Surf Brasil Pro

Decisão em Ipojuca

Baiano Bino Lopes assume liderança e encara o local Douglas Silva, enquanto Tainá Hinckel e Juliana dos Santos comandam semifinais femininas no domingo decisivo do Surf Brasil Pro em Porto de Galinhas.

O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas decide os títulos da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de 2026, neste domingo no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O baiano Bino Lopes assumiu a liderança do ranking e vai fazer um duelo de campeões brasileiros com o ídolo local, Douglas Silva, que quer repetir o título do ano passado em casa. No sábado foram disputadas as quartas de final masculinas e femininas na Praia do Borete. A surfista olímpica Tainá Hinckel se destacou com um novo recorde de pontos nas duas etapas de 2026. O domingo decisivo pode ser assistido ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais de TV Woohoo e XSports.

Na primeira semifinal do domingo, a catarinense Tainá Hinckel vai enfrentar a gaúcha Alexia Monteiro já como vice-líder no ranking do Surf Brasil Pro 2026. Na outra bateria, a líder Juliana dos Santos, campeã da primeira etapa no Ceará, pega um grande talento da nova geração, a catarinense Kauanny de Souza de apenas 15 anos de idade. As semifinais masculinas começam com o confronto dos campeões brasileiros Bino Lopes e Douglas Silva, com o também campeão Weslley Dantas disputando a segunda vaga na final com o potiguar Alan Jhones. A vitória no circuito nacional mais rico do mundo, com premiação de meio milhão de reais a cada etapa, vale uma bolada de 50 mil reais para a campeã e para o campeão.

A campeã brasileira de 2023, Tainá Hinckel, detém a maioria dos recordes femininos na gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, iniciada em 2022. E no sábado colecionou mais um, aumentando para 13.60 pontos o maior somatório das duas etapas do Surf Brasil Pro 2026. Tainá bateu os 13.40 que a ipojucana Monik Santos tinha feito também na Praia do Borete nessa semana. A catarinense somou uma nota 7.50 com seu ataque explosivo de backside numa boa onda, para vencer o grande clássico do surf feminino brasileiro contra a paulista Sophia Medina, por 13.60 a 11.67 pontos.

“Foi uma bateria superdisputada com a Sophia e todas as meninas tão surfando muito né. Então, a gente tem que entrar na água pra sempre dar o melhor e foi isso que tentei fazer”, disse Tainá Hinckel. “As condições estavam um pouco difíceis e só agora tá começando a melhorar, por conta da maré que tá começando a encher. Estou feliz porque consegui achar duas ondas boas, que foram suficientes pra passar. Foi uma bateria apertada, disputada do início até o fim e estou realmente muito feliz por estar na semifinal. Agora é descansar um pouco, porque amanhã tem mais”.

Tainá Hinckel agora vai tentar manter a invencibilidade contra a gaúcha Alexia Monteiro, pois ganhou as seis baterias que elas se enfrentaram desde 2022. A catarinense também pode aumentar de 6 para 7, o seu recorde de vitórias em etapas válidas pelo título brasileiro na gestão Teco Padaratz. Mas, a Alexia vem se destacando desde a primeira fase no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. No sábado contra a paulista Sophia Gonçalves, venceu a sua quinta bateria na Praia do Borete esse ano.

Campeã brasileira e líder do ranking enfrentando a nova geração – Na outra semifinal, Juliana dos Santos terá mais um duelo contra outro talento da nova geração. A cearense foi campeã brasileira em 2024 e vice-campeã na final com a catarinense Laura Raupp na etapa pernambucana em Ipojuca no ano passado. No sábado, Jujú enfrentou a bicampeã brasileira Sub-16, Carol Bastides, de apenas 14 anos de idade, por uma pequena vantagem de 11.54 a 10.96 pontos. Agora, terá pela frente a catarinense de 15 anos, Kauanny de Souza, que bateu a experiente paulista Juliana Meneguel, por 9.83 a 7.67 pontos na última quarta de final.

“Estou feliz de passar pra semifinal agora e grata à Deus por ter acordado bem hoje, pra disputar as quartas de final”, disse Juliana dos Santos. “Tem altas ondas e as direitas começaram a aparecer na maré enchendo. Eu até entrei no pico das esquerdas, mas a Carol começou nas direitas e eu consegui fazer uma onda boa logo no início. Depois, demorou para fazer um backup. Esperei pra pegar uma onda da série e estou feliz por achar boas oportunidades, porque eu sabia que seria uma bateria difícil com a Carol, que vem surfando muito bem. Deus tem iluminado meu caminho e estou feliz por estar nas semifinais de novo aqui”.

Enquanto Juliana dos Santos já tem quatro vitórias em seis finais disputadas desde 2022, Kauanny de Souza festejou a sua primeira semifinal da carreira: “Primeiramente, quero agradecer a Deus, porque sem Ele nada disso estaria acontecendo. Eu tenho certeza de que foi Ele que colocou as melhores ondas pra mim. Antes de entrar na água, orei muito pedindo sabedoria, conexão com o mar e deu certo, então só tenho que agradecer a Ele. O mar tá difícil, mas consegui me conectar com as ondas pra vencer essa bateria e estou preparada pra qualquer condição. Independente contra quem for, eu vou pra cima, dar na cara e é isso (risos)”.

Bino Lopes assumindo a liderança do ranking nas quartas de final – As quartas de final masculinas rolaram após as femininas, com disputa pela liderança do ranking logo na primeira bateria. O baiano Bino Lopes já tiraria o primeiro lugar do cearense Michael Rodrigues, se passasse para as semifinais. E foi isso que aconteceu. O campeão brasileiro de 2015 começou bem a bateria contra o alagoano Amando Tenorio e chegou até a conseguir a sua maior nota na gestão Teco Padaratz. A nota 8.00 que recebeu na nona onda que pegou na bateria, sacramentou a vitória por uma larga vantagem de 14.50 a 9.46 pontos. Bino Lopes então saiu do mar já como novo líder no ranking do Surf Brasil Pro 2026.

“Estou amarradão em ter avançado mais uma bateria muito difícil, contra o Amando Tenorio”, destacou Bino Lopes. “Eu comecei bem conectado com a vala e sabia que tinha uma esquerdinha, que rendeu legal, deu pra fazer três manobras e aí saí com um 6.00 e um 6.50. Depois ficou mais fácil pra administrar a bateria, porque não tava vindo tanta onda. Comecei a fazer um joguinho de xadrez ali e aí veio o 8.00, que me deu uma tranquilidade maior e estou amarradão de ter avançado. Vamos com tudo aí pras semifinais”.

Disputa por onda no início é penalizada com interferência dupla – A segunda quarta de final foi bem mais disputada, com toda a torcida na areia para assistir o ídolo local, o bicampeão brasileiro Douglas Silva, que voltou pra casa com o título panamericano conquistado no Panamá. A bateria começou quente, com Dodô e o cearense Cauã Costa se cruzando na briga pela primeira onda. Ambos ficaram em pé ao mesmo tempo, com o pernambucano querendo pegar uma direita e Cauã a esquerda. Os juízes assinalaram uma interferência dupla, com os dois sendo penalizados com a perda da metade da segunda nota computada. Logo, Douglas Silva acertou um aéreo full rotation de frontside, que ganhou nota 8.17 e foi decisiva para garantir a vitória por 10.72 a 7.60 pontos.

“Eu sabia que ia ser uma bateria muito difícil. O Cauã vem se destacando com as manobras aéreas, tirando boas notas, então eu sabia que ia ser difícil enfrentar ele”, disse Douglas Silva, que comentou sobre a interferência. “Na hora que rolou isso, eu vi uma direita animal, ele viu uma esquerda animal e a gente dropou praticamente juntos. Só que um querendo ir prum lado, outro pro outro e foi até engraçado. Aí logo veio uma esquerda e mandei um aéreo muito bom, acabei fazendo um 8 e foi o que me garantiu na bateria. Eu tava super diboa, tranquilo, só queria fazer meu trabalho e estou feliz de ter me classificado pra semifinal”.

Weslley Dantas vence confronto de campeões brasileiros do sábado – O confronto seguinte foi mais um duelo de campeões brasileiros no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, com o vencedor do primeiro título da gestão Teco Padaratz em 2022, o potiguar Israel Junior, contra o primeiro campeão brasileiro do Dream Tour em 2023, o paulista Weslley Dantas. São dois especialistas em manobras aéreas e King Dantas comandou o show, com os seus full rotations de frontside nas esquerdas da Praia do Borete. Ele já largou na frente com nota 7.50 e logo acertou outro que valeu 7.87. Israel Junior esboçou uma reação no final, mas Weslley Dantas garantiu a vitória com o maior placar do dia, 15.37 a 12.86 pontos.

“Estou muito feliz, é a minha primeira semifinal esse ano, abrindo as portas para grandes resultados pro resto da temporada”, disse Weslley Dantas. “Estou feliz com meu desempenho, porque o Israel (Junior) é um grande surfista, um grande aerealista e eu sabia que ele ia voar. Então, tive que não só dar aéreos, mas competir bem, para que ele não pudesse pegar alguma onda boa, porque tem nível de fazer (nota) 8, 9, também. Eu não podia dar esse mole com a bateria na minha mão. Eu já tava mentalizando esses dois aéreos, uma nota alta, a galera vibrando antes da bateria e, graças a Deus, aconteceu”.

Batalha pela liderança do ranking no domingo decisivo em Ipojuca – Weslley Dantas é o único surfista que ainda briga pela liderança do ranking no domingo decisivo do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. E ela pode até ser decidida numa final entre ele e Bino Lopes. O baiano terá um duro desafio pela frente, contra o defensor do título da etapa pernambucana em Ipojuca, Douglas Silva. Se Bino Lopes perder, Weslley já assume a ponta se vencer o Alan Jhones na segunda semifinal. O potiguar mostrou a potência do seu surf de borda, para aniquilar o ataque aéreo do cearense Santiago dos Santos na bateria que fechou o sábado na Praia do Borete. Alan Jhones somou notas 7.37 e 7.00 na vitória por 14.37 a 11.70 pontos. Então, a batalha não será fácil para Weslley Dantas. Na categoria feminina, Juliana dos Santos já havia confirmado a primeira posição, quando se classificou para as quartas de final.

O Surf Brasil Pro 2026 é uma realização de Surf Brasil, em conjunto com a Federação Pernambucana de Surf nesta segunda etapa em Porto de Galinhas, que conta com patrocínio da Prefeitura Municipal do Ipojuca através da Secretaria Especial de Esportes, CAIXA Esportes, Monster Energy e Surf Telecom; apoio local da marca JISK e parceria de Suntech, Brazilian Tiger Balm, Sococo, Shopee, Chandon, Restaurante Chicama, Cerveja Praya, apoio ambiental de La Mondo en Ekvilibro e apoio institucional do COB – Comitê Olímpico do Brasil. Todas as etapas do Surf Brasil Pro 2026 são transmitidas pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e nos canais Woohoo na TV fechada e XSports na TV aberta, com o último dia também passando ao vivo no canal Time Brasil TV do COB no YouTube.

Semifinais do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas

(entre parênteses o estado que representa na competição)

Categoria feminina
3º lugar com R$ 13.500 e 7.300 pontos

1ª Tainá Hinckel (SC) x Alexia Monteiro (RS)

2ª Juliana dos Santos (CE) x Kauanny de Souza (SC)

Categoria masculina
3º lugar com R$ 13.500 e 7.300 pontos

1ª Bino Lopes (BA) x Douglas Silva (PE)

2ª Weslley Dantas (SP) x Alan Jhones (RN)

Resultados das quartas de final no sábado em Ipojuca

Categoria feminina
5º lugar com R$ 8.000 e 6.100 pontos

1ª Tainá Hinckel (SC) 13,60 x 11,67 Sophia Medina (SP)

2ª Alexia Monteiro (RS) 12,57 x 11,70 Sophia Gonçalves (SP)

3ª Juliana dos Santos (CE) 11,54 x 10,96 Carol Bastides (SP)

4ª Kauanny de Souza (SC) 9,83 x 7,67 Juliana Meneguel (SP)

Categoria masculina
5º lugar com R$ 8.000 e 6.100 pontos

1ª Bino Lopes (BA) 14,50 x 9,46 Amando Tenorio (AL)

2ª Douglas Silva (PE) 10,72 x 7,60 Cauã Costa (RJ)

3ª Weslley Dantas (SP) 15,37 x 12,86 Israel Junior (RN)

4ª Alan Jhones (RN) 14,37 x 11,70 Santiago dos Santos (CE)

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