Rip Curl Pro Portugal

Início pesado em Supertubos

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Mick Fanning consegue a melhor soma do dia em sua bateria. Foto: © WSL / Masurel.

 

O primeiro dia do Rip Curl Pro Portugal foi marcado por ondas grandes e ruins em Supertubos, Peniche. Apesar de alguns poucos momentos de glória durante as baterias, a maioria dos atletas teve grandes dificuldades para encontrar ondas boas ou tubos com a saída garantida no pico.

 

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Depois de três chamadas, o primeiro round foi pra água na manhã deste sábado em ondas pesadas, com cerca de 3 metros e séries maiores, porém repletas de fechadeiras. O primeiro round inteiro do evento foi realizado, bem como mais quatro baterias da repescagem. Com o início do segundo round, as ondas mudaram completamente de formação com a maré cheia, mas ainda assim continuaram ruins.

 

O paulista Miguel Pupo foi o único brasileiro a conseguir uma vitória na primeira fase e garantir passagem direta ao terceiro round, enquanto todos os outros brasileiros foram destinados a encarar a repescagem. Os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina recuperaram suas posições nos primeiros confrontos da repescagem e também já estão garantidos na terceira fase, enquanto Filipe Toledo acabou eliminado e despediu-se da chance de ser campeão mundial nesta temporada.

 

 

O destaque do dia ficou por conta do australiano Mick Fanning, na última bateria do primeiro round. Diferente de todos os confrontos anteriores, ele conseguiu um resultado muito acima da média ao caçar os difíceis tubos do pico e encontrar as saídas, para somar 15.50 pontos e vencer Frederico Morais (6.84) e Ian Gouveia (4.50).

 

“Olhei no relógio e ainda havia 7 minutos de bateria depois que eu quebrei minha prancha. A princípio achei que não conseguiria. Ainda tomei mais umas 3 ou 4 ondas pesadas na cabeça. Em dias como hoje, você apenas tem que remar ao outside sem esperar nada, mas torcendo para que algo aconteça”, disse Mick Fanning.

 

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Vasco Ribeiro encontra a melhor onda do dia. Foto: WSL / Poullenot.

 

A melhor onda do dia ficou por conta do convidado local Vasco Ribeiro e valeu 9.37 pontos, com um tubaço para direita, ao contrário do que vimos na maioria das outras baterias. A atuação custou caro ao australiano Owen Wright, quarto colocado do ranking, que deu adeus à chance de ser campeão mundial neste ano.

 

 

“Eu sabia que haveriam algumas ondas realmente boas entre as séries, mais perto da praia e essa foi minha estratégia. Esperei por uma realmente boa. Owen Wright é um dos meus surfistas favoritos e eu gostaria que ele tivesse continuado, mas estou apenas fazendo o meu trabalho e tentando vencer baterias. É incrível ter todo mundo aqui na praia torcendo por mim. Nós estamos sempre viajando, então vir para casa para competir é um sonho que se torna realidade”, refletiu Vasco Ribeiro.

 

Já Gabriel Medina, terceiro colocado do ranking, segue vivo na briga pelo título mundial, depois de vencer uma bateria apertada contra o havaiano Mason Ho na repescagem. Medina não encontrou tantos tubos, mas investiu forte nas manobras de backside nas direitas e buscou sua pontuação de qualquer maneira. Para garantir a vitória, ainda acertou um aéreo Alley Oop de frontside em sua última onda.

 

 

Adriano de Souza também recuperou seu posto na repescagem, ao vencer o australiano Stu Kennedy por 12.27 a 4.93 pontos, resultado que pode ter custado a vaga do aussie na elite mundial em 2018.

 

 

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Miguel Pupo foi o único brasileiro a vencer uma bateria no primeiro round. Foto: © WSL / Masurel.

 

Primeiro round – Na primeira bateria do dia, o paulista Caio Ibelli entrou em ação contra o australiano Julian Wilson e o italiano Leonardo Fioravanti, em condições extremamente difíceis, não só pelo tamanho e pressão das ondas, mas também pela dificuldade de encontrar algum tubo abrindo. Quem levou a melhor foi o australiano, com apenas 4.97 pontos somados, para avançar diretamente ao terceiro round e ver seus adversários caírem para a repescagem.

 

Na quarta bateria do dia foi a vez dos paulistas Gabriel Medina e Wiggolly Dantas irem pra água, mas ambos acabaram caindo para a repescagem diante do vencedor australiano Josh Kerr. Medina até conseguiu encontrar um bom tubo para esquerda, que valeu 7.67 pontos, e caiu ao tentar um aéreo na finalização da onda. Sem uma boa nota de backup para ajudar na somatória, assistiu a vitória do australiano, que obteve 12.83 pontos.

 

Josh Kerr se manteve ativo durante todo o confronto e não desistiu mesmo depois de morrer dentro de diversos tubos. Se atirou em tudo que apareceu pela frente e no fim das contas completou dois deles, avaliados pelos juízes em 6.33 e 6.50 pontos, que garantiram sua passagem direta ao terceiro round, enquanto os dois brasileiros irão disputar a repescagem.

 

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Jordy Smith segue vivo na briga pelo título mundial. Foto: WSL / Poullenot.

 

Na bateria seguinte foi a vez do potiguar Italo Ferreira entrar em ação. Ele chegou a quebrar uma prancha na metade da bateria, e junto com o português convidado Vasco Ribeiro, assistiu a vitória do sul-africano Jordy Smith, que além de avançar direto ao terceiro round, segue vivo na disputa pelo título mundial. Sempre investindo nos tubos, Jordy somou 9.20 pontos para avançar, contra apenas 3.64 de Vasco e 2.04 de Italo.

 

“A essas alturas do campeonato é baixar a cabeça e não olhar para trás. Vencer no primeiro round é tão importante quanto vencer uma final. As condições estão extremamente difíceis lá fora. Estou bem relaxado e sinto que o resultado da França me matou. Não tenho mais nada a perder agora, se eu terminar a temporada em segundo lugar terá sido um ótimo ano. Se eu ganhar o título, melhor ainda, então só tenho a ganhar”, analisou Jordy Smith.

 

Na sequência, na sexta bateria do dia, foi a vez do líder havaiano John John Florence entrar em ação e vencer com facilidade seu compatriota Mason Ho e o norte-americano Kanoa Igarashi, que não pegaram nenhuma onda expressiva durante todo o confronto.

 

John John se manteve ativo durante toda a bateria, driblou a correnteza em momentos difíceis e botou pra dentro de todas as ondas que apareceram. Apesar de morrer dentro de vários tubos, encontrou a saída de um dos melhores do dia para a direita, avaliado em 7.67, assim como o de Medina na quarta bateria. Além disso, somou mais 4 pontos em sua onda de backup, totalizando 11.67 pontos, contra apenas 3.67 de Mason Ho e 0.50 de Kanoa Igarashi.

 

“Estou amarradão por estar de volta aqui, é incrível. Me lembrou Off The Wall, no Havaí, com condições totalmente imprevisíveis. Você vê aquelas ondas grandes entrando e nunca sabe se vai conseguir ou não. Há algumas ondas insanas, mas você precisa encontrá-las”, explicou John John Florence.

 

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John John Florence é o único competidor com chances de garantir o título mundial já nesta etapa. Foto: WSL / Poullenot.

 

Ian Gouveia, Jadson André, Wiggolly Dantas e Italo Ferreira ainda irão disputar a repescagem.

 

Título mundial – A prova é válida como décima etapa do Championship Tour da World Surf League e as emoções do título mundial aumentam a cada rodada, sendo que agora somente John John Florence (HAV), Jordy Smith (AFR), Gabriel Medina (BRA), Matt Wilkinson (AUS), Julian Wilson (AUS) e Adriano de Souza (BRA) têm chances de serem campeões mundiais ainda nesta temporada de 2017.

 

Defensor do título da etapa e atual campeão mundial, o havaiano John John Florence é o único surfista que pode antecipar o título mundial ainda nesta etapa, mas para isso depende dos seguintes cenários:

 

– Se John John vencer o evento, Jordy Smith precisa ficar em quinto lugar ou melhor para impedir a antecipação do título;

 

– Se John John ficar em segundo, Jordy precisa ficar em nono lugar ou melhor para impedir a antecipação do título, enquanto Medina, Owen Wright e Matt Wilkinson precisam vencer o evento para continuarem na disputa pelo título;

 

– Se John John Florence ficar em terceiro ou abaixo, a decisão do título mundial acontecerá na última etapa do Tour, no Havaí.

 

Próxima chamada – A previsão indica ondas potentes para este domingo e a competição tem grandes chances de voltar pra água. A próxima chamada acontece na madrugada deste domingo, às 4:45h (horário de Brasília).

 

 

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