Maura Silva

História na Libéria

Surfista de São Tomé, Maura Silva faz história por ser primeira atleta que compete em outro país. De quebra, fica com título apenas 13 anos.

Maura Silva, surfista de São Tomé, África Central, que tem uma irmã gêmea, Maury, se destaca por ser a primeira surfista são-tomense a surfar e competir fora do país. Ela viajou para a Libéria em maio desse ano, com ajuda do projeto SOMA (Surfistas Orgulhosas na Mulher D’África), para participar de uma conferência e do campeonato nacional de surfe e é campeã nacional feminina aos 13 anos.

Maura surfa há pouco mais de dois anos. Embora ela e sua irmã tenham crescido no clube de surfe em Santana, não foram exceção à pesada carga de tarefas domésticas que se espera da maioria das mulheres da ilha, e só começaram a surfar quando conheceram a ONG portuguesa SOMA.

A surfista são-tomense viajou para a Libéria, com a ajuda da SOMA, para participar do campeonato organizados pela Provide the Slide, ONG com sedes na Suíça e na Alemanha, que se concentra em fornecer recursos de surfe e apoio a países da costa ocidental da África.

Sua viagem a Libéria foi de muitas estreias: ainda não havia saído não só de São Tomé, mas da sua pequena cidade de Santana e das zonas costeiras nos arredores, fez sua primeira viagem de avião, conheceu e competiu com mulheres de outros países africanos pela primeira vez.

Foram também muitas novidades para São Tomé como país, Maura foi a primeira surfista são-tomense a competir e surfar em outro país.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)