Marcio Zouvi

Shaper do olhar afiado

Confira entrevista com Marcio Zouvi, shaper brasileiro mais requisitado do Circuito Mundial de Surfe.
Marcio Zouvi entre as pranchas campeãs de Filipe Toledo.

O carioca Marcio Zouvi, 57 anos, fundador da Sharp Eye Surfboards, começou sua jornada no Brasil consertando pranchas. Ele é o típico carioca: nasceu em Copacabacana, morou na Gávea e em seguida mudou-se para Jacarepaguá, bairro onde ficou até migrar para os Estados Unidos em no início dos anos 1990 para aprender a falar inglês.

Na Califórnia, ele começou a trabalhar em fábricas de pranchas, aprimorando suas habilidades e conhecimentos. Ao longo dos anos, Zouvi teve a oportunidade de observar e se inspirar no trabalho de diversos shapers renomados, como Rusty, Al Merrick, Gary Linden, Greg Webber e Byrne. Ele destacou a importância de cada shaper em sua época, influenciando e moldando o design de pranchas para se adequar ao estilo de surfe contemporâneo.

Em relação ao uso de pranchas alternativas, Zouvi acredita que, embora sejam divertidas e adequadas para certas condições, elas não substituirão as pranchas modernas de alto desempenho. Zouvi ressalta a importância de adequar o design da prancha ao estilo de surfe e às condições da onda.

Quando questionado sobre a evolução das pranchas, Zouvi enfatiza a importância do material, destacando a inovação trazida pelo carbono e outros materiais avançados. Ele menciona que, embora haja espaço para melhorias no design, a evolução do material desempenha um papel significativo na otimização do desempenho das pranchas.

Fale sobre seu começo como shaper:
Eu comecei no Brasil, não como profissional, mas fazendo alguns consertos e até arriscando alguns poucos shapes. Eu estudava e comecei a consertar pranchas e comecei em meados dos anos 1980. Recentemente eu até trouxe uma dessas pranchas antigas aqui para a Califórnia e percebi que tinha até alguma qualidade. Sempre fui um cara que observava muito as pranchas, as linhas dos shapers, e saiu uma prancha razoável.

Quando eu vim para os Estados Unidos para aprender inglês, isso no início dos anos 1990,  dei um rolê em algumas fábricas com o intuito de começar a trabalhar com pranchas.  Consegui um emprego consertando pranchas e aí fui aprimorando. É lógico que a diferença era grande, pois havia materiais, ferramentas, e muita coisa que eu não conhecia.

Eu trabalhava nessa fábrica que fazia desde o conserto até as pranchas para vários shapers e ali eu fui aprendendo mais. Eram pranchas de muitos shapers, de todos os tipos e tamanhos. Eu via desde guns, pranchas normais, longboards, funboards, todas pranchas de ponta de alto nível. Então eu comecei a ter acesso a uma quantidade enorme de designs. E ali eu comecei a fazer minhas próprias pranchas. Eu fundei a Sharp Eye em 1993.

Você é de que parte do Rio?
Meu pai é de Copacabana e nasci lá. Ele jogava vôlei e eu ficava na praia desde moleque. Depois a gente mudou para a Gávea e de lá, quando eu tinha 15 anos, meu pai decidiu que iríamos nos mudar para Jacarepaguá porque ele não queria mais morar em apartamento, e iríamos morar em uma casa.

E ali em Jacarepaguá eu comecei a frequentar a praia da Barra da Tijuca, onde surfava direto. Meu contato com pranchas de surfe no Brasil não foi nada profissional, mas cheguei a comprar blocos na Clark Foam, conheci bastante gente, mas nada profissional, era um lance bem artesanal.

Quais são os shapers que são referência para você?
Hoje em dia já não dá mais pra dizer isso. Porque cada shaper viveu uma época na qual teve destaque. Alguns pela inovação, ou pela maneira de interpretar o surfe de sua época. Porque o surfe vai evoluindo, então os atletas daquela época demandavam um tipo de design que fazia com que eles conseguissem fazer o surfe daquela época.

Quando eu cheguei nos Estados Unidos quem estava no topo era o Rusty, o Al Merrick e o Gary Linden. São essas três marcas que mais despontavam. Eu fui para a Austrália e lá tínhamos a Aloha do Greg Clougn, a Insight, do Greg Webber, a Byrne também. Então eu fui vendo uma grande quantidade de designs diferentes. Lembro que o design era bem parecido até mais ou menos no início dos anos 1990, quando o Greg Webber trouxe uma ideia na época louca, que foi uma prancha com um concave muito grande que ele fez para o Tom Curren.

No início ele fez uma prancha muito longa, depois foi diminuindo. Não que o concave tenha sido inventado por ele, mas esse tipo de fundo  revolucionou o design a partir desse momento. Na época todo mundo fazia fundo flat, v-bottom, canaletas. O concave foi um fundo que, literalmente, deu uma acelerada nas pranchas e hoje em dia esse fundo, com algumas variações, é o que está vigente. Então houveram várias pessoas que eu observei ao longo de minha carreira.

Qual é o fundo mais versátil em sua opinião?
Até hoje, o single concave no pé da frente, bem acentuado, diminuindo um pouco a profundidade dele em direção ao pé de trás e correndo para um flat na saída, tem sido um dos fundos mais velozes que faço. Às vezes eu introduzo um double entre as quilhas. Houve momentos em que coloquei concaves profundos entre as quilhas para dar um lift diferente, e as maroleiras funcionaram muito bem com essa combinação.

Mas eu sempre trabalho com esses fundos côncavos, tentando colocá-los em posições diferentes na prancha. Em cada lugar que coloco, a prancha reage de forma diferente. Não é algo simples, do tipo “ah, eu uso full concave”. Não. Dentro do conceito de concave, há uma variedade enorme, tanto na profundidade quanto em onde esse fundo é aplicado na prancha, então é um estudo bem interessante.

Você ainda sente saudades dos tempos de plaina?
Cara, é meio nostálgico isso aí. Eu tenho umas plainas paradas aqui na fábrica: Skill, Hitachi.  Mas, saudade…saudade eu não tenho. Entretanto outro dia eu até estava pensando em pegar uma plaina para ver se ainda consigo fazer uma prancha na mão… Tem tantos anos que não corro plaina.

Mas é aquilo, né, é quase como voltar no tempo para uma época em que havia todo esse romantismo do shaper estar na sala de shape com a plaina fazendo aquela escultura, porque a prancha era praticamente uma escultura feita à mão.

Depois que o shape ficava pronto tinha todo aquele processo de pega-lo e levar para a laminação, ou pintura e  sinto falta desse processo. Mas hoje em dia, em termos de negócios seria impossível você trabalhar com plaina, ainda mais com as máquinas que temos, com a precisão incrível dos programas, arquivos. É impossível pra mim, mas há muitas pessoas que ainda curtem esse tipo de trabalho.

Tenho visto uma nova geração aqui nos EUA que gosta de fazer pranchas manualmente e tem tentado reativar isso como um estilo. É legal, é maneiro, mas é uma outra época.

Você fez prancha para muita gente, mas quem foi o primeiro surfista de alto desempenho que usou suas pranchas?
Quando eu estava aqui consertando pranchas, eu conheci muita gente que surfava muito bem. Não necessariamente profissionais, mas amadores, freesurfers que pegavam bem. E esses caras começaram a pedir que eu fizesse algumas pranchas, até cheguei a ter uma pequena equipe local.

Cheguei a ser capa das revistas Surfer e Surfing. A Surfer foi com o Todd Morcon da Flórida já a Surfing foi com o Dean Kennedy, que eram surfistas locais muito bons. Essas capas saíram em março de 1995 e isso deu uma levantada na marca. Eu já tinha criado o logo em 1993 e a partir daí o pessoal começou a reparar nas pranchas e perguntar que marca era aquela.

Aí eu conheci um cara que era o melhor surfista de Nova Jersey, o Dean Randazzo, que surfava muito! A gente fechou uma parceria e ele foi o primeiro cara a entrar no Tour com minhas pranchas. Mas não durou muito, pois ele se machucou logo no início e não teve uma carreira sólida. Depois cheguei a fazer umas pranchas para o Jeremy Flores quando ele tinha 17 anos.

Ele entrou no Tour –  em 1999 se não me engano –  com minhas pranchas e o pessoal na elite começou a prestar atenção nos meus shapes. Mas naquele época, por mais que eu viajasse muito, ninguém era meu atleta oficialmente. Essa relação mais profissional, oficial, começou mesmo em 2014 quando o Filipe entrou no Tour. Aí realmente a marca deu uma explodida.

E brasileiro, quem foi o primeiro?
Foi o Binho Nunes, que foi capa da Fluir. Mas muitas pessoas que vinham para a Califórnia faziam pranchas comigo. Entre eles o Guilherme Herdy, Renan Rocha, Tadeu Pereira e até o Fábio Gouveia, para quem inclusive hoje eu faço pranchas para seu filho, Ian. Mas oficialmente mesmo, o cara que entrou no tour para ficar foi o Filipe.

Antes de ter o reconhecimento internacional, as pessoas se surpreendiam quando descobriam que você é brasileiro?
Aqui tem uma certa discriminação natural né. Os gringos são muito fechados, tanto o americano quanto o australiano. Eles não são muito receptivos para com outras culturas. E como eles sempre dominaram o mercado de design, não olhavam para a América Latina e para a própria Europa em si.

Eles sempre ditaram as regras. Mas na verdade a gente começou a inovar rapidamente. O shaper americano não viajava muito e lembro que quando viajei para a Austrália me deparei com métodos de construção que eu não conhecia, diferentes dos aplicados aqui nos EUA. Eu trouxe para a Califórnia e os caras se surpreenderam, falavam: “que isso?” Ou seja, eu fui alterando coisas aqui e eles começaram a prestar atenção em mim.

Eu trouxe o carbono lateral que não se usava, fui uma das primeiras pessoas a usar o concave porque eu estava lá na Austrália quando o Greg Webber começou a fazer. Então eu cheguei aqui com várias novidades e nego olhava e falava: “que isso cara, essa prancha não vai funcionar não.”

Você é um cara que recebe informações de grandes nomes do surfe como Kanoa Igarashi, Filipe Toledo, Jack Robinson, Tatiana Weston-Webb, entre outros. Como você lida com tanta quantidade de dados de alto nível e como você se inspira para criar novos modelos?
Estamos sempre aprimorando, aprendendo. Os caras são diferentes entre si. O Filipe tem um surfe diferente do resto, então você tem que ficar ajustando constantemente. Agora, não é só fazer prancha de equipe, a gente tem que sobreviver.

Temos que ajustar esse design para as pessoas que não são surfistas profissionais, preciso ajustar essas medidas para o mercado, digamos, normal para que a prancha não fique uma Ferrari que só atletas de alto nível consigam pilotar.

Em termos de pesquisa, estamos em plena evolução. Eu viajo muito, estou sempre no Havaí para ver o que tem de novidade relacionada a guns. Tem coisa que a gente acerta, tem coisa que não dá certo e estamos sempre correndo atrás. No caso dos competidores,  estou sempre buscando entender a onda para fazer a melhor prancha para o pico em que ele vai competir.

No início eu tive que viajar para conhecer as ondas do Tour, para ver o que funcionava. Eu não queria que o cara levasse pranchas que não funcionassem. Então é isso, para cada um é bem diferente. O Jack Robinson, por exemplo, é um cara mais pesado com um tipo de pegada diferente, o Filipe mais ágil e leve e por ai vai.

Ainda há espaço para refinamento em termos de design, ou a evolução das pranchas está atrelada ao material?
Ainda tem espaço para melhorar. À medida que a gente vai descobrindo mais sobre design, vamos cada vez mais acertando a medida que as encomendas dos atletas vão chegando, vamos evoluindo e melhorando. Mas ultimamente o material tem tomado a dianteira nessa evolução.

A gente recentemente começou a trabalhar com a maior fábrica do mundo na Tailândia, e essa fábrica me deu acesso a materiais que eu nunca tive antes. Então eu comecei a testar novas coisas, com uma gama enorme de flexibilidade, espumas diferentes.

Estou trazendo bastante coisa nova e a gente continua testando. Agora mesmo estamos esperando um tecido super novo, com uma nova combinação… então estamos vendo muita coisa acontecendo em termos de material.

É lógico que temos restrições, porque o material quando você começa a ir nessa direção encarece muito a prancha, mas aqui nos EUA o mercado tem grana para absorver isso. No Brasil a prancha fica muito cara. Mas sim, eu concordo que no material ainda temos muito que evoluir.

Como você enxerga a piscina de ondas na evolução do surfe e consequentemente das pranchas?
Esse advento da piscina realmente foi uma injeção de gás no surfe, pois está trazendo um crowd novo de pessoas que começaram a surfar, que não necessariamente moram perto do mar e que às vezes nunca surfaram no mar. A gente tem visto pessoas que estão saindo ali do Texas, de Waco, que estão surfando bem.

Ou seja, está abrindo um leque enorme de possibilidades. Porque é uma onda boa, com uma consistência artificial com variações. Então ficou muito mais fácil para você testar a prancha e conseguir ajustá-la. Esse avanço vai facilitar para a gente refinar ainda mais o design.

Porque às vezes você fazia o design e até o cara testar em uma onda ideal, às vezes durava até seis meses para termos um retorno realmente confiável e hoje com as piscinas esse processo foi bem acelerado. Nós já ganhamos duas vezes com o Filipe na piscina uma vez com a Johanne Defay.

E agora o próximo Stab in The Dark será realizado na piscina do Kelly em Abu Dhabi e ele está querendo fazer a melhor prancha que funcione na piscina dele. Ele me convidou junto com outros shapers e o test pilot será o próprio Kelly, que conhece muito bem a onda, e ninguém melhor que ele para dizer o que funciona melhor por lá. Então vamos ver o que vai sair…

Fale sobre sua vitória no Stab In The Dark:
O Stab In The Dark, no início, era uma coisa que eu não levava muita fé, apesar de ter um apelo de marketing muito bom. Eu não gostava da proposta de fazer uma prancha para uma pessoa que você não sabe quem é, surfar em um lugar que você também não sabe. São tantas variáveis, tantos designs, tantas opções que eu posso empregar. Antes eles só falavam: olha, o cara gosta de surfar de 5’10” com o volume X.

E eu posso fazer milhões de coisas com essas informações. Ou seja, no final das contas era meio que uma sorte. Para mim era sorte. Agora eles começaram a facilitar. Por exemplo, agora com o Kelly, a gente já sabe que ele irá surfar com a prancha e aonde… então vai ficar bem mais fácil de conseguir fazer a coisa certa. Aí eu realmente acredito que aí todos os shapers irão colocar tudo que eles têm de conhecimento para tentar acertar.

Agora, quando a gente ganhou com o Taj Burrow na Austrália, foi realmente muito bom para a gente internacionalmente. Deu uma levantada enorme porque criou muito interesse a respeito do design campeão que foi a Inferno 72, todo mundo queria saber, todo mundo queria testar.

E eu me impressionei porque não sabia que o Stab tinha essa penetração tão grande no mundo inteiro, talvez não tanto no Brasil porque é em inglês, mas fora teve uma repercussão muito grande então foi muito bom.

Estamos passando por um momento de releituras de pranchas, você acredita que surfistas da elite mundial usarão pranchas chamadas alternativas como biquilhas, fishes, etc?
Não. Porque o modelo alternativo, se você voltar ao passado, são designs que foram criados numa época em que o surfe era bem diferente. Então você não consegue fazer a mesma linha que uma prancha moderna faz. Vão ter condições em que talvez você faça, mas vai ganhar em um lado e perder do outro.

Por exemplo, uma biquilha pode funcionar muito bem em um dia muito alinhado em J-Bay, por exemplo, você vai ter uma velocidade incrível mas você não vai conseguir dar aquela rasgada enterrando a borda no pocket como você faz com um triquilha com um concave mais acertado, com uma curva certa, então penso que você vai ter que descer o nível do seu surfe para se moldar ao que o design consegue entregar.

Agora é lógico que esses designs são muito divertidos. E no dia a dia, principalmente pra quem não tem um nível de surfe muito grande, uma biquilha e até uma monoquilha, pode fazer sua cabeça.Tem gente que vem me procurar interessado nesse tipo de prancha. Então hoje em dia, principalmente aqui fora, vale tudo porque aqui você tem uma variedade de ondas muito grande: fracas, alinhadas, point breaks, ondas bem longas e você tem ondas bem fortes também.

No Brasil a maioria das ondas são fortes e quebram em beach breaks, principalmente no Rio onde você tem muito power. No Rio, fora a Macumba, as ondas são bem difíceis de você surfar com pranchas alternativas. Aqui na Califórnia, quando você entra em uma loja, de setenta a oitenta por cento não é high performance, o que vende é alternativo. Aí os 30% são high performance. Já quando você vai para a Austrália é o contrário. Isso se deve ao fato de lá as ondas serem muito mais fortes.

Na Austrália, você vê lá no fundo da loja três, quatro pranchas alternativas e alguns longboards. Porque ninguém compra, porque fora Nossa Dua e alguns picos que tem ali em Byron Bay o resto é tudo onda forte.

Qual a primeira coisa que você olha em uma prancha?
Eu olho o outline e depois vou logo para a curva. Mas o que mais me impressiona não é a prancha, porque toda prancha tem sua validade. O que me impressiona é o desempenho do atleta. Como eu estou sempre acompanhando o tour, quando eu vejo alguém surfando muito, me desperta o interesse em ver qual o equipamento que ele está surfando.

Porque toda prancha vai funcionar para alguém, vai ter alguma característica que vai se ajustar a alguém, a alguma condição. Mas quando eu vejo perfeição, no sentido de ver a melhor performance naquela condição, eu quero ver o equipamento.

Porque o designer do cara acertou em cheio. Aquele cara está surfando com o melhor equipamento para aquela onda então eu vou olhar a prancha para ver todas as características para ver o que tem naquela prancha que funcionou para aquele cara.

Qual seu modelo que mais faz sucesso?
Ainda é o Inferno 72, vencedora do Stab In The Dark. Essa prancha tem vendido bastante. No nível high performance, a 77 do Filipe tem uma procura muito grande por parte dos atletas.Agora para marola temos a Cheat Code que tem saído muito também. Ela é uma prancha com o rocker mais relaxado, mais área no outline, mais volume no geral, com uma curvinha boa para quem está saindo de uma prancha maior indo para um menor e já quer fazer umas manobras e precisa de um pouco mais de curva na prancha.

Ou seja, ela não é uma prancha com o rocker flat, retro. Ela é uma prancha que não chega a ser high performance mas tem uma pegada moderna que se adapta muito bem ao usuário médio, digamos assim.

O que é mais difícil, ajustar uma prancha para o Filipe Toledo, ou ajustar uma prancha para o surfista mediano?
Acho que para o surfista mediano é mais difícil porque é tudo uma questão de informação. O cliente não passa essa informação como ele deveria passar. Às vezes me passa uma informação que não é precisa e quando você faz a prancha para o cara ele não está preparado para aquilo.

É importantíssimo o surfista chegar e mandar a real: meu nível de surfe é esse, eu estou dando umas manobras assim, ainda preciso disso, não tenho muita força nas manobras, preciso de mais volume, para você realmente desenhar a prancha certa, porque surfe é um esporte difícil, não é um esporte que você já começa mandando bem, demora… então se você está com equipamento errado aí que dificulta ainda mais.

Então conversar com o shaper ou com uma loja boa que tenha bons vendedores que vão conseguir te indicar a prancha correta, ou mesmo ligar para a fábrica e trocar uma ideia com a gente, é primordial.

No caso do Filipe, eu já conheço e os ajustes são bem pequenos, mais relacionados a quando ele ganha ou perde peso, ou quando ele está indo para ondas nas quais eu sei que tenho que fazer mais ajustes, então ele, mas fora isso é bem tranquilo.

Rola muito a síndrome do “quero ser o Filipe Toledo”, com aquele cara que acha que vai surfar como ele por conta da prancha?
Tem gente que acha que pegando a prancha dele, acha que vai conseguir surfar, não igual, mas parecido com ele. A coisa é tão psicológica, que antes de ele anunciar que deixaria o tour, o quiver dele para Portugal já estava pronto.

E aí o Seth Moniz, que é mais ou menos do mesmo tamanho que ele, veio aqui na fábrica e viu as pranchas do Filipe, e falou: “O Filipe não vai pegar não?” Eu falei, não. E ele falou, “Posso pegar elas?” Eu falei pode. Aí ele pegou e falou, “Nossa as pranchas são demais, como se eu fizesse pro Filipe melhor do que eu faço pra ele…rs.”

Isso porque estava escrito ali a dedicatória para o Filipinho… Aí ele falou “as pranchas são mágicas!” Aí eu falei, pô cara, não é assim, isso tá na sua cabeça. As pranchas que faço pra você são iguais às do Filipe, o shape, o material, tudo. Mas tem essa influência psicológica. Muitas vezes ele acha que está preparado para um certo tipo de design, já coloca uma expectativa muito grande no equipamento.

Fale sobre as diferentes construções, Epóxi e PU:
À medida que o pessoal foi ficando mais velho o epóxi pode ser uma ótima opção. Eu por exemplo, que vou fazer 58 anos, comecei a usar mais epóxi. Tive que aumentar o volume obviamente, mas eu ainda gosto de surfar com pranchas menores.

Uso 5’10” mas aumentando o volume. E o volume não me atrapalha tanto se a prancha for levinha. Então eu estou indo mais para o carbono e epóxi. Mas são dois materiais bem distintos. E isso que falei se aplica ao nível de surfe mediano pra baixo.

No que eu tenho visto, as pranchas de epóxi se enquadram mais nas pranchas menores, mais largas, porque é um material que tem mais flutuabilidade e quando são bem feitas são mais leves e duráveis. São dois materiais que têm sua vantagem e tem que saber usar.

Já quando você começa a ir para o high performance você já tem que saber aplicar o epóxi, porque em condições de muito vento, muito chop, com carneirinhos, por exemplo, ele começa a ser mais sensível, ela já não funciona tão bem.

Já o PU atura melhor esse tipo de condição pois tem uma consistência diferente, vai correr na onda de forma diferente. Por isso o PU é o material usado em 90% das pranchas do Tour. Como disse antes, é uma questão de saber usar o material.

Muitas vezes as pessoas acham que o material que vai fazer a prancha andar e não é. O certo é você adequar o material para o tipo de onda que você vai surfar. De acordo com o que o surfista me passa, eu vou trabalhar no design e depois vou sugerir o material.

O intuito é que o material otimize o design em termos de performance e não o oposto, como muita gente pensa. Começa pelo design e depois você escolhe o material que melhor se adequa.

E o carbono, é a melhor opção atualmente?
Ultimamente o carbono tem sido uma alternativa muito boa. Ela é uma prancha que tem apresentado um grande diferencial. Dá para perceber na maneira como ela surfa. Não é necessariamente inquebrável como muita gente acha. Tem gente que pensa que a prancha é à prova de bala, que vai comprar a prancha e vai durar cem anos, não, não é assim… Ela ainda quebra.

Até dá para fazer uma prancha de carbono inquebrável, mas a prancha vai ficar horrível, dura, pesada e muito difícil de surfar. A ideia é que você utilize a flexibilidade do carbono e que a reação, a “mola”, te dê uma resposta melhor, a ideia é que o carbono otimize essa resposta de uma forma muito mais forte.

O carbono tem sido uma prancha muito interessante e a gente tem trabalhado com outros tipos de carbono, com PVC, Kevlar. Também temos vários tipos de carbono, com tramas diferentes de 90 graus, 45 graus, de 30 graus. Então cada um terá uma resposta diferente dentro da água, um feeling, e isso para o profissional é show porque ele vai notar a diferença e vai saber ajustar às condições que vai surfar naquela ocasião. Já para um cara de nível médio pra baixo não vai fazer tanta diferença.

Fale sobre os compromissos corporativos da Sharp Eye:
Esse é o outro lado da fabricação de pranchas. Quando a gente começou minha preocupação era praticamente exclusiva com o produto, o design etc. Mas atualmente preciso me preocupar com o lado business, que é o lado que vai ocupando muito mais tempo do que você imagina.

A gente tem uma equipe muito boa e eu fico mais responsável pela parte internacional. São duas empresas a Sharp Eye USA e a Internacional. A USA é toda operada pelos caras aqui na fábrica da Califórnia, eu só crio os designs e trabalho com a equipe.

Já a internacional eu é quem toco e tenho viajado o mundo inteiro, tratando de licenciamentos no Brasil, na Austrália, no Peru, em Bali, tem fábrica na França, em Portugal, na Tailândia então eu tenho que fazer o run, tenho que controlar a qualidade e cuidar para que nosso padrão de qualidade seja mantido.

Quem dera eu ficar só na praia, fazendo design, surfando. Mas essa parte é fundamental, e é importante porque viajando eu vejo muita coisa acontecendo. Porque cada lugar tem alguém criando algo novo para surfar nas condições do lugar.

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Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. 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    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.