Biquilhas pin

Rabiscos experimentais

A ideia não é novidade, mas nunca emplacou. Edinho Leite fala sobre as possibilidades da twin fin pin.

O conceito de biquilha surgiu, também, da ideia de uma prancha larga que tivesse duas rabetas pin, cada uma com uma quilha. A primeira fish tail nasceu aí. No fim dos anos 60 e começo dos 70, inclusive no Brasil, surgiram biquilhas com um round square bem largo, com as quilhas postadas lá atrás. Não duraram muito.

História à parte, a verdade é que as pranchas com duas quilhas, sejam twin fins (tipo Mark Richards, mais performáticas) ou biquilhas fish (clássicas, com keel fins) foram desenvolvidas predominantemente com rabetas swallow ou fish. Rolaram variações e tentativas pelo caminho, mas só agora, muito por conta dos novos biquilheiros de plantão, as duas quilhas com rabeta pin podem encontrar um ambiente para proliferar.

O número de vídeos postados por Torren Martyn, Tyler Worren ou Dave Rastovich, para citar os mais conhecidos desse universo de duas quilhas, tem apresentado essa possibilidade de biquilha pin, viabilizada em grande parte pela melhor funcionalidade dos designs atuais. Sim, as pranchas evoluíram em vários aspectos e isso possibilita revisitar ideias que não decolaram e foram abandonadas décadas atrás.

Os magos dos shapes aprenderam muito sobre colocação de quilhas e seus modelos. As canaletas ressurgiram e hoje podem ajudar no funcionamento das biquilhas. Mas, claro, o principal é que agora há mais gente que entende melhor como surfar com cada tipo de prancha e suas especificidades.

Essas biquilhas pin são soltas, rápidas e podem fazer curvas incríveis, contanto que você saiba dosar a força aplicada em cada ponto da curva. Resumo, se você quiser replicar as manobras que faz de triquilha com uma dessas talvez termine frustrado, especialmente no fim da curva. Por outro lado, se quiser experimentar novas linhas, pode ser uma boa ideia testar uma twin fin pin.

https://vimeo.com/59776710

Legenda vídeo: 
Não é de hoje que Ellis Ericson vem testando essas pranchas. Esse vídeo tem cinco anos.



Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)