The Allman Brothers Band

Ao vivo no Fillmore East, 1970

Allman Brothers ao vivo no Fillmore East, gravado em 1970, é o ponto alto da carreira de uma das bandas mais importantes dos Estados Unidos.
Allman Brothers Band

Este show antológico do grupo americano The Allman Brothers foi gravado no Fillmore East em 1970 e hoje, 52 anos depois, é um dos registros mais emblemáticos do rock blues branco desta banda dos irmãos Greg (vocal e teclado) e Duane (guitarra), ambos já mortos.

O filme infelizmente não traz o show completo que faz parte de um álbum duplo, mas inclui as essenciais In Memory of Elizabeth Reed e Whippin’ Post, música que seria gravada pelo guitarrista Frank Zappa nos anos 80, depois de ser pedida por um fã durante um show na Suécia.

Zappa então teria obrigado a banda a ensaiar Whipping Post por vários anos seguidos sob a alegação de que eles teriam que saber interpretar caso algum fã pedisse novamente. Não foi o caso, e a música acabou fazendo parte de dois álbuns, Them or Us, de estúdio, e Does Humour Belongs In Music, ao vivo.

Nota da redação Precisa estar logado no Spotify para ouvir as músicas do playlist abaixo na íntegra.


A trágica história do Almann Brothers (Por Dave Ling, Classic Rock, 2019) Assim como tudo parecia estar dando certo para os Allman Brothers, drogas, mortes e desintegração levaram o sonho ao esquecimento.

Os Allman Brothers estão tocando Layla com uma postura fluida, visivelmente alerta aos padrões de mudança da música. No lado esquerdo do palco, a figura diminuta de Gregg Allman fica presa entre o órgão Hammond e o gabinete Leslie atrás de sua cabeça.

Ele se inclina para o microfone, com os cabelos loiros balançando em volta dos ombros. Sua voz lamentosa e rouca ainda tem essa vantagem convincente, não afetada pela devastação do tempo, apesar de outras devastações.

Na parte de trás do palco estão outros dois membros originais: os bateristas Butch Trucks e Jaimoe, com 35 anos de telepatia rítmica. Como se isso não bastasse, há outro percussionista, Marc Quinones – apenas uma dúzia de anos na banda – tocando congas no centro do palco.

O guitarrista Warren Haynes, que ingressou na banda há 14 anos, parece atuar como ponto de apoio musical da banda, enquanto o baixista Oteil Burbage surfa a onda do ritmo. E escondido pelos percussionistas está um garoto alto e magro, com longos cabelos loiros em um rabo de cavalo, absorvido em sua guitarra, emitindo o mesmo tom de “pássaro chorando” de Clapton no original Layla, gravado em 1970.

Naquela época, era outro garoto magro e de cabelos compridos, Duane Allman; hoje à noite é o sobrinho de 23 anos, de Butch Trucks, Derek Trucks.

“Essa é apenas a segunda vez que tocamos e foi a melhor delas”, revela Gregg na tarde seguinte em sua suíte de hotel. “Foi ideia de Butch – e uma ótima ideia, devo dizer”, e ri com seu suave sotaque sulista, uma pitada do charme que se mostrou irresistível ao longo dos anos.

Butch e Gregg estavam entre os presentes em um dia de setembro de 1970 no estúdio Criteria de Miami, quando Duane sugeriu acelerar o riff triste com o qual Clapton estava brincando e depois criou o riff mágico de sete notas.

“Acho que a maioria de nós estava lá”, diz Gregg, recostando-se no sofá. “As pessoas estavam pra lá e pra cá… Faz três décadas e… eu não sei.” Mas você não esquece um riff assim tão fácil.

“Não, você realmente não sabe.” Ele se inclina para frente e sacode o gelo em seu copo. “Há alguns momentos que eu lembro. Foi nessa época que Clapton passou de uma SG para a Fender, e meu irmão pegou uma Gibson – é claro. E então… ufa!”

“Mas eu ainda acho que Clapton fica melhor tocando aquela Gibson – todas as coisas que ele fez com John Mayall e Cream”. Era exatamente aquela coisa fluida, cara: a SG, aqueles pequenos humbuckers e suas mãos.

Quando Clapton se juntou a Duane Allman para as importantes sessões de gravação do álbum Layla, os Allman Brothers estavam ocupados se tornando a banda ao vivo mais quente da América. Duane e seu irmão Gregg, um ano mais novo, haviam sido criados em Nashville por sua mãe, e numa antecipação ameaçadora do futuro, seu pai havia sido morto por um mochileiro que roubou sua casa.

Ironicamente, foi Gregg quem primeiro pegou a guitarra. No começo, Duane estava mais interessado em motos. Mas, quando Gregg se converteu, em um show de B.B. King, ao conhecer o órgão Hammond B3, Duane já tinha menos graxa e mais calos nos dedos da mão esquerda.

A família Allman havia se mudado para Daytona Beach, Flórida, e os irmãos tocavam em bandas locais até terminar os estudos em 65. Eles então formaram o Allman Joys e excursionaram pelo circuito local, tocando rhythm and blues influenciados por grupos britânicos como The Yardbirds, The Spencer Davis Group e, é claro, Cream. Eles então tiveram uma breve e desastrosa experiência na badalada Los Angeles, como The Hour Glass, vestidos com roupas psicodélicas e presos em um contrato com a gravadora, quando, na verdade, tudo o que eles queriam era só tocar.

A única coisa boa dessa má viagem ocorreu enquanto Duane estava gripado. Ele passou duas semanas inteiras desenvolvendo uma impressionante técnica de slide usando o frasco de vidro do remédio Coricidin.

Dali em diante, ele mal podia se separar da guitarra ou do Coricidin. Ou, como Duane respondeu ao lendário John Hammond (o homem que produziu Aretha Franklin, Bob Dylan e Bruce Springsteen) quando perguntou como ele havia ficado tão bom: “Cara, eu aproveitava todas as noites, por três anos, para praticar”.

Enquanto Gregg permanecia na costa oeste, contratualmente vinculado a um álbum solo, em 1968 Duane voltou para a Flórida e se juntou novamente a bandas locais, incluindo a Second Coming obcecada por Cream, que já tinha seu próprio guitarrista Dickey Betts e o baixista Berry Oakley.

Duane também deu um tempo quando foi contratado para gravar com Wilson Pickett e a banda Hourglass. Ele sugeriu a Picket regravar Hey Jude, dos Beatles, ensinou a banda os arranjos e criou um solo sublime.

O single vendeu um milhão de cópias e Duane foi subitamente reconhecido como grande músico de estúdio. Mas ele estava ansioso para formar uma banda. E foi Phil Walden, que lhe deu a oportunidade, sugerindo-lhe para formar um trio e vir a Macon, na Geórgia, para gravar pelo seu recém-formado selo Capricorn.

Duane estava tão empolgado que apareceu com uma banda de seis integrantes, tendo recrutado Betts e Oakley do The Second Coming, dois bateristas de estúdio com quem ele tocara – Jai “Jaimoe” Johanson e Butch Trucks, além de chamar Gregg de volta de La La Land.

Gregg ri ao pensar que foi o último a se juntar aos Allman Brothers:

“Lembro-me de entrar na sala, e havia dois conjuntos de bateria montados e Duane estava enfiando a letra de Trouble No More de Muddy Waters na minha mão dizendo: “há duas batidas extras no final de cada compasso”. “Acabei de chegar após dirigir atravessando o país e não estou pronto para isso”. Eu disse: “acho que não posso fazer isso”. E ele começou a dizer: “Seu pequeno idiota”, para mim na frente de todos aqueles caras que eu nem conhecia. Então, peguei a letra da mão dele e disse: ‘Chute essa porra”.

Agora havia uma saudável rivalidade entre os irmãos para adicionar à música inebriante que a banda estava trabalhando no apertado apartamento de dois quartos em Macon. Eles desciam a rua até o cemitério, e tocavam ao lado de uma lápide gravada como In memory of Elizabeth Reed, alimentados por uma combinação de vinho, maconha e cogumelos mágicos que se tornariam o logotipo da banda.

Como uma iniciação pela irmandade, cada membro da banda tatuou um cogumelo na perna – certamente mais romântico do que reunir caranguejos na turnê do Texas, alguns meses depois.

Seu primeiro álbum, The Allman Brothers Band, em 1969, lançou as bases para um novo estilo de rock. Misturando blues, com um toque soul jazzístico, e uma nova vibração sulista (em oposição ao ritmo reacionário dos caipiras), caracterizada pelos vocais rudes e sinceros de Gregg, as linhas duplas de guitarra que variavam de gentis dedilhados ao toque frenético junto ao pulsar percussivo implacável.

Eles demonstraram seu lado psicodélico nos lânguidos da suntuosa Dreams antes de finalizar o álbum com a empolgante Whipping Post. Tendo feito o álbum que queriam, os Allman Brothers embarcaram em uma maratona para promovê-lo.

Nos dois anos seguintes, eles fizeram 500 shows surpreendentes e efetivamente viveram na estrada, parando apenas para se juntar a Eric Clapton no álbum Layla de Derek & The Dominos e para gravar o segundo álbum, Idlewild South.

O segundo álbum dos Allmans foi ainda melhor que o primeiro, graças ao produtor Tom Dowd, que captou a essência da energia bruta da estrada. Dickey Betts também apareceu com duas pedras preciosas: Revival e a imponente In Memory Of Elizabeth Reed (a favorita do cemitério), que rapidamente passou a ter mais do que o dobro de sete minutos de duração quando tocada ao vivo.

E no palco era onde os Allmans brilhavam todas as noites por duas a três horas, um show de encanto que começava uma trajetória diferente a cada noite, dependendo da química entre eles e dos produtos químicos dentro deles.

No futuro, Enlightened Rogues (espertos iluminados) seria a descrição, por Duane, da banda e da equipe de estrada, e eles viveram a vida de foras da lei do rock’n’roll ao máximo – em uma velocidade para entorpecer o tédio e a exaustão de viajar, e depois ajeitar o humor com uma mistura de produtos farmacêuticos que variavam de psicodélicos a opiáceos.

Mas era uma estratégia de alto risco. O primeiro a explodir foi Twiggs, o gerente de tour, que puxou uma faca para um dono de clube em Buffalo, que se recusava a pagá-los após um show. Na luta que se seguiu, o proprietário foi esfaqueado e morreu. Twiggs foi acusado de assassinato em primeiro grau.

Outro roadie foi baleado na coxa por um policial de folga em Macon por “resistir à prisão depois de recusar uma multa por excesso de velocidade”. A banda também já esperava uma apreensão de drogas ocorrer.

Depois de uma batida em Nova York, quando jogaram um pacote contendo heroína pela janela do carro no momento em que estavam sendo revistados por um policial (e voltaram para resgatá-la), a sorte acabou no Alabama em março de 1971, quando a polícia encontrou maconha, PCP e heroína na van da banda.

Todos os membros da banda mais três roadies enfrentavam sentenças de prisão, até que algumas barganhas jurídicas os colocaram em liberdade provisória. Mas, estranhamente, Twiggs foi considerado inocente de sua acusação de assassinato por motivo de insanidade, depois de uma performance induzida por metadona.

Isso permitiu à defesa provar que qualquer pessoa razoável ficaria louca ao trabalhar para os irmãos Allman. Após seis meses em uma instituição de saúde mental, Twiggs conseguiu retomar seu emprego anterior.

Mas a música continuava melhorando. E o álbum gravado antes do problema no Alabama, Live At The Fillmore East, era forte candidato ao melhor álbum ao vivo já feito.

Com gravações retiradas de quatro longos sets, a banda estava em uma forma fascinante, rasgando canções como Statesboro Blues, Stormy Monday e You Don’t Love Me com 20 minutos antes de encerrar com uma versão de 22 minutos de Whipping Post.

Live At The Fillmore foi o avanço que a banda e a gravadora estavam procurando, vendendo meio milhão de cópias alguns meses após seu lançamento em julho de 1971. A capa do álbum mostra a banda, que odiava posar para fotos, na frente de seus equipamentos, embalados e prontos para a estrada.

Todos estão rindo, particularmente Gregg, que está apontando para um Duane de aparência presunçosa, com as mãos entrelaçadas na virilha, escondendo um saco de cocaína que ele acabara de receber de um “amigo” que passava.

Quando a banda saiu da estrada em outubro de 1971, eles estavam completamente esgotados. Então terminaram algumas músicas para o próximo álbum, mas ficou claro que precisavam de descanso, recuperação e desintoxicação. O último item não ocorreu, então eles se concentraram no primeiro.

Em 29 de outubro, montando sua amada Harley Davidson em Macon, Duane desviou para evitar um caminhão que se aproximava e derrapou com a moto caindo em cima dele, morrendo três horas depois em razão de ferimentos internos.

Dizer que a banda estava emocionalmente despreparada é um eufemismo. Berry Oakley destruiu seu carro no caminho de volta do hospital. A esposa de Gregg, Shelley, destruiu o dela dois dias depois. Os cinco membros restantes da banda tocaram no funeral. Eles lidaram com o ocorrido a base de sedativos e voltando à estrada. Suas vidas domésticas, especialmente a de Gregg, eram voláteis demais para ficar em casa.

Duane havia participado de todo o próximo álbum, Eat A Peach, incluindo Mountain Jam de 33 minutos baseada em First There Is A Mountain, de Donovan, além de três faixas que havia produzido no estúdio.

Naturalmente, a tragédia aumentou o interesse pela banda, e o álbum alcançou o Top Five quando foi lançado no início de 1972. Mas a banda ainda estava sem rumo, mesmo depois de terem trazido o jovem pianista Chuck Leavell, já que adicionar outro guitarrista era algo nunca considerado.

Felizmente, Dickey Betts aceitou o desafio musical e criou duas músicas excelentes para o álbum Brothers And Sisters – a maravilhosa balada country Ramblin’ Man, que foi o primeiro e maior sucesso dos Allmans, e a instrumental Jessica (usada como tema no programa automobilístico de TV Top Gear). Mas antes que eles pudessem terminar o álbum, Berry Oakley esmagou sua moto em um ônibus.

A princípio, ele se levantou e seguiu atordoado. Mas em casa, começou a delirar, morrendo no hospital algumas horas depois de hemorragia cerebral. A autópsia revelou o dobro do limite legal de álcool no sangue.

A morte de Oakley aconteceu um ano e uma semana após a de Duane, e os acidentes ocorreram a menos de um quilômetro e meio. Ambos tinham 24 anos. Berry foi o mais afetado pela morte de Duane. Os dois foram enterrados juntos, não muito longe de Elizabeth Reed.

Entorpecida, a banda continuou, recrutando para o baixo, Lamar Williams, amigo de Jaimoe, e teve o ano de maior sucesso de todos os tempos em 1973, quando o álbum Brothers And Sisters liderou as paradas por cinco semanas e os shows aumentaram em proporção, culminando no Festival de Watkins Glen, no norte do estado de Nova York, com 600 mil pessoas.

Havia apenas três bandas na lista: The Grateful Dead que tocou por cinco horas, The Band e Allman Brothers por três horas cada, depois todos voltaram para uma jam e tocaram por mais 90 minutos.

O sucesso não conseguia encobrir as rachaduras. Gregg continuava drogado ou se casando novamente, e a frustração de Dickey com a falta de liderança produzia algumas mudanças de humor alarmantes. A banda que havia passado dois anos na estrada com a mesma van agora tinha limusines separadas.

Mas uma nuvem de tempestade maior estava se acumulando, sem que nenhum deles pudesse ter previsto, mesmo se estivessem limpos. As imensas quantidades de drogas fornecidas à banda vinham em grande parte da gangue Hawkins, que já estava sendo investigada pelo FBI.

Quando a polícia pegou o roadie de Gregg, John ‘Scooter’ Herring e seu fornecedor, ambos possuindo conexões com tal gangue, os policiais tinham evidências cruciais e começaram a apertá-los.

Quando a trilha das drogas terminava na porta de Gregg, ele também logo sentiu o aperto e enfrentou uma sentença de prisão, a menos que testemunhasse contra Scooter – que havia salvo sua vida duas vezes.

Não ajudou o fato de Gregg ter embarcado em um turbilhão de romance / casamento / separação / reconciliação ad infinitum com Cher, que passou das notícias para a novela e depois para a farsa, e isso significava que a mídia estava presente para vê-lo “detonar” Scooter no Tribunal.

Por não denunciar a gangue Hawkins, em julho de 1976, Scooter recebeu uma sentença de 75 anos de prisão. Na verdade, Gregg tinha poucas alternativas. E com todas as menções à gangue de Hawkins evitadas inescrupulosamente no tribunal, a história real não surgiu até que a gangue foi finalmente presa.

Gregg foi considerado traidor pelos outros, que declararam a banda morta. Não que a banda tenha mostrado muito sinal de vida nos dois anos anteriores, embora o álbum Win Lose Or Draw (que apresentava a banda inteira em apenas três faixas) os mantivesse no esquecimento a que estavam agora acostumados.

Enquanto Gregg encontrou consolo em um bebê com Cher e gravou o álbum Two The Hard Way em dupla com ela (ele estava tão apaixonado que desistiu da heroína, mas se viciou em metadona), Dickey Betts e Butch Trucks estavam perigosamente fora de controle. Ao ter recusada a entrada em um clube noturno, Butch jogou sua Mercedes contra a entrada e manteve o pé no acelerador até queimar todos os pneus; Dickey exalou sua raiva de uma maneira mais pessoal, com os amigos e esposas sentindo seu desconforto.

Por um tempo, Gregg e Dickey tocaram suas próprias bandas, enquanto Butch, que ficou sóbrio e saiu de Macon – criou o Sea Level. Mas nenhum deles representava um terço dos Allman Brothers.

Então, de repente, em 1977, os royalties dos Allmans secaram. Mas no momento em que descobriram como foram enganados, o selo Capricorn também estava quebrando.

Quando Scooter foi libertado, após apelação, e o resto da banda foi desintoxicado o suficiente para entender a história completa, eles conseguiram terminar uma reunião. Então se sentiram capazes de adicionar um segundo guitarrista, Dan Toler, que tocava com Dickey Betts.

Enlightened Rogues (a frase de Duane) vendeu um milhão de cópias quando foi lançado em 1979, sendo um retorno à boa forma. Mas já era tarde demais para a Capricorn Records, que faliu no final daquele ano, levando quase US$ 4 milhões do dinheiro dos Allmans com ela.

A única renda da banda era proveniente de shows, mas a estrada era ruim para Gregg. Ele trocou a metadona pelo álcool, mas Cher se recusou a se inscrever na próxima série da novela, deixando Gregg sozinho com a garrafa. Embora ele estivesse com uma nova noiva, modelo russa 12 anos mais nova, quando entrou na clinica de reabilitação no final do ano.

O falso amanhecer de 1979 se transformou na longa noite escura dos anos 80. Antes de mais nada, a banda assinou contrato com a gravadora Arista, do magnata Clive Davis. Ele estava produzindo grande sucesso revivendo Aretha Franklin, mas os Allman Brothers eram feitos de coisas mais tóxicas.

“Eu nem gosto de pensar nos discos da Arista”, reflete Gregg. “Tínhamos outras pessoas na banda e no estúdio. E foi realmente muito ruim. Não sei por que Clive Davis foi a favor. Eu mesmo fui voto vencido.

Gregg reconhece o histórico de Clive, “tudo foi feito à sua maneira. E o problema desse jogo é que você precisa continuar jogando. Então você é tão bom quanto o seu último hit.”

Isso não era um problema para os Allman Brothers – no momento, eles não faziam nenhum sucesso. O problema era que eles não podiam mais garantir uma audiência ao vivo. Eles estavam passando por maus momentos, e os fãs perceberam isso antes. Eles também não conseguiam lidar com os prazos da gravadora.

No final de 1981, eles entraram em apatia e desapareceram de vista, exceto quando o ex-baixista Lamar Williams morreu de câncer e o gerente de turnê, assassino reprimido e entusiasta de pára-quedismo Twiggs faleceu quando seu equipamento não abriu, ou quando Gregg continuava mergulhando no álcool ou nas drogas.

A lenda foi desenterrada em 1989 com Dreams, uma caixa de quatro CDs com faixas inéditas que remontam ao inicio em Daytona Beach, além de uma “nova” faixa dos shows no Fillmore. As vendas de Dreams geraram lucros – sem que a banda precisasse tocar ao vivo novamente – mas ninguém queria repetir o último desastre. Os presságios eram certamente melhores – Gregg e Dickey estavam quase sóbrios.

Então chega Warren Haynes, guitarrista de country e blues que tocava na banda de Dickey. “Eu sempre fui um grande fã dos Allman Brothers e os conheci dez anos antes”, diz ele. “Eu estava planejando um álbum solo quando recebi uma ligação dizendo: ‘Estamos colocando os Allman Brothers juntos novamente. Você gostaria de participar? Todos os aspectos positivos superaram os negativos, então eu meio que pulei com os dois pés.”

Havia também um contrato dos Allmans com a Epic Records: “Bem, eu tinha um contrato com a Epic naquela época”, explica Gregg, “e Dickey também”. Provavelmente parecia uma conspiração – “Ei, o que temos aqui?”. Ele ri.

A Epic ficou preocupada quando a banda insistiu em fazer uma turnê antes da gravação – eles não achavam que a banda sobreviveria à turnê. Mas o álbum resultante, Seven Turns, foi melhor do que o esperado; os Allmans estavam de volta em plena forma.

Desta vez, ninguém dava nada como garantido, e com razão. Embora Dickey, Jaimoe e Gregg estavam revitalizados o suficiente pelos novos casamentos (Gregg pela quinta vez), havia tensões subjacentes causadas pelos lapsos de Gregg e pelo comportamento errático de Dickey.

Por um tempo, isso não pareceu importar. Shades Of Two Worlds, em 1991, manteve o ímpeto, mas An Evening With The Allman Brothers propiciou comparações desagradáveis com o álbum Fillmore.

A culpa foi da banda por repetir muitas músicas em vez de seguir com as coisas novas. E os demônios de Dickey estavam se aproximando. Algumas noites ele parava de tocar sem motivo aparente.

Quando ele foi preso após uma briga com sua esposa em um quarto de hotel em junho de 1993 e foi para a clínica de reabilitação, a banda continuou a turnê com guitarristas substitutos.

A noite em que Zakk Wylde se juntou à banda provavelmente foi a formação mais bizarra de sua história. Durou um show e provou que, embora você possa se dar bem com muitas coisas nos Allman Brothers, a postura de heavy metal não é uma delas.

Quando Dickey voltou, ele estava de volta aos negócios, como de costume. Gregg costumava fazer sua reabilitação na Califórnia entre as turnês, apenas para manter a tradição. Dickey tornou-se um solitário cada vez mais imprevisível.

Em 1997, Warren Haynes e o baixista Allen Woody não aguentaram mais e se mandaram para formar o Gov’t Mule, que possuía uma consideração quase fundamentalista pelos princípios musicais originais dos Allmans.

“Sabíamos que as pessoas pensariam que éramos loucos por deixar uma instituição como os Allman Brothers”, admite Warren. “Nós sentimos que era uma distensão, juntamente com o fato de que havia muita discórdia na época. Não havia muita criação musical; não se escreviam letras, sem ensaios, verificação do som, nenhuma conversa sobre um novo disco. Enquanto isso, o Gov’t Mule estava fazendo todas essas coisas, então fiquei muito mais feliz fazendo isso.”

Os Allmans continuaram, tocando cerca de 60 shows por ano e lançando álbuns ao vivo para manter os fãs felizes. Mas no verão de 2000, o comportamento de Dickey estava novamente ameaçando o bem-estar da banda e, relutantemente, eles tiveram que suspendê-lo da turnê de verão.

“Não é possível demitir Dickey”, explicou o membro fundador Butch Trucks na época.

Dickey reclamou amargamente de sua suspensão, com as insinuações sobre seus problemas de jogo, drogas e álcool. Sua esposa também falou por ele, mas menos de um mês depois ela estava chamando a polícia para sua casa na Flórida, depois de outro tumulto. E novamente quatro meses depois. E novamente quase um ano depois.

“Ele era louco como um morcego raivoso, você sabe”, diz Gregg. “Quero dizer, eu também tenho certa quantidade de loucura. Costumava fazer, talvez ainda o faça”, continua ele, com o realismo de um viciado em recuperação.

“Mas o principal é que as coisas não estavam funcionando musicalmente. E esse foi o golpe final. Minha inspiração foi para… – ele aponta um dedo para o copo vazio na mão. “A bebida estava apenas assumindo o controle da coisa toda.”

E ele não poderia dizer se ou quando Dickey retornaria. “Nesse momento, não sei se ele quer voltar ou não, na verdade não”, diz Gregg, balançando a cabeça.

Enquanto isso, os Allman, que geralmente triunfavam na adversidade, traziam Warren de volta a pedido de Gregg, estabelecendo uma nova parceria de guitarra com Derek Trucks de 21 anos, que já havia tocado com vários notáveis bluesmen, e pela primeira vez com a banda quando tinha 11 anos!

“Isso foi assustador, muito estranho”, lembra Gregg. “Quero dizer, a maior influência dele foi meu irmão e, meu Deus, o que mais eu poderia pedir. Lembro que, depois que ele tocou conosco pela primeira vez, colocou o boné de beisebol – ele era jovem demais para ficar no local – e saiu pelos fundos jogando bola com seu irmãozinho.”

“Lembro que Gregg continuava vindo para mim enquanto tocávamos e dizia: “O que há com esse garoto?”, Acrescenta Warren. “Ficávamos rindo”. Mas era impossível contar às pessoas sobre ele, na verdade, porque cada pessoa dizia: ‘Bem, eu tenho certeza que ele é bom para a idade dele”, porque você realmente não espera que alguém dessa idade toque como se tivesse 30.”

Derek e Warren trazem uma sensibilidade contemporânea para a banda, no sentido do improviso, ao estilo pioneiro dos Allmans, ampliando-o e dando-lhes um novo impulso. “A banda sempre se estruturou na improvisação, agora mais do que nunca”, diz Warren. “O set list é diferente todas as noites. Estamos tentando injetar mais material novo, mais material novo velho e alguns covers estranhos para que possamos nos divertir e agitar o tempo todo. A idéia é sobre não tocar as músicas do mesmo jeito todas as noites.”

“Essa é a única maneira”, concorda Gregg. “Se algum de nós tivesse que fazer isso individualmente, a banda não teria passado de um hobby. E agora que a nuvem escura com seu mau tempo passou, é realmente um novo dia para os Allman Brothers”, ele conclui enfaticamente.

Isso explica a inclusão de músicas como Layla em seus shows e a vitalidade de Hittin’ The Note, o primeiro álbum de estúdio em uma década e sem dúvida o mais gratificante desde os anos 70.

Eles tocam por 75 minutos e apresentam uma versão mais lenta e um pouco soul de Heart Of Stone dos Rolling Stones.

“Pensei que, se fizéssemos dessa maneira, seria perfeito para a voz de Gregg”, explica Warren. “Eles escreveram no inicio de carreira, e acho que se tivessem escrito mais tarde, no Beggars Banquet, por exemplo, provavelmente teriam diminuído a velocidade também.”

“Sim”, Gregg ri, “teria sido muito, muito lento até então!” E entre gargalhadas, os dois tocam uma versão arrastada e “stoned” da música.

“Pense sobre isso”, diz Gregg, enquanto o riso diminui, “há três caras na banda que não cresceram ouvindo essa música. Eles provavelmente nem conhecem o original.

“Isso mesmo”, diz Warren. “Derek pediu para ouvir o original depois de tocá-la. Ele não havia nascido quando foi lançada.”

Gregg se diverte com a ideia. “Quero dizer, eu tinha apenas três anos”, acrescenta Warren. Gregg parece momentaneamente desconcertado. “Oh, shit!” Ele diz, levantando-se e rindo mais.

Dan Toler morreu em 2011, Butch Trucks suicidou-se em janeiro de 2017 e Gregg Allman faleceu em junho do mesmo ano. Os Allman Brothers fizeram seu último show em 28 de outubro de 2014 no Beacon Theatre.

Fonte Maquiavelli.

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    Próxima chamada para o Fiji Pro acontece nesta quarta-feira (25), às 16h (de Brasília). Previsão indica que swell segue firme em Cloudbreak.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.