Mídia australiana

Tracks aponta Medina favorito

Tracks analisa retorno de Gabriel Medina ao CT e sugere brasileiro como forte candidato ao título da temporada.

O site australiano Tracks Magazine, uma das mídias mais tradicionais da imprensa especializada em todo o mundo, publicou uma análise detalhada sobre o retorno de Gabriel Medina ao circuito mundial em 2026.

Após mais de um ano afastado das competições por causa de uma lesão no ombro sofrida durante um treino em Maresias, o tricampeão mundial volta ao World Surf League Championship Tour em um cenário bastante diferente dentro e fora d’água.

Segundo o Tracks, o surfe profissional mudou desde a última participação do brasileiro. O formato do circuito foi reformulado, Medina não tem mais o patrocínio da Rip Curl depois de uma parceria de 17 anos e também vive uma nova fase na vida pessoal. O retorno acontece justamente quando um de seus maiores rivais da última década, John John Florence, não está na disputa pelo título mundial.

Segundo o Tracks, aos 32 anos, a grande questão é saber se Medina voltará ao circuito já em alto nível ou se precisará de tempo para recuperar ritmo competitivo depois de um período longo longe das baterias oficiais.

De acordo com o Tracks, o ex-treinador de Medina Andy King, que trabalhou com o brasileiro durante a campanha do título mundial de 2021, acredita que o sucesso dependerá basicamente do nível de comprometimento do atleta. Para ele, se Medina realmente estiver focado em conquistar outro título mundial, poucos surfistas teriam condições de impedi-lo.

Na análise dos australianos, a carreira do brasileiro passou por um período turbulento depois do título de 2021. Separação pessoal, pausa na carreira para cuidar da saúde mental e uma sequência sem vitórias marcaram os últimos anos de um dos maiores goofy-footers da história do surfe competitivo.

O artigo assinado por Alex Wine diz que o retorno de Medina representa um verdadeiro teste para saber se ele ainda pertence ao grupo de elite que disputa títulos no circuito mundial. No surfe profissional, a prova definitiva de competitividade continua sendo a mesma: vencer etapas.

Segundo o Tracks, outro ponto de interrogação envolve os patrocinadores do brasileiro. Após o fim da parceria com a Rip Curl, ainda não foi anunciado oficialmente qual será a nova marca de roupa ou wetsuit do tricampeão mundial. Em sessões recentes de treino, Medina foi visto usando uma prancha Channel Islands com adesivos da Universidade Vila Velha, do Espírito Santo, o que levantou especulações sobre novos acordos comerciais.

O padrasto e mentor do surfista, Charles Saldanha, acredita que o brasileiro voltará muito forte às competições. Ele afirmou ao site australiano que Medina continua extremamente motivado e que, nos últimos dez anos, foi o surfista mais bem-sucedido do mundo em termos de resultados.

O atual campeão mundial Yago Dora surge como um dos principais rivais do brasileiro no novo cenário do circuito. Para Andy King, o surfista paranaense pode ser a maior ameaça ao retorno de Medina, principalmente pelo momento competitivo que vive.

Apesar de estar afastado das competições, Medina manteve uma rotina intensa de treinamento, surfando tanto em ondas naturais quanto em piscinas de ondas artificiais. O objetivo foi testar equipamentos, desenvolver novas combinações de manobras e preparar o retorno com calma, em um processo que já dura cerca de 14 meses.

Fora das competições o brasileiro também se dedicou a projetos pessoais, como o lançamento da marca Medininha, voltada para crianças e jovens surfistas. A iniciativa inclui pranchas, acessórios e eventos como o Medininha Surf Day, realizado em sua praia natal, Maresias.

Enfim, mesmo distante do circuito, Medina continua sendo um dos maiores ícones esportivos do Brasil e o surfista mais famoso da América do Sul. Sua popularidade permanece forte, com fãs acompanhando suas sessões de treino, aparições públicas e publicações nas redes sociais.

O retorno oficial do tricampeão mundial deve acontecer no tradicional Rip Curl Pro Bells Beach, etapa que abre a temporada nas ondas de Bells Beach, na Austrália.

Ainda segundo o conceituado Tracks, o novo calendário do CT pode favorecer o brasileiro, especialmente em ondas de esquerda como Tahiti e Fiji, além da tradicional etapa de Pipeline, no Havaí, onde Medina já obteve grandes resultados.

Ainda existem duas lacunas curiosas no currículo do tricampeão mundial: ele nunca venceu em Bells Beach e também não conquistou a etapa brasileira em Saquarema, vitórias que teriam enorme significado em sua carreira.

O retorno de Medina promete recolocar o brasileiro imediatamente no centro das atenções do circuito mundial. Sua intensidade competitiva e capacidade de elevar o nível das baterias continuam sendo marcas registradas.

Se Medina recuperar totalmente sua fome de vitória, poderá novamente se tornar um dos principais candidatos ao título mundial e talvez ampliar ainda mais seu lugar na história do surfe profissional.

Fonte Tracks Magazine

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)