Litígio na CBSurf

Atletas assinam manifesto

Grupo de atletas promove moção em apoio ao presidente interino Guilherme Pollastri; presidente afastado se defende.

Em apoio ao presidente interino da Confederação Brasileira de Surfe, Guilherme Pollastri, um grupo de atletas organizou um manifesto com assinaturas de outros competidores e simpatizantes do esporte.

Até o fechamento desta reportagem, pouco mais de 300 assinaturas constavam na moção. Dentre os principais nomes estão os ex-tops da elite mundial Victor Ribas, Jojó de Olivença, Tita Tavares, Guilherme Herdy, Teco Padaratz, Danilo Costa, Rodrigo Dornelles, Piu Pereira e Fabio Silva.

Confira abaixo o texto enviado pelo grupo de atletas.

“Em razão dos últimos fatos relacionados à Confederação Brasileira de Surfe (CBS), atletas e gestores brasileiros de diversos estados, representantes de variadas categorias do surfe nacional, assinantes desta moção, testemunhamos a precariedade e irregularidades das gestões sucessivas do presidente Adalvo Argolo, que foi afastado.

Para o desenvolvimento do nosso esporte e, sobretudo, para a formação dos atletas, vimos a público demonstrar nosso apoio à proposta de reestruturação administrativa do presidente em exercício, Guilherme Pollastri, enquanto repudiamos o sistema passado, que relegou nosso esporte ao atraso e nossos atletas, gestores e profissionais à condição de vítimas de um sistema obsoleto, pernicioso e nocivo ao seu desenvolvimento”.

Atletas e simpatizantes que assinaram a moção até o fechamento desta reportagem:

A defesa de Adalvo Argolo

Citado no manifesto, o presidente afastado Adalvo Argolo se defendeu das críticas à sua gestão. “Gostaria de esclarecer que fui temporariamente afastado pelo fato de não ter sido encontrado para receber uma intimação. Nada além disso”, diz Adalvo. “Neste momento, a nossa diretoria está empenhada em minimizar as consequências negativas para o esporte e seus atletas, preservar o Circuito Brasileiro de Surfe Profissional, o circuito de base Sub 14, Sub 16 e Sub 18, o circuito Master, o circuito de longboard, o circuito de SUP, o projeto de apoio ao surfe feminino, os preparativos para a disputa do Pan-Americano de Lima 2019 e das Olimpíadas de Tóquio 2020”, continua o dirigente.

Ainda de acordo com Adalvo, essa situação gerou prejuízos ao surfe brasileiro, como, por exemplo, a não realização da última etapa do CBSurf Pro Tour. “Quem ganhou com isso? Com certeza os atletas não foram beneficiados. Nem as federações estaduais, que deixaram de realizar mais uma competição e gerar emprego a vários profissionais: juízes, locutores, beach marshalls, operadores de câmeras, seguranças, jornalistas, dentre outros. Sem falar que toda esta problemática jurídica só afasta os patrocinadores do esporte”, finaliza Adalvo.

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