O Rip Curl Pro Portugal voltou pra água na manhã deste domingo e todas as baterias do segundo e terceiro round foram realizadas em ondas com cerca de 2 metros e séries maiores em Supertubos, Peniche. O swell perdeu força em relação ao sábado, porém bons tubos foram encontrados no decorrer das baterias. A formação não esteve nos melhores padrões do pico, mas teve seus pontos altos nos bons momentos do dia.
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Gabriel Medina e Miguel Pupo agora são os dois únicos brasileiros na competição e garantiram suas vagas no quarto round do evento, no qual irão disputar a mesma bateria junto com o australiano Mick Fanning, na rodada onde não há perdedores. O vencedor do confronto avançará direto às quartas de final, enquanto os outros dois disputarão o quinto round.
A corrida pelo título mundial tomou novos rumos neste domingo e cinco dos concorrentes à taça foram eliminados da prova, deixando o caminho ainda mais livre para o havaiano John John Florence. Apesar do australiano Julian Wilson ainda ter difíceis chances matemáticas, o brasileiro Gabriel Medina é quem pode empurrar a decisão do título para o Havaí, caso vença a etapa portuguesa.
Atual campeão mundial e líder do ranking, John John venceu o perigoso convidado local Vasco Ribeiro no terceiro round, depois de entubar com maestria nas ondas de Peniche e demonstrar uma seleção impecável de ondas.
“Foi uma bateria assustadora, com muitas ondas boas vindo a todo momento e ele (Vasco) é realmente um ótimo surfista. Procurei me manter sempre no mesmo pico que ele quando eu estava com a prioridade. Eu estava muito empolgado e o vento estava batendo do jeito nas esquerdas”, contou John John Florence.
O australiano Josh Kerr eliminou o sul-africano Jordy Smith no terceiro round, concorrente direto de John John na briga pelo título mundial. Josh conseguiu uma boa onda logo de início e abriu o placar com 7.17 pontos, para ditar o ritmo da bateria. Jordy tentou de todas as maneiras buscar a liderança do confronto, mas as oportunidades não apareceram e ele viu o sonho do título mundial ficar mais distante com a vitória de Kerr.
“Seria legal conseguir me reclassificar para o CT de 2018, para surfar pelo menos mais o evento de Snapper Rocks (AUS), onde eu fui criado, mas é certo e definitivo que estou me aposentando do Tour. Não vejo a hora de fazer mais surf trips e viajar com a minha família. Minha filha quer fazer algum evento comigo, então a qualquer momento posso fazer uma pausa na aposentadoria para correr alguma etapa do QS em que ela também esteja. Sou fã número 1 do Jordy Smith e quero muito que ele leve o título mundial. Tomara que ele tenha chance de levar a decisão para Pipeline”, disse Josh Kerr.
Conforme o dia foi chegando ao fim, o vento baixou. As performances nas baterias e as pontuações altas foram desacelarando. Mas tudou mudou com a entrada de Gabriel Medina na água, na última bateria do dia. Ele botou fogo na competição novamente.
De cara, ele já abriu o confronto com um tubo quase perfeito, avaliado em 9.77 pontos, para colocar o australiano Ethan Ewing sob pressão imediata. Depois de garantir boas pontuações com tubos e manobras sólidas, o brasileiro partiu para o show de aéreos, que levantou o público nas areias portuguesas.
“Eu não estou pensando no título. Eu só quero surfar e estou amarradão que peguei boas ondas na última bateria. Foi muito divertido! Ethan Ewing é um surfista muito bom e você nunca pode economizar numa bateria contra ele. Eu sempre tento substituir ou melhorar minhas notas de backup, por isso que investi também nos aéreos. Supertubos é difícil e qualquer um pode conseguir duas notas 9 rapidamente, em duas séries, então tentei fazer o meu melhor”, explicou Gabriel Medina.
Depois de seu melhor resultado na temporada, com um quinto lugar na França, Miguel Pupo deu sequência à boa fase e desta vez derrotou Adriano de Souza no terceiro round, praticamente acabando com suas chances de título mundial nesta temporada. Apesar de Mineiro conseguir a melhor onda da bateria (9.27), Pupo não parou de pegar uma atrás da outra e correu atrás de manter a sua vaga na elite para o próximo ano, vencendo na soma das notas.
“Quando você surfa contra o Adriano, não pode vacilar. Você tem que pegar todas as ondas, porque no final isso irá contar. Eu trabalhei muito duro o ano inteiro para chegar a este ponto e fiz algumas baterias boas na perna europeia. Eu não estou contando os pontos, nem nada do tipo, eu só quero surfar bem e vencer minhas baterias, para mostrar a todos que ainda posso surfar. Espero conseguir manter o meu lugar no Tour para a próxima temporada”, desabafou Miguel Pupo.
Próxima chamada – A previsão indica que ainda haverá ondas com um certo tamanho na segunda-feira de manhã, com a formação bem alinhada, porém deve diminuir drasticamente no decorrer do dia. Um novo swell de Oeste / Noroeste está a caminho de Supertubos nesta terça-feira e atinge o pico pelo restante da semana. A previsão ainda mostra que a direção do vento também deve ser favorável para o surfe.
A direção do evento já sinalizou que caso a previsão realmente se confirme, a intenção é encerrar a prova ainda nesta terça-feira.
A próxima chamada acontece na madrugada desta segunda-feira, às 4:45h (horário de Brasília).



