Open Mexico

Seis brasileiros na oitavas

Metade do time brazuca masculino segue vivo e classificado para a fase dos 16 melhores do Open Mexico.
Open Mexico 2021, Barra de la Cruz, México

Seis avançaram e seis ficaram pelo caminho. Após o segundo dia de disputas do Open Mexico, o Brasil segue com metade do time masculino vivo e classificado para as oitavas de final. A quarta-feira (11) teve uma maratona de baterias das repescagens e da terceira fase dos homens. Próxima chamada acontece nesta quinta-feira (12), às 9h35 (de Brasília).

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O líder do ranking Gabriel Medina e o vice-líder Italo Ferreira seguem no caminho da final, enquanto os três seguintes na lista dos melhores foram eliminados, entre eles Filipe Toledo.

Logo depois das repescagens, Gabriel Medina abriu a terceira fase com uma bateria emocionante. Foi apenas no minuto final que o brasileiro superou Michel Bourez. Naquele momento, o mar tinha raras séries com direitas de 1 metro e Medina teve sangue frio para arriscar tudo e garantir vaga nas oitavas.

O brasileiro deixou o francês se posicionar no pico e surfou as duas ondas iniciais mais embaixo. A primeira teve um floater como primeira manobra, além de uma batida (2.83). Já a segunda foi mais longa e bem trabalhada. Medina executou duas batidas e uma rasgada muito fortes como manobras iniciais. Depois a direita ficou lenta, mas ele fez algumas curvas, até voar com reverse na seção final e já bem pequena da onda.

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A nota 7.00 deixou Michel na necessidade de 9.83 para assumir a liderança, mas ele manteve a calma e esperou por uma onda maior. A direita surgiu no outside de Barra de La Cruz. O francês pegou um tubo e fez mais três rasgadas muito fortes e estilosas. A onda encheu na sequência, mas ele foi até o final e executou um aéreo reverse, aterrissando de rabeta e demorando um pouco para completar o giro.

A nota 8.00 do francês ligou o alerta para o brasileiro, que perdeu a liderança 14 minutos depois. Michel surfou uma onda menor, mas fez um floater e duas rasgadas para anotar 3.33 e assumir a primeira posição.

Medina passou a precisar de 4.34 pontos. O brasileiro seguiu no pico esperando pela onda, até que quando restavam oito minutos ele entrou novamente em ação. Com várias manobras, algumas verticais, Medina assumiu a liderança com 6.00. O francês, que passou a precisar de 5.00 pontos, surfou a direita seguinte da mesma série e voltou para a primeira posição com 5.10.

Restavam poucos minutos para o término e Medina precisava de 6.11 para seguir vivo no Open Mexico. Quando não restavam mais minutos, e sim segundos, o brasileiro entrou numa direita pequena e foi manobrando forte até voar num gorkin-flipp e seguir aplicando pancadas. Mas na onda de trás veio o francês, também soltando “os cachorros” até cair na parte cheia da onda, após algumas manobras contundentes.

A bateria terminou e o resultado demorou a sair, mas quando foi divulgado deixou a torcida brasileira feliz. Com 7.50 pontos Medina foi para a primeira posição, e o francês, que passou a necessitar de 6.50 para reverter o resultado, tirou 5.70 e foi eliminado.

“Foi uma bateria muito difícil, mas acreditei até o final”, disse Gabriel Medina, após a vitória. “As ondas estão boas, mas as séries demoram muito para entrar e no final fiquei rezando para ter mais uma oportunidade. Eu sabia que precisava mandar um manobrão e nem lembro direito o que fiz (risos). Eu não fico treinando muito essa manobra (gorkin-flipp). Já acertei antes, mas fazia tempo que não arriscava, então obrigado Deus por essa (risos) e estou pronto para a próxima”.


Bateria brazuca – O segundo triunfo brasileiro no terceiro round aconteceu na quarta disputa. A única bateria cem por centro brazuca da fase foi decidida nos segundos finais. Adriano de Souza, de frontside nas direitas, apresentou seu surfe de estilo limpo e fez boas manobras, mas Deivid Silva conseguiu ser mais vertical de backside e tomou a primeira posição quase no fim.

A maior nota da bateria foi 7.33 pontos, conquistada por Deivid com potentes batidas, inclusive tirando a rabeta por cima da onda. Quando tudo parecia perdido, ele foi em busca dos 5.30 que precisava e verticalizou mais algumas vezes. A nota 6.40 colocou Deivid nas oitavas e eliminou Adriano de Souza.

“Estou muito feliz por ter passado, mas fico triste por ter sido contra o Mineiro, que é o nosso capitão da seleção brasileira”, lamentou Deivid Silva. “Mas, eu precisava de um bom resultado para tentar manter meu lugar no CT. O capitão pegou duas ondas boas no início e na minha cabeça só pensei em concentrar para surfar uma onda boa e depois outra. Aí consegui aquele 7.33 que surfei bem e a outra peguei quando faltavam só 10 segundos pra terminar a bateria”.

Nova virada – Outro brasileiro que venceu com virada nos últimos momentos foi Yago Dora. Só o brasileiro trabalhou na primeira metade do duelo válido pela terceira fase, e colocou 5.00 e 4.17 como melhores notas.

Mikey Wright fez a primeira participação na bateria quando restavam 18 minutos. O australiano apresentou boas manobras, com estilo, e largou com 5.83 pontos. Logo depois Mikey foi ainda melhor e arrancou 6.27 dos juízes para assumir o primeiro lugar.

Na necessidade de 6.18 pontos, o brasileiro chegou perto com 5.93. Passado algum tempo, Yago tentou a virada novamente, mas não conseguiu. Mikey ficou no pico, com a prioridade, sem surfar, e quando restavam seis minutos Yago achou uma direita e foi intenso, com batidas verticais e rasgadas fortes. No total foram sete manobras que valeram 6.54, a primeira posição e um lugar nas oitavas de final.

“Ele (Frederico Morais) surfa muito e a gente estava na água juntos na bateria simultânea, então sabia que teria que dar um gás pra vencer ele”, disse Yago Dora. “Eu tenho menos experiência em baterias simultâneas, mas eu gosto porque consigo surfar mais ondas e pegar umas sem prioridade (de escolha da próxima) para aquecer, antes de arriscar manobras mais ousadas. Eu sinto que ainda estou aprendendo sobre como usar a estratégia certa. Acho que escolher bem as ondas é fundamental, então fiquei feliz com o que fiz nessa bateria”.


Italo vivo – Depois de Medina, Deivid e Yago garantirem participações nas oitavas de final do Open Mexico com viradas no fim das baterias, foi a vez de Italo Ferreira fazer o mesmo. O 13º duelo do terceiro round foi complicado, mas deu Brasil ao término dos 46 minutos de confronto.

Ao contrário das seis baterias anteriores, a do Italo teve ação desde o início. Ele e Wade Carmichael acharam as ondas, mesmo com a disputa não tendo prioridade no início.

O brasileiro foi rápido e logo conquistou 6.00 pontos, mas o australiano entrou no jogo com 5.17. Com 11 minutos de bateria, Italo pegou uma direita pequena, mas emendou várias boas manobras e colocou mais 6.67 no somatório. Quatro minutos depois foi a vez de Wade aprontar. Ele precisava de 7.50 e com batidas e rasgadas muito fortes anotou 7.33 e encostou no placar.

Doze minutos depois Italo se distanciou mais um pouco com 6.63 pontos. Wade passou a necessitar de 5.97 e após alguns instantes fez exatamente essa nota. Como o australiano tinha o maior score do duelo até aquele momento, ele ficou na frente mesmo empatado no placar com o brasileiro.

Italo surfou novamente quando restavam cinco minutos. A primeira manobra foi forte, com reverse. Depois ele esperou a onda reformar e aplicou mais três manobras, sendo duas muito potentes. A nota 7.33 o colocou na frente, mas a bateria ainda não tinha terminado.

Wade ainda achou uma onda nos segundos finais, abriu com duas batidas muito fortes, e levou a onda até o final quando acertou mais duas manobras. Ele precisava de 6.68 e conseguiu 5.97, nota que não alterou o resultado e ele foi eliminado.

“Foi uma bateria muito difícil”, admitiu Italo Ferreira. “Eu peguei umas ondas boas fazendo rasgadas fortes no outside e finalizando com manobras dinâmicas no inside, mas achei as notas meio baixas. Gostei da minha última onda e achei que fiz tudo que podia para mostrar um surfe mais dinâmico para os juízes. Mas, tudo bem, estou no jogo, estou curtindo e é sempre bom competir contra os melhores surfistas do mundo”.

Jadson no gás – Jadson André também está nas oitavas de final. O brasileiro mostrou muita vontade na penúltima bateria da terceira fase. Jadson fez uma escolha melhor de ondas e apresentou manobras de impacto. Dessa maneiro o brasileiro anotou 5.50 pontos na primeira participação, e 7.83 na segunda.

O havaiano passou grande parte do confronto na necessidade de uma nota no critério excelente (8.83), e o máximo que fez foi 6.67. Nos segundos finais, Seth teve a última chance e foi em busca de mais 6.67 que daria a vitória, mas apesar de uma boa apresentação, a onda era pequena e faltou manobras ainda mais expressivas.

Dia termina com vitória brasileira – O segundo dia de disputas no Open Mexico terminou com a sexta vitória brasileira no Round 3. O convidado para a prova, Mateus Herdy, não se intimidou com Griffin Colapinto e avançou. O brazuca fez um surfe inovador, com aéreos e bateu o norte-americano que chegou ao México com o quinto lugar no ranking,

Mateus fez duas notas na casa dos sete pontos (7.50 e 7.00), uma delas quando tinha acabado de levar uma virada. Griffin fez boas curvas e chegou a anotar 7.43 pontos, além de 6.27 numa onda pequena, mas muito bem trabalhada. No final precisava de 7.08 e nos últimos segundos anotou 6.08 e acabou eliminado.


Brasileiros eliminados – Mas o dia não foi só de vitórias brasileiras, e não foi só Adriano de Souza que acabou eliminado. Alex Ribeiro ficou ainda na repescagem, e Filipe Toledo, Caio Ibelli, Peterson Crisanto e Miguel Pupo se despediram do Open Mexico.

Indonésio despacha Filipe – Um dos grandes candidatos ao título do Open Mexico foi eliminado de forma precoce. Filipe Toledo chegou a marcar uma nota dentro do critério excelente, mas não conseguiu um segundo bom score e sofreu a virada nos últimos segundos de sua bateria.

O nono confronto da terceira fase aconteceu num momento calmo do mar, com séries muito demoradas e de poucas ondas. Na primeira metade, quando a prioridade ainda estava com a bateria anterior, quase não sobrou direitas, já que quando apareciam, as séries traziam poucas ondas.

Convidado para a etapa, Rio Waida abriu a disputa, mas após alguns movimentos caiu da prancha e conseguiu apenas 3.17 pontos, maior nota dos 23 minutos iniciais. Filipe tinha apenas 0.73 e 2.23, mas quando restavam 11 minutos para o término, achou uma boa e não deu mole.

O brasileiro executou várias manobras, variou, apresentou um estilo limpo e com pressão. A nota foi a única no critério excelente da bateria (8.00). O indonésio ficou com a prioridade, mas o tempo passava e a onda para a virada não aparecia. Ele precisava de 4.41 pontos.

A bateria caminhava para o fim, até que a dez segundos do término Rio partiu para o tudo ou nada. O indonésio começou bem, mas a onda encheu, porém voltou a levantar e ele aplicou boas e fortes manobras. Os 5.50 pontos deram a ele a vaga nas oitavas de final do Open Mexico. Já Filipe Toledo se despediu da etapa com a 17ª posição.

Outro que ficou pelo caminho foi Caio Ibellli, no décimo confronto do Round. A disputa contra Jack Robinson foi parelha, com o australiano levando vantagem na escolha das ondas. O brasileiro tentou bastante e voltou pra briga mais pro fim.

Nos instantes finais, Caio tinha a prioridade e foi em busca dos 6.34 pontos que precisava. A direita era muito pequena, mas ele decolou três vezes, além de dar duas batidas. Rolou um suspense até a nota ser divulgada, mas nenhum juiz deu a virada e os 4.90 não alteraram o resultado.

A bateria seguinte foi outra ruim para o Brasil. Peterson Crisanto voou, bateu, rasgou, mas perdeu para o aplicado Frederico Morais. O português fez uma boa escolha de ondas e marcou as duas maiores notas do confronto (7.17 e 6.57) com pressão nas rasgadas e potência nas batidas.

Kelly bate Miguel – A outra derrota brazuca no dia foi com Miguel Pupo. Mas ele vendeu caro a derrota. O 14º confronto da terceira fase foi contra Kelly Slater. O norte-americano começou acelerado, surfando com muita vontade e com a já conhecida habilidade, que ele parece não perder com o passar dos anos.

Kelly foi muito regular ao longo do duelo. O maior nome do surfe de todos os tempos abriu com 7.00 pontos, depois fez 5.50, 6.83 e 7.60. Miguel tentava ser o mais vertical possível, mas muitas ondas não rendiam longas paredes íngremes.

Porém o brasileiro melhorou ao longo da disputa, anotou 5.07 e logo depois 7.43, notas que o colocaram na briga novamente. O tempo ficou curto, o mar devagar, e o brasileiro não teve chance de conquistar os 7.18 que precisava para vencer.

Revanche – Numa bateria cheia de reviravoltas, o japonês Kanoa Igarashi caiu para o norte-americano Kolohe Andino, na reedição de uma das baterias quartas de final das Olimpíadas de Tóquio. Foi um duelo com manobras de borda e surfe inovador. Kolohe levou a melhor nessa briga e deu o troco da derrota no Japão.

Melhor do evento – Quem segue roubando a cena no Open Mexico é Ethan Ewing. O australiano tem apresentado sua linha limpa, estilosa e de manobras fortes de borda com pressão na rabeta.

No primeiro dia do evento ele foi o dono da maior nota (8.83), e nesta quarta-feira ele bateu essa marca duas vezes, com as notas 9.20 e 8.87 pontos. A média na vitória sobre o sul-africano Mathew McGillivray foi 18.07, a maior da competição até o momento.

Próxima chamada – A próxima chamada para o Open Mexico acontece nesta quinta-feira (12), às 9h35. A previsão indica um mar parecido com o desta quarta-feira.

Assista ao Open Mexico ao vivo aqui no Waves.

Open Mexico 2021
Round 2 Masculino

1 Peterson Crisanto (BRA) 14.33, Kanoa Igarashi (JPN) 13.66, Diego Cadena (MEX) 10.37
2 Deivid Silva (BRA) 10.44, Yago Dora (BRA) 9.33, Jhony Corzo (MEX) 7.93
3 Jadson André (BRA) 10.84, Adriano de Souza (BRA) 9.07,  Alex Ribeiro (BRA) 7.57
4 Seth Moniz (HAV) 15.37, Matthew McGillivray (AFR) 11.87, Connor O’Leary (AUS) 8.67

Round 3

1 Gabriel Medina (BRA) 14.50 x 13.70 Michel Bourez (FRA)
2 Ethan Ewing (AUS) 18.07 x 9.33 Matthew McGillivray (AFR)
3 Kolohe Andino (EUA) 14.07 x 13.43 Kanoa Igrashi (JPN)
4 Deivid Silva (BRA) 13.73 x 12.63 Adriano de Souza (BRA)
5 Morgan Cibilic (AUS) 15.04 x 9.67 Lucca Mesinas (PER)
6 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.37 x 9.87 Owen Wright (AUS)
7 Conner Coffin (EUA) 11.33 x 8.33 Adrian Buchan (AUS)
8 Jeremy Flores (FRA) 13.73 x 13.17 Ryan Callinan (AUS)
9 Rio Waida (IDN) 11.33 x 10.23 Filipe Toledo (BRA)
10 Jack Robinson (AUS) 12.24 x 10.80 Caio Ibelli (BRA)
11 Frederico Morais (POR) 13.74 x 12.44 Peterson Crisanto (BRA)
12 Yago Dora (BRA) 12.80 x 12.10 Mikey Wright (AUS)
13 Italo Ferreira (BRA) 14.00 x 13.30 Wade Carmichael (AUS)
14 Kelly Slater (EUA) 14.60 x 12.50 Miguel Pupo (BRA)
15 Jadson André (BRA) 13.33 x 11.17 Seth Moniz (HAV)
16 Mateus Herdy (BRA) 14.50 x 13.80 Griffin Colapinto (EUA)

Oitavas de final

1 Gabriel Medina (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
2 Kolohe Andino (EUA) x Deivid Silva (BRA)
3 Morgan Cibilic (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
4 Conner Coffin (EUA) x Jeremy Flores (FRA)
5 Rio Waida (IDN) x Jack Robinson (AUS)
6 Frederico Morais (POR) x Yago Dora (BRA)
7 Italo Ferreira (BRA) x Kelly Slater (EUA)
8 Jadson André (BRA) x Mateus Herdy (BRA)
Round 2 Feminino

1 Isabella Nichols (AUS) 13.20, Macy Callaghan (AUS) 11.86, Regina Pioli (MEX) 8.07
2 Sage Erickson (EUA) 13.67, Keely Andrew (AUS) 11.50, Shelby Detmers (MEX) 9.50

Oitavas de final

1 Johanne Defay (FRA) x Brisa Hennessy (CRC)
2 Carolina Marks (EUA) x Malia Manuel (HAV)
3 Sally Fitzgibbons (AUS) x Macy Callaghan (AUS)
4 Courtney Conlogue (EUA) x Keely Andrew (AUS)
5 Carissa Moore (HAV) x Silvana Lima (BRA)
6 Tyler Wright (AUS) x Isabella Nichols (AUS)
7 Tatiana Weston-Webb (BRA) x Sage Erickson (EUA)
8 Stephanie Gilmore (AUS) x Bronte Macaulay (AUS)

Top-10 do ranking 2021 da World Surf League – depois de 6 etapas
1º Gabriel Medina (BRA) – 46.720 pontos
2º Italo Ferreira (BRA) – 33.555
3º Filipe Toledo (BRA) – 32.065
4º Morgan Cibilic (AUS) – 24.610
5º Griffin Colapinto (EUA) – 24.235
6º Kanoa Igarashi (JPN) – 23.545
7º Jordy Smith (AFR) – 22.770
8º Conner Coffin (EUA) – 22.205
9º Yago Dora (BRA) – 20.215
10º John John Florence (HAV) – 19.925
13º Adriano de Souza (BRA) – 15.735
13º Miguel Pupo (BRA) – 15.735
19º Caio Ibelli (BRA) – 13.950
23º Jadson André (BRA) – 11.820
24º Deivid Silva (BRA) – 11.395
26º Peterson Crisanto (BRA) – 10.895
32º Alex Ribeiro (BRA) – 6.915
Top-10 do ranking da World Surf League

1ª Carissa Moore (HAV) – 43.855 pontos
2ª Johanne Defay (FRA) – 34.645
3ª Sally Fitzgibbons (AUS) – 34.270
4ª Tatiana Weston-Webb (BRA) – 33.625
5ª Stephanie Gilmore (AUS) – 29.390
6ª Caroline Marks (EUA) – 28.660
7ª Tyler Wright (AUS) – 27.095
8ª Isabella Nichols (AUS) – 23.555
9ª Courtney Conlogue (EUA) – 21.840
10ª Keely Andrew (AUS) – 19.705

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    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.

    A Seleção Brasileira está convocada para o ISA World Surfing Games 2026. A Confederação Brasileira de Surf anunciou nesta segunda-feira (5) os seis atletas que representarão o país entre os dias 6 e 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru, na competição que abre o ciclo classificatório do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. No masculino, o Brasil será representado por Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. Os três são os brasileiros mais bem colocados no ranking do Championship Tour em 2026. Yago, atual campeão mundial, lidera a classificação; Italo ocupa a terceira posição; e Miguel chegou ao quarto lugar depois da vitória em Trestles. O time feminino terá Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Luana é a única brasileira no CT, enquanto Laura garantiu presença como campeã brasileira de 2025. Sophia Medina seria a representante vinda do Challenger Series, mas recusou a convocação, abrindo a vaga para Tainá, a próxima brasileira no ranking. Segundo a Confederação, os critérios de convocação priorizam os três melhores atletas brasileiros no ranking do CT da temporada. Caso as vagas não sejam preenchidas, passam a valer na sequência o Challenger Series, considerando o melhor brasileiro até a 40ª posição, bem como o ranking brasileiro de 2025. Vaga extra em Los Angeles Além das medalhas individuais em Punta Rocas, o ISA World Surfing Games terá peso direto na composição das equipes para os Jogos Olímpicos de 2028. O país campeão por equipes no masculino conquista uma vaga olímpica extra, assim como o campeão por equipes no feminino. A vaga pertence ao país, e não ao atleta que obtiver o resultado. Normalmente, cada nação poderá levar até dois surfistas por gênero aos Jogos, mas esse número pode chegar a três caso o país conquiste uma das vagas extras por equipes nos ISA World Surfing Games de 2026 ou 2027. O Brasil conhece bem esse caminho. Em Paris 2024, foi o único país a competir com o número máximo de atletas tanto no masculino quanto no feminino depois de vencer os títulos por equipes do ISA World Surfing Games 2024 nas duas categorias. As medalhas olímpicas do surfe em Los Angeles 2028 serão disputadas entre 15 e 23 de julho, em Lower Trestles, na Califórnia, palco onde Miguel Pupo venceu recentemente uma etapa do CT 2026. Seleção Brasileira MasculinoYago DoraItalo FerreiraMiguel Pupo FemininoLuana SilvaLaura RauppTainá Hinckel Como funciona a classificação para Los Angeles 2028 Para o Brasil, a classificação olímpica passa por diferentes caminhos, que seguem uma ordem de prioridade. O principal será o Championship Tour de 2028: o ranking considerado entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028 distribuirá oito vagas masculinas e oito femininas, com limite de um atleta por país em cada gênero. O segundo caminho será o ISA World Surfing Games 2028, que classificará outros sete homens e sete mulheres, novamente com apenas uma vaga por país em cada gênero. Na prática, por essas duas vias, um país poderá garantir até dois surfistas no masculino e dois no feminino: um pelo CT e outro pelo Mundial da ISA. É aí que os Mundiais de 2026 e 2027 ganham importância especial. O país campeão por equipes em cada gênero recebe uma vaga olímpica adicional, o que abre a possibilidade de chegar a Los Angeles com três atletas no masculino e/ou três no feminino. Essa vaga pertence ao país, e não ao surfista que conquistar o resultado. No caso brasileiro, caberá ao COB e à Confederação Brasileira de Surfe definir posteriormente quem ocupará a posição. Outro caminho para os brasileiros será os Jogos Pan-Americanos de 2027, também programados para Punta Rocas. Os campeões masculino e feminino garantem classificação para Los Angeles 2028, mas a vaga deixa de ser utilizada caso o atleta posteriormente se classifique por uma via considerada superior, como o CT ou o ISA World Surfing Games 2028. O sistema ainda prevê vagas por competições continentais, país-sede e universalidade. Entre elas estão os Jogos Asiáticos de 2026, vagas para África e Oceania pelo ISA Games 2027, o Campeonato Europeu de 2027 e vagas destinadas aos Estados Unidos como anfitriões, caso o limite máximo por país ainda não tenha sido preenchido.

    Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel representam o Brasil de 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, na abertura do ciclo olímpico para Los Angeles 2028.

    O Finals Day teve as melhores condições de toda a semana na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). Ondas de aproximadamente 1,5 metro, boa formação e vento terral receberam as disputas a partir das quartas de final neste sábado (3), no encerramento da terceira etapa do Challenger Series 2026. No fim do dia, a festa foi brasileira. Ryan Kainalo superou Alister Reginato na decisão masculina, garantiu o título e deixou Maresias na liderança do ranking. No feminino, a australiana Charli Hately derrotou a portuguesa Francisca Veselko. Ambos conquistaram 10.000 pontos no ranking. Ryan voa e assume a liderança Único brasileiro a chegar ao Finals Day, Ryan Kainalo teve um sábado perfeito em Maresias. Depois de superar o peruano Lucca Mesinas nas quartas de final, o paulista dominou o australiano Oscar Berry na semifinal e chegou à primeira decisão da carreira no Challenger Series. Na final contra Alister Reginato, Ryan abriu sua conta com um aéreo alto para receber 6.83. Depois, conectou três manobras fortes na parte crítica da onda e arrancou 7.67, chegando a 14.50 pontos. Reginato terminou com 5.83 e, a quatro minutos do fim, ainda precisava de 9.17 para virar a bateria. Ryan administrou a vantagem até a buzina e, ao sair da água, correu para abraçar o pai. “Estou muito feliz, ainda digerindo tudo isso. Foi um dia inesquecível. A praia estava cheia, a torcida brasileira é diferente de tudo. Energia surreal. Estou muito feliz, de verdade”, celebra Ryan Kainalo. O brasileiro já havia produzido um dos grandes momentos do dia na semifinal contra Oscar Berry. Ryan acertou um aéreo full rotation para receber 8.50, maior nota masculina do Finals Day, colocou o australiano em combinação e venceu por 14.20 x 3.73. Com os 10.000 pontos da vitória, o surfista de 20 anos assumiu a liderança do Challenger Series e deu um passo importante na corrida por uma vaga no Championship Tour de 2027. Charli Hately leva o feminino No feminino, Charli Hately também alcançou a primeira decisão da carreira no Challenger Series e aproveitou a oportunidade. A australiana de 17 anos derrotou Francisca Veselko por 14.33 x 10.67 na final, com notas 7.83 e 6.50. Charli mostrou paciência para encontrar as melhores direitas de Maresias e atacou as ondas com um backside potente. “É loucura. Não consigo acreditar que venci. Coloquei minha cabeça no lugar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, à minha família, a todos que estão torcendo. Sou muito agradecida”, afirma Hately. A campanha teve ainda uma virada importante na semifinal. Charli passou os primeiros 20 minutos atrás de Anat Lelior, mas encontrou as ondas na reta final, marcou 7.33 e 6.50 e avançou com 13.83 x 10.97. Com o título, a australiana somou 10.000 pontos e saltou para a décima colocação do Challenger Series, com 11.940 pontos. Francisca assume vice-liderança Vice-campeã em Maresias, Francisca Veselko também deixou São Sebastião em posição importante na corrida pelo CT. A portuguesa eliminou Teresa Bonvalot nas quartas e teve uma grande atuação contra Sally Fitzgibbons na semifinal. Francisca marcou 8.83 em uma sequência de fortes manobras de frontside e venceu por 13.50 x 7.10. A nota foi a maior do feminino em toda a competição. Com os 7.800 pontos do segundo lugar, Francisca assumiu a vice-liderança do Challenger Series, atrás apenas da australiana Sierra Kerr. Números do São Sebastião Pro O feminino teve 635 ondas surfadas em 31 baterias. Francisca Veselko foi a única atleta a alcançar uma nota de critério excelente, com o 8.83 da semifinal. Charli Hately veio na sequência com 7.83 na final, mesma nota alcançada anteriormente por Sanoa Dempfle-Olin. Kana Nakashio teve a maior somatória feminina da competição, 14.40, ainda no Round das 32. Entre os homens, foram 1.092 ondas surfadas em 47 baterias. Jackson Bunch ficou com a maior nota da competição, 8.83 no Round dos 64. Ryan Kainalo veio na sequência com o 8.50 da semifinal, seguido pelo 8.33 de Joel Vaughan no Round das 32. Resultados a partir das oitavas de final Masculino Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 – Ian Gentil (HAV) 9.17 x Owen Moss (EUA) 7.80 Quartas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 13.50 x Charly Quivront (FRA) 9.672 – Ryan Kainalo (BRA) 12.67 x Lucca Mesinas (PER) 11.003 – Alonso Correa (PER) 11.73 x Kei Kobayashi (JAP) 4.934 – Alister Reginato (AUS) 12.84 x Ian Gentil (HAV) 11.50 Semifinais 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.20 x Oscar Berry (AUS) 3.732 – Alister Reginato (AUS) 14.33 x Alonso Correa (PER) 9.57 Final 1 – Ryan Kainalo (BRA) 14.50 x Alister Reginato (AUS) 5.83 Feminino Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Anat Lelior (ISR) 10.50 x Kiara Goold (PYF) 8.172 – Charli Hately (AUS) 11.24 x Eweleiula Wong (HAV) 8.173 – Francisca Veselko (POR) 13.16 x Teresa Bonvalot (POR) 9.704 – Sally Fitzgibbons (AUS) 10.97 x Kana Nakashio (JAP) 8.43 Semifinais 1 – Charli Hately (AUS) 13.83 x Anat Lelior (ISR) 10.972 – Francisca Veselko (POR) 13.50 x Sally Fitzgibbons (AUS) 7.10 Final 1 – Charli Hately (AUS) 14.33 x Francisca Veselko (POR)

    Charli Hately conquista título feminino e Ryan Kainalo assume topo do Challenger Series, com vitória no Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP).

    A Praia de Paúba, na Costa Sul de São Sebastião (SP), recebe neste sábado (3) a nona edição do Paúba Super Tubos. A competição reúne 56 surfistas convidados em um dos picos mais técnicos do Litoral Norte paulista, com transmissão ao vivo durante todo o dia. Conhecida pelas ondas fortes, rápidas e tubulares que quebram próximas à faixa de areia, Paúba deve oferecer condições de alto nível para os competidores. A previsão divulgada pela organização indica ondas com mais de 1 metro de altura. A disputa acontece em categoria única e exclusivamente para convidados, selecionados pelo nível técnico necessário para enfrentar as características da onda. O formato conta com seis fases e começou com 40 atletas no Round 1. Os 16 classificados avançam e encontram outros competidores já posicionados na chave. As semifinais e a grande final estão previstas para o período da tarde, com os horários sujeitos a alterações de acordo com as condições do mar. A lista de participantes ainda pode receber nomes que disputam o Challenger Series da WSL em Maresias. Segundo a organização, atletas eliminados antes das finais da competição internacional poderão participar do Paúba Super Tubos. Além das disputas dentro d’água, o evento movimenta a Praia de Paúba e a Costa Sul de São Sebastião, com a presença de atletas, equipes e público. A competição conta com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Esportes.

    Nona edição do Paúba Super Tubos reúne 56 surfistas neste sábado (3), nas ondas tubulares da Costa Sul de São Sebastião; acompanhe a transmissão ao vivo.

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro chega neste sábado (3) ao Finals Day na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A chamada está marcada para 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05. As quartas de final abrem o caminho para a definição dos campeões da terceira etapa do Challenger Series 2026. O Brasil terá apenas um representante no último dia. Ryan Kainalo garantiu vaga nas quartas ao vencer o espanhol Yago Dominguez por 11,50 x 10,10 em uma bateria decidida nos minutos finais. O brasileiro liderou boa parte do confronto, perdeu a primeira posição perto do fim e precisou melhorar sua segunda nota para avançar. Na última oportunidade, encontrou a onda necessária e recuperou a liderança com notas 6,50 e 5,00. Ryan mira liderança do Challenger Series Além de seguir na briga pelo título em Maresias, Ryan Kainalo pode deixar a etapa na liderança do ranking do Challenger Series. Com a eliminação do havaiano Jackson Bunch nas oitavas, o brasileiro assume a primeira colocação caso alcance a final. Nas quartas, Ryan enfrenta o peruano Lucca Mesinas, que eliminou Bunch por 10,14 x 9,60. O duelo será o único confronto sul-americano da rodada. “Foi uma bateria muito difícil. O mar está muito difícil, as ondas estão sem parede, e quando ele virou a bateria em cima de mim, sabia que seria muito complicado achar uma onda boa. Mas acreditei e deu tudo certo”, comemorou Ryan após a classificação. Sophia Medina se despede No feminino, Sophia Medina foi eliminada pela japonesa Kana Nakashio na última bateria das oitavas. Nakashio venceu por 7,60 x 7,03 e avançou para enfrentar a australiana Sally Fitzgibbons nas quartas. A líder do ranking, Sierra Kerr, também ficou pelo caminho. A australiana precisava de mais duas vitórias para confirmar matematicamente a classificação ao Championship Tour de 2027, mas foi superada pela taitiana Kiara Goold por 12,13 x 10,17. Destaques do último dia Kei Kobayashi teve a maior nota masculina desta sexta-feira ao marcar 8,00 pontos na vitória sobre Jett Schilling. O japonês enfrenta Alonso Correa nas quartas. Entre as mulheres, Sally Fitzgibbons avançou com 12,00 pontos de somatório diante de Sanoa Dempfle-Olin e segue na busca pela reclassificação para o Championship Tour. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece neste sábado (3), às 6h30 (Brasília), com possibilidade de início das baterias às 7h05, na Praia de Maresias. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. O Finals Day começa pelas quartas de final e termina com a definição dos campeões masculino e feminino da etapa. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final 1 – Kiara Goold (PYF) 12.13 x Sierra Kerr (AUS) 10.172 – Anat Lelior (ISR) 10.00 x Amuro Tsuzuki (JAP) 8.743 – Charli Hately (AUS) 11.60 x Anon Matsuoka (JAP) 11.134 – Eweleiula Wong (HAV) 11.07 x Sol Aguirre (PER) 7.335 – Francisca Veselko (POR) 9.50 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 8.676 – Teresa Bonvalot (POR) 5.27 x India Robinson (AUS) 5.137 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.00 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 9.668 – Kana Nakashio (JAP) 7.60 x Sophia Medina (BRA) 7.03 Quartas de final 1 – Kiara Goold (PYF) x Anat Lelior (ISR)2 – Charli Hately (AUS) x Eweleiula Wong (HAV)3 – Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR)4 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Kana Nakashio (JAP) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA) 11.50 x Adin Masencamp (AFS) 10.57 x Levi Slawson (EUA) 8.378 – Ian Gentil (HAV) 10.64 x Crosby Colapinto (EUA) 9.50 x Dimitri Poulos (EUA) 8.10 x Eli Hanneman (HAV) 4.97 Oitavas de final 1 – Oscar Berry (AUS) 9.67 x Kade Matson (EUA) 5.662 – Charly Quivront (FRA) 12.00 x Joel Vaughan (AUS) 9.963 – Lucca Mesinas (PER) 10.14 x Jackson Bunch (HAV) 9.604 – Ryan Kainalo (BRA) 11.50 x Yago Dominguez (ESP) 10.105 – Alonso Correa (PER) 10.00 x Beyrick De Vries (NED) 7.836 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Jett Schilling (EUA) 9.777 – Alister Reginato (AUS) 9.50 x Crosby Colapinto (EUA) 8.338 –

    Banco do Brasil São Sebastião Pro chega ao último dia neste sábado (3), com chamada às 6h30 e possível início às 7h05. Ryan Kainalo é o único brasileiro na disputa e pode assumir a liderança do CS.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.