Open J-Bay 2025

Yago é vice em Jeffreys Bay

Yago Dora participa de sua terceira final na temporada, perde para Connor O'Leary no Open J-Bay 2025 e é vice pela primeira vez no ano.

O Brasil chegou muito perto do título do Open J-Bay 2025. Yago Dora venceu duas baterias nesta sexta-feira (18), mas perdeu a final para Connor O’Leary. Para chegar na bateria mais importante do evento o japonês barrou Filipe Toledo na semi e o australiano Ethan Ewing nas quartas. Essa é a primeira vitória de Connor na elite mundial. Últimas baterias da etapa sul-africana do CT tiveram 35 minutos, com exceção da final que ganhou um acréscimo de 5 minutos. Dia teve séries acima dos 2 metros de altura penteadas pelo vento terral em Jeffreys Bay.

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Yago abriu a final aos cinco minutos com seis manobras, sendo quatro batidas verticais e fortes. A nota foi 7.00 pontos. Os dois colocaram notas na casa dos três pontos aos 13 minutos. Yago conquistou 3.83 e Connor 3.33 para permanecer em segundo lugar. O japonês cresceu no duelo aos 14 minutos. Ele precisava de 7.50 e entrou numa direita que não foi boa no início, mas ele seguiu nela até a parede ficar em pé. Connor executou pancadas poderosas para conquistar 8.17 pontos.

O brasileiro assumiu o primeiro lugar aos 23 minutos. Yago não teve muitas seções para manobrar, mas fez algumas curvas, anotou 4.77 pontos e deixou Connor na caça de 3.60 para ser campeão do evento. O japonês voltou pra liderança aos 27 minutos numa onda longa que foi atacada nove vezes. A nota foi 7.50 pontos.

A sete minutos do fim Yago tentou chegar nos 8.67 pontos que precisava para vencer. Ele fez executou seis manobras. A nota 7.23 não foi suficiente para reverter a situação, mas diminuiu um pouco a diferença (8.44). O brasileiro teve uma última oportunidade no minuto final, mas a onda, apesar de longa, não ofereceu boas seções para ele conseguir a nota que precisava e o brasileiro acabou como vice-campeão.

“Estou sem palavras”, disse Connor. “Estou simplesmente muito feliz com o meu desempenho hoje. [Richard] ‘Dog’ Marsh tem me dito que isso aconteceria este ano, mas às vezes é difícil acreditar. Todas as estrelas se alinharam para essa ocasião, então estou empolgado. Foi muito bom ver tanta gente torcendo por mim e depois poder me apresentar para eles. Minha intenção era fazer um dos melhores surfe de backside que você já viu, e competir com outro goofy na final — espero que isso inspire outros surfistas goofy a acreditarem que também podem competir contra os melhores em perfeitas direitas de point break”.


Connor faz estrago no caminho – Yago sai da África do Sul com a lycra amarela de líder do ranking e já confirmado no WSL Finals. Ele não foi o único bem posicionado na lista dos melhores que perderam para Connor nesta sexta-feira. Nas quartas ele barrou Ethan Ewing.

O australiano largou na frente mesmo tendo dois desequilíbrios ao longo da apresentação. Ele anotou 7.67 contra 6.00 de Connor, que tentou ser o mais vertical possível de backside em Jeffreys Bay. Aos 15 minutos o japonês desferiu várias batidas retas em sequência para 7.00 pontos.

A bateria teve uma reviravolta a dez minutos do término. Ethan rabiscou uma direita para conquistar 8.40 pontos. Connor voltou a bater com força e verticalidade para conquistar 7.77 pontos. Ele passou a buscar 8.31 para avançar às semifinais. O japonês reverteu a situação perto do fim com 8.60 e ficou com a vaga nas semifinais.


Filipe para na semi – Connor teve outra pedreira na semi: Filipe Toledo. O brasileiro ficou ativo no início. Ele largou com 0.60 e na sequência anotou 5.33 pontos. Logo depois o brazuca voltou a entrar numa onda, mas optou por sair e esperar uma melhor. Connor largou com 4.50 numa atuação aos cinco minutos. O japonês assumiu a liderança aos 16 minutos com 4.10 pontos.

Os dois surfaram e erraram manobras aos 25 minutos, mas o japonês encaixou três boas manobras antes da queda e ampliou a diferença com 6.33 pontos. Filipe também mexeu no placar, mas tirou 2.43 e colocou 2.67 para seguir em segundo lugar.

Filipe assumiu a liderança a sete minutos do término. A atuação teve boas curvas, forte batida e tubos. Ele buscava 5.51 e anotou 8.00 pontos. Connor deu o troco a quatro minutos do fim. O japonês rasgou, depois surfou um canudo profundo, executou três batidas em sequência, rasgou e acertou outra pancada. Quatro dos cinco juízes deram nota máxima e ele inseriu 10 pontos no placar. O brasileiro ainda tentou a virada perto do fim, mas precisava de 8.34, anotou 6.83 e foi eliminado.


A estrada de Yago – Yago também precisou passar duas fases nesta sexta-feira para chegar na decisão do Open J-Bay 2025. Nas quartas o duelo foi contra o italiano Leonardo Fioravanti.

Yago errou nas duas ondas inicias. Na primeira ele caiu da prancha no quarto ataque (3.83) e logo depois falhou na segunda manobra (1.50). Leo começou melhor. O italiano pegou uma direita que ofereceu boas seções no início e no fim. E ele aproveitou bem as oportunidades para largar com 5.83 pontos. O brasileiro colocou outra nota na casa dos três pontos aos sete minutos (3.17) e o surfista da Itália reassumiu a liderança dois minutos depois. Ele anotou 5.50 numa direita que ficou cheia na maior parte do tempo e que ele pegou um tubo na última seção aberta.

Os dois atletas surfaram a sete minutos do fim. Yago atuou primeiro. Ele usou a prioridade e foi em busca dos 7.50 pontos que precisava para vencer. Leo surfou a direita seguinte da mesma série. As duas ondas tiveram mais seções cheias do que em pé, mas o italiano encontrou e atacou partes mais críticas. Ele anotou 7.00 e o brazuca colocou 5.87 no somatório.

A virada aconteceu a dois minutos do fim. Novamente a direita começou mais cheia, porém Yago emendou três manobras fortes nas últimas seções, com destaque para a batida final. Ele buscava 6.97 e assumiu a liderança com 7.67 pontos. Leo tentou responder na mesma série, mas errou o segundo ataque e se despediu da prova em quinto lugar.


Duelo de quatro notas no critério excelente – O adversário de Yago na semi foi o norte-americano Griffin Colapinto. Os dois pegaram altas ondas na bateria que teve quatro notas no critério excelente.

Griffin começou acelerado e surfou três ondas rapidamente. As duas iniciais renderam notas baixas, mas na terceira ele encaixou manobras fortes e conquistou 7.50 pontos. Yago respondeu aos sete minutos. O brasileiro rasgou duas vezes e emendou três batidas em sequência até cair na manobra seguinte, outra pancada. A performance valeu 6.83 e ele entrou no jogo. O norte-americano deu o troco logo depois com curvas e forte batida na última seção. Com 8.00 ele abriu larga vantagem no placar.

Yago foi em busca dos 8.67 aos 12 minutos. O brazuca usou a prioridade. A direita não foi muito boa no início, mas na parte final ele bateu forte. Ele colocou 5.00 no somatório, mas a nota não diminuiu a diferença no placar. Os dois surfaram aos 16 minutos. Griffin usou a prioridade, mas caiu no primeiro ataque mais contundente. Yago executou rasgadas e batidas potentes. A atuação não valeu a virada, mas os 8.43 diminuíram a diferença para 7.07 pontos.

O norte-americano voltou a atuar aos 19 minutos. Novamente o atleta fez boas curvas e ataques verticais. Mesmo errando a última manobra, executada numa seção quadrada, ele trocou 7.50 por 7.77 pontos. Yago passou a precisar de 7.34 para vencer.

A virada aconteceu a dez minutos do fim. Yago começou a atuação com um cutback, depois acertou uma batida reta, executou outra curva numa seção cheia da direita, bateu mais uma vez com potência e rasgou no meio da parede embaixo da crista. A atuação valeu 8.33 pontos.

Griffin tentou reverter a situação a cinco minuto do final. Ele começou a atuação com duas rasgadas sem muita expressão, tentou um tubo, mas foi muito curto e espremido, depois rasgou e pegou um canudo longo. Ele buscava 8.76 e anotou 8.33 pontos. O norte-americano teve uma última chance no minuto final, mas teve que arriscar, caiu no aéreo e foi eliminado.

Filipe contra Marco nas quartas – Antes da semi, quando perdeu para Connor, Filipe superou o francês Margo Mignot. Os atletas atuaram logo no início. Os dois usaram as rasgadas para conquistarem as notas e o brasileiro largou na frente com 6.00 contra 4.83 pontos do francês. Filipe pegou sua segunda direita no confronto aos sete minutos. Ele foi mais agressivo e veloz e ampliou a vantagem com 6.67 pontos.

Marco entrou em ação logo depois do brasileiro pegar uma onda menor que não ofereceu boas seções. Aos 14 minutos o francês executou seis rasgadas e um layback. Ele precisava de 7.84 e anotou 6.63 pontos. A diferença caiu para 6.05, mas voltou a aumentar na sequência. Filipe respondeu aos 18 minutos. A direita teve seções cheias, mas no final ela ficou oca e ele pegou um tubo longo. A atuação valeu 8.67 pontos.

O francês mexeu no placar novamente aos 20 minutos. Ele caiu na tentativa de uma batida, que foi seu sétimo ataque. Os 5.60 pontos entraram no somatório, mas não mudaram a situação dele no confronto. Ele precisava de 8.71 para vencer. Marco não conseguiu reagir e foi eliminado.


Próxima parada – A 11ª e última etapa da fase classificatória do CT 2025 acontece nas ondas de Teahupoo, Taiti, entre os dias 7 e 16 de agosto. A competição decidirá os cinco homens e as cinco mulheres que participarão do WSL Finals Fiji, prova que decide os títulos mundiais da temporada.

Open J-Bay 2025
Final Masculino

Connor O’Leary (JAP) 15.67 x 14.23 Yago Dora (BRA)
Semifinais

1 Yago Dora (BRA) 16.76 x 16.33 Griffin Colapinto (EUA)

2 Connor O’Leary (JAP) 16.33 x 14.83 Filipe Toledo (BRA)
Quartas de final

1 Yago Dora (BRA) 13.54 x 12.83 Leonardo Fioravanti (ITA)

2 Griffin Colapinto (EUA) 15.03 x 14.13 Kanoa Igarashi (JAP)

Filipe Toledo (BRA) 15.34 x 12.23 Marco Mignot (FRA)

4 Connor O’Leary (JAP) 16.37 x 16.07 Ethan Ewing (AUS)

Final Feminino

Gabriela Bryan (HAV) 13.60 x 13.34 Molly Picklum (AUS)

Semifinais

1 Gabriela Bryan (HAV) 13.53 x 12.90 Caroline Marks (EUA)

2 Molly Picklum (AUS) 13.64 x 12.00 Isabella Nichols (AUS)

Quartas de final

1 Gabriela Bryan (HAV) 15.33 x 11.37 Tyler Wright(AUS)

2 Caroilne Marks (EUA) 11.83 x 9.67 Caitlin Simmers (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) 15.84 x 11.27 Lakey Peterson (EUA)

4 Isabella Nichols (AUS) 14.50 x 12.37 Bettylou Sakura Johnson (HAV)

Ranking do CT masculino após o Open J-Bay 2025 – 10ª etapa na temporada
1 Yago Dora (BRA) 51.430

2 Jordy Smith (AFR) 47.515

3 Kanoa Igarashi (JAP) 44.455

4 Italo Ferreira (BRA) 42.675

5 Ethan Ewing (AUS) 41.885

6 Griffin Colapinto (EUA) 41.165

7 Filipe Toledo (BRA) 38.760

8 Jack Robinson (AUS) 37.545

9 Barron Mamiya (HAV) 36.120

10 Leonardo Fioravanti (ITA) 35.220

11 Connor O’Leary (AUS) 33.440

12 Cole Houshmand (EUA) 32.790

13 Miguel Pupo (BRA) 32.375

14 Jake Marshall (EUA) 30.175

15 Crosby Colapinto (EUA) 26.385

16 Joel Vaughan (AUS) 25.335

17 Marco Mignot (FRA) 24.770

18 João Chianca (BRA) 23.910

19 Alan Cleland (MEX) 21.920

20 Rio Waida (IDN) 21.855

21 Seth Moniz (HAV) 20.855

22 Alejo Muniz (BRA) 18.715
Ranking do CT feminino após o Open J-Bay 2025 – 10ª etapa na temporada

1 Molly Picklum (AUS) 61.145

2 Gabriela Bryan (HAV) 58.595

3 Caitlin Simmers (EUA) 52.480

4 Isabella Nichols (AUS) 45.950

5 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 44.675

6 Caroline Marks (EUA) 44.235

7 Tyler Wright (AUS) 40.760

8 Lakey Peterson (EUA) 38.980

9 Erin Brooks (CAN) 38.185

10 Luana Silva (BRA) 38.140

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