A paixão pelo surfe e a coragem de um jovem atleta chamaram a atenção em Itajaí (SC). Arthur Henrique, conhecido como Tutu, de apenas 8 anos, encarou com sucesso o mar de ressaca no dia 30 de julho, demonstrando uma habilidade e determinação notáveis para sua idade.
O pequeno surfista, que já lidera o ranking catarinense em sua categoria, aproveitou o swell para surfar ondas grandes, mostrando que o tamanho não é barreira para sua ousadia. A performance de Tutu não é fruto apenas de talento, mas também de uma preparação intensa e diária. Ele conta com o acompanhamento de uma equipe qualificada e de seu treinador, que garantem a segurança e o aprimoramento de suas técnicas.
O Waves trocou ideia com os pais do Tutu, Alaíne e Bruno da Costa, que nos contou um pouco da rotina do Arthur, do início no esporte, da coragem para enfrentar mar grande e mais.
Como a equipe e o treinador do Tutu avaliam o desempenho e a segurança dele ao enfrentar condições desafiadoras do mar durante a ressaca?
O Arthur, carinhosamente chamado por todos de Tutu iniciou no surfe com apenas 5 anos de idade em um projeto social e desde o início demostrou tranquilidade ao tomar os primeiros caldos. Há de ressaltar que todo o processo foi gradativo, sempre respeitando os limites e a segurança dele. Inicialmente ele treinava com o seu treinador e com o pai juntos, dando um suporte no inside.
Ao longo do tempo ele passou a adquirir autonomia de remada, de furar as ondas e retornar ao outside sem auxílio. Por toda a pequena trajetória dele, Tutu demonstrou interesse em ondas maiores, desafios maiores e a radicalidade sempre fizeram parte dele no esporte, tanto no surf quando no skate simulador.
No início do ano, com 7 anos, ele já havia enfrentado um mar parecido na Praia da Ferrugem, em Garapaba, e com todo suporte e segurança se divertiu muito. Cabe ressaltar que com mar grande há toda uma preocupação com a segurança dele. Revisão minuciosa dos equipamentos, a mãe sempre atenta fora d’água, dentro da água os outros surfistas sempre estão de olho no caso da necessidade de auxiliar em alguma emergência.
Ele também tem um preparo físico excelente, faz funcional, natação e tem acompanhamento nutricional e psicológico, está no mar quase diariamente treinando e já fez preparação com curso de apnéia e táticas de respiração, ou seja, não é nada feito sem um bom preparo.
E também está surfando porque gosta e se diverte quando está no mar. Ele vem cada vez mais evoluindo no esporte, a rotina de treino e dedicação vem surtindo efeito e hoje ele lidera o ranking catarinense da categoria Sub 8 e o mais importante, vem evoluindo e se divertindo.
Quais são os próximos objetivos de Arthur e como a preparação diária o ajuda a alcançá-los?
O Arthur optou por competir. Sim, essa foi uma opção dele. Hoje ele curte muito os eventos dos campeonatos e a adrenalina das competições. O objetivo dele é finalizar o ano de 2025 sendo campeão catarinense da categoria dele. Como atleta ele busca constantemente apoiadores e patrocinadores para proporcionar cada vez mais uma rotina de treinamentos em lugares variados (ondas diferentes) e viagens para fora do Brasil com o objetivo de surfar.
Qual é a percepção dos pais de Arthur sobre a paixão e a coragem dele de surfar ondas grandes com pouca idade?
Nós como pais tentamos proporcionar o que dá para ele seguir com a paixão. Nos esforçamos para proporcionar treinamentos e ferramentas para que possa se desenvolver e cada vez mais enfrentar as ondas maiores que ele tanto gosta. Ele sempre se demonstrou destemido e em conjunto com a preparação e segurança que o treinador dele transmite o leva a superar o seu limite a cada dia.
Ele treina desde o início com o coach Fábio Meneses e a conexão deles é incrível. A rotinha da nossa família é tão ligada ao mar e aos treinamentos dele que o fato da pouca idade não nos desperta tanto espanto, pois ao acompanhá-lo nesses últimos três anos vimos essa evolução como natural.
De que forma a cidade de Itajaí e a comunidade local de surfe apoiam e acompanham a trajetória de um jovem talento como Arthur?
Nós, os pais, viemos de Curitiba e Joinville, e em Itajaí constituímos família, onde o Arthur nasceu. Por não ser da cidade, o surfe nos uniu com a comunidade local, que acabou nos acolhendo e sendo entusiastas dele.
Ao longo da sua evolução ele passou a ser conhecido não só pelos surfistas, mas também pela comunidade que o aborda frequentemente cumprimentando e o elogiando.
Hoje ele é o atleta mais jovem da Associação de Surf e Praias de Itajaí (ASPI) e cada dia mais vem representando a cidade nos eventos esportivos.










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