Vinicius dos Santos

Dominando o Pacífico

Big rider da nova geração, Vinicius dos Santos investe nas bombas de Jaws em sua quarta temporada havaiana.

O big rider catarinense Vinicius dos Santos vem se dedicando aos mares do Pacífico nos últimos anos. Recentemente, em sua quarta temporada no Havaí, ele encarou a temida onda de Jaws.

Durante a estadia no arquipélago, Vinicius teve como o seu maior apoiador o pescador e surfista underground Nainoa Suratt. Com espírito de superação, o catarinense ganhou respeito e a amizade entre os havaianos, aprendendo o significado de Ohana (família) e Hanai (adotado).

No relato abaixo, o surfista, que vem evoluindo a cada ano, descreve como foi a onda surfada no vídeo acima em Jaws.

“Eu percebi o olhar big rider e nativo de Kealii Mamala para a onda, mas era tarde demais para ele ir. Ele disse ‘go bradda’. Eu estava sentado no inside do West Bowls, ela conservou a energia e dobrou de tamanho para mim, uma benção.
Remei com a 10’10” de três longarinas de Jorge Vicente, e dropei no lugar certo. Mas, momentaneamente, o drop não parava de crescer e eu não chegava no meio da onda, logo repentinamente surgiu o degrau. Foi a queda livre sucedido pelo desequilíbrio total potencializado com a marola de vento lateral!
Calma, Vini, inspira profundo, reestabelece e direciona que o trem está vindo, tem uma linha para fazer. A partir daí eu parti para procurar um abrigo no meio do turbilhão e da avalanche, fazendo um dos bottom turns mais longos da minha vida. Esse é o caminho mais seguro, me senti aliviado. Logo em seguida dentro da concha me senti muito próximo dos barcos e jet-skies, parecia que a onda iria engolir tudo, mas foi apenas uma impressão.
Terminei a onda escutando o lendário e heroico Kolomona, regatista da Skull Base, em alto e bom tom ‘Estou orgulhoso, Vini’, sucedido da presença do campeão mundial Carlos Burle, vindo de jet-ski até a minha direção para me desejar os parabéns.”

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)