Para amante do surfe

Jordão apresenta novo game

Jordão Bailo Júnior apresenta game interativo para competições de surfe, em live com Icaro Cavalheiro.
Cartaz Jordão Bailo jr

Jordão Bailo Júnior, um dos primeiros e mais experientes juízes brasileiros de surfe participará de uma live no canal de YouTube do Icaro Cavalheiro, nesta quarta-feira (19) às 19 horas.

Dentre outros assuntos, Jordão falará sobre a sua carreira no julgamento de surfe e apresentará um projeto inovador para surfistas e aficionados que assistem aos campeonatos, trazendo interação e engajamento com o público nas competições: um novo game de conhecimento que dará prêmios aos participantes e vencedores.

Quem é Jordão?

Jordão Bailo Júnior nasceu em 2 de julho de 1958, em Santos (SP), e começou a se interessar pelo surfe com aproximadamente 10 anos de idade, quando ganhou sua primeira prancha. Com 16 anos de idade já começou a fazer surf trips para Santa Catarina, onde, com 22 anos de idade se mudou em definitivo para morar.

No surfe competição Jordão fez parte das primeiras “super-equipes” do Brasil, que participaram do Ic Olympikus de Surf na Joaquina em 1982. Depois dessa grande experiência, Jordão começou a se dedicar às competições em Santa Catarina e se tornou bicampeão catarinense na categoria acima dos 25 anos (categoria Master da época).

Formou-se Juiz de Surf em 1985, no primeiro curso de formação realizado no Brasil, ministrado pelo Australiano Ian Cairns, então Diretor Executivo da ASP (Association of Surfing Professionals).

Em 1986 julgou seu primeiro campeonato do Circuito Mundial da ASP, o Hang Loose Floripa Pro Contest. Em 1988 foi selecionado para julgar o Campeonato Mundial Amador da ISA em Puerto Rico, e foi convidado a integrar o grupo de Juízes Oficiais da ASP, se tornando o primeiro Juiz de Surfe brasileiro a seguir o Circuito Mundial da ASP, hoje WSL.

Em 1990 Jordão foi morar na Flórida (EUA), convidado para julgar o Circuito da Costa Leste Americana da ASP, chamado de ASP East.

Em 1997 foi eleito Vice-Presidente da Federação Catarinense de surf (FECASURF), junto ao Presidente Xandi Fontes, onde atuou por oito anos. No ano seguinte iniciou uma nova carreira, além de Juiz, se tornou também Técnico da Equipe Catarinense de Surf Amador, que se sagrou 4 vezes campeã brasileira.

Em 2002 integrou a Confederação Brasileira de Surf (CBSURF), como Diretor Técnico da entidade, e foi para a África do Sul como um dos Técnicos do Time Brasileiro para o ISA Surfing Games, em Durban. No final de 2002 voltou a julgar internacionalmente pela ISA e pela PASA (Pan American Surf Association).

A partir de 2012 Jordão começou a trabalhar na formação de novos juízes no Brasil e em diversos países da América Latina, virando Course Presenter ISA (International Surfing Association). Logo após também se tornou Diretor de Cursos da CBSURF, formalizando a sua atuação nacional na formação de novos juízes de surfe.

Em 2015 as competições de Surf de Ondas Grandes na remada começaram a ganhar força no Brasil, por meio do trabalho da Big Waves Brasil (BWB). Como não haviam competições brasileiras nesta modalidade, o staff técnico de julgamento nesta modalidade teve que ser formado.

Desta maneira, Jordão consultou Gary Linden (criador do Circuito Mundial de Ondas Grandes – Big Wave Tour ‘BWT’) e diversos renomados atletas que competiam o BWT para se atualizar, e ministrou diversas conferências técnicas para qualificar bons juízes de Ondas Grandes no Brasil, principalmente na região sul. Assim ele atuou como Head Judge nestas competições, inclusive no Mormaii Big Wave 2018 (primeiro e único evento brasileiro de Ondas Grandes chancelado pela WSL na história brasileira).

Atualmente Jordão é Vice Presidente da FECASURF, Diretor Técnico dos eventos da BWB e membro da Diretoria Técnica da CBSURF, além de seguir como responsável pelos cursos de formação de juízes de surf no Brasil. No surfe competitivo ele é considerado Árbitro Internacional; Head Judge Nível 3; Head Judge PASA (Pan American Surfing Association); Former ASP Tour Judge.

Lançamento de Game Inovador

Jordão está trabalhando junto a um time de sócios na construção de um game de conhecimento inovador, que promete trazer muita interação e engajamento do público nas competições de surfe transmitidas ao vivo.

Jordão irá apresentar este Game em entrevista com outra lenda do julgamento de surfe competitivo: Icaro Cavalheiro, que dispensa apresentações.

A entrevista será realizada ao vivo no dia 19 de outubro as 19h no canal de YouTube do Icaro. Inscreva-se no canal e ative as notificações para ser informado antes de começar a entrevista.

Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

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