durante muito tempo a principal fonte da economia local e que deu origem a outro produto típico de Barbados, o rum – curiosamente, a cana foi levadas para lá pelos holandeses a partir de Pernambuco, no Brasil.

 

Barbados é a ilha mais ao leste do cinturão caribenho, o que a tira da rota dos conhecidos furacões que de vez em quando assolam ilhas vizinhas. Embora existam rotas de fuga e indicações para abrigos pelas ruas e estradas, dizem que é muito difícil um furacão passar por lá. O território de Barbados tem 34 quilômetros de comprimento e 23 quilômetros de largura, totalizando uma área de 432 km². Os lados leste e norte são banhados pelo Oceâno Atlântico e é onde rolam ondas com maior frequência. Já as costas oeste e sul são viradas para o mar do Caribe, trecho conhecido como Costa Platinada devido às águas calmas e translúcidas, com o típico degradê de azuis. É possível ver o sol nascer no mar do leste e cruzar a ilha para ver o pôr do sol do outro lado no mesmo dia. 

 

Hoje a economia de Barbados gira em torno do turismo e a beleza de suas praias atrai principalmente ingleses, norte-americanos e canadenses, além de europeus e vistantes de outros países em menor parte. Apesar de a direita de Soup Bowl ter ganhado fama com as aparições de Slater e cia, Barbados não é um destino muito conhecido no Brasil. Para mudar isso, o governo local criou ações para estimular o turismo de brasileiros, em conjunto com a agência GVA – Global Vision Access, que representa Barbados no Brasil. Assim nasceu este projeto de surf trip com a operadora de turismo TGK, o Waves e a família Gouveia.

 

Segundo Mariana Abrantes, da GVA, brasileira que viaja constantemente a Barbados para alinhar com o governo as ações para promover o turismo e nos acompanhou na viagem, há cinco anos, cerca de 400 brasileiros visitavam a ilha por ano. Com o investimento em marketing e divulgação, incluindo a criação de um voo semanal direto de São Paulo para a capital Bridgetown (de pouco mais de cinco horas), ela conta que hoje esse número aumentou para quase 6 mil por ano. “Antes desse trabalho, muitas pessoas nem sabiam da existência de Barbados. Inclusive agentes de viagem”, diz Mariana.

 

Nossa chegada foi em grande estilo. Ao descer do avião, nos deparamos com o aeroporto Grantley Adams entupido de gente – uma situação atípica causada pelo atraso de alguns voos. Achamos que ficaríamos algum tempo na imensa fila até passar pela alfândega, mas para nossa surpresa fomos recebidos por simpáticos membros do governo e entramos pelo corredor destinado aos diplomatas, sem stress. A viagem começou bem e ficou ainda melhor quando chegamos no hotel. O The Crane, resort 5 estrelas que existe desde 1887, fica na praia de mesmo nome e traz todo o requinte da arquitetura colonial britânica. Depois do check-in e uma rodada de Rum Punch de boas-vindas, jantamos comida asiática num dos vários restaurantes do Crane Villlage, brindamos com a cerveja local Banks e fomos descansar, ansiosos pela primeira sessão de surf.

 

Tigela de sopa com ouriço – Pela manhã, após um farto café, encontramos Barry Banfield, surfista local e dono da Barry’s Surf School, que nos levaria para conhecer Soup Bowl, na região de Bathsheba. Graças a um swell que tinha entrado três dias antes, ainda havia boas ondas rolando, garantiu ele. No caminho, Barry contou que é um ex-competidor do circuito mundial e que agora se dedicava a sua escola de surf, em Dover Beach, no sul da ilha. Hoje com 33 anos, ele disse que conhecia o Brasil e lembrava de Fabinho da época em que disputou o mundial da ISA em Maracaípe, no ano 2000. Falou também que Barbados tem altas ondas por todos os lados, basta que a direção do swell e o vento estejam em sintonia – o que não é difícil numa ilha que recebe ondulações de quase todos os lados.

 

O caminho até Bathsheba, por estradas estreitas e sinuosas, revela um país de pessoas felizes e simpáticas, que sorriem e acenam para os carros que passam, entre casas e construções imponentes e muitas ruínas e lugares abandonados. Outra coisa que chama a atenção é a formação geológica, basicamente de coral e calcário por toda a ilha, mesmo nas áreas mais afastadas do mar. Passamos por muitas plantações de cana e algumas de algodão. Chegando mais próximo à costa, surgem bananeiras e pés de fruta-pão e romã aos montes. Fabinho e Ian encontraram muitas semelhanças entre Barbados e lugares como Tahiti, Fiji e Hawaii.

Chegamos em Soup Bowl e havia boas direitas rolando com 1,5 metros, um pouco mexidas pelo vento maral. Era domingo e Barry disse que estava “meio crowd” – contei umas oito pessoas na água e comentei, ingenuamente, que no Brasil isso nem é considerado crowd. Nosso guia estava tão fissurado que deu algumas dicas de como entrar pela bancada de coral chapada, avisou que havia muitos ouriços e foi correndo pra água. Não demoramos a entrar também. Lá dentro, descobrimos que aquele pequeno crowd, formado na maioria por bons surfistas locais, pode incomodar. O pico é compacto, a onda é relativamente curta e o canal joga rapidamente de volta para o line-up.

 

Com mais gente chegando a todo momento, não sobrava muita onda e parecia que os locais tinham um pacto silencioso de dificultar ao máximo a vida dos forasteiros. Não eram agressivos, mas pegavam tudo que aparecia pela frente. Mesmo assim conseguimos surfar e sentir o potencial do pico, com Fabinho esbanjando estilo e fluidez em rasgadas, cutbacks, batidas e floaters passando as seções com velocidade. Ian apresentou um surf maduro, afiado e moderno, aproveitando inclusive as esquerdas para decolar em aéreos com a ajuda do vento. Igor voltava de uma lesão no tornozelo e ainda estava ganhando confiança, mas mostrou ter herdado o talento do pai com rasgadas cheias de estilo, reentries na junção e até algumas tentivas de aéreos, influência que traz do skate. Entre os locais que chamaram a atenção estava o jovem Josh Burke, campeão nacional e uma das promessas de Barbados no QS. Além dele, atualmente o país também se destaca na cena competitiva com a integrante do CT Feminino Chelsea Tuach.

 

Nossa diversão durou umas três horas, até que lembramos que as garotas estavam lá fora, famintas e mortas de calor. “Eu já estava querendo matar o Fabinho, se deixar ele fica umas seis horas na água e esquece da vida”, esbravejou a divertida Elka assim que o marido apareceu. Enquanto nos preparávamos para partir, Barry comentou que a melhor época para Soup Bowl é entre agosto e novembro, quando venta pouco e é terral a maior parte das vezes. O pico segura ondas de até 12 pés e na praia ao lado tem a onda de Parlours, uma direita meio Sunset, meio Bell’s, que segura ondulações ainda maiores. Sobre a suposta casa que Slater teria na área, Barry disse que não acredita ser verdade, mas confirmou que o americano é frequentador assíduo do pico.

 

Aproveitamos o resto do dia para descansar da viagem e conhecer melhor o nosso hotel, um dos mais antigos e suntuosos resorts da ilha, construído sobre um platô rochoso cheio de coqueiros com vista deslumbrante do mar e as areias rosadas da praia. De noite jantamos pizza enquanto os celulares de Ian e Igor mostravam as baterias da primeira etapa do CT, na Gold Coast. Entre um pedaço de toscana e outro de marguerita, torcíamos pelos conterrâneos e ouvíamos algumas das histórias que Fabinho e Elka viveram em suas andanças pelo mundo.

Na manhã seguinte fomos checar as condições em Soup Bowl. Sair com Fabinho é garantia de diversão e muitas risadas. Ele está sempre zuando, seja imitando o som de um chocalho raspando a mão no quebra-sol do carro e cantando os reggaetons que rolam nas rádios barbadianas, apelidando o fotógrafo e cinegrafista William Zimmermann de “leão da montanha” ou falando seu dialeto próprio cheio de “tchurma”, “boys” e “bexigas”. O swell tinha abaixado mas ainda rendeu uma boa sessão. Com o vento maral soprando forte, voltamos para o hotel e tiramos a tarde para curtir a praia com as garotas, pegando jacaré e pulando do costão de coral na água azul turqueza. Durante o jantar, ficamos animados com a previsão de um novo swell para o fim da semana.

 

Welcome to Bedrock – No dia em que o swell ficaria menor, fomos conhecer algumas das atrações turísticas de Barbados. A primeira foi ao estilo Flintstones, na Harrison’s Cave, um conjunto de cavernas subterrâneas formadas por rochas biológicas, compostas de restos de animais e microorganismos que se acumularam ao longo de centenas de milhares de anos, ainda sob o oceano, num processo natural fascinante. Basicamente, a ilha é formada por coral e calcário que se acumularam em camadas por muitos anos e foram empurradas para cima da água com o atrito das placas tectônicas, dando origem ao território do país. Essas cavernas também são responsáveis pelo armazenamento da água potável de Barbados, considerada uma das mais puras do mundo.

 

O passeio é feito num trem elétrico aberto que percorre os túneis e é possível ver as mais variadas formações de estalactites e estalagmites, originadas pela erosão do calcário que desce com a água infiltrada e cria esculturas impressionantes. “A ilha é realmente única, essa formação de rocha biológica eu não conhecia. Mesmo nos pontos mais altos vemos rochas enormes de coral que tiveram que ser cortadas para a criação de ruas e estradas, é demais”, disse empolgado Igor. Dali seguimos para um mirante com vista de parte da costa leste e suas magníficas paisagens.

 

Seguimos para o extremo norte até o pequeno complexo turístico de Animal Flower Cave, que ganhou este nome por causa das anêmonas que viviam nas lagoas subterrâneas e se parecem com flores. Aproveitamos para almoçar e um dos pratos mais pedidos foi o flying fish (peixe-voador), característico de Barbados e que lembra um pouco a sardinha. Amenizamos o calor com um mergulho refrescante na lagoa subterrânea e apreciamos a vista estupenda dos cliffs e das ondulações explodindo nas rochas na região mais selvagem da ilha. De volta ao hotel, o jantar foi especialmente preparado por Elka, um menu mexicano de tirar o sombreiro… ou melhor, chapéu. Demos muitas risadas e finalizamos a noite vendo as finais do CT, surpresos com a vitória de Matt Wilkinson na Gold Coast.

 

Nos dias que se seguiram, o mar começou a reagir e pegamos boas ondas novamente em Soup Bowl, ainda duelando com o crowd de locais famintos e o vento maral que não dava trégua. Conhecemos o Accra Beach Hotel, no sudoeste da ilha, onde fomos recebidos com um almoço delicioso de peixe-espada e aspargos com a vista alucinante das areias brancas e o mar azul degradê de Rockley Beach. Fomos visitar a Barry’s Surf School e reencontramos nosso amigo Barry, com direito a uma sessão de surf em família com Elka, Ilana Fabinho e Ian. Foi curioso observar a reação de uma família de turistas canadenses, que tinha feito aula de surf pela primeira vez, ao verem a família Gouveia junta na água e Fabinho e Ian moendo as ondas minúsculas que rolavam. Fizeram questão de cumprimetar e fazer umas selfies com o legend.

 

Um dos pontos altos da viagem foi o mergulho que fizemos a convite da Barbados Blue em Carlisle Bay, no sul da ilha. A praia fica em frente ao Hilton Hotel e dizem que na época certa rola uma esquerda animal no molhe de pedras. Tirando eu e Ian, que já tínhamos mergulhado, os demais estavam apreensivos com os procedimentos que envolvem o mergulho com cilindro. Fabinho disse que teve várias oportunidades e sempre quis mergulhar, mas tinha receio de que a pressão pudesse prejudicar seu ouvido, e Ilana contou que tinha medo de entrar em pânico lá embaixo, caso visse um tubarão ou algo parecido. Fizemos o treinamento e no fim todos encararam o desafio.

 

O mergulho foi demais, exploramos dois naufrágios próximos da costa e vimos uma infinidade de peixes e corais, além de uma dócil tartaruga. Na volta para o hotel, todos estavam animados com a experiência, especialmente Fabinho e Ilana, que tinham superado um desafio pessoal e descoberto um novo mundo. “Sempre tive muito medo de entrar em pânico lá embaixo, mas foi maravilhoso. A sensação de superar um bloqueio é demais e com certeza quero repetir”, disse Ilana.

 

Em busca do terral e do pôr do sol – No penúltimo dia da trip, com o swell ganhando força, checamos Soup Bowl novamente mas continuava mexido, então decidimos sair em busca de uma direita que fica no noroeste da ilha, chamada Duppies. Nos disseram que a bancada precisava de um swell grande para quebrar e que o vento maral em Soup Bowl seria terral lá. Ian tinha salvado um print de tela do Google maps com as coordenadas e foi nos guiando pelo caminho. Também fomos alertados para não deixarmos nada de valor dentro do carro, pois o acesso para a praia fica na ponta de um cliff em uma região isolada, e não é raro ocorrerem arrombamentos. Achamos o pico, mas a maré estava cheia e a onda vinha gorda e sem força. Decidimos voltar mais tarde, na maré secando.

 

Fomos almoçar em outro resort de primeira, o The Sandpiper, na praia de St James, bem no meio da costa oeste. O lugar é maravilhoso, com uma pegada meio balinesa e uma praia típica caribenha. Como tínhamos um quarto à disposição para passar o dia, as garotas ficaram por lá e nós fomos de novo tentar a sorte em Duppies. Dessa vez acertamos, com a maré seca a onda vinha mais em pé, tinha força e proporcionava de três a quatro manobras. A descida até a praia é por uma trilha curta e bem íngreme, e de lá tem uma remada de uns 150 metros até o line-up. O vento era mais ladal do que terral e as ondas tinham cerca de 1 metrinho. Foi um privilégio dividir o outside somente com Fabinho, Igor e Ian e a sessão foi encerrada com o sol morrendo no mar num fim de tarde majestoso.

 

De noite conhecemos a feira gastrônomica de Oistins, em que dezenas de pequenos restaurantes atendem os turistas e nativos numa verdadeira confraternização, com todos sentados lado a lado em enormes mesas. No centro do local, um grande palco fica à disposição para os mais empolgados arriscarem passos de dança embalados por um DJ. Os barbadianos dão um show à parte com performances eletrizantes e muito bem ensaiadas ao som de Michael Jackson e outros do tipo. Conforme o tempo passa e as garrafas esvaziam, os turistas acabam subindo também e a festa ferve até tarde. Para aproveitar o último dia, fomos embora cedo, satisfeitos com o jantar e a diversão.

 

Na manhã seguinte, madrugamos para pegar Duppies na maré seca. O mar tinha abaixado um pouco e o forte vento terral/ladal deixava as ondas mexidas e balançando. Para não correr riscos, tiramos tudo do carro e deixamos o porta-malas aberto, literalmente. Lá do outside vimos algumas pessoas chegando para ver o mar, rodeando o carro, olhando para os lados… não devem ter entendido nada. Surfamos por uns 40 minutos e voltamos para o café da manhã, na esperança de fazer a última sessão em Soup Bowl de tarde. Nossa despedida rolou num mar mexido, ainda com tamanho, que mesmo difícil rendeu bons momentos com Fabinho e Ian mantendo o alto nível. Numa direita que sobrou, dropei atrasado e quando fui manobrar já estava fora do timing, a onda me envelopou e fui arremessado com tudo na bancada. Bati as costas e o pé e saí da água com a famosa “patada de tigre”, souvernir que surfista nenhum deseja ganhar.

 

O clima tropical, o povo amistoso e acolhedor, a proximidade com o Brasil, a estrutura de primeiro mundo e a fartura de ondas ao longo da costa fazem de Barbados um destino imperdível para uma surf trip, inclusive uma boa pedida para quem deseja fazer intercâmbio para aprender inglês, por exemplo. Não precisa de visto para entrar, o dólar barbadiano vale metade do dólar americano e é possível encontrar opções de estadia para todos os bolsos – cozinhar em casa é sempre uma forma de reduzir custos.

 

Após uma semana de muita diversão e descobertas com uma das famílias mais surf do Brasil, chegava ao fim nossa estadia nesse paraíso. Fabinhou resumiu o sentimento: “Quando vamos para um lugar assim a expectativa é sempre alta, e agora fica a vontade de voltar para explorar todos os picos na época certa. Foi uma viagem bem intensa e foi tudo maravilhoso, a gastronomia, os resorts, os passeios, o povo extremamente alegre e hospitaleiro. Estava tão relaxado que até mergulho eu fiz. O mais legal é poder dividir esses momentos com a família”, diz. “A turma tá crescendo, a vida passa muito rápido e temos que aproveitar tudo intensamente… Vejo no Ian a minha história se repetindo e digo pra eles que familia é tudo, só traz alegria.”

 

Ian também já faz planos para voltar: “A expectativa de surfar Soup Bowl era enorme e vimos que a onda tem muito potencial. Quero voltar na época do terral, aproveitar que ainda não tem muita gente vindo pra cá. Desde que meu pai parou de competir, deixamos de viajar juntos como antes. Faz muito tempo que só viajo com meus amigos para correr o Tour, estou sempre contando pra família sobre os lugares que visito e foi demais poder compartilhar isso tudo com eles dessa vez”. Ele diz que se espelha nos passos de Fabinho e comentou sobre a nova fase como pai. “A experiencia é demais, mas isso nunca foi um mistério para mim. Sempre achei que seria pai cedo, parece que eu já sabia. Terei a mesma rotina que meu pai teve com a gente, viajando junto com elas sempre que der”, conclui.

 

Numa época em que os surfistas não tinham contratos milionários nem exposição na mídia mainstream, não eram amigos de celebridades nem eram notícia no horário nobre, Fabinho construiu sua carreira e formou sua família vivendo do esporte, deixando como legado para os filhos os valores e princípios que moldaram seu caráter e o tornaram o ídolo que é. No mundo atual, em que as palavras “curtir” e “compartilhar” parecem fazer sentido somente nas redes sociais, uma viagem como essa vai muito além da busca por ondas perfeitas. O que vale são as experiências que ficam para a vida e a cumplicidade que só uma família que pega onda entende.

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.