Ciclone bomba

Fenômeno causa estragos

Ciclone bomba causa estragos no Sul do País e efeitos podem chegar a estados do Sudeste, alerta Marinha.

O ciclone bomba atingiu em cheio o estado de Santa Catarina na última terça-feira (30), deixando nove mortos e mais de um milhão de pessoas sem energia elétrica.

Houve destelhamento de imóveis e queda de árvores. Segundo o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, as rajadas de vento passaram dos 120 km/h em algumas regiões e o mau tempo deve continuar nesta quarta (1º).

No Rio Grande do Sul, pelo menos seis cidades registraram estragos. Um homem de 53 anos morreu após ser soterrado em um deslizamento de terra devido ao temporal em Nova Prata.

Os efeitos do ciclone também podem atingir outros estados nos próximos dias, informou a Marinha. De acordo com o comunicado, ventos de até 88 km/h podem chegar à faixa litorânea entre os estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, ao sul de Arraial do Cabo, até a noite desta quarta (1º).

Também há chance de ondas de 3 a 4 metros em alto-mar entre o Rio de Janeiro e a Bahia, ao sul de Caravelas, entre quarta e a manhã da sexta-feira (3).

O órgão também alerta que a aproximação de uma frente fria poderá provocar rajadas de vento de até 74 km/h na faixa ao norte de Arraial do Cabo até o sul de Guarapari, no Espírito Santo.

O que é um ciclone bomba?

De acordo com o meteorologista da Climatempo André Madeira, o ciclone extratropical recebe esse apelido por causar uma queda de pressão em curto espaço de tempo.

Esse fenômeno pode causar ventos intensos e agitação marítima. No entanto, Madeira diz que a ocorrência é “relativamente comum” para essa época do ano.

“São relativamente comuns nesta época do ano, e ocorrem aqui, no litoral do País, na região Sul, principalmente entre maio e setembro. São áreas de baixa pressão que, geralmente, se formam associados à uma frente fria. Também há a possibilidade de neve na Serra Gaúcha na quinta-feira (2)”, disse.

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