Recife artificial

Projeto avança em Maricá

Prefeitura de Maricá destina verba de R$ 19 milhões para implementar recife artificial na cidade em 2019.

Projeto antigo e sonho de muitos surfistas da região, a Praia da Barra de Maricá (RJ) pode estar prestes a receber um recife artificial, de acordo com informações do site local Maricá Info.

No início deste ano, uma dotação orçamentária para a Empresa Pública Obras de Maricá (SOMAR) prevê o investimento de R$ 19 milhões para a construção dos Recifes Artificiais, que deverão ser instalados em pontos estratégicos com o objetivo de fomentar não somente o esporte, mas também o turismo.

O projeto foi iniciado em 2013 e é desenvolvido pela Aram (Arrecifes Artificiais Móveis). Nascida em 2005, a companhia faz parte da incubadora de empresas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Segundo Maurício Carvalho de Andrade, diretor da Aram, o recife artificial impulsionará o turismo marítimo no Estado do Rio de Janeiro, ao incentivar a prática do surfe e melhorar as condições de balneabilidade.

 

Em Maricá, como grande parte das ondas quebram quase na areia, as estruturas ficarão a 60 metros da praia, com expectativa de gerar ondas perfeitas para surfe durante todo o ano.

Os detalhes do projeto dos recifes artificiais ainda serão divulgados pela Prefeitura de Maricá, que já destinou a verba para implementar o projeto em 2019. Para que a estrutura comece a ser construída e fique pronta no próximo verão, a Prefeitura tem trabalho duro no edital de licitação, que é muito complexo e vem sendo desenvolvido e modificado há anos, desde que a ideia de levar um recife artifical a Maricá ganhou força.

O município também se credencia para receber grandes eventos de surfe, de acordo com o engenheiro costeiro Guilherme Aguiar, autor do projeto em Maricá e presidente da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ). No ano passado, Maricá recebeu um evento de alto nível promovido pela FESERJ com as categorias Profissional e Amador. Com o intuito de atrair mais atletas, a competição está confirmada em 2019 e terá a premiação fortalecida pela Prefeitura.

Caso o fundo artificial seja concluído com êxito, a Prefeitura vai se preparar para tentar promover uma etapa de peso do Qualifying Series, circuito qualificatório da World Surf League (WSL).

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