New Zealand Pro 2026

Quatro brasileiros nas quartas

Filipe Toledo vence Gabriel Medina, Miguel Pupo assume liderança do ranking e Brasil ainda conta com Yago Dora e Italo Ferreira nas quartas do New Zealand Pro 2026. Próxima chamada acontece neste sábado (23), às 18h45.

Os brasileiros foram o grande destaque no retorno das ondas em Manu Bay, com Filipe Toledo superando Gabriel Medina novamente, Miguel Pupo assumindo a liderança do ranking e nomes como Italo Ferreira e Yago Dora avançando com autoridade no New Zealand Pro, etapa número quatro do Championship Tour 2026 da WSL. Após uma longa espera por condições, Raglan entregou boas ondas de 0,5 a 1 metro neste sábado (23), permitindo a realização da terceira fase masculina e das quartas de final femininas, reduzindo o evento a apenas 12 competidores restantes.

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Pela segunda etapa consecutiva, Filipe Toledo derrotou Gabriel Medina na terceira fase, igualando o confronto direto entre os dois em 5 a 5 e retirando a lycra amarela de líder das mãos do compatriota. A bateria foi marcada por uma disputa intensa nas longas esquerdas de Manu Bay, com Filipe abrindo vantagem nas primeiras trocas, Medina reagindo com viradas no placar e Filipe voltando a assumir o controle com sua velocidade em combinações de backside utilizando uma prancha não convencional, mais curta e com configuração biquilha com estabilizador. No momento decisivo, Medina aproveitou uma onda abandonada por Filipe para marcar 7.47 pontos, mas o bicampeão mundial respondeu logo na sequência com 7.93, deixando o então número 1 do mundo precisando da maior nota da bateria com menos de um minuto restante.

“Comecei o ano com alguns resultados não muito bons, mas com boas performances, surfando bem e me sentindo ótimo”, disse Filipe. “Eu pensava: isso é só uma questão de tempo, e quando vier, preciso estar pronto. Então me mantive pronto o tempo todo, e agora estou retomando de onde parei, com performance e resultados. Gabriel vem dominando os últimos eventos e está muito bem com a lycra amarela. Ainda temos muitos eventos ao longo do ano, então sinto que é um pouco cedo para falar sobre o título mundial. Estou apenas curtindo, aproveitando meu tempo em todos os lugares que vou, surfando com pranchas incríveis e novos equipamentos. Obrigado a todos que estão aqui. Eu e o Gabriel sabíamos na Gold Coast que teríamos apoio brasileiro, mas eu nunca imaginei ter esse suporte incrível aqui, é algo muito especial”.

 

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Com a eliminação de Medina, Miguel Pupo aproveitou a oportunidade e assumiu a liderança do ranking com os resultados da etapa até o momento ao vencer Jack Robinson em uma bateria equilibrada, marcada pelo confronto entre o backside explosivo do australiano e o ataque de frontside dinâmico do brasileiro. Em sua 14ª temporada no Tour, o surfista de 34 anos segue em grande fase.

“O Jack vem surfando muito bem nos últimos cinco anos. Eu sabia que seria uma bateria difícil, tive que dar o meu melhor”, disse Miguel. “Eu estava nas ondas certas, o que foi muito bom de surfar. Peguei as maiores ondas, então foi apenas uma questão de posicionar as manobras certas e finalizar forte, o que eu consegui fazer, então estou muito feliz. Foi uma bateria muito importante para mim na minha disputa com o Gabe (Gabriel Medina). O Gabe perdeu antes, então foi uma oportunidade para talvez assumir a liderança, mas ainda há muito trabalho a fazer. Vamos ver o que amanhã traz”.

Miguel agora enfrenta Italo Ferreira nas quartas de final, após o campeão mundial de 2019 derrotar o japonês Kanoa Igarashi em uma reedição da final olímpica de Tóquio 2020, novamente com vitória brasileira. Outro nome que também aproveitou a saída precoce de Medina foi o atual campeão mundial Yago Dora, que somou 16.33 pontos — a maior somatória da fase — incluindo uma nota 9.00, igualando a maior onda do evento, para superar o francês Marco Mignot.

“É muito divertido quando temos oportunidades de soltar o surfe”, disse Yago. “Comecei aquela bateria com dificuldade de ler as ondas. Tive que me acalmar, esperar uma onda adequada e então colocar a borda na água. É simplesmente muito divertido. Quando começa a funcionar aqui, você só quer continuar surfando, e foi o que aconteceu na bateria. É muito legal porque, a cada boa manobra que fazemos, conseguimos ouvir a torcida gritar e é muito divertido surfar assim. Eu adoro performar para o público. Sei que é um ano longo, claro que é importante estar na liderança agora, mas isso só importa no final. Estou somando meus pontos aos poucos e espero ir até o fim”.

 

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Feminino – No feminino, Carissa Moore foi o principal nome do dia ao registrar a maior pontuação do evento, 17.06 pontos, e avançar às semifinais pela primeira vez desde 2023. Contra a norte-americana Caroline Marks, a havaiana abriu com 8.83 e demonstrou todo seu repertório em ondas longas e manobráveis. Caroline respondeu com 7.87 e 8.37, mas não conseguiu superar o desempenho dominante da adversária.

“Estou me divertindo muito. Este lugar tem muita mana e parece um pouco mágico. Espero conseguir continuar nessa energia”, disse Carissa. “A maternidade realmente testou minha fé e minha confiança em mim mesma, encontrando confiança de novas maneiras. Minha preparação é muito diferente do que era antes. Não sou mais a primeira a entrar na água pela manhã. Estou chegando uma hora e meia antes da bateria, cuidando da minha filha, trabalhando com meu marido, e meu pai está aqui também. A dinâmica é definitivamente diferente e estou tentando me soltar e me divertir um pouco mais. Eu estaria mentindo se dissesse que não sou tão competitiva quanto antes nesses primeiros eventos e que os resultados não foram frustrantes, mas estou aprendendo, encontrando ritmo. Acho que estou descobrindo no processo e não estou colocando tanta pressão em mim mesma. Estou feliz de ainda estar na briga com essas mulheres”.

 

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Sua adversária será a havaiana Bettylou Sakura Johnson, que avançou após vencer a australiana Molly Picklum com autoridade, somando 8.50 e 7.83 em apenas duas ondas surfadas.

“Foi muito divertido. Acho que eu simplesmente me conectei com o momento, aproveitei as ondas que recebi e comecei a reagir, me divertindo muito”, disse Bettylou. “Estou muito feliz com isso, honestamente, porque meu backside definitivamente não é meu ponto forte. Tentei dedicar muito tempo a isso e estou feliz de finalmente estar encaixando. Não estava me estressando muito com os resultados no começo do ano. Foi frustrante, mas é muito bom chegar nas semifinais, recuperar a confiança e continuar evoluindo onda a onda”.

 

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O evento segue com chamada marcada para a manhã de domingo, com possibilidade de definição dos campeões caso as condições se mantenham favoráveis em Manu Bay.

New Zealand Pro 2026

Bateria realizada na segunda-feira (18)

1 Griffin Colapinto (EUA) 11.53 x 9.53 Crosby Colapinto (EUA)

Baterias realizadas neste sábado

2 Filipe Toledo (BRA) 15.43 x 13.90 Gabriel Medina (BRA)

3 Morgan Cibilic (AUS) 13.50 x 9.94 Liam O’Brien (AUS)

4 Rio Waida (INA) 12.84 x 10.77 Alejo Muniz (BRA)

5 Yago Dora (BRA) 16.33 x 11.50 Marco Mignot (FRA)

6 Cole Houshmand (EUA) 15.34 x 12.77 Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Italo Ferreira (BRA) 15.90 x 13.30 Kanoa Igarashi (JAP)

8 Miguel Pupo (BRA) 14.96 x 12.50 Jack Robinson (AUS)

Quartas de Final Feminino

1 Alyssa Spencer (EUA) 14.43 x 13.23 Gabriela Bryan (HAV)

2 Sawyer Lindblad (EUA) 16.26 x 12.40 Tyler Wright (AUS)

3 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 16.33 x 14.27 Molly Picklum (AUS)

4 Carissa Moore (HAV) 17.06 x 16.04 Caroline Marks (EUA)

Quartas de Final Masculino

1 Griffin Colapinto (EUA) x Filipe Toledo (BRA)

2 Morgan Cibilic (AUS) x Rio Waida (INA)

3 Yago Dora (BRA) x Cole Houshmand (EUA)

4 Italo Ferreira (BRA) x Miguel Pupo (BRA)
Semifinais Feminino

1 Alyssa Spencer (EUA) x Sawyer Lindblad (EUA)

2 Bettylou Sakura Johnson (HAV) x Carissa Moore (HAV)

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