Top 10

Os surfistas mais bem pagos

Site australiano elege os 10 surfistas mais bem pagos do mundo na última temporada.
Oi Rio Pro 2018, Itaúna, Saquarema (RJ)

A Stab publicou a lista de surfistas mais bem pagos do mundo em 2018, de acordo com apuração realizada pelo veículo australiano.

Na última lista, 10 surfistas superavam a marca de US$ 1 milhão em um único contrato: Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson, Taj Burrow, Kolohe Andino, Jordy Smith, Dane Reynolds, Steph Gilmore, John John Florence e Gabriel Medina.

Agora, segundo a Stab, apenas cinco surfistas possuem esses dígitos através de um único contrato: John Florence, Julian Wilson, Mick Fanning, Kolohe Andino e Gabriel Medina.

Confira abaixo a lista dos top 10.

10 – Kai Lenny

O waterman havaiano Kai Lenny não pode ficar fora de qualquer lista relacionada ao surfe. Mestre em ondas grandes e entrosado com todos os tipos de equipamentos, ele é tão ou mais capaz do que qualquer um no oceano.

Aos 26 anos, Kai segue o legado deixado por Laird Hamilton e eleva cada vez mais os limites do big surf mundial. Sem levar nenhuma etapa do BWT no último ano, ele somou apenas US$ 18 mil em premiação, mas levou mais de US$ 1 milhão em dinheiro dos patrocinadores.

Patrocinadores: Hurley, Nike, Red Bull, Tag Heuer, GoPro e Vertra.

Salário anual: US$ 1.050.000

Dinheiro de premiação: US$ 18.000

Total: US$ 1.068.000

9 – Stephanie Gilmore

A única mulher da lista dos surfistas mais ricos do mundo só poderia ser a heptacampeã mundial Stephanie Gilmore. Ao igualar Layne Beachley como maior campeã da história do Championship Tour, “Happy” Gilmore faturou mais de US$ 300 mil de premiação na última temporada (número que deve aumentar em 2019, já que a WSL igualou a premiação entre homens e mulheres). Steph também tem bons e fieis patrocinadores, o que lhe rendeu um salário anual de US$ 1,3 milhão.

Patrocinadores: Roxy, Sanitarium, Nikon, DHD, Audi e Breitling.

Salário anual: US$ 1.300.000

Dinheiro de premiação: US$ 343.450

Total: US$ 1.643.450

8 – Jordy Smith

Sempre que começa a temporada do Championship Tour, o sul-africano Jordy Smith é apontado como um dos favoritos a ficar pelo menos entre os Top 5. Em 2018 ele alcançou o feito, mas sua atuação ao longo do ano foi irregular.

Depois de um início bem fraco, ele só foi se recuperar na segunda metade do Tour, quando já era tarde demais para brigar pelo topo do ranking. Mesmo sem um grande ano, Jordy continua entre os melhores surfistas da elite e tem contratos vantajosos de patrocínio, que lhe tornaram US$ 1,5 milhão mais rico em 2018.

Patrocinadores: O’Neill, Red Bull, Futures, Trace, Oakley, Vestal, Neff, Jeep e Brand Black.

Salário anual: US$ 1.530.000

Dinheiro de premiação: US$ 200.200

Total: US$ 1.730.000

7 – Kanoa Igarashi

Nascido na Califórnia (EUA), Kanoa Igarashi naturalizou-se japonês na última temporada, visando uma vaga nos Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio. Isso o ajudou a engordar a conta bancária com o contrato de patrocínio da empresa nipônica Kinoshita. Com uma boa temporada no QS e um ano regular no CT, ele abocanhou mais de 200 mil em premiação e subiu na lista de mais ricos com contratos superiores a US$ 1,6 milhão.

Patrocinadores: Quiksilver, Red Bull, Oakley, Audi, Sharp Eye, Visa, Kinoshita Group e Dior.

Salário anual: US$ 1.600.000

Dinheiro de premiação: US$ 174.600 (CT) + US$ 83.350 (QS)

Total: US$ 1.857.950

6 – Kolohe Andino

O californiano Kolohe Andino é o atleta dos EUA mais bem colocado na lista. De fora do Top 10 na última temporada, ele foi alavancado pelo contrato vantajoso com a Hurley, de 1,2 milhão de dólares, segunda a Stab. Isso o ajudou a levá-lo ao sexto lugar como surfista mais bem pago de 2018. Como premiação, Andino abocanhou “apenas” US$ 160 mil em etapas do CT em 2018.

Patrocinadores: Hurley, Red Bull, FCS, Mayhem e Oakley

Salário anual: US$ 1.785.000

Dinheiro de premiação: US$ 160.200

Total: US$ 1.945.200

5 – Filipe Toledo

2018 foi o ano em que Filipe quase se tornou rei. O brasileiro é um dos surfistas mais empolgantes do Tour e está ajustando as habilidades para transformar em resultados quando os tubos bombam para a esquerda.

Muitos ficaram perplexos no ano passado porque um talento como Filipe podia ficar tão longe na lista dos ricos. O que é ainda mais interessante é que o campeão do mundo de 2015, Adriano de Souza, não fez parte da lista.

Com grande chance de conquistar um título mundial e uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio, a capacidade de ganhos de Filipe certamente crescerá. Sua gestão é baseada na Califórnia e seus negócios são contabilizados em dólares dos EUA.

No ano passado, Filipe assinou vários contratos na posição invejável de negociar com a lycra amarela da Jeep. Enquanto a maior parte de seus ganhos vêm de Hurley, Oi e Monster, uma enxurrada de contratos adicionais com marcas como GoPro, Sunbum e renegociações de contratos anteriores aumentaram os ganhos de Filipe no ano anterior. Um aumento de US$ 1,3 milhão, para ser preciso.

Adicione esses ganhos a dois primeiros lugares e uma leva de quintos lugares e você terá o quinto maior ganhador da temporada.

Patrocinadores: Hurley, Oi, Jeep, Sharp Eye, Stance, FCS, GoPro, Sunbum, Monster e Oakley

Salário anual: US$ 2.184.000

Dinheiro de premiação: US$ 388.000

Total: US$ 2.572.000

4 – Julian Wilson

Este ano, Julian Wilson deu as boas-vindas à sua primeira filha, Olivia, que veio ao mundo com sua esposa, Ashley Wilson. Assim como sutilmente se reposicionou como um homem de família, Julian também fez a melhor corrida australiana pelo título desde Mick Fanning em 2015. Ele começou a temporada com uma vitória na Gold Coast e brigou pela taça até as semifinais em Pipe. No total, os esforços de Julian lhe renderam US$ 430.000.

Isso, no entanto, não é de onde vem a maior parte da estabilidade fiscal do australiano. O contrato de sete dígitos de Julian foi herdado pela Hurley quando a Nike fechou seu departamento de surfe, no fim de 2012. Junte isso a uma enxurrada de grandes transações de bebidas e automóveis (Mercedes e Red Bull), seu nome em um dos mais populares modelos de prancha, a JS Air, além de um ainda considerável contrato com a Oakley.

Patrocinadores: Hurley, Red Bull, Sunbum, Mercedes, Oakley, JS Surfboards e FCS.

Salário anual: US$ 2.410.000

Dinheiro de premiação: US$ 430.000

Total: US$ 2.840.000

3 – Mick Fanning

Apesar de ter se aposentado do Tour em Bells Beach, em abril, Mick ainda faz parte da lista de surfistas – o único fora das competições. Seus contratos nos anos futuros certamente verão alguns pequenos rebaixamentos e revisões, mas aqueles que são próximos a Mick podem atestar o fato de que ele é um trabalhador. A reputação de Mick o precede, e uma vez que ele se compromete com algo, sua dedicação a esse conceito ou marca é inabalável.

Ao contrário dos veteranos do Tour, Taj Burrow e Joel Parkinson, os contratos de Mick não cairão muito agora que ele não tem um lugar no World Tour. Felizmente para Mick, seu contrato de aposentadoria com a Rip Curl gira principalmente em torno de surfar em locais desconhecidos com Mason Ho ou quem quer que seja.

No lado financeiro, há rumores de que Mick não vai considerar assinar um novo contrato por menos de US$ 250 mil. A menos, é claro, que ele esteja apostando pesado em seu empreendimento presumivelmente lucrativo ou, mais importante, haja um aspecto de “devolução” ao seu empreendimento.

Muitos fora da nossa humilde esfera de surfe podem se lembrar dele como o cara que socou um tubarão. Embora esse incidente possa ter despertado grande interesse do público, é difícil descartar a relevância e o status icônico de Mick. Acordos consideráveis ​​com marcas como Mercedes e Red Bull são apenas alguns dos efeitos indiretos do encanto irrevogável que Mick conquistou.

Além de injeções diretas de dinheiro, Mick também tem sua mão em uma série de projetos. Em 2017, ele lançou as pranchas Mick Fanning, que são um fenômeno de softboard onipresente nas cidades costeiras australianas. Ele também se juntou como embaixador dos fornecedores globais de pranchas, Awayco. Adicione isso às ações da Creatures of Leisure, sua empresa de cerveja sempre em crescimento, Balter, ao investimento na nova câmera de tecnologia, Opkix, além de uma taxa de palestra de 100 mil dólares, e você tem um surfista “aposentado” ocupado.

Há rumores de que Mick, Parko, Kerrzy e Bede receberam recentemente uma quantia significativa pela propriedade da Balter, mas eles a repassaram devido ao crescimento significativo que a marca vem tendo.

Os dias de Mick como surfista competitivo de primeira linha podem ter cessado, mas seus dias como um dos rostos mais pertinentes e reconhecíveis da cultura australiana e do surfe global, não.

Patrocinadores: Rip Curl, DHD, Creatures, Balter, Red Bull, Reef, Mercedes, Skull Candy, MF Softboards, FCS e Awayco

Salário anual: US$ 2.850.000

Dinheiro de premiação: US$ 69.700

Total: US$ 2.919.700

2 – Gabriel Medina

O desempenho de Gabriel Medina em Pipeline neste ano esquentou até mesmo os corações mais frios do mundo do surfe. Ficará como um momento inesquecível na história do surfe, marcando sua segunda temporada vencedora do título mundial em 2018.

Gabriel pode não lançar com frequência clipes e filmes na web que obtêm milhares de cliques, mas, se você compilar as suas melhores pontuações deste ano, estaria assistindo a uma edição premiada, no entanto.

Como resultado de sua supremacia competitiva, Gabriel é uma celebridade legítima no Brasil. Ao lado de nomes como Neymar, Medina é um nome familiar em toda a nação e só continua a crescer enquanto ele reafirma sua fortaleza no surfe competitivo. E enquanto 6,7 milhões de seguidores no Instagram podem ser subdimensionados no esquema mais amplo das estatísticas de mídia social, este número supera facilmente John Florence e Kelly Slater, que somam 3,5 milhões.

No entanto, esse status de celebridade e mídia social não se traduz em dobrar a receita. A grande maioria dos seguidores do Instagram de Gabriel Medina é brasileira – supostamente tão alta quanto 90% – e com a moeda brasileira sofrendo um declínio constante nos últimos cinco anos (US$ 0,64 em 2011 para US$ 0,26 hoje), combinada com a turbulência econômica, esses números surpreendentes não vão tão longe quanto se poderia esperar.

Seu contrato com a Rip Curl, assinado até 2021, é metade do contrato de John com a Hurley. A empresa de telecomunicações Oi lhe dá alguns cliques de menos de 1 milhão, a Audi chega à casa dos seis dígitos e a marca de refrigerantes Guaraná, a cerca de 400 mil. Gabriel também adicionou a Corona e Orthopride à sua base em 2018, mas perdeu a FCS, a Oakley e a Gillette.

O que deu um levante em Medina este ano foi a quantia de US$ 473.200 que ele ganhou em prêmios. Combinado com os dólares adicionados que são ganhos com alguns adesivos de bônus, Medina arrecadou alguns pacotes abaixo de US$ 4 milhões, um número que aumentará no próximo ano, quando a cereja do título de US$ 1 milhão for colocada no bolo.

Patrocinadores: Rip Curl, Oi, Coppertone, Cabianca, Guaraná, Audi, Orthopride e Corona

Salário anual: US$ 3.050.000

Dinheiro de premiação: US$ 473.200

Total: US$ 3.523.200

1 – John John Florence

Com o maior contrato já assinado no surfe, o bicampeão mundial John John Florence passou a maior parte de 2018 lesionado e tem estado relativamente quieto. A maioria dos contratos tem penalidades que se aplicam se um atleta está com uma lesão, porque ele não pode endossar uma marca como contratada. Há rumores de que o contrato de John não é diferente, mas neste caso recente, a Hurley honrou seu direito total como se ele estivesse inteiro.

Os primeiros cinco eventos renderam-lhe pouco menos de US$ 60 mil, enquanto ele embolsou US$ 322.500 no caminho do seu segundo título em 2017.

Fechado com duração de oito anos, o contrato de US$ 30 milhões de John termina em 31 de dezembro de 2024. Embora ele possa não ter sido o melhor surfista competitivo do mundo em 2018, continuou sendo o mais bem pago, e muitos argumentaram que sua edição “Space” foi a melhor performance de surfe em 2018.

Seus patrocinadores adicionais – Nixon, Futures, Pyzel, com Yeti e Electric se juntando este ano – são pequenos em comparação ao seu contrato com Hurley, mas ainda contribuem com quase meio milhão para seus ganhos sazonais.

Além disso, John também mudou seus negócios não endêmicos para a Creative Artists Agency. Uma agência que gerencia talentos de Hollywood, como Brad Pitt e Tom Cruise, e estrelas do esporte como Nyjah Huston.

Kelly Slater, Mick Fanning e Stephanie Gilmore se conectam com o mainstream, enquanto John é o queridinho do “mundo do surfe”. Será interessante ver se ele vai representar um perfume ou se há algum desejo de, digamos, um grande marca de relógios ter John como embaixador.

Outro impulso para sua campanha da lista de ricos de 2018 foi o bônus de título mundial do ano anterior.

Embora a taxa atual para um bônus de título seja geralmente de 1 milhão de dólares, quando você for o surfista mais bem pago do mundo, espera-se que você ganhe vários títulos mundiais de qualquer maneira. Por isso, John embolsa US$ 500 mil por sua excelência competitiva em 2017.

John é um homem que sabe o que quer e está preparado para pagar por isso. Ele teve que superar a WSL para que um de seus melhores comentaristas, Ross Williams, fosse seu treinador. Este movimento não foi barato, mas é o que lhe rendeu o sonho: títulos mundiais consecutivos.

E enquanto esses investimentos em si mesmo estão claramente pagando dividendos, a folha de pagamento mensal de John seria astronômica para manter viva sua equipe de 16 pessoas – chef, técnico, fisioterapeuta, relações públicas, orientação espiritual incluída – para não mencionar os custos de manutenção de suas despesas, o iate Falcor, de 48 pés, que custou vários milhões de dólares.

Patrocinadores: Hurley, Stance, Futures, Nixon, Dakine, Pyzel, Electric e Yeti

Salário anual: US$ 4.770.000

Bônus por título mundial: US$ 500 mil

Dinheiro de premiação: US$ 59.200

Total: US$ 5.329.200

Kelly Slater

Como sempre, é difícil obter números precisos sobre o capital de Kelly. Não que o 11 vezes campeão mundial esteja completamente fora de alcance, e sim porque seus empreendimentos comerciais são investimentos complexos. Sua marca de roupas ecológicas Outerknown continua em atividade, ele tem seu dedo na WSL através do seu próprio rancho de ondas, é o embaixador da companhia de alimentos saudáveis The Chia Co., tem a Slater Designs, que adquiriu a Firewire, e há rumores de que sua bebida energética, Purps, será ressuscitada em 2019.

Em algumas circunstâncias, no entanto, seus negócios são simples. Em 2018, Kelly fechou negócio com a marca de relógios de pulso de luxo Brietling. Ele também entrou em cena como embaixador da Michelob Ultra, patrocinadora oficial de bebidas da WSL; como alguém que investiu publicamente e financeiramente em produtos de saúde e “superalimentos”, é estranho vê-lo apoiando uma cerveja, por isso é seguro assumir que um acordo significativo teria sido alcançado.

A Stab não conseguiu colocar uma quantia definitiva no valor de Kelly, mas é improvável que ele se encontrasse fora da lista se seus investimentos e endossos complexos fossem todos adequadamente calculados.

Fonte: Stabmag.com
Foto de capa: Sebastian Rojas

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.