Óleo no Nordeste

Sudeste monitora desastre

De acordo com ministro da Defesa, manchas de óleo que poluem as praias do Nordeste podem chegar à região Sudeste.

O ministro da Defesa Fernando Azevedo admitiu na última quarta-feira (30) que as manchas de óleo que poluem as praias do Nordeste podem chegar à região Sudeste em breve.

Até esta quarta, 283 localidades de 98 municípios dos nove estados nordestinos já haviam sido atingidas pelo óleo de acordo com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo Azevedo, isso é uma tendência, já que o óleo vem descendo o litoral, tendo chegado a Ilhéus, no sul da Bahia, recentemente.

“Mas estamos trabalhando para que isso não aconteça. Estamos atuando com mais ênfase em três subáreas: Ilhéus, Porto Seguro e Caravelas, para identificar logo as manchas, caso apareçam”, afirma Azevedo.

A Prefeitura da Baixada Santista (SP) anunciou que terá um observatório costeiro para atuar no monitoramento do desastre ambiental.

A decisão foi tomada após uma reunião entre os secretários de Meio Ambiente das nove cidades da região e representantes do Ibama e da Marinha, em Santos.

“A ideia, realmente, é prevenir, fazer avaliação dos riscos desta mancha de óleo chegar ao litoral da Baixada Santista. Nós verificamos algumas necessidades. Treinamento, capacitação das equipes técnicas, de limpeza de praias, envolvimento e orientação à população adequados para que não se exponham, inadvertidamente, a produtos que sejam tóxicos”, explica o secretário Marcos Libório, em entrevista à TV Tribuna.

“A gente acredita que com as correntes de verão, quem sabe, com a mudança da corrente em direção ao sul, possa vir, mesmo que por biodegradação, um líquido consequente dessas manchas. Nós precisamos estar preparados porque é igualmente tóxico e problemático. O que a gente precisa é agir antecipadamente”, pondera o secretário.

Libório explicou, ainda, que existem alguns checkpoints, onde será possível acompanhar o comportamento da mancha de óleo. Segundo ele, uma possível chegada da mancha ao Rio de Janeiro, pode dar uma visão de prazo e consequência para a Baixada Santista.

O secretário de Meio Ambiente de Santos falou ainda sobre a proteção dos mangues. Segundo ele, as barreiras podem ser utilizadas para auxiliar na preservação, diferentemente do que ocorre em regiões de praia.

“Para este produto que está lá no Nordeste, a gente vê que a barreira é ineficiente pela profundidade que ele (óleo) navega. Mas o líquido consequente, ou um óleo mais flutuante, a barreira já é utilizada. A gente precisa pensar, também, não só nas praias, mas nos mangues. Como proteger os mangues, que possuem menos correntes, menos atuação das ondas. Então, a barreira já ficaria em ambiente abrigado um pouco mais viável”, finaliza Libório.

Fontes Estado de S.Paulo e A Tribuna.

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