Prancha de cogumelo

Uma viagem sustentável

O futuro do surfe sustentável passa por cogumelos? Pode uma prancha feita de cogumelos ser o caminho? Reportagem da BBC revela a viagem sustentável do surfista galês Steve Davis.

“O surfe tem um impacto muito negativo no ambiente”, diz o surfista e shaper britânico Steve Davies, de 23 anos, e vai direto ao assunto. Mais de 400 mil pranchas são produzidas por ano, 80% das quais não são sustentáveis. “É algo que tem que ser resolvido”, diz Davies.

“Acredito verdadeiramente que um design sustentável é o caminho a seguir”, afirma.

Mas qual é o design sustentável que vai sobreviver e prevalecer? Algumas alternativas já foram pensadas, propostas, testadas, umas com mais sucesso do que outras. Davies oferece o seu contributo: uma prancha feita de cogumelos.

Steve estudou na Cardiff Metropolitan University, no País de Gales, e a ideia fez parte do seu projeto de final de ano. A ideia precisa amadurecer, mas, a certa altura, Davies não vê motivo para que as pranchas de cogumelos não sejam utilizadas “desde o nível profissional até aos iniciantes”.

Izzy Ross, membro dos Surfers Against Sewage, aplaude os esforços de Davies, mas lamenta que a atitude ele seja uma pequena gota num enorme oceano. “A indústria não faz nem perto do suficiente. É fantástico ver estes pequenos projetos e as mentes brilhantes por trás deles, mas o problema é mais sistêmico do que isso”, diz o ambientalista.

Ainda assim, Davies acredita que a sua proposta poderia ser eficaz o suficiente para competir com o modelo atual de fabricação em massa de pranchas.

“Com as condições certas, poderíamos ter uma prancha destas feita em 21 dias”, explica. “O sonho seria que isto fosse a norma. A ligação com a natureza seria a nova regra. Estamos usando o mar, então deveríamos devolver ao mar, deveria ser um modelo circular”, explica.

Fonte BBC

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)