Série ao Fundo

Novos talentos, velhas polêmicas

Série ao Fundo analisa as surpresas e controvérsias da abertura do Championship Tour na Gold Coast.

https://youtu.be/Da-tgbRZIdg

A temporada 2018 do CT começou cheia de surpresas na Gold Coast. Julian Wilson, que quase ficou de fora do evento por conta de uma lesão, acabou no lugar mais alto do pódio depois de um dia de altos tubos em Kirra.

O australiano – que agora é papai – declarou ter entrado na competição sem grandes pretensões e essa vibe mais relax parece ter jogado a seu favor. O aussie foi o único dos surfistas mais badalados a figurar entre os quatro primeiros colocados. Na Gold Coast, foram os novatos que roubaram a cena.

Entre os brazucas, Tomas Hermes foi quem chegou mais longe na competição e só não fez a final por décimos, em uma bateria marcada por um julgamento polêmico.

O jovem Michael Rodrigues também impressionou. Surfou com personalidade de veterano e apresentou de vez ao mundo seu surfe explosivo, veloz e de muito repertório.

Mas não foram apenas os estreantes brasileiros que se destacaram na Gold Coast. Griffin Colapinto fez baterias excelentes tanto em Snapper quanto em Kirra, onde se consagrou com uma nota 10 depois de entubar três vezes na mesma onda.

Mickey Wright foi o matador de gigantes. Eliminou John John Florence no round 2 e Gabriel Medina no round 3. O surfe estiloso e a atitude mais soul sobressaíram-se no ambiente cada vez mais profissional (leia-se robótico) da WSL.

Filipe Toledo puxou a fila em praticamente todos os dias de competição em Snapper Rocks, não segurou o pé no surfe progressivo, mas acabou parando nas quartas de final.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)