Simple Minds

Duas datas no Brasil

Uma das bandas mais icônicas dos anos 1980, Simple Minds confirma dois shows no Brasil em 2025. Confira datas.

Simple Minds, uma das bandas mais icônicas dos anos 1980 e a de maior sucesso do Reino Unido, vem ao Brasil em 2025. Serão duas apresentações inesquecíveis produzidas pela Mercury Concerts. A primeira será no Rio de Janeiro, em 3 de maio, no Qualistage, e a outra em São Paulo, em 4 de maio, no Espaço Unimed. As vendas de ingressos começarão no dia 21 de novembro, às 10h. No Rio será por meio da Ticketmaster e em São Paulo, pela Eventim.

Conhecido no Brasil por sua ótimas performances nos palcos, contagiando o público com uma alegria em estado puro, o grupo escocês já está com o pé na estrada, na turnê mundial Global Tour 2024, na qual esperam tocar para mais de um milhão de pessoas. Nos shows, eles mesclam as canções do décimo oitavo álbum de estúdio Direction of the Heart com uma miríade de clássicos.

O público brasileiro não vê a hora de curtir essa experiência incrível, conferindo ao vivo os hits que embalaram gerações. Até hoje, o grupo já vendeu mais de 60 milhões de discos, com canções singulares como Mandela Day, Don’t You (Forget About Me), Alive Kicking e New Gold Dream, entre muitas músicas poderosas.

O Simple Minds é formado por Jim Kerr (vocalista), Charlie Burchill (guitarrista) e uma seleção de colaboradores excepcionalmente talentosos: Ged Grimes (baixista), Sarah Brown (backing vocal), Gordy Goudie (guitarra), Erik Ljunggren (tecladista) e Cherisse Osei (baterista). E eles mantêm as atuais e vibrantes performances ao vivo, algo que vem acontecendo desde seu primeiro álbum Life in a Day, de 1979.

Como tudo começou – O Simple Minds surgiu no clima da era pós-punk, quando os sons raivosos de 1977 estavam se fragmentando em mil formas diferentes, com um estilo enraizado no art-rock de David Bowie e na dancing de Donna Summer. Logo, se tornaram uma das grandes bandas de sua geração, inovando com refrões empolgantes e atmosferas estrondosas que proporcionaram uma trilha sonora que perdurou.

Quarenta e cinco anos depois, Simple Minds continua sendo um ato de amor, com todas as emoções e perigos que isso acarreta. O álbum Direction of The Heart é um espetáculo estonteante e edificante, construído a partir da inocência e da experiência para encarar a escuridão sem medo. “O título do mais recente álbum Direction of the Heart era uma expressão que a gente usa há muito tempo”, conta Jim Kerr. “Siga seu próprio caminho e passe por ele – isso, em poucas palavras, resume tudo o que já fizemos”, acrescenta. A ascensão e o renascimento do Simple Minds continuam.

Curiosidade – O vocalista e líder da banda, Jim Kerr, não vive só de música. Ele é dono de um hotel em Taormina, na ilha da Sicília (Itália), e tem outras paixões, entre elas o futebol, é torcedor do Celtic Football Club, de Glasgow, bicampeão escocês.

Sobre a Mercury Concerts

A Mercury Concerts é responsável pelo agenciamento de turnês internacionais na América Latina e também pela idealização e produção de shows e festivais de grande sucesso em todo o Brasil. Entre suas realizações nesses 30 anos de história estão festivais como Monsters of Rock, Ruffles Reggae, Close-up Planet, Skol Rock, São Paulo Trip e Rockfest. Além disso, a Mercury realizou no país shows e turnês de artistas de renome como AC/DC, Bon Jovi, Yes, Black Sabbath, David Gilmour, Sting, KISS, Guns N’ Roses e Aerosmith.

Clique aqui para mais informações.

Rio de Janeiro

Acontece dia 3 de maio de 2025 (sábado), às 20h, na Qualistage, na Av. Ayrton Senna, nº3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Classificação: 18 (dezoito) anos desacompanhados. Menores de 18 (dezoito) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial.

Ingressos a venda a partir de 21 de novembro às 10h. Clique aqui e confira o bilhete online.

Ponto de venda sem taxa de conveniência – bilheteria oficial: Av. Ayrton Senna, nº3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Segunda a sábado, das 11h às 20h, e domingos e feriados, das 13h às 20h.

Parcelamento – Online: em até 3x sem juros; e de 4x a 10x juros (todas as bandeiras). Na bilheteria não tem juros.

Preços

Pista Premium: R$ 620,00 (inteira) e R$ 310,00 (meia)
Pista: R$ 360,00 (inteira) e R$ 180,00 (meia)
Camarote A: R$ 620,00 (inteira) e R$ 310,00 (meia)
Camarote B: R$ 620,00 (inteira) e R$ 310,00 (meia)
Camarote C: R$ 620,00 (inteira) e R$ 310,00 (meia)
Poltronas: R$ 390,00 (inteira) e R$ 195,00 (meia)

São Paulo

Acontece dia 4 de Maio de 2025 (domingo), às 18h, no Espaço Unimed. Rua Tagipuru, 795, Barra Funda, São Paulo. 

Classificação: 18 (dezoito) anos desacompanhados. Menores de 18 (dezoito) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial.

Ingressos a venda a partir de 21 de novembro às 10h. Clique aqui e confira o bilhete online.

Ponto de venda sem taxa de conveniência – bilheteria oficial: Espaço Unimed, na R. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo. Terça a sábado das 10h às 17h. Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados. A Eventim não se responsabiliza por compras efetuadas em canais não oficiais. Atente-se aos horários e locais indicados acima.

Parcelamento: Em até 10x com juros apenas online. Em até 3x sem juros nas compras online e na bilheteria.

Preços

Pista Premium: R$ 680,00 (inteira) e R$ 340,00 (meia)
Pista: R$ 390,00 (inteira) e R$ 195,00 (meia)
Mezanino: R$ 720,00 (inteira) e R$ 360,00 (meia)
Camarote A: R$ 850,00 (inteira) e R$ 425,00 (meia)
Camarote B: R$ 800,00 (inteira) e R$ 400,00 (meia)

Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.

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