REMA

Finais em dia mágico

Com seis decisões emocionantes, REMA WSL Festival define títulos do QS Masculino e Feminino, bem como do Pro Junior e Longboard.
REMA WSL Festival, Praia de Itaúna, Saquarema (RJ), abril 2025

O REMA WSL Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves apresentado pela Prefeitura de Saquarema foi encerrado em mais um dia mágico de Sol e boas ondas na Praia de Itaúna lotada no sábado. Foram seis decisões emocionantes que culminaram com a catarinense Tainá Hinckel e o paulista Weslley Dantas escrevendo seus nomes no Troféu Leo Neves pelos títulos no QS 6000. No Pro Junior, Rickson Falcão conquistou a primeira vitória de um surfista de Saquarema e a paranaense Luara Mandelli festejou o seu primeiro título na categoria Sub-20. No Longboard, Chloe Calmon conseguiu o tricampeonato e o também carioca Phil Rajzman venceu pela primeira vez este evento no Maracanã do surfe brasileiro.

Mais dois competidores de Saquarema disputaram os títulos no cenário perfeito para fechar com chave de ouro a quinta edição do Maior Festival de Surf da América do Sul, realizado pela 213 Sports desde 2021. O campeão do Longboard em 2022, Rodrigo Sphaier, ficou em segundo lugar dessa vez e o Daniel Templar também foi o vice-campeão na final do QS 6000. Já Tainá Hinckel ganhou a final catarinense com Laura Raupp, que valia um inédito bicampeonato no QS na história do REMA WSL Saquarema Surf Festival. As duas ganharam as duas últimas edições, foram as últimas campeãs sul-americanas da WSL e Laura Raupp defendia os dois títulos conquistados na última temporada da World Surf League.

“Estou muito feliz com esse título. Confesso até que demorei pra acreditar que eu tinha ganho, que a bateria tinha finalizado. Eu tava tão focada que, pra mim, parecia que não tinha acabado ainda”, disse Tainá Hinckel. “Estou muito, muito feliz com esse bicampeonato e só eu sei o quanto mereço. Eu tava muito focada nessa bateria e só sabia que ia fazer tudo o que precisava para vencer. Surfei do início ao fim pensando nisso e felizmente aconteceu. Todas as atletas estão surfando muito, admiro todas e estou muito feliz em fazer mais uma final com a Laura (Raupp)”.

Laura Raupp tinha feito os recordes do QS feminino na semifinal contra a experiente Silvana Lima, nota 9,50 e 16,50 pontos. Mas, Tainá largou na frente com notas 6,83 e 6,17 logo no início e com elas ganhou o duelo de campeãs que já se tornou um clássico do surfe brasileiro. A surfista olímpica da Guarda do Embaú não surfou mais nada na bateria foi marcada por longas calmarias, com poucas ondas boas para Laura Raupp poder repetir o que já tinha mostrado na semifinal. As duas agora encabeçam o primeiro ranking da temporada 2025/2026 da WSL South America, que decide os títulos sul-americanos e classifica 3 mulheres e 7 homens para o Challenger Series, circuito de acesso para a elite do Championhip Tour (CT).

Esta foi a quarta vitória da Tainá Hinckel em etapas do QS e a última tinha sido numa final contra a mesma Laura Raupp na Praia Mole de Florianópolis no ano passado. Laura vinha de um bicampeonato inédito nesta etapa da Ilha de Santa Catarina, que mudou para a Praia da Joaquina esse ano. Mas no REMA WSL Saquarema Surf Festival, foi Tainá Hinckel quem conseguiu esse feito. Se vencesse, Laura igualaria o número de 10 vitórias da Jacqueline Silva em etapas do QS, ficando só abaixo da recordista mundial Silvana Lima, que colecionou 19 títulos comemorados desde o primeiro em 2003 até 2023.

Vitória paulista inédita – Na decisão do QS 6000 masculino, que fechou o REMA WSL Saquarema Surf Festival, o surfista da cidade, Daniel Templar, tinha todo o apoio da torcida e preferiu se posicionar mais a direita da arena do evento, enquanto Weslley Dantas ficou mais em frente. E o paulista de Ubatuba acertou na escolha, pegando as melhores ondas para mostrar a potência do seu frontside nas esquerdas de Itaúna. Ele é conhecido pelos seus aéreos, mas ganhou o campeonato com batidas e rasgadas executadas com pressão e velocidade incríveis. Weslley registrou um novo recorde de 17,03 para esta quinta edição do evento, enquanto Daniel Templar ficou tentando os aéreos sem completar as aterrissagens.

“Eu venho trabalhando muito pra fazer um bom resultado num QS no Brasil, porque eu não tinha ganhado nenhuma etapa aqui ainda”, disse Weslley Dantas. “É o meu trabalho sendo feito, esta é a segunda etapa que eu ganho esse ano, fiquei perto de entrar no Challenger Series e com essa vitória eu poderia até ganhar uma vaguinha lá né (risos). Eu to surfando bem, to quebrando, então se sobrar uma vaga, eu to aí, mas eu só tenho que agradecer a Deus. Sem Ele, nada disso teria acontecido e quero agradecer minha família também, minha namorada, meu irmão que tá aqui, ao L7nnon que também veio me apoiar e a todos que torcem por mim. Mãe, eu falei mãe, prometi e cumpri, esse troféu vai pra Ubatuba (risos)”.

A vitória de Weslley Dantas foi a primeira de um paulista no QS do REMA WSL Saquarema Surf Festival e a terceira da carreira dele. A primeira foi em 2018 em Pantin na Espanha e a segunda esse ano em Señoritas, no Peru. O inédito título de um saquaremense não aconteceu para Daniel Templar, que terminou como vice-campeão, repetindo o resultado do João Chianca em 2021 e 2022. Mas, a torcida já tinha vibrado bastante com a vitória do Rickson Falcão na categoria Sub-20, que valia a liderança isolada no ranking da WSL South America, que classifica dois surfistas para o Mundial Junior da World Surf League.

Pro Junior – Era a terceira final consecutiva dele na Praia de Itaúna, ficando em quarto na final de 2023, foi vice-campeão no ano passado e agora conseguiu repetir a vitória conseguida na primeira etapa deste ano no Peru. O REMA WSL Saquarema Surf Festival realizou a terceira etapa de 2025 e Rickson Falcão usou os aéreos para superar o bicampeão sul-americano Pro Junior de 2023 e 2024, Ryan Kainalo. Foi a decisão mais incrível e emocionante do sábado, decidida por 0,01 de diferença, com ambos fazendo novos recordes no Pro Junior desse ano na Praia de Itaúna, 15,57 e 15,56 pontos. Em terceiro lugar na final ficou Sunny Pires e o vencedor da terceira edição em 2023, Gabriel Klaussner, terminou na quarta posição.

“Estou aliviado porque eu tava muito apreensivo e sabia que o Ryan (Kainalo) tinha total condições de poder vencer”, disse Rickson Falcão. “A bateria foi muito louca. Eu comecei com uma estratégia que não deu certo, então tive que virar a chave e decidi apostar tudo nos aéreos. Estou muito feliz de vencer em casa, com as pessoas que eu mais amo aqui na areia, torcendo por mim e fico feliz de poder dar esse show pra praia toda. É a minha casa, um lugar maravilhoso e esse é um presente pro meu pai. Também fiz uma dobradinha com minha namorada (Luara Mandelli) e estou muito feliz”.

A namorada do Rickson Falcão, a paranaense Luara Mandelli de apenas 16 anos de idade, conseguiu a sua primeira vitória na categoria Pro Junior da World Surf League também de forma emocionante, no último minuto. Ela enfrentou três surfistas de outros países e a grande favorita era Catalina Zariquiey, que lidera o ranking e vinha fazendo os recordes femininos na Praia de Itaúna a cada apresentação. A peruana ficou na frente desde o início, mas Luara achou uma direita no último minuto, abrindo a parede para ela mandar três manobras potentes de frontside, que valeram 6,50. Com essa nota, ela virou para 10,27 a 9,13 o placar contra Catalina Zariquiey, com as chilenas Estela López e Matilda Bultó ficando em terceiro e quarto lugar.

“Nossa, eu estou sem palavras, meio sem acreditar ainda e quero agradecer muito à Deus”, disse Luara Mandelli. “Eu treinei muito pra isso, mas não conseguia fazer um campeonato bom há muito tempo. Então quando eu perdi no QS, prometi pra mim mesma que ia dar meu melhor no Pro Junior, pois era uma das minhas metas esse ano ganhar um. Eu fui meio mal nas duas primeiras etapas e estava até um pouco desacreditada de mim. Agora, no final da bateria, faltava pouco pra acabar e eu falei, Deus eu só quero uma onda. E veio uma direita muito boa, que consegui fazer um 6,50 e estou muito, muito feliz”.

Longboard – No Longboard, a carioca Chloe Calmon, três vezes vice-campeã mundial e tricampeã sul-americana da World Surf League, manteve a invencibilidade na Praia de Itaúna. Ela ganhou as duas primeiras edições do REMA WSL Saquarema Surf Festival em 2021 e 2022, não competiu em 2023 e 2024 e retornou agora, depois de se afastar das competições para tratar da saúde mental no ano passado. Na decisão do sábado, Chloe Calmon mostrou toda a sua arte em fazer as manobras clássicas dos pranchões e conseguiu uma nota excelente, 8,17, para confirmar a terceira vitória. Na final, estavam as outras duas campeãs em Saquarema, Luana Soares de 2023 e Evelin Neves de 2024, além de Ayllar Cinti.

“Nossa, eu estou nas nuvens ainda. Tinha altas ondas, esquerdas lindas, Sol, praia cheia. Acho que é o cenário ideal que a gente sonha e Saquarema, eu não canso de falar o quanto é especial pra mim”, disse Chloe Calmon. “Essa semana a gente foi presentada com altas ondas todos os dias. Na minha semifinal ontem, eu peguei só uma onda boa, então meu objetivo agora era tentar surfar o máximo, aproveitar todas as oportunidades possíveis. Eu me sinto muito conectada com as ondas daqui de Itaúna e estou muito feliz com essa minha fase, com meu surfe, com a Natureza, com a minha prancha, enfim, eu to muito feliz”.

Na final masculina, o bicampeão mundial Phil Rajzman também ficou sem competir no ano passado para tratar de um câncer. Ele pegou uma onda muito boa logo no início e deu seu show, para largar na frente com uma nota no critério excelente do julgamento, 8,00. O local de Saquarema, Rodrigo Sphaier, que já tinha vencido o REMA WSL Saquarema Surf Festival em 2022, chegou a assumir a liderança com notas 7,17 e 5,43. Até Phil Rajzman achar outra onda boa para ganhar nota 6,00, que confirmou a vitória por 14,00 pontos, contra 12,60 do Rodrigo Sphaier, 10,10 do Wenderson Biludo e 9,50 do uruguaio Julian Schweizer.

“Obrigado ao REMA pelo quinto ano incentivando o surfe no Brasil e pra mim, sem dúvida nenhuma, é um resultado histórico”, disse Phil Rajzman. “Eu superei um câncer no ano passado, ainda estou em tratamento, todo mês faço imunoterapia e não tinha expectativa nenhuma de fazer a final nesse evento. Mas as coisas foram acontecendo, as ondas foram aparecendo, o equipamento tá mágico, as ondas estão perfeitas e tudo fluiu a meu favor. Eu teria que fazer um transplante de medula, mas não precisou e espero que essa história sirva de exemplo para que as pessoas não desistam, façam o que amam, porque o momento é agora, é o presente, porque o passado a gente não vai mudar e o futuro está relacionado com o nosso presente. Eu estou aqui com a vitória que veio de uma forma inesperada, inacreditável, e só tenho que agradecer a Deus e todos os amigos, familiares, todo mundo que tá torcendo, obrigado”.

Capital do Surfe – A Capital Nacional do Surf é a única cidade do mundo a sediar as três principais competições da Liga Mundial. A primeira foi o REMA WSL Saquarema Surf Festival, com status máximo do Qualifying Series, que foi encerrado neste sábado. A próxima é o Vivo Rio Pro, com a elite mundial do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT) se apresentando nos dias 21 a 29 de junho na mesma Praia de Itaúna. E a terceira vai fechar o Challenger Series 2025 em Saquarema, definindo os últimos nomes para o CT 2026, nos dias 11 a 19 de outubro nas ondas do Maracanã do surfe brasileiro.

A Prefeitura de Saquarema apresenta o REMA WSL Saquarema Surf Festival em memória a Leo Neves, uma realização da 213 Sports / V3A com homologação da WSL Latin America, foi realizado com patrocínios da Cerveja Praya, Rip Curl e Monster Energy Drink; apoio da Ocean Drop e Viação 1001; parceria de mídia do Canal Woohoo, Flamboiar, Waves, Surfguru, Saquarema da Informação, Costa do Sol FM e parceria institucional da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), Associação de Surf de Saquarema (ASS) e Centro de Treinamento Leo Neves, com transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

Sobre o REMA – Apresentado pela Prefeitura de Saquarema e realizado pela 213 Sports/V3A, o evento homenageia Léo Neves e evoluiu para o REMA (Rua, Esporte, Mar e Arte), unindo surfe, skate e música em um grande encontro ao ar livre. Com competições de alto nível, incluindo o QS 6000, Pro Junior e Longboard, o festival oferece igualdade de premiação entre homens e mulheres e atrai atletas da elite mundial. A novidade para esta edição é a ampliação das atividades, com a competição de skate agora acontecendo em dois dias, além de uma programação diversificada de ações artísticas e educativas. A parceria com a Prefeitura de Saquarema segue fortalecida, estimulando a economia local e o turismo, além de apoiar jovens surfistas da região com vagas exclusivas. Em 2025, o REMA também destaca a sustentabilidade, com a certificação internacional de Bandeira Azul e ações para preservação ambiental durante o evento.

Sobre a V3A – União de talento, criatividade e inovação. Estes elementos formam o DNA da V3A, uma empresa que se destaca nos mercados de live marketing (On Demand) e projetos proprietários (Ventures). Com sedes em São Paulo e Rio de Janeiro, a V3A possui uma trajetória marcada pelo reconhecimento do mercado, com dezenas de prêmios conquistados e a realização de centenas de projetos, campanhas e ações para clientes de diversos setores da indústria, como Petrobras, L’óreal, Globo, entre outros. Além de sua expertise em live marketing, a divisão de Ventures, transforma insights em propriedades intelectuais desenvolvendo eventos proprietários que geram novas oportunidades para marcas e consumidores. São mais de 10 projetos em crescente ascensão nos mercados de esportes, e-sports, música e cultura, como o World Trail Races – WTR (esportes outdoor), TRITON (triathlon), REMA – antigo Saquarema Surf Festival (surfe), SLS Brasil (skate), Martial Arts Championship (MAC), Prêmio eSports Brasil – PEB e o Multiplatform eSports Games – MEG (e-sports), Living Books (cultura), Lapa pela Lapa (música), entre outros.

Sobre a 213 Sports – Fundada por Pedro Dau de Mesquita, Yuri Binder, Bernardo Montenegro e Marcelo Montenegro, a 213 Sports nasceu em 2012. Em 2021, a agência foi adquirida pela V3A e, desde então, responde como vertical de esportes, que integra o pilar de Ventures da companhia. Focada em marketing esportivo, a 213 Sports já realizou mais de 80 projetos para marcas globais e locais, impactando mais de 50 milhões de pessoas no Brasil e no mundo. A 213 Sports vê o esporte como uma plataforma de engajamento e conexão com forte apelo emocional entre as marcas e consumidores, resultando em uma experiência única de esporte e entretenimento. Insights estratégicos alinhados com o posicionamento da marca, excelência na execução e resultados mensuráveis com retorno social, sempre que possível, são as bases que sustentam a excelência da 213 Sports. Responsável por inúmeros cases, a agência se destaca com os projetos: Vivo Rio Pro, Sephora Beauty Run, Ceará Kite Pro, WSL House, CamelBak Mountain Race, Casa On Running, Praia Para Todos, Pelé Academia, Red Bull Pool Clash, entre outros.

Sorbre a WSL – É a casa do surf competitivo no planeta, coroando campeões mundiais desde 1976, apresentando os melhores surfistas do mundo. A WSL supervisiona o cenário competitivo global do surf e estabelece o padrão para o desempenho de alta performance no ambiente mais dinâmico de todos os esportes. Com um firme compromisso com os seus valores, a WSL prioriza a proteção do oceano, a igualdade de gêneros e a rica herança do esporte, ao mesmo tempo que destaca a progressão e a inovação.

Para obter mais informações, visite WorldSurfLeague.com

Campeões do REMA WSL Saquarema Surf Fetival
Troféu Leo Neves – Campeões do Qualifying Series

2025 Weslley Dantas (BRA) e Tainá Hinckel (BRA)

2024 Lucas Vicente (BRA) e Laura Raupp (BRA)

2023 Ian Gouveia (BRA) e Tainá Hinckel (BRA)

2022 Miguel Tudela (PER) e Daniella Rosas (PER)

2021 Yago Dora (BRA) e Sophia Medina (BRA)
Campeões do Pro Junior

2025 Rickson Falcão (BRA) e Luara Mandelli (BRA)

2024 Cauet Frazão (BRA) e Arena Rodriguez (PER)

2023 Gabriel Klaussner (BRA) e Kalea Gervasi (PER)

2022 Cauã Costa (BRA) e Laura Raupp (BRA)

2021 Cauã Costa (BRA) e Sol Aguirre (PER)

Campeões de Longboard

2025 Phil Rajzman (BRA) e Chloe Calmon (BRA)

2024 Alexandre Escobar (BRA) e Evelin Neves (BRA)

2023 Matias Maturano (BRA) e Luana Soares (BRA)

2022 Rodrigo Sphaier (BRA) e Chloe Calmon (BRA)

2021 Tony Silvagni (EUA) e Chloe Calmon (BRA)
Resultados do último dia do REMA WSL Saquararema Surf Festival

Campeão Weslley Dantas (BRA) por 17,03 pontos – US$ 10 mil e 6.000 pontos

2 Daniel Templar (BRA) com 12,20 pontos – US$ 5 mil e 4.680 pontos
Semifinais – 3.o lugar com US$ 2.5 mil e 3.660 pontos:

1 Daniel Templar (BRA) 13,94 x 12,67 Vitor Ferreira (BRA)

2 Weslley Dantas (BRA) 11,83 x 10,84 Caio Costa (BRA)
QS 6000 Feminino

Bicampeã Tainá Hinckel (BRA) por 13,00 pontos – US$ 10 mil e 6.000 pontos

2 Laura Raupp (BRA) com 7,30 pontos – US$ 5 mil e 4.680 pontos
Semifinais – 3.o lugar com US$ 2.5 mil e 3.660 pontos:

1 Tainá Hinckel (BRA) 9,57 x 7,87 Sophia Medina (BRA)

2 Laura Raupp (BRA) 16,50 x 8,10 Silvana Lima (BRA)
Pro Junior Masculino

Campeão Rickson Falcão (BRA) por 15,57 pontos – US$ 1.5 mil e 1.000 pontos

2 Ryan Kainalo (BRA) com 15,56 pontos – US$ 600 e 800 pontos

3 Sunny Pires (BRA) com 11,60 pontos – US$ 450 e 650 pontos

4 Gabriel Klaussner (BRA) com 8,74 pontos – US$ 300 e 600 pontos
Semifinais – 3.o=5.o lugar (US$ 250 e 500 pts) e 4.o=7.o lugar (US$ 200 e 445 pts):

1 1-Ryan Kainalo (BRA), 2-Gabriel Klaussner (BRA), 3-Guilherme Lemos (BRA), 4-Vini Palma (BRA)

2 1-Rickson Falcão (BRA), 2-Sunny Pires (BRA), 3-Lucas Rosario (BRA), 4-Yuri Gabryel (BRA)
Pro Junior Feminino

Campeã Luara Mandelli (BRA) por 10,27 pontos – US$ 1.5 mil e 1.000 pontos

2 Catalina Zariquiey (PER) com 9,13 pontos – US$ 600 e 800 pontos

3 Estela López (CHL) com 8,20 pontos – US$ 450 e 650 pontos

4 Matilda Bultó (CHL) com 4,23 pontos – US$ 300 e 600 pontos

Semifinais – 3.a=5.o lugar (US$ 250 e 500 pts) e 4.a=7.o lugar (US$ 200 e 445 pts)

1 1-Luara Mandelli (BRA), 2-Matilda Bultó (CHL), 3-Sophia Medina (BRA), 4-Carol Bastides (BRA)

2 1-Catalina Zariquiey (PER), 2-Estela Lopez (CHL), 3-Genesis Garcia (EQU), 4-Maria Eduarda (BRA)
Longboard

Campeão Phil Rajzman (BRA) por 14,00 pontos – US$ 1.5 mil e 1.000 pontos

2 Rodrigo Sphaier (BRA) com 12,60 pontos – US$ 600 e 800 pontos

3 Wenderson Biludo (BRA) com 10,10 pontos – US$ 450 e 650 pontos

4 Julian Schweizer (URU) com 9,50 pontos – US$ 300 e 600 pontos

Longboard Feminino

Campeã Chloe Calmon (BRA) por 13,57 pontos – US$ 1.500 e 1.000 pontos

2 Luana Soares (BRA) com 9,20 pontos – US$ 600 e 800 pontos

3 Ayllar Cinti (BRA) com 5,73 pontos – US$ 450 e 650 pontos

4 Evelin Neves (BRA) com 4,40 pontos – US$ 300 e 600 pontos
Top 10 do QS Masculino

1 Weslley Dantas (BRA) – 6.000 pontos

2 Daniel Templar (BRA) – 4.680

3 Vitor Ferreira (BRA) – 3.660

3 Caio Costa (BRA) – 3.660

5 Lucas Vicente (BRA) – 2.760

5 Mateus Herdy (BRA) – 2.760

5 Alex Ribeiro (BRA) – 2.760

5 Luan Wood (BRA) – 2.760

9 Alonso Correa (PER) – 1.890

9 Gabriel Klaussner (BRA) – 1.890

9 Raul Rios (PER) – 1.890

9 Renan Pulga (BRA) – 1.890
Top 10 do QS Feminino

1 Tainá Hinckel (BRA) – 6.000 pontos

3 Sophia Medina (BRA) – 3.660

3 Silvana Lima (BRA) – 3.660

5 Daniella Rosas (PER) – 2.760

5 Isabelle Nalu (BRA) – 2.760

5 Melanie Giunta (PER) – 2.760

5 Estela Lopez (CHL) – 2.760

9 Arena Rodriguez (PER) – 1.890

9 Vera Jarisz (ARG) – 1.890

9 Catalina Zariquiey (PER) – 1.890

9 Victoria Munoz Larreta (ARG) – 1.890

Top 5 do Pro Junior Masculino depois de 3 etapas

1 Rickson Falcão (BRA) – 2.500 pontos

2 Ryan Kainalo (BRA) – 2.300

3 Gabriel Klaussner (BRA) – 2.050

4 Guilherme Lemos (BRA) – 1.295

5 Thiago Passeri (ARG) – 1.200

Top 5 do Pro Junior Feminino depois de 3 etapas

1 Catalina Zariquiey (PER) – 2.450 pontos

2 Luara Mandelli (BRA) – 1.700

3 Arena Rodriguez (PER) – 1.500

3 Estela Lopez (CHL) – 1.500

5 Genesis Garcia (ECU) – 1.350

5 Isabelle Nalu (BRA) – 1.350
Top 5 do Longboard Masculino depois de 2 etapas

1 Ignacio Pignataro (URU) – 1.350 pontos

2 Phil Rajzman (BRA) – 1.200

3 Jefson Silva (BRA) – 1.150

4 Wenderson Biludo (BRA) – 1.000

4 Leonardo Esteves Martins (BRA) – 1.000
Top 5 do Longboard Feminino depois de 2 etapas

1 Luana Soares (BRA) – 1.600 pontos

2 Inés Beisso (URU) – 1.150

3 Evelin Neves (BRA) – 1.100

4 Rayane Amaral (BRA) – 1.095

5 Chloé Calmon (BRA) – 1.000

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    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) 10.00 x 10.60 Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) 12.83 x 6.84 Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) 15.84 x 3.00 Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) 14.17 x 14.50 Griffin Colapinto (EUA) 1 – Gabriel Medina (BRA) 11.67 x 10.10 Italo Ferreira (BRA)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.33 x 8.83 Yago Dora (BRA) Final 1 – Griffin Colapinto (EUA) 17.60 x 16.77 Gabriel Medina (BRA) Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto por 17.60 a 16.77 na final em Supertubos e sobe à quarta posição do ranking mundial.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.