Hoodoo Gurus

Waves sorteia ingressos

Saiba como participar do sorteio de pares de ingresso para os shows da banda australiana Hoodoo Gurus em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ).
Hoodoo Gurus

O Waves é um dos parceiros oficiais da turnê do Hoodoo Gurus no Brasil. E a grande vantagem da parceria com esta bandaça australiana é o sorteio de ingressos para os shows de São Paulo (6 pares de ingresso), Curitiba (4 pares de ingresso) e Rio de Janeiro (10 pares de ingresso). Os vencedores receberão seus prêmios por QR Code.

Para concorrer basta deixar um comentário abaixo, informar seu disco preferido do Hoodoo Gurus e ser morador das capitais destacadas acima. Participe agora!

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Hoodoo Gurus volta ao Brasil
Hoodoo Gurus confirmado no Brasil

Ícone da surf music, a banda australiana Hoodoo Gurus está de volta ao Brasil após 25 anos para a turnê internacional do novo álbum, Chariots of the Gods. Com a formação original, liderada pelo vocalista Dave Faulkner – apenas o baterista foi substituído neste tempo por Nik Reith -, o grupo aporta, em abril, em São Paulo (12/4), Porto Alegre (13/4), Rio de Janeiro (14/4), Curitiba (15/4) e Florianópolis (19/4), para shows que também celebram os 40 anos de carreira do grupo que se destaca no cenário do rock alternativo. Além de Dave Faulkner e Nik Reith, Brad Shepherd e Richard Grossman estão entre os integrantes da banda.

Quem traz os músicos de volta aos fãs brasileiros, que os aplaudiram de pé e lotaram seus shows em 1997, é o empresário Ricardo Chantilly, responsável também pela primeira incursão da banda no Brasil e de outros australianos de sucesso como Men at Work, Midnight Oil, INXS, Australian Crawl e Spy vs Spy.

“A banda tem um carinho especial pelo Brasil e desde o ano passado, quando lançou o novo álbum, começou a pensar na possibilidade de voltar ao país. Certamente hits como Come Anytime, 1000 Miles Away, What´s my Scene e Bittersweet, aclamados pelos brasileiros nos anos 90, estarão presentes”, conta o executivo, que hoje também está à frente do AfroGames, o primeiro centro de formação de atletas de e-sports em favelas do mundo, referência no Brasil e no exterior, em parceria com a ONG AfroReggae.

A frente da Chantilly Produções, Ricardo criou algumas ações para a turnê brasileira dos australianos. Uma delas foi criada em parceria com a Confederação Brasileira de Surfe, dirigida por Teco Padaratz, referência no surfe brasileiro. Trata-se do ingresso Surfista Solidário, que contempla os esportistas que doarem qualquer acessório de surfe com meia entrada, ou seja, 50% de desconto no ato da compra. Pode ser um estrepe (ou cordinha), uma roupa que não sirva mais ou até uma prancha. “Queremos presentear os surfistas com a oportunidade de estarem novamente com seus ídolos”, explica Ricardo.

O público que for aos shows também poderá conferir as Ondas Gigantes de Nazaré (em Portugal) da temporada 2023 que serão exibidas nos telões antes da banda subir ao palco. “A ideia é que os fãs vivenciem mais este espetáculo em uma experiência única e ao seu alcance”, ressalta o executivo. “Eventos de música são momentos de entretenimento que costumam trazer boas memórias e queremos oferecer ao público a mesma experiência de quando o Hoodoo Gurus esteve pela primeira vez no Brasil”, afirma.

Outra novidade diz respeito aos convidados especiais dos shows. Alunos da Associação de Surfe da Grande São Paulo e da Rocinha Surfe Escola, que existe há mais de 30 anos no complexo esportivo da comunidade carioca e conta com o apoio de surfistas e músicos do mundo inteiro, como Jack Johnson, também estarão na plateia dos shows do Rio e de São Paulo para assistir de pertinho a nova apresentação do Hoodoo Gurus, de quem são fãs.

Sobre Chariots of the Gods

Lançado em março de 2022, Chariot of the Gods é o décimo álbum do Hoodoo Gurus em seus 40 anos de carreira. O disco foi produzido para streaming, com 14 faixas, e ganhou também uma versão em vinil, com três faixas adicionais (a edição deluxe em vinil duplo contempla 17 músicas).


Sobre Ricardo Chantilly

Empresário de economia criativa, Ricardo Chantilly começou a atuar no mundo do surfe como o primeiro brasileiro a ser juiz do campeonato mundial de bodyboard em Pipeline, no Havaí, nos anos 90 e 91. Quando voltou ao Brasil, foi convidado a comandar um programa de surfe e outros esportes radicais chamado Body Club, na Fluminense FM, rádio carioca referência para os amantes do rock. O tema de abertura era, inclusive, o hit “Out that Door”, do Hoodoo Gurus, sucesso da banda que entrou no repertório dos shows por conta do programa. Tempos depois, Chantilly passou a ser gerente de marketing e coordenador geral da rádio, lançando grupos como Skank e Cidade Negra, que tocaram seus primeiros sucessos por lá. Com o fim da emissora, Chantilly decidiu se aventurar como empresário do setor da música e trouxe para o Brasil as bandas australianas de maior sucesso que despontavam no universo da surf music e do rock alternativo como o Hoodoo Gurus, Men at Work e Midnight Oil, INXS, Australian Crawl e Spy vs Spy, que se firmaram no cenário do rock alternativo dos anos 90.

Visionário no mundo da música, Chantilly também produziu e tornou-se empresário de grupos nacionais de grande sucesso como Jota Quest (de 1998 a 2005) – é ele que assina a produção executiva do disco “De volta ao planeta dos macacos” – e O Rappa (2011 a 2018). Também atuou com eventos corporativos – e musicais – para empresas como Coca-Cola e Schincariol – de 2004 a 2010, esteve à frente do camarote Nova Schin, no Sambódromo do Rio.

Atualmente, Ricardo Chantilly é diretor executivo do AfroGames, que vem a ser o primeiro centro de formação de atletas de e-sports em favelas do mundo e é referência no Brasil e no exterior. O projeto criado por ele, em 2019, é fruto de um parceria entre a Chantilly Produções e o Grupo Cultural AfroReggae e capacita e profissionaliza jovens para atuar e competir em esportes eletrônicos, promovendo a diversidade, a transformação social e a geração de renda. Este ano, ele também apresentará a edição 2023 da competição Gigantes de Nazaré, no programa Globo Esportes, da TV Globo, e se prepara para gravar um programa piloto para a rádio Positividade, no qual apresentará informações sobre o mundo do surfe e entrevistas com executivos e CEOs que surfam “os chamados surfistas de terno” que falarão sobre a importância do surfe em suas vidas.

Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.

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