The Cave

O sonho perigoso de Salvador

Salvador Couto realiza antigo sonho de desbravar os tubos de The Cave, um dos slabs mais perigosos da Europa.

Com 12 anos vi um clipe do Saca na “Cave” e desde então sou vidrado pela onda e sonho enfrentá-la. Afinal, está entre as 5 ondas mais perigosas do mundo e é considerada a mais perigosa da Europa.

Desejava fazer aquele tubo perfeito e vencer a sensação de perigo, sabendo que tudo tem de estar perfeitamente alinhado ou os seus famosos bafos poderiam me mandar contra a pedra.

No dia 8 de fevereiro, o swell estava perfeito em toda a costa portuguesa. Recebi o call do meu cameraman @VanLife_productions me dizendo que a Cave estaria clássica. O dia tinha chegado!

E preparei-me para a Cave.

Quando chegamos o mar estava lindo, com o terral perfeito, vinham séries de três metros.

A maré estava muito vazia e foi logo possível perceber o quão perigosa é a onda: na zona do drop e do tubo quase não havia água, o que redobrava o risco de me esborrachar.

Desci as escadas com aquele “frisson” na boca do estômago de quem vai enfrentar uma novidade muito desejada mas também arriscada. Afinal a Cave não é para principiantes.

Já lá em baixo olhei atentamente para a onda e vi formar-se o tubo quadrado. Foi então que percebi que a margem de erro era quase nula e que não podia cair no drop ou me machucaria seriamente.

A entrada foi bastante difícil, vinham séries que fechavam toda a baía. Mas logo que deu uma acalmada eu entrei na água fui invadido por uma sensação de tranquilidade, de plenitude e de conexão.

Remei em direção à Cave e depois não sei se fui eu que surfei a Cave ou se foi a Cave que me surfou (risos). O que é certo é que foi incrível e que fiquei com a certeza de que quero fazer isto para o resto da minha vida.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)