Open Mexico

Seis brasileiros na oitavas

Metade do time brazuca masculino segue vivo e classificado para a fase dos 16 melhores do Open Mexico.
Open Mexico 2021, Barra de la Cruz, México

Seis avançaram e seis ficaram pelo caminho. Após o segundo dia de disputas do Open Mexico, o Brasil segue com metade do time masculino vivo e classificado para as oitavas de final. A quarta-feira (11) teve uma maratona de baterias das repescagens e da terceira fase dos homens. Próxima chamada acontece nesta quinta-feira (12), às 9h35 (de Brasília).

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O líder do ranking Gabriel Medina e o vice-líder Italo Ferreira seguem no caminho da final, enquanto os três seguintes na lista dos melhores foram eliminados, entre eles Filipe Toledo.

Logo depois das repescagens, Gabriel Medina abriu a terceira fase com uma bateria emocionante. Foi apenas no minuto final que o brasileiro superou Michel Bourez. Naquele momento, o mar tinha raras séries com direitas de 1 metro e Medina teve sangue frio para arriscar tudo e garantir vaga nas oitavas.

O brasileiro deixou o francês se posicionar no pico e surfou as duas ondas iniciais mais embaixo. A primeira teve um floater como primeira manobra, além de uma batida (2.83). Já a segunda foi mais longa e bem trabalhada. Medina executou duas batidas e uma rasgada muito fortes como manobras iniciais. Depois a direita ficou lenta, mas ele fez algumas curvas, até voar com reverse na seção final e já bem pequena da onda.

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A nota 7.00 deixou Michel na necessidade de 9.83 para assumir a liderança, mas ele manteve a calma e esperou por uma onda maior. A direita surgiu no outside de Barra de La Cruz. O francês pegou um tubo e fez mais três rasgadas muito fortes e estilosas. A onda encheu na sequência, mas ele foi até o final e executou um aéreo reverse, aterrissando de rabeta e demorando um pouco para completar o giro.

A nota 8.00 do francês ligou o alerta para o brasileiro, que perdeu a liderança 14 minutos depois. Michel surfou uma onda menor, mas fez um floater e duas rasgadas para anotar 3.33 e assumir a primeira posição.

Medina passou a precisar de 4.34 pontos. O brasileiro seguiu no pico esperando pela onda, até que quando restavam oito minutos ele entrou novamente em ação. Com várias manobras, algumas verticais, Medina assumiu a liderança com 6.00. O francês, que passou a precisar de 5.00 pontos, surfou a direita seguinte da mesma série e voltou para a primeira posição com 5.10.

Restavam poucos minutos para o término e Medina precisava de 6.11 para seguir vivo no Open Mexico. Quando não restavam mais minutos, e sim segundos, o brasileiro entrou numa direita pequena e foi manobrando forte até voar num gorkin-flipp e seguir aplicando pancadas. Mas na onda de trás veio o francês, também soltando “os cachorros” até cair na parte cheia da onda, após algumas manobras contundentes.

A bateria terminou e o resultado demorou a sair, mas quando foi divulgado deixou a torcida brasileira feliz. Com 7.50 pontos Medina foi para a primeira posição, e o francês, que passou a necessitar de 6.50 para reverter o resultado, tirou 5.70 e foi eliminado.

“Foi uma bateria muito difícil, mas acreditei até o final”, disse Gabriel Medina, após a vitória. “As ondas estão boas, mas as séries demoram muito para entrar e no final fiquei rezando para ter mais uma oportunidade. Eu sabia que precisava mandar um manobrão e nem lembro direito o que fiz (risos). Eu não fico treinando muito essa manobra (gorkin-flipp). Já acertei antes, mas fazia tempo que não arriscava, então obrigado Deus por essa (risos) e estou pronto para a próxima”.


Bateria brazuca – O segundo triunfo brasileiro no terceiro round aconteceu na quarta disputa. A única bateria cem por centro brazuca da fase foi decidida nos segundos finais. Adriano de Souza, de frontside nas direitas, apresentou seu surfe de estilo limpo e fez boas manobras, mas Deivid Silva conseguiu ser mais vertical de backside e tomou a primeira posição quase no fim.

A maior nota da bateria foi 7.33 pontos, conquistada por Deivid com potentes batidas, inclusive tirando a rabeta por cima da onda. Quando tudo parecia perdido, ele foi em busca dos 5.30 que precisava e verticalizou mais algumas vezes. A nota 6.40 colocou Deivid nas oitavas e eliminou Adriano de Souza.

“Estou muito feliz por ter passado, mas fico triste por ter sido contra o Mineiro, que é o nosso capitão da seleção brasileira”, lamentou Deivid Silva. “Mas, eu precisava de um bom resultado para tentar manter meu lugar no CT. O capitão pegou duas ondas boas no início e na minha cabeça só pensei em concentrar para surfar uma onda boa e depois outra. Aí consegui aquele 7.33 que surfei bem e a outra peguei quando faltavam só 10 segundos pra terminar a bateria”.

Nova virada – Outro brasileiro que venceu com virada nos últimos momentos foi Yago Dora. Só o brasileiro trabalhou na primeira metade do duelo válido pela terceira fase, e colocou 5.00 e 4.17 como melhores notas.

Mikey Wright fez a primeira participação na bateria quando restavam 18 minutos. O australiano apresentou boas manobras, com estilo, e largou com 5.83 pontos. Logo depois Mikey foi ainda melhor e arrancou 6.27 dos juízes para assumir o primeiro lugar.

Na necessidade de 6.18 pontos, o brasileiro chegou perto com 5.93. Passado algum tempo, Yago tentou a virada novamente, mas não conseguiu. Mikey ficou no pico, com a prioridade, sem surfar, e quando restavam seis minutos Yago achou uma direita e foi intenso, com batidas verticais e rasgadas fortes. No total foram sete manobras que valeram 6.54, a primeira posição e um lugar nas oitavas de final.

“Ele (Frederico Morais) surfa muito e a gente estava na água juntos na bateria simultânea, então sabia que teria que dar um gás pra vencer ele”, disse Yago Dora. “Eu tenho menos experiência em baterias simultâneas, mas eu gosto porque consigo surfar mais ondas e pegar umas sem prioridade (de escolha da próxima) para aquecer, antes de arriscar manobras mais ousadas. Eu sinto que ainda estou aprendendo sobre como usar a estratégia certa. Acho que escolher bem as ondas é fundamental, então fiquei feliz com o que fiz nessa bateria”.


Italo vivo – Depois de Medina, Deivid e Yago garantirem participações nas oitavas de final do Open Mexico com viradas no fim das baterias, foi a vez de Italo Ferreira fazer o mesmo. O 13º duelo do terceiro round foi complicado, mas deu Brasil ao término dos 46 minutos de confronto.

Ao contrário das seis baterias anteriores, a do Italo teve ação desde o início. Ele e Wade Carmichael acharam as ondas, mesmo com a disputa não tendo prioridade no início.

O brasileiro foi rápido e logo conquistou 6.00 pontos, mas o australiano entrou no jogo com 5.17. Com 11 minutos de bateria, Italo pegou uma direita pequena, mas emendou várias boas manobras e colocou mais 6.67 no somatório. Quatro minutos depois foi a vez de Wade aprontar. Ele precisava de 7.50 e com batidas e rasgadas muito fortes anotou 7.33 e encostou no placar.

Doze minutos depois Italo se distanciou mais um pouco com 6.63 pontos. Wade passou a necessitar de 5.97 e após alguns instantes fez exatamente essa nota. Como o australiano tinha o maior score do duelo até aquele momento, ele ficou na frente mesmo empatado no placar com o brasileiro.

Italo surfou novamente quando restavam cinco minutos. A primeira manobra foi forte, com reverse. Depois ele esperou a onda reformar e aplicou mais três manobras, sendo duas muito potentes. A nota 7.33 o colocou na frente, mas a bateria ainda não tinha terminado.

Wade ainda achou uma onda nos segundos finais, abriu com duas batidas muito fortes, e levou a onda até o final quando acertou mais duas manobras. Ele precisava de 6.68 e conseguiu 5.97, nota que não alterou o resultado e ele foi eliminado.

“Foi uma bateria muito difícil”, admitiu Italo Ferreira. “Eu peguei umas ondas boas fazendo rasgadas fortes no outside e finalizando com manobras dinâmicas no inside, mas achei as notas meio baixas. Gostei da minha última onda e achei que fiz tudo que podia para mostrar um surfe mais dinâmico para os juízes. Mas, tudo bem, estou no jogo, estou curtindo e é sempre bom competir contra os melhores surfistas do mundo”.

Jadson no gás – Jadson André também está nas oitavas de final. O brasileiro mostrou muita vontade na penúltima bateria da terceira fase. Jadson fez uma escolha melhor de ondas e apresentou manobras de impacto. Dessa maneiro o brasileiro anotou 5.50 pontos na primeira participação, e 7.83 na segunda.

O havaiano passou grande parte do confronto na necessidade de uma nota no critério excelente (8.83), e o máximo que fez foi 6.67. Nos segundos finais, Seth teve a última chance e foi em busca de mais 6.67 que daria a vitória, mas apesar de uma boa apresentação, a onda era pequena e faltou manobras ainda mais expressivas.

Dia termina com vitória brasileira – O segundo dia de disputas no Open Mexico terminou com a sexta vitória brasileira no Round 3. O convidado para a prova, Mateus Herdy, não se intimidou com Griffin Colapinto e avançou. O brazuca fez um surfe inovador, com aéreos e bateu o norte-americano que chegou ao México com o quinto lugar no ranking,

Mateus fez duas notas na casa dos sete pontos (7.50 e 7.00), uma delas quando tinha acabado de levar uma virada. Griffin fez boas curvas e chegou a anotar 7.43 pontos, além de 6.27 numa onda pequena, mas muito bem trabalhada. No final precisava de 7.08 e nos últimos segundos anotou 6.08 e acabou eliminado.


Brasileiros eliminados – Mas o dia não foi só de vitórias brasileiras, e não foi só Adriano de Souza que acabou eliminado. Alex Ribeiro ficou ainda na repescagem, e Filipe Toledo, Caio Ibelli, Peterson Crisanto e Miguel Pupo se despediram do Open Mexico.

Indonésio despacha Filipe – Um dos grandes candidatos ao título do Open Mexico foi eliminado de forma precoce. Filipe Toledo chegou a marcar uma nota dentro do critério excelente, mas não conseguiu um segundo bom score e sofreu a virada nos últimos segundos de sua bateria.

O nono confronto da terceira fase aconteceu num momento calmo do mar, com séries muito demoradas e de poucas ondas. Na primeira metade, quando a prioridade ainda estava com a bateria anterior, quase não sobrou direitas, já que quando apareciam, as séries traziam poucas ondas.

Convidado para a etapa, Rio Waida abriu a disputa, mas após alguns movimentos caiu da prancha e conseguiu apenas 3.17 pontos, maior nota dos 23 minutos iniciais. Filipe tinha apenas 0.73 e 2.23, mas quando restavam 11 minutos para o término, achou uma boa e não deu mole.

O brasileiro executou várias manobras, variou, apresentou um estilo limpo e com pressão. A nota foi a única no critério excelente da bateria (8.00). O indonésio ficou com a prioridade, mas o tempo passava e a onda para a virada não aparecia. Ele precisava de 4.41 pontos.

A bateria caminhava para o fim, até que a dez segundos do término Rio partiu para o tudo ou nada. O indonésio começou bem, mas a onda encheu, porém voltou a levantar e ele aplicou boas e fortes manobras. Os 5.50 pontos deram a ele a vaga nas oitavas de final do Open Mexico. Já Filipe Toledo se despediu da etapa com a 17ª posição.

Outro que ficou pelo caminho foi Caio Ibellli, no décimo confronto do Round. A disputa contra Jack Robinson foi parelha, com o australiano levando vantagem na escolha das ondas. O brasileiro tentou bastante e voltou pra briga mais pro fim.

Nos instantes finais, Caio tinha a prioridade e foi em busca dos 6.34 pontos que precisava. A direita era muito pequena, mas ele decolou três vezes, além de dar duas batidas. Rolou um suspense até a nota ser divulgada, mas nenhum juiz deu a virada e os 4.90 não alteraram o resultado.

A bateria seguinte foi outra ruim para o Brasil. Peterson Crisanto voou, bateu, rasgou, mas perdeu para o aplicado Frederico Morais. O português fez uma boa escolha de ondas e marcou as duas maiores notas do confronto (7.17 e 6.57) com pressão nas rasgadas e potência nas batidas.

Kelly bate Miguel – A outra derrota brazuca no dia foi com Miguel Pupo. Mas ele vendeu caro a derrota. O 14º confronto da terceira fase foi contra Kelly Slater. O norte-americano começou acelerado, surfando com muita vontade e com a já conhecida habilidade, que ele parece não perder com o passar dos anos.

Kelly foi muito regular ao longo do duelo. O maior nome do surfe de todos os tempos abriu com 7.00 pontos, depois fez 5.50, 6.83 e 7.60. Miguel tentava ser o mais vertical possível, mas muitas ondas não rendiam longas paredes íngremes.

Porém o brasileiro melhorou ao longo da disputa, anotou 5.07 e logo depois 7.43, notas que o colocaram na briga novamente. O tempo ficou curto, o mar devagar, e o brasileiro não teve chance de conquistar os 7.18 que precisava para vencer.

Revanche – Numa bateria cheia de reviravoltas, o japonês Kanoa Igarashi caiu para o norte-americano Kolohe Andino, na reedição de uma das baterias quartas de final das Olimpíadas de Tóquio. Foi um duelo com manobras de borda e surfe inovador. Kolohe levou a melhor nessa briga e deu o troco da derrota no Japão.

Melhor do evento – Quem segue roubando a cena no Open Mexico é Ethan Ewing. O australiano tem apresentado sua linha limpa, estilosa e de manobras fortes de borda com pressão na rabeta.

No primeiro dia do evento ele foi o dono da maior nota (8.83), e nesta quarta-feira ele bateu essa marca duas vezes, com as notas 9.20 e 8.87 pontos. A média na vitória sobre o sul-africano Mathew McGillivray foi 18.07, a maior da competição até o momento.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Open Mexico acontece nesta quinta-feira (12), às 9h35. A previsão indica um mar parecido com o desta quarta-feira.

Assista ao Open Mexico ao vivo aqui no Waves.

Open Mexico 2021
Round 2 Masculino

1 Peterson Crisanto (BRA) 14.33, Kanoa Igarashi (JPN) 13.66, Diego Cadena (MEX) 10.37
2 Deivid Silva (BRA) 10.44, Yago Dora (BRA) 9.33, Jhony Corzo (MEX) 7.93
3 Jadson André (BRA) 10.84, Adriano de Souza (BRA) 9.07,  Alex Ribeiro (BRA) 7.57
4 Seth Moniz (HAV) 15.37, Matthew McGillivray (AFR) 11.87, Connor O’Leary (AUS) 8.67

Round 3

1 Gabriel Medina (BRA) 14.50 x 13.70 Michel Bourez (FRA)
2 Ethan Ewing (AUS) 18.07 x 9.33 Matthew McGillivray (AFR)
3 Kolohe Andino (EUA) 14.07 x 13.43 Kanoa Igrashi (JPN)
4 Deivid Silva (BRA) 13.73 x 12.63 Adriano de Souza (BRA)
5 Morgan Cibilic (AUS) 15.04 x 9.67 Lucca Mesinas (PER)
6 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.37 x 9.87 Owen Wright (AUS)
7 Conner Coffin (EUA) 11.33 x 8.33 Adrian Buchan (AUS)
8 Jeremy Flores (FRA) 13.73 x 13.17 Ryan Callinan (AUS)
9 Rio Waida (IDN) 11.33 x 10.23 Filipe Toledo (BRA)
10 Jack Robinson (AUS) 12.24 x 10.80 Caio Ibelli (BRA)
11 Frederico Morais (POR) 13.74 x 12.44 Peterson Crisanto (BRA)
12 Yago Dora (BRA) 12.80 x 12.10 Mikey Wright (AUS)
13 Italo Ferreira (BRA) 14.00 x 13.30 Wade Carmichael (AUS)
14 Kelly Slater (EUA) 14.60 x 12.50 Miguel Pupo (BRA)
15 Jadson André (BRA) 13.33 x 11.17 Seth Moniz (HAV)
16 Mateus Herdy (BRA) 14.50 x 13.80 Griffin Colapinto (EUA)

Oitavas de final

1 Gabriel Medina (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
2 Kolohe Andino (EUA) x Deivid Silva (BRA)
3 Morgan Cibilic (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
4 Conner Coffin (EUA) x Jeremy Flores (FRA)
5 Rio Waida (IDN) x Jack Robinson (AUS)
6 Frederico Morais (POR) x Yago Dora (BRA)
Italo Ferreira (BRA) x Kelly Slater (EUA)
8 Jadson André (BRA) x Mateus Herdy (BRA)
Round 2 Feminino

1 Isabella Nichols (AUS) 13.20, Macy Callaghan (AUS) 11.86, Regina Pioli (MEX) 8.07
2 Sage Erickson (EUA) 13.67, Keely Andrew (AUS) 11.50, Shelby Detmers (MEX) 9.50

Oitavas de final

1 Johanne Defay (FRA) x Brisa Hennessy (CRC)
2 Carolina Marks (EUA) x Malia Manuel (HAV)
3 Sally Fitzgibbons (AUS) x Macy Callaghan (AUS)
4 Courtney Conlogue (EUA) x Keely Andrew (AUS)
5 Carissa Moore (HAV) x Silvana Lima (BRA)
6 Tyler Wright (AUS) x Isabella Nichols (AUS)
7 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Sage Erickson (EUA)
8 Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

Top-10 do ranking 2021 da World Surf League – depois de 6 etapas
1º Gabriel Medina (BRA) – 46.720 pontos
2º Italo Ferreira (BRA) – 33.555
3º Filipe Toledo (BRA) – 32.065
4º Morgan Cibilic (AUS) – 24.610
5º Griffin Colapinto (EUA) – 24.235
6º Kanoa Igarashi (JPN) – 23.545
7º Jordy Smith (AFR) – 22.770
8º Conner Coffin (EUA) – 22.205
9º Yago Dora (BRA) – 20.215
10º John John Florence (HAV) – 19.925
13º Adriano de Souza (BRA) – 15.735
13º Miguel Pupo (BRA) – 15.735
19º Caio Ibelli (BRA) – 13.950
23º Jadson André (BRA) – 11.820
24º Deivid Silva (BRA) – 11.395
26º Peterson Crisanto (BRA) – 10.895
32º Alex Ribeiro (BRA) – 6.915
Top-10 do ranking da World Surf League

1ª Carissa Moore (HAV) – 43.855 pontos
2ª Johanne Defay (FRA) – 34.645
3ª Sally Fitzgibbons (AUS) – 34.270
4ª Tatiana Weston-Webb (BRA) – 33.625
5ª Stephanie Gilmore (AUS) – 29.390
6ª Caroline Marks (EUA) – 28.660
7ª Tyler Wright (AUS) – 27.095
8ª Isabella Nichols (AUS) – 23.555
9ª Courtney Conlogue (EUA) – 21.840
10ª Keely Andrew (AUS) – 19.705

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.