Marcio Zouvi

Shaper do olhar afiado

Confira entrevista com Marcio Zouvi, shaper brasileiro mais requisitado do Circuito Mundial de Surfe.
Marcio Zouvi entre as pranchas campeãs de Filipe Toledo.

O carioca Marcio Zouvi, 57 anos, fundador da Sharp Eye Surfboards, começou sua jornada no Brasil consertando pranchas. Ele é o típico carioca: nasceu em Copacabacana, morou na Gávea e em seguida mudou-se para Jacarepaguá, bairro onde ficou até migrar para os Estados Unidos em no início dos anos 1990 para aprender a falar inglês.

Na Califórnia, ele começou a trabalhar em fábricas de pranchas, aprimorando suas habilidades e conhecimentos. Ao longo dos anos, Zouvi teve a oportunidade de observar e se inspirar no trabalho de diversos shapers renomados, como Rusty, Al Merrick, Gary Linden, Greg Webber e Byrne. Ele destacou a importância de cada shaper em sua época, influenciando e moldando o design de pranchas para se adequar ao estilo de surfe contemporâneo.

Em relação ao uso de pranchas alternativas, Zouvi acredita que, embora sejam divertidas e adequadas para certas condições, elas não substituirão as pranchas modernas de alto desempenho. Zouvi ressalta a importância de adequar o design da prancha ao estilo de surfe e às condições da onda.

Quando questionado sobre a evolução das pranchas, Zouvi enfatiza a importância do material, destacando a inovação trazida pelo carbono e outros materiais avançados. Ele menciona que, embora haja espaço para melhorias no design, a evolução do material desempenha um papel significativo na otimização do desempenho das pranchas.

Fale sobre seu começo como shaper:
Eu comecei no Brasil, não como profissional, mas fazendo alguns consertos e até arriscando alguns poucos shapes. Eu estudava e comecei a consertar pranchas e comecei em meados dos anos 1980. Recentemente eu até trouxe uma dessas pranchas antigas aqui para a Califórnia e percebi que tinha até alguma qualidade. Sempre fui um cara que observava muito as pranchas, as linhas dos shapers, e saiu uma prancha razoável.

Quando eu vim para os Estados Unidos para aprender inglês, isso no início dos anos 1990,  dei um rolê em algumas fábricas com o intuito de começar a trabalhar com pranchas.  Consegui um emprego consertando pranchas e aí fui aprimorando. É lógico que a diferença era grande, pois havia materiais, ferramentas, e muita coisa que eu não conhecia.

Eu trabalhava nessa fábrica que fazia desde o conserto até as pranchas para vários shapers e ali eu fui aprendendo mais. Eram pranchas de muitos shapers, de todos os tipos e tamanhos. Eu via desde guns, pranchas normais, longboards, funboards, todas pranchas de ponta de alto nível. Então eu comecei a ter acesso a uma quantidade enorme de designs. E ali eu comecei a fazer minhas próprias pranchas. Eu fundei a Sharp Eye em 1993.

Você é de que parte do Rio?
Meu pai é de Copacabana e nasci lá. Ele jogava vôlei e eu ficava na praia desde moleque. Depois a gente mudou para a Gávea e de lá, quando eu tinha 15 anos, meu pai decidiu que iríamos nos mudar para Jacarepaguá porque ele não queria mais morar em apartamento, e iríamos morar em uma casa.

E ali em Jacarepaguá eu comecei a frequentar a praia da Barra da Tijuca, onde surfava direto. Meu contato com pranchas de surfe no Brasil não foi nada profissional, mas cheguei a comprar blocos na Clark Foam, conheci bastante gente, mas nada profissional, era um lance bem artesanal.

Quais são os shapers que são referência para você?
Hoje em dia já não dá mais pra dizer isso. Porque cada shaper viveu uma época na qual teve destaque. Alguns pela inovação, ou pela maneira de interpretar o surfe de sua época. Porque o surfe vai evoluindo, então os atletas daquela época demandavam um tipo de design que fazia com que eles conseguissem fazer o surfe daquela época.

Quando eu cheguei nos Estados Unidos quem estava no topo era o Rusty, o Al Merrick e o Gary Linden. São essas três marcas que mais despontavam. Eu fui para a Austrália e lá tínhamos a Aloha do Greg Clougn, a Insight, do Greg Webber, a Byrne também. Então eu fui vendo uma grande quantidade de designs diferentes. Lembro que o design era bem parecido até mais ou menos no início dos anos 1990, quando o Greg Webber trouxe uma ideia na época louca, que foi uma prancha com um concave muito grande que ele fez para o Tom Curren.

No início ele fez uma prancha muito longa, depois foi diminuindo. Não que o concave tenha sido inventado por ele, mas esse tipo de fundo  revolucionou o design a partir desse momento. Na época todo mundo fazia fundo flat, v-bottom, canaletas. O concave foi um fundo que, literalmente, deu uma acelerada nas pranchas e hoje em dia esse fundo, com algumas variações, é o que está vigente. Então houveram várias pessoas que eu observei ao longo de minha carreira.

Qual é o fundo mais versátil em sua opinião?
Até hoje, o single concave no pé da frente, bem acentuado, diminuindo um pouco a profundidade dele em direção ao pé de trás e correndo para um flat na saída, tem sido um dos fundos mais velozes que faço. Às vezes eu introduzo um double entre as quilhas. Houve momentos em que coloquei concaves profundos entre as quilhas para dar um lift diferente, e as maroleiras funcionaram muito bem com essa combinação.

Mas eu sempre trabalho com esses fundos côncavos, tentando colocá-los em posições diferentes na prancha. Em cada lugar que coloco, a prancha reage de forma diferente. Não é algo simples, do tipo “ah, eu uso full concave”. Não. Dentro do conceito de concave, há uma variedade enorme, tanto na profundidade quanto em onde esse fundo é aplicado na prancha, então é um estudo bem interessante.

Você ainda sente saudades dos tempos de plaina?
Cara, é meio nostálgico isso aí. Eu tenho umas plainas paradas aqui na fábrica: Skill, Hitachi.  Mas, saudade…saudade eu não tenho. Entretanto outro dia eu até estava pensando em pegar uma plaina para ver se ainda consigo fazer uma prancha na mão… Tem tantos anos que não corro plaina.

Mas é aquilo, né, é quase como voltar no tempo para uma época em que havia todo esse romantismo do shaper estar na sala de shape com a plaina fazendo aquela escultura, porque a prancha era praticamente uma escultura feita à mão.

Depois que o shape ficava pronto tinha todo aquele processo de pega-lo e levar para a laminação, ou pintura e  sinto falta desse processo. Mas hoje em dia, em termos de negócios seria impossível você trabalhar com plaina, ainda mais com as máquinas que temos, com a precisão incrível dos programas, arquivos. É impossível pra mim, mas há muitas pessoas que ainda curtem esse tipo de trabalho.

Tenho visto uma nova geração aqui nos EUA que gosta de fazer pranchas manualmente e tem tentado reativar isso como um estilo. É legal, é maneiro, mas é uma outra época.

Você fez prancha para muita gente, mas quem foi o primeiro surfista de alto desempenho que usou suas pranchas?
Quando eu estava aqui consertando pranchas, eu conheci muita gente que surfava muito bem. Não necessariamente profissionais, mas amadores, freesurfers que pegavam bem. E esses caras começaram a pedir que eu fizesse algumas pranchas, até cheguei a ter uma pequena equipe local.

Cheguei a ser capa das revistas Surfer e Surfing. A Surfer foi com o Todd Morcon da Flórida já a Surfing foi com o Dean Kennedy, que eram surfistas locais muito bons. Essas capas saíram em março de 1995 e isso deu uma levantada na marca. Eu já tinha criado o logo em 1993 e a partir daí o pessoal começou a reparar nas pranchas e perguntar que marca era aquela.

Aí eu conheci um cara que era o melhor surfista de Nova Jersey, o Dean Randazzo, que surfava muito! A gente fechou uma parceria e ele foi o primeiro cara a entrar no Tour com minhas pranchas. Mas não durou muito, pois ele se machucou logo no início e não teve uma carreira sólida. Depois cheguei a fazer umas pranchas para o Jeremy Flores quando ele tinha 17 anos.

Ele entrou no Tour –  em 1999 se não me engano –  com minhas pranchas e o pessoal na elite começou a prestar atenção nos meus shapes. Mas naquele época, por mais que eu viajasse muito, ninguém era meu atleta oficialmente. Essa relação mais profissional, oficial, começou mesmo em 2014 quando o Filipe entrou no Tour. Aí realmente a marca deu uma explodida.

E brasileiro, quem foi o primeiro?
Foi o Binho Nunes, que foi capa da Fluir. Mas muitas pessoas que vinham para a Califórnia faziam pranchas comigo. Entre eles o Guilherme Herdy, Renan Rocha, Tadeu Pereira e até o Fábio Gouveia, para quem inclusive hoje eu faço pranchas para seu filho, Ian. Mas oficialmente mesmo, o cara que entrou no tour para ficar foi o Filipe.

Antes de ter o reconhecimento internacional, as pessoas se surpreendiam quando descobriam que você é brasileiro?
Aqui tem uma certa discriminação natural né. Os gringos são muito fechados, tanto o americano quanto o australiano. Eles não são muito receptivos para com outras culturas. E como eles sempre dominaram o mercado de design, não olhavam para a América Latina e para a própria Europa em si.

Eles sempre ditaram as regras. Mas na verdade a gente começou a inovar rapidamente. O shaper americano não viajava muito e lembro que quando viajei para a Austrália me deparei com métodos de construção que eu não conhecia, diferentes dos aplicados aqui nos EUA. Eu trouxe para a Califórnia e os caras se surpreenderam, falavam: “que isso?” Ou seja, eu fui alterando coisas aqui e eles começaram a prestar atenção em mim.

Eu trouxe o carbono lateral que não se usava, fui uma das primeiras pessoas a usar o concave porque eu estava lá na Austrália quando o Greg Webber começou a fazer. Então eu cheguei aqui com várias novidades e nego olhava e falava: “que isso cara, essa prancha não vai funcionar não.”

Você é um cara que recebe informações de grandes nomes do surfe como Kanoa Igarashi, Filipe Toledo, Jack Robinson, Tatiana Weston-Webb, entre outros. Como você lida com tanta quantidade de dados de alto nível e como você se inspira para criar novos modelos?
Estamos sempre aprimorando, aprendendo. Os caras são diferentes entre si. O Filipe tem um surfe diferente do resto, então você tem que ficar ajustando constantemente. Agora, não é só fazer prancha de equipe, a gente tem que sobreviver.

Temos que ajustar esse design para as pessoas que não são surfistas profissionais, preciso ajustar essas medidas para o mercado, digamos, normal para que a prancha não fique uma Ferrari que só atletas de alto nível consigam pilotar.

Em termos de pesquisa, estamos em plena evolução. Eu viajo muito, estou sempre no Havaí para ver o que tem de novidade relacionada a guns. Tem coisa que a gente acerta, tem coisa que não dá certo e estamos sempre correndo atrás. No caso dos competidores,  estou sempre buscando entender a onda para fazer a melhor prancha para o pico em que ele vai competir.

No início eu tive que viajar para conhecer as ondas do Tour, para ver o que funcionava. Eu não queria que o cara levasse pranchas que não funcionassem. Então é isso, para cada um é bem diferente. O Jack Robinson, por exemplo, é um cara mais pesado com um tipo de pegada diferente, o Filipe mais ágil e leve e por ai vai.

Ainda há espaço para refinamento em termos de design, ou a evolução das pranchas está atrelada ao material?
Ainda tem espaço para melhorar. À medida que a gente vai descobrindo mais sobre design, vamos cada vez mais acertando a medida que as encomendas dos atletas vão chegando, vamos evoluindo e melhorando. Mas ultimamente o material tem tomado a dianteira nessa evolução.

A gente recentemente começou a trabalhar com a maior fábrica do mundo na Tailândia, e essa fábrica me deu acesso a materiais que eu nunca tive antes. Então eu comecei a testar novas coisas, com uma gama enorme de flexibilidade, espumas diferentes.

Estou trazendo bastante coisa nova e a gente continua testando. Agora mesmo estamos esperando um tecido super novo, com uma nova combinação… então estamos vendo muita coisa acontecendo em termos de material.

É lógico que temos restrições, porque o material quando você começa a ir nessa direção encarece muito a prancha, mas aqui nos EUA o mercado tem grana para absorver isso. No Brasil a prancha fica muito cara. Mas sim, eu concordo que no material ainda temos muito que evoluir.

Como você enxerga a piscina de ondas na evolução do surfe e consequentemente das pranchas?
Esse advento da piscina realmente foi uma injeção de gás no surfe, pois está trazendo um crowd novo de pessoas que começaram a surfar, que não necessariamente moram perto do mar e que às vezes nunca surfaram no mar. A gente tem visto pessoas que estão saindo ali do Texas, de Waco, que estão surfando bem.

Ou seja, está abrindo um leque enorme de possibilidades. Porque é uma onda boa, com uma consistência artificial com variações. Então ficou muito mais fácil para você testar a prancha e conseguir ajustá-la. Esse avanço vai facilitar para a gente refinar ainda mais o design.

Porque às vezes você fazia o design e até o cara testar em uma onda ideal, às vezes durava até seis meses para termos um retorno realmente confiável e hoje com as piscinas esse processo foi bem acelerado. Nós já ganhamos duas vezes com o Filipe na piscina uma vez com a Johanne Defay.

E agora o próximo Stab in The Dark será realizado na piscina do Kelly em Abu Dhabi e ele está querendo fazer a melhor prancha que funcione na piscina dele. Ele me convidou junto com outros shapers e o test pilot será o próprio Kelly, que conhece muito bem a onda, e ninguém melhor que ele para dizer o que funciona melhor por lá. Então vamos ver o que vai sair…

Fale sobre sua vitória no Stab In The Dark:
O Stab In The Dark, no início, era uma coisa que eu não levava muita fé, apesar de ter um apelo de marketing muito bom. Eu não gostava da proposta de fazer uma prancha para uma pessoa que você não sabe quem é, surfar em um lugar que você também não sabe. São tantas variáveis, tantos designs, tantas opções que eu posso empregar. Antes eles só falavam: olha, o cara gosta de surfar de 5’10” com o volume X.

E eu posso fazer milhões de coisas com essas informações. Ou seja, no final das contas era meio que uma sorte. Para mim era sorte. Agora eles começaram a facilitar. Por exemplo, agora com o Kelly, a gente já sabe que ele irá surfar com a prancha e aonde… então vai ficar bem mais fácil de conseguir fazer a coisa certa. Aí eu realmente acredito que aí todos os shapers irão colocar tudo que eles têm de conhecimento para tentar acertar.

Agora, quando a gente ganhou com o Taj Burrow na Austrália, foi realmente muito bom para a gente internacionalmente. Deu uma levantada enorme porque criou muito interesse a respeito do design campeão que foi a Inferno 72, todo mundo queria saber, todo mundo queria testar.

E eu me impressionei porque não sabia que o Stab tinha essa penetração tão grande no mundo inteiro, talvez não tanto no Brasil porque é em inglês, mas fora teve uma repercussão muito grande então foi muito bom.

Estamos passando por um momento de releituras de pranchas, você acredita que surfistas da elite mundial usarão pranchas chamadas alternativas como biquilhas, fishes, etc?
Não. Porque o modelo alternativo, se você voltar ao passado, são designs que foram criados numa época em que o surfe era bem diferente. Então você não consegue fazer a mesma linha que uma prancha moderna faz. Vão ter condições em que talvez você faça, mas vai ganhar em um lado e perder do outro.

Por exemplo, uma biquilha pode funcionar muito bem em um dia muito alinhado em J-Bay, por exemplo, você vai ter uma velocidade incrível mas você não vai conseguir dar aquela rasgada enterrando a borda no pocket como você faz com um triquilha com um concave mais acertado, com uma curva certa, então penso que você vai ter que descer o nível do seu surfe para se moldar ao que o design consegue entregar.

Agora é lógico que esses designs são muito divertidos. E no dia a dia, principalmente pra quem não tem um nível de surfe muito grande, uma biquilha e até uma monoquilha, pode fazer sua cabeça.Tem gente que vem me procurar interessado nesse tipo de prancha. Então hoje em dia, principalmente aqui fora, vale tudo porque aqui você tem uma variedade de ondas muito grande: fracas, alinhadas, point breaks, ondas bem longas e você tem ondas bem fortes também.

No Brasil a maioria das ondas são fortes e quebram em beach breaks, principalmente no Rio onde você tem muito power. No Rio, fora a Macumba, as ondas são bem difíceis de você surfar com pranchas alternativas. Aqui na Califórnia, quando você entra em uma loja, de setenta a oitenta por cento não é high performance, o que vende é alternativo. Aí os 30% são high performance. Já quando você vai para a Austrália é o contrário. Isso se deve ao fato de lá as ondas serem muito mais fortes.

Na Austrália, você vê lá no fundo da loja três, quatro pranchas alternativas e alguns longboards. Porque ninguém compra, porque fora Nossa Dua e alguns picos que tem ali em Byron Bay o resto é tudo onda forte.

Qual a primeira coisa que você olha em uma prancha?
Eu olho o outline e depois vou logo para a curva. Mas o que mais me impressiona não é a prancha, porque toda prancha tem sua validade. O que me impressiona é o desempenho do atleta. Como eu estou sempre acompanhando o tour, quando eu vejo alguém surfando muito, me desperta o interesse em ver qual o equipamento que ele está surfando.

Porque toda prancha vai funcionar para alguém, vai ter alguma característica que vai se ajustar a alguém, a alguma condição. Mas quando eu vejo perfeição, no sentido de ver a melhor performance naquela condição, eu quero ver o equipamento.

Porque o designer do cara acertou em cheio. Aquele cara está surfando com o melhor equipamento para aquela onda então eu vou olhar a prancha para ver todas as características para ver o que tem naquela prancha que funcionou para aquele cara.

Qual seu modelo que mais faz sucesso?
Ainda é o Inferno 72, vencedora do Stab In The Dark. Essa prancha tem vendido bastante. No nível high performance, a 77 do Filipe tem uma procura muito grande por parte dos atletas.Agora para marola temos a Cheat Code que tem saído muito também. Ela é uma prancha com o rocker mais relaxado, mais área no outline, mais volume no geral, com uma curvinha boa para quem está saindo de uma prancha maior indo para um menor e já quer fazer umas manobras e precisa de um pouco mais de curva na prancha.

Ou seja, ela não é uma prancha com o rocker flat, retro. Ela é uma prancha que não chega a ser high performance mas tem uma pegada moderna que se adapta muito bem ao usuário médio, digamos assim.

O que é mais difícil, ajustar uma prancha para o Filipe Toledo, ou ajustar uma prancha para o surfista mediano?
Acho que para o surfista mediano é mais difícil porque é tudo uma questão de informação. O cliente não passa essa informação como ele deveria passar. Às vezes me passa uma informação que não é precisa e quando você faz a prancha para o cara ele não está preparado para aquilo.

É importantíssimo o surfista chegar e mandar a real: meu nível de surfe é esse, eu estou dando umas manobras assim, ainda preciso disso, não tenho muita força nas manobras, preciso de mais volume, para você realmente desenhar a prancha certa, porque surfe é um esporte difícil, não é um esporte que você já começa mandando bem, demora… então se você está com equipamento errado aí que dificulta ainda mais.

Então conversar com o shaper ou com uma loja boa que tenha bons vendedores que vão conseguir te indicar a prancha correta, ou mesmo ligar para a fábrica e trocar uma ideia com a gente, é primordial.

No caso do Filipe, eu já conheço e os ajustes são bem pequenos, mais relacionados a quando ele ganha ou perde peso, ou quando ele está indo para ondas nas quais eu sei que tenho que fazer mais ajustes, então ele, mas fora isso é bem tranquilo.

Rola muito a síndrome do “quero ser o Filipe Toledo”, com aquele cara que acha que vai surfar como ele por conta da prancha?
Tem gente que acha que pegando a prancha dele, acha que vai conseguir surfar, não igual, mas parecido com ele. A coisa é tão psicológica, que antes de ele anunciar que deixaria o tour, o quiver dele para Portugal já estava pronto.

E aí o Seth Moniz, que é mais ou menos do mesmo tamanho que ele, veio aqui na fábrica e viu as pranchas do Filipe, e falou: “O Filipe não vai pegar não?” Eu falei, não. E ele falou, “Posso pegar elas?” Eu falei pode. Aí ele pegou e falou, “Nossa as pranchas são demais, como se eu fizesse pro Filipe melhor do que eu faço pra ele…rs.”

Isso porque estava escrito ali a dedicatória para o Filipinho… Aí ele falou “as pranchas são mágicas!” Aí eu falei, pô cara, não é assim, isso tá na sua cabeça. As pranchas que faço pra você são iguais às do Filipe, o shape, o material, tudo. Mas tem essa influência psicológica. Muitas vezes ele acha que está preparado para um certo tipo de design, já coloca uma expectativa muito grande no equipamento.

Fale sobre as diferentes construções, Epóxi e PU:
À medida que o pessoal foi ficando mais velho o epóxi pode ser uma ótima opção. Eu por exemplo, que vou fazer 58 anos, comecei a usar mais epóxi. Tive que aumentar o volume obviamente, mas eu ainda gosto de surfar com pranchas menores.

Uso 5’10” mas aumentando o volume. E o volume não me atrapalha tanto se a prancha for levinha. Então eu estou indo mais para o carbono e epóxi. Mas são dois materiais bem distintos. E isso que falei se aplica ao nível de surfe mediano pra baixo.

No que eu tenho visto, as pranchas de epóxi se enquadram mais nas pranchas menores, mais largas, porque é um material que tem mais flutuabilidade e quando são bem feitas são mais leves e duráveis. São dois materiais que têm sua vantagem e tem que saber usar.

Já quando você começa a ir para o high performance você já tem que saber aplicar o epóxi, porque em condições de muito vento, muito chop, com carneirinhos, por exemplo, ele começa a ser mais sensível, ela já não funciona tão bem.

Já o PU atura melhor esse tipo de condição pois tem uma consistência diferente, vai correr na onda de forma diferente. Por isso o PU é o material usado em 90% das pranchas do Tour. Como disse antes, é uma questão de saber usar o material.

Muitas vezes as pessoas acham que o material que vai fazer a prancha andar e não é. O certo é você adequar o material para o tipo de onda que você vai surfar. De acordo com o que o surfista me passa, eu vou trabalhar no design e depois vou sugerir o material.

O intuito é que o material otimize o design em termos de performance e não o oposto, como muita gente pensa. Começa pelo design e depois você escolhe o material que melhor se adequa.

E o carbono, é a melhor opção atualmente?
Ultimamente o carbono tem sido uma alternativa muito boa. Ela é uma prancha que tem apresentado um grande diferencial. Dá para perceber na maneira como ela surfa. Não é necessariamente inquebrável como muita gente acha. Tem gente que pensa que a prancha é à prova de bala, que vai comprar a prancha e vai durar cem anos, não, não é assim… Ela ainda quebra.

Até dá para fazer uma prancha de carbono inquebrável, mas a prancha vai ficar horrível, dura, pesada e muito difícil de surfar. A ideia é que você utilize a flexibilidade do carbono e que a reação, a “mola”, te dê uma resposta melhor, a ideia é que o carbono otimize essa resposta de uma forma muito mais forte.

O carbono tem sido uma prancha muito interessante e a gente tem trabalhado com outros tipos de carbono, com PVC, Kevlar. Também temos vários tipos de carbono, com tramas diferentes de 90 graus, 45 graus, de 30 graus. Então cada um terá uma resposta diferente dentro da água, um feeling, e isso para o profissional é show porque ele vai notar a diferença e vai saber ajustar às condições que vai surfar naquela ocasião. Já para um cara de nível médio pra baixo não vai fazer tanta diferença.

Fale sobre os compromissos corporativos da Sharp Eye:
Esse é o outro lado da fabricação de pranchas. Quando a gente começou minha preocupação era praticamente exclusiva com o produto, o design etc. Mas atualmente preciso me preocupar com o lado business, que é o lado que vai ocupando muito mais tempo do que você imagina.

A gente tem uma equipe muito boa e eu fico mais responsável pela parte internacional. São duas empresas a Sharp Eye USA e a Internacional. A USA é toda operada pelos caras aqui na fábrica da Califórnia, eu só crio os designs e trabalho com a equipe.

Já a internacional eu é quem toco e tenho viajado o mundo inteiro, tratando de licenciamentos no Brasil, na Austrália, no Peru, em Bali, tem fábrica na França, em Portugal, na Tailândia então eu tenho que fazer o run, tenho que controlar a qualidade e cuidar para que nosso padrão de qualidade seja mantido.

Quem dera eu ficar só na praia, fazendo design, surfando. Mas essa parte é fundamental, e é importante porque viajando eu vejo muita coisa acontecendo. Porque cada lugar tem alguém criando algo novo para surfar nas condições do lugar.

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    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

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