
Makana é 10; Bruninho e Ícaro completam pódio
O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo
O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos
Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.
Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir
Poucas pessoas no mundo sobreviveram a um acidente como esse. Depois de ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava em Pavones, na Costa Rica, o catarinense Fabiano Duarte da Costa voltou ao Brasil e contou ao Waves como escapou da morte, enfrentou duas paradas cardíacas e por que pretende voltar ao mar. Local de Itajaí (SC), Fabiano tem uma longa relação com o mar. Além de surfar desde garoto, ele pratica natação em águas abertas e toca um clube de canoa havaiana em sua terra natal, chamado Kaikala, onde realiza travessias e participa de competições da modalidade. O catarinense conta que estava no último dia de uma barca inesquecível com 15 amigos, desfrutando das famosas esquerdas de Pavones quando sofreu o acidente que mudou sua vida. O clima era de dever cumprido após dias intensos de surfe. Ele estava tranquilamente sentado na prancha, no outside, apenas esperando a próxima série entrar, quando o impacto brutal e silencioso aconteceu. O bico rígido e afiado do peixe-agulha perfurou seu tórax com a força de um projétil. Para se ter uma ideia da gravidade do acidente, foi como se o surfista catarinense tivesse sido apunhalado no peito. “Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida” Fabiano Duarte Apesar de não ser agressivo, o peixe-agulha costuma nadar próximo à superfície e pode realizar saltos em alta velocidade, o que explica acidentes raros como esse quando cruza a trajetória de embarcações ou surfistas. Em 2024, a surfista italiana Giulia Manfrini morreu após ser atingida no peito por um peixe da mesma espécie enquanto surfava nas Ilhas Mentawai, na Indonésia. No caso de Fabiano, porém, o desfecho foi diferente graças a uma sucessão de circunstâncias que acabaram salvando sua vida. Ele teve a sorte de ter sido atendido na praia por um médico antes de ser encaminhado ao hospital, onde viria a sofrer uma parada cardíaca e precisaria ser reanimado. Fabiano conta que não se lembra de absolutamente nada do acidente. Sua última lembrança é de um cenário de pura celebração com amigos na água: “A minha memória do trauma em si apagou, o cérebro bloqueou essa parte”, relata. “A última lembrança que carrego daquele momento é a energia incrível da água, o sol baixando e a alegria de estar ali dividindo o pico com meus grandes amigos. De repente, tudo mudou”. Entre a vida e a morte, com o peito perfurado, os primeiros instantes foram cruciais para que essa história não terminasse em tragédia. A gravidade do ferimento exigia ação imediata, e foi a irmandade do surfe que entrou em cena. Seus amigos perceberam o acidente e o retiraram da água, com a ajuda de surfistas locais, em uma corrida contra o tempo. Na areia, o que se viu foi uma sucessão de milagres. Fabiano sofreu uma parada cardíaca que durou longos dois minutos. Foi nesse momento que o destino interveio: um médico alemão, que estava na praia por um acaso absoluto, assumiu os primeiros socorros e conseguiu estabilizá-lo o suficiente para o resgate. “Como eu e minha família processamos essa sorte? É algo que transcende a explicação. Ter um médico ali, de prontidão na areia, foi a pessoa certa no lugar exato. Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história”, pondera. Mas a luta pela vida estava apenas começando. Devido à extrema gravidade da lesão no coração, Fabiano precisou ser transferido às pressas, de avião, para um hospital em San José, capital da Costa Rica. Lá, ele foi submetido a uma cardiorrafia de emergência, uma cirurgia delicadíssima para suturar o músculo cardíaco cortado pelo acidente. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Dr. Carlos Bolaños, que precisou massagear o coração de Fabiano diretamente com as mãos para mantê-lo batendo após outra parada cardíaca na sala de cirurgia. Fabiano conta que o médico e seus assistentes comemoram como se fosse um gol em uma partida de futebol o momento em que seu coração voltou a bater. O reencontro entre o surfista e o médico, dias depois, foi registrado em vídeo por um canal de TV e emocionou o mundo do surfe. “Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história” Fabiano Duarte “Acordar no hospital, cheio de tubos, e entender a gravidade de tudo foi um choque imenso”, revela o catarinense. “Mas ver as imagens da minha própria cirurgia, saber que o Dr. Bolaños segurou meu coração nas mãos… Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida”, ele completa. O retorno ao mar e a nova perspectiva Hoje, de volta ao conforto de sua casa em Itajaí, Fabiano celebra cada amanhecer ao lado da esposa, Priscilla. Como educador físico e surfista de alma, o oceano sempre foi seu refúgio e seu ambiente natural. Um trauma tão raro e severo poderia afastar qualquer um da água, mas para ele, o efeito foi de profunda transformação espiritual. “O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade” Fabiano Duarte “Compreendi o valor da vida de uma forma totalmente inédita. O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade. Já existe aquela ansiedade gostosa para voltar a remar, sentir a água salgada, mas agora eu volto com uma gratidão imensa. A mensagem que deixo para a comunidade que torceu por mim é simples: celebrem cada dia, cada onda e as pessoas que estão ao seu redor. A vida é um sopro”, finaliza. Pouco tempo antes de tudo acontecer, Fabiano estava apenas sentado na prancha, esperando a próxima série entrar em uma das ondas mais icônicas da Costa Rica. Agora, depois de sobreviver a um acidente quase impossível, espera ansiosamente pela próxima oportunidade de voltar ao mar, desta vez com uma perspectiva completamente diferente sobre a vida.
Three Friends reúne brasileiro Andrew Serrano, indonésio Deni Pirdaus e Eddy Hamaty ao redor das ondas divertidas da Indonésia.
Capítulo Perfeito estende período de espera até 31 de março e prova segue em stand-by à procura das condições ideais em Carcavelos, Portugal.
Capítulo Perfeito entra novamente em alerta amarelo com ondulações promissoras para próximos dias em Cascais, Portugal.
Confira trailer de Know The Feeling, produção da Billabong com australiano Ethan Ewing e participação de Taj Burrow.
Australiano Ned Hart é primeiro wildcard internacional para campeonato de Moçambique.
Atletas estão em satand by para possível realização do Capítulo Perfeito powered by Billabong entre os dias 25, 26, 27 ou 28 de fevereiro.

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Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert

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