New Zealand Pro 2026

Falta de ondas para competição

New Zealand Pro 2026 é interrompido após apenas uma bateria em Manu Bay e fica em espera por melhora nas condições. Próxima chamada acontece nesta segunda-feira (18), às 16h15 (de Brasília).

A expectativa era de boas condições após o free surf da manhã, com ondas na faixa de 0,5 a 1 metro, oferecendo oportunidades para a realização da terceira fase masculina. No entanto, assim que o New Zealand Pro 2026 começou, o mar perdeu força rapidamente. Com a maré enchendo, as ondas praticamente pararam, forçando a WSL a colocar o evento em espera.

A próxima chamada acontece nesta segunda-feira (18), às 16h15 (de Brasília), com possível reinício às 16h35 em Manu Bay.

Segundo Renato Hickel, vice-presidente de Tours e Competições da WSL, as condições mudaram de forma inesperada. Ele explicou que as ondas estavam excelentes pela manhã, o que justificou o início da competição, mas a rápida queda do swell tornou a bateria muito difícil. Após conversa com Gabriel Medina e Filipe Toledo, que competiriam na bateria seguinte, foi tomada a decisão de encerrar as atividades do dia.

Renato também destacou que a expectativa é de marés melhores a partir do dia seguinte, mas sem previsão consistente de ondas maiores no restante da janela. A organização espera melhora para os dois últimos dias, embora ainda não possa contar com isso. Independentemente do cenário, será necessário realizar baterias mesmo em ondas pequenas, escolhendo os melhores momentos para oferecer condições adequadas aos atletas.

A única bateria realizada foi a primeira da terceira fase masculina, que colocou frente a frente os irmãos norte-americanos Griffin e Crosby Colapinto. No terceiro confronto entre eles no CT, o duelo serviu como desempate. Griffin levou a melhor e assumiu a vantagem no histórico recente. Ele já havia vencido o primeiro encontro em Bells Beach, em 2024, enquanto Crosby igualou a disputa ao vencer em Margaret River neste ano.

Mesmo em condições difíceis, Griffin demonstrou por que é considerado um dos melhores surfistas de backside do Tour. Ele apresentou fluidez nas esquerdas pequenas de Manu Bay, mantendo potência nas manobras. Crosby, com maior porte físico, conseguiu boas manobras isoladas, mas não alcançou o mesmo dinamismo do irmão.

Após a bateria, Griffin comentou sobre o desafio mental de enfrentar o próprio irmão durante a etapa, destacando que ambos acabam impedindo o avanço um do outro para o Finals Day, apesar da forte relação entre eles. Ele afirmou que a derrota em Margaret River serviu como motivação extra e que entrou confiante para vencer. Também ressaltou que se sente muito bem surfando de backside, elogiou a energia do local e disse que pretende aproveitar isso para buscar a vitória no evento.

Vice-campeão mundial de 2025, Griffin avança agora para as quartas de final pela segunda vez na temporada. Seu próximo adversário sairá do confronto entre Gabriel Medina e Filipe Toledo, em uma aguardada revanche entre dois dos maiores nomes do Tour, que já protagonizaram uma das melhores baterias do evento em Snapper Rocks.

Como assistir ao vivo – O New Zealand Pro 2026 pode ser assistido ao vivo pelo Sportv e Globoplay. A transmissão também pode ser acompanhada pelo WorldSurfLeague.com e pelo Aplicativo da WSL. O Canal da entidade no YouTube também transmite, porém só até o término das oitavas de final.

New Zealand Pro 2026

Oitavas de final Masculino

1 Griffin Colapinto (EUA) 11.53 x 9.53 Crosby Colapinto (EUA)

Próximas baterias

2 Gabriel Medina (BRA) x Filipe Toledo (BRA)

3 Liam O’Brien (AUS) x Morgan Cibilic (AUS)

4 Rio Waida (IND) x Alejo Muniz (BRA)

5 Yago Dora (BRA) x Marco Mignot (FRA)

6 Cole Houshmand (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

7 Italo Ferreira (BRA) x Kanoa Igarashi (JAP)

8 Jack Robinson (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
Quartas de final Feminino

1 Gabriela Bryan (HAV) x Alyssa Spencer (EUA)

2 Tyler Wright (AUS) x Sawyer Lindblad (EUA)

3 Molly Picklum (AUS) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)

4 Carissa Moore (HAV) x Caroline Marks (EUA)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)