Tubarão fantasma

Relíquia viva nos mares da Tailândia

Nova espécie de "tubarão fantasma" é descoberta na Tailândia.

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Nova espécie de tubarão fantasma descoberta na Tailândia.

Cientistas descobriram uma nova espécie de tubarão fantasma nas profundezas do mar de Andamão, na costa da Tailândia. A criatura, chamada Chiamera supapae é um peixe cartilaginoso com uma cabeça enorme e olhos gigantes iridescentes, segundo a revista Live Science.

O mais novo tubarão fantasma faz parte do grupo dos quimeriformes, que estão entre os peixes mais antigos ainda vivos no planeta. A descoberta foi publicada em um artigo na revista Raffles Bulletin of Zoology.

“Evolutivamente, esses quimeriformes estão entre algumas das mais antigas linhagens de peixes, com uma linhagem que remonta a 300-400 milhões de anos”, disse à Live Science David Ebert, diretor do programa do Centro de Pesquisa Pacific Shark da Universidade Estadual de San Jose, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Os quimeriformes habitam as encostas continentais e as dorsais do fundo do mar e são encontrados em profundidades superiores a 500 metros. Eles vivem em águas escuras e se alimentam de outros animais que vivem no fundo, como cretáceos, moluscos e vermes.

Esses peixes são muito difíceis de serem encontrados, principalmente na região do Mar de Andamão, onde as profundidades em algumas áreas ultrapassam os 4.400 metros de profundidade.

Cabeça enorme e focinho curto

O novo espécime masculino foi encontrado e coletado em uma rede de arrasto no fundo do mar a uma profundidade entre 772 m e 775 m abaixo da superfície. Os pesquisadores logo reconheceram tratar de um peixe desconhecido por conta da “cabeça enorme e focinho curto”, segundo a Science.

Os olhos grandes e ovais do animal ocupam 32% do comprimento total da cabeça, são verdes e o ajudam a enxergar nas águas escuras. A pele é marrom-escura, e o peixe tem um espinho dorsal no topo da cabeça.

Segundo a revista, o novo tubarão fantasma mede 51 centímetros e possui barbatanas peitorais alargadas. David Ebert afirmou em artigo que os babados em forma de penas da criatura devem ter a ver com “sua capacidade de manobrar sobre fundos rochosos de alto relevo”.

Fonte Uol