Taharoa

Fechada para visitantes

Surfistas e visitantes relatam novos casos de ameaça em Taharoa, terra controlada pelos maoris na costa oeste da Nova Zelândia.

No dia 16 de agosto, surfistas foram recebidos a bala enquanto desbravavam um pico remoto e conhecido pelo forte localismo nos arredores da cidade de Taharoa, costa oeste da Nova Zelândia.

Segundo reportagem da jornalista Nikki Preston, do NZ Herald, este caso não foi isolado, e vários outros visitantes já experimentaram a “hospitalidade” do povo local, de origem maori.

Um homem de 69 anos – que não quis se identificar – relatou que não são apenas os surfistas que acabam ameaçados, mas até mesmo pessoas que passam pelas estradas da região.

Membro de um clube de carros, ele estava estacionado no dia 7 de abril com outros nove veículos e seus proprietários em uma estrada que leva à mina de Taharoa Ironsands, lendo uma placa com a história da cidade.

Logo em seguida, dois homens se aproximaram e começaram a xingá-los. O local fica em frente a um mirante.

“A próxima coisa que aconteceu é que esses maoris apareceram com armas e disseram ‘é melhor vocês se mandarem, ou nós vamos atirar e destruir seus carros”, conta o homem.

Ele ainda revela que, em seguida, olhou cerca de 150 metros acima e viu um grupo de quatro homens segurando armas em uma colina.

“Poderíamos vê-los com rifles ou revólveres – era difícil enxergar. Eles estavam realmente nos ameaçando e dizendo, ‘saia daqui, saia daqui – vamos esmagar seus carros, vamos atirar em você’. Então fizemos o que eles mandaram”, diz.

Nas águas a situação é parecida. Taharoa possui uma costa privilegiada, com alguns picos secretos. Mas suas praias só são acessíveis por barco ou propriedade privada.

Segundo o atleta neozelandês Daniel Kereopa, familiarizado com o pico, só é permitido surfar na região se você for convidado por um surfista local.

“Desde que conheço o lugar e as pessoas que se importam com ele, geralmente só é permitido surfar por convite”, diz. “O único meio é obter a permissão de um proprietário de terras no local para chegar à praia ou viajar pela água”, completa.

Mas outros surfistas e velejadores disseram ao Herald que sofreram ataques semelhantes. O incidente do dia 16 foi condenado pela polícia local, que alertou “não estamos em uma zona de guerra”.

Outro homem disse à reportagem que recentemente estava sentado em seu barco, esperando por um amigo que fazia pesca submarina, quando também foi recebido a tiros.

Mais tiros foram disparados em sua direção quando o amigo rapidamente se arrastou para dentro do barco. Eles correram de volta para Kawhia e relataram o incidente à polícia.

“Eles (moradores locais) acham que são donos do mar e ninguém é permitido por lá”, reclamou o pescador.

As investigações continuam em Taharoa e a polícia disse que planeja fazer uma reunião com representantes locais para ajudar a esclarecer os casos.

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