Pedradas da semana

Um carnaval alternativo

Confira clips de Paul McCartney, Cold Body Dolls, Rob Zombie, Claypool Lennon Delirium, Alice in Chains, The Black Crowes, Flagman, Agnostic Front, Prophets of Rage e The Black Keys.

A minha geração é muito privilegiada. Temos acompanhado uma evolução tecnológica ininterrupta que nos leva às maravilhas da sociedade de consumo moderna, sobretudo na questão da música.

Eu devia ter uns 13 anos quando li na revista Pop o surgimento de mais um inglês que iria abalar as paradas do sucesso, David Bowie. Mas, até chegar um disco dele às minhas mãos acho que levaram mais de dois anos, isso por volta de 1972, 1973, sei lá. Hoje, temos do Spotfy ao YouTube para nos abastecer, gratuitamente, de tudo que é novidade sonora.

O fato é que desde os anos 60 estamos ouvindo as pérolas eternas do The Beatles, talvez a mais completa fusão do rock com pop, experimentalismo e futurismo de bons negócios em todos os sentidos.

Do álbum Revolver ao derradeiro Let it Be, The Beatles deixou órfão legiões de fãs espalhados por este e outros planetas. Afinal, como sobreviver sem novas canções que mexiam com mentes, corações, percepções e costumes?

As carreiras de Paul McCartney, John Lennon e George Harrison aliviaram um pouco a falta de novos clássicos. Ringo Starr, exceto por um lampejo, It Don’t Come Easy, ficou marcado também por interpretar Frank Zappa no controvertido 200 Motels, sem chegar perto do talento criativo do trio compositor.

Enfim, enquanto o samba cantava, chegava ao meu YouTube, um novo tesouro remoto de Paul McCartney & Wings, Let ‘Em In, gravada há 12 anos, agora em visualser. Muitos podem considerar tipo datado, mas tem o DNA do The Beatles, do arranjo aos vocais, com um clima alegre e executado com maestria por todos os integrantes.

Posso parecer saudosista, mas para mim tudo que é bom tem que ser valorizado, o bom gosto, a variação musical e, principalmente, o modo que o artista comunica com o ouvinte, generoso e convidativo.

Não foi o carnaval que eu esperava, mas como não pude estar na praia, me concentrei na pesquisa deste YouTube vibrante e revigorante dos lançamentos musicais. São tantas novidades que a gente lamenta deixar uma ou outra parada de fora.

Então, façam bom proveito do que ainda restou do clima de carnaval para um mergulho na cultura alternativa que vai de Paul McCartney ao estranho mundo distópico e madmáxico dos Cold Body Dolls.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)