Australian Surfing Museum

História além de Bells

Museu em Torquay, a capital do surfe na Austrália, celebra a história do esporte dos reis em grande estilo.

Localizado em Torquay, Victoria, o Australian National Surfing Museum é sempre citado como um dos maiores museus de surfe e cultura do mundo. Ele mostra a contribuição significativa da Austrália para o desenvolvimento do surfe em todo o mundo.

Através de exposições permanentes, uma extraordinária coleção de fotos, pranchas, equipamentos e outros importantes artefatos de surfe, o museu comemora a fantástica herança do esporte na Austrália e a rica cultura de praia que se desenvolveu na ilha-continente.

Para quem surfa é realmente uma experiência inesquecível. Originalmente concebida pelos surfistas pioneiros de Torquay, Peter Troy, Vic Tantau e Alan Reid, o museu é um lugar onde se pode experimentar o “feeling” do surfe e se maravilhar com as mudanças que ocorreram ao longo do tempo.

Inaugurado em dezembro de 1993, o ANSM foi rapidamente reconhecido pela Association of Surfing Professionals (a WSL da época) como um dos mais importantes centros do patrimônio de surfe mundial. A coleção de pranchas é invejável.

Ali estão as primeiras pranchas de madeira, replicadas a partir da prancha que Duke Kahanamoku fez em sua primeira visita ao país, em 1915, inserindo o surfe no cardápio de um povo que já tinha uma estreita relação com o mar.

A Thruster (triquilha) original, criada por Simon Anderson, está exposta lá, assim como tantas outras pranchas que nos remetem a momentos históricos.

Pois é, há muito que conhecer na área além das ondas de Bells…

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)