Pro Pipeline

Chianca no critério excelente

João “Chumbinho” Chianca anota 8,50, maior nota do primeiro dia do Pro Pipeline, no Havaí.
Pro Pipeline 2023, North Shore de Oahu, Havaí

João Chianca estreou na etapa com um tubo grosso e limpo para o Backdoor que valeu 8.50 pontos, a maior nota de toda a abertura do Pro Pipeline, na última quarta-feira (1). Nove dos dez brasileiros conquistaram vagas na terceira fase masculina da competição. Confira a performance de Chumbinho.

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As condições para o surfe ficaram abaixo do esperado em Pipeline, com ondas de cerca de 1,5 metro, com algumas maiores. Backdoor foi o caminho da classificação em várias disputas, porém alguns bons tubos também foram surfados para Pipeline. O vento rodou durante as mais de oito horas de evento, muitas vezes atrapalhando a formação dos canudos do pico do lado norte da ilha havaiana de Oahu.

Estreia fraca – Yago Dora estreou na etapa num mau momento do mar. Ele terminou em último lugar na bateria de número 11 da primeira fase masculina. Os adversários, os australianos Ryan Callinan e Callum Robson, se adaptaram melhor às condições e avançaram. O vencedor, Ryan, fez suas duas melhores notas com um tubo pra direita e outro pra esquerda (4.50 e 5.07). Callum precisou também manoborar de borda pra avançar (4.40 e 3.50) com a segunda posição.

Na repescagem o verdadeiro Yago apareceu. O brasileiro ficou ativo, surfou tubo e voou alto com rotação completa pra Pipeline, além de manobrar forte pro Backdoor.

Yago foi melhorando a cada minuto na segunda bateria da repescagem. Aos dez minutos ele marcou 4.50 pontos com um tubo e um cutback pra esquerda. Dois minutos depois soltou quatro manobras de backside, sendo três batidas verticais. A nota foi 6.00. Mas o melhor ainda estava por vir.

Quando restavam oito minutos para o fim, Yago fez um tubo pra Pipe, executou um cutback e voou. Ele não completou o aéreo. A performance valeu 6.83 pontos. Três minutos depois ele entrou numa esquerda pequena, mas acelerou, voou muito alto e fez um giro completo antes de aterrissar perfeitamente. Ele conquistou 6.60 e venceu com o maior somatório da quarta-feira, 13.43. O adversário de Yago na terceira fase é o norte-americano Kelly Slater.

João e a maior nota – João Chianca também fez bonito no dia. Ele competiu na segunda disputa do Pro Pipeline. Após ver os adversários Kanoa Igarashi, do Japão, e Jake Marshall, dos Estados Unidos, entrarem ação em ondas ruins, ele segurou a prioridade e estreou numa onda da série pro Backdoor. A atuação aconteceu aos 11 minutos da bateria de 30. Ele sumiu dentro do canudo e saiu limpo. A nota foi 8.50 pontos, a primeira no critério excelente da etapa, e única desta quarta-feira.

Dois minutos depois Jake usou a prioridade e também achou um bom tubo pra direita. Ele conquistou 7.50 pontos. Alguns minutos depois ele assumiu a liderança ao colocar mais 2.83 no somatório, porém o brasileiro ainda teve tempo de dar o troco. João, com a segunda prioridade, completou um tubo numa onda intermediária para o Backdoor e executou um layback. A nota 4.33 deu a liderança para o brasileiro. Nos segundos finais Jake ainda tentou pegar o primeiro lugar de João, mas os 3.20 não foram suficientes. Os dois avançaram e Kanoa foi para a repescagem. O japonês fez uma bateria muito ruim. A melhor de suas três notas foi 0.53. Ele competiu na primeira fase eliminatória do evento e venceu o confronto. João volta a encarar Kanoa no terceiro round.

“Estou me sentindo bem, com a cabeça no lugar e é aqui no CT onde quero estar no restante da minha carreira”, fala João Chianca, que estava acompanhado do seu irmão mais velho, o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo. “O ano passado aqui em Pipe foi bem emocionante também pra mim, então foi muito bom vencer a minha primeira bateria. A minha melhor onda foi meio um ‘deja vu’ do ano passado, quando comecei com uma nota excelente também e essa agora foi até maior. Eu estava animado para surfar as ondas do Backdoor e o Havaí é um lugar especial, então estou amarradão em estar de volta”.

Medina x John John – Gabriel Medina e John John Florence avançaram juntos para a terceira fase do Pro Pipeline. Os dois competiram na mesma bateria, a última do Round 1 masculino, e o brasileiro levou a melhor sobre o havaiano. Pior para o italiano Leonardo Fioravanti, que perdeu precisando de 9.00 pontos para se classificar.

A bateria aconteceu num momento ruim do mar, com o vento estragando a formação dos tubos tanto pro Backdoor, quanto pra Pipeline. O havaiano foi o primeiro a completar um canudo no duelo. John John foi pra direita aos quatro minutos e marcou 3.67 pontos. Um minutos depois Medina também foi pro Backdoor. O brazuca sumiu lá dentro durante um longo tempo e saiu limpo. Ele ainda bateu na junção, porém caiu. A nota 7.67 acabou sendo a maior de todo o confronto.

John John foi para a primeira posição aos dez minutos. Ele surfou pro Backdoor, passou por dentro e executou duas batidas fortes. A performance valeu 6.33 pontos. Os dois seguiram procurando oportunidades, mas não conseguiram nada de destaque até os cinco minutos finais. Medina foi pra Pipe, entrou no tubo e saiu espremido. Ele precisava de 2.33 para pegar a primeira posição e marcou 3.17. Depois disso o resultado não foi mais alterado e os dois seguiram juntos para o Round 3. Leo, que teve como melhor nota na bateria 1.00 ponto, ficou em terceiro lugar. O italiano venceu pela repescagem e segue vivo na competição. O próximo adversário de Medina é o norte-americano Jake Marshall.

“É incrível estar de volta aqui em Pipe, que é um lugar muito especial pra mim”, diz Gabriel Medina. “Tenho muitas memórias boas daqui e estou feliz com a vitória, mas espero que as condições melhorem na próxima rodada. Aquela direita no Backdoor foi a única boa que eu achei, bem longa. Eu já vi que ia ser boa, quando estava remando nela e fiz uma leitura boa da onda. Acelerei bem antes de entrar no tubo e foi bem longo. Pena que não tiveram mais, mas só de estar na bateria com o John John (Florence) e o Leo (Fioravanti), foi muito divertido”.

Primeira bateria – Miguel Pupo abriu o Pro Pipeline junto com o havaiano Ian Gentil e o norte-americano Nat Young. O brasileiro foi o primeiro a entrar em ação, logo no início, mas a onda não rendeu tubo nem manobra. Ian e Nat acharam tubos e deixaram Miguel na última posição. A melhor performance até a metade da bateria era de Nat, com um canudo que valeu 4.50 pontos.

Em último lugar no duelo, Miguel manteve a calma e escolheu uma boa direita da série. O brasileiro ficou fundo no tubo e por um longo tempo. A apresentação valeu 6.83 pontos e a liderança da bateria. Nat voltou a atuar quando restavam nove minutos. O norte-americano surfou um tubo curto, porém grosso, pro Backdoor, conquistou 5.67 e jogou o brazuca pra segunda posição.

Mas Miguel ainda teve tempo de retomar a liderança, e numa onda da série para Pipeline. Restavam quatro minutos para o fim. O brasileiro passou por dentro do tubo e saiu por baixo do lip. A performance valeu 5.67 pontos, a vitória na disputa e uma vaga na terceira fase da competição. Nat avançou em segundo lugar, e Ian, que não conseguiu melhorar seu somatório, caiu pra repescagem ao terminar na terceira posição. Depois o havaiano superou a primeira fase eliminatória e segue de olho no título do Pro Pipeline. O próximo adversário de Miguel no Pro Pipeline é o francês Maxime Huscenot.

“Eu só queria me manter ativo no início da bateria, mas acabei remando numa onda que não era boa. Todos estavam com a mesma estratégia, que acabou dando mais certo para mim e estou feliz por começar o ano vencendo”, diz Miguel Pupo. “O Ian (Gentil) pegou uma fechadeira na minha frente e acabei indo na melhor onda da bateria. Todos estavam de olho no Backdoor, que tinha um tubo mais longo e profundo. Eu fiquei tentando pegar uma segunda onda boa, aí entrou aquela pra mim em Pipeline e fui nela. O drop foi bom, depois teve uma saída do tubo mais difícil, mas tive a sorte de sair e ficar com a vitória”.

Filipe também vence – Filipe Toledo também estreou com vitória no evento. O brasileiro participou da sexta bateria e surfou o melhor tubo dos 30 minutos de disputa.

A bateria foi muito fraca de ondas e a melhor atuação até os seis minutos finais era de Jackson Baker. O australiano fez um layback de frontside perto da metade do confronto e anotou 3.00 pontos. Aos 24 minutos Filipinho surfou o melhor canudo do duelo. No primeiro momento ele ficou na porta, mas depois quebrou uma seção mais à frente e ele ficou mais fundo. A atuação valeu a nota 5.00 e a primeira posição, de onde ele não saiu mais. Filipe só havia surfado uma onda até aquele momento, pra Pipeline, porém não completou o tubo.

Jackson tentou tomar a liderança do brasileiro perto do fim, mas não achou o tubo pro Backdoor, fez um floater e caiu na pancada na junção. Ele precisava de 3.01 pontos e marcou 2.93. Em último na disputa ficou o convidado para a etapa, Joshua Moniz. O havaiano tentou alguns tubos, mas não completou nenhum. Ele teve nova chance na repescagem, mas não aproveitou e foi eliminado. Filipe encara o costa-riquenho Carlos Muñoz na terceira fase.

“As condições estavam difíceis, mas foi bom vencer a primeira bateria do ano”, comenta Filipe Toledo. “Acho que foi a pior bateria do dia em termos de pontos até agora, mas, olhando a previsão, já sabíamos que ia estar difícil de achar onda boa. Então, é preciso se adaptar e estou feliz de passar a primeira bateria. Esse tempo longe das competições, foi muito bom para curtir com a família, os amigos, estar em casa e fazer as funções diárias de pai. Mas treinei forte também e voltei com bastante energia para defender o título nesta temporada”.

Caio bate Kelly – Kelly Slater e Caio Ibelli travaram uma boa disputa. O duelo entre eles e Carlos Muñoz foi o oitavo da etapa. Aos quatro minutos os dois estavam próximos e veio uma onda. Kelly, mais em cima da esquerda, ameaçou dropar, mas viu o brasileiro um pouco abaixo e não foi. Os juízes não marcaram nada.

Na sequência os dois começaram a surfar os tubos e foram trocando de notas. Caio marcou 3.50 pontos, depois Kelly fez 3.67. Aos dez minutos o norte-americano usou a prioridade e pegou um rápido tubo pro Backdoor e colocou mais 3.67 no somatório. Dois minutos após Caio também passou por dentro da direita e marcou 4.67.

Naquele momento Caio era o líder. Porém, um minutos depois, aos 13, Kelly voltou para a primeira posição com um canudo para Pipe. A atuação valeu 4.93 pontos. Aos 19 minutos o brasileiro deu o troco. Ele foi pra esquerda, completou o tubo, marcou 5.77 e voltou para o primeiro lugar. Os dois ainda voltaram a atuar, porém o resultado não foi alterado. Caio venceu e Kelly também avançou, em segundo lugar. Carlos Muñoz, que herdou a vaga do lesionado marroquino Ramzi Boukhiam, surfou apenas uma onda (0.50), terminou na última posição e caiu para a repescagem.

Italo avança em segundo lugar – O campeão da etapa em 2019, Italo Ferreira, estreou no evento na quinta bateria e ficou em segundo lugar. O resultado fez o atleta evitar a repescagem.

A maior nota da bateria foi conquistada por Seth Moniz, atual vice-campeão da etapa. O havaiano marcou 6.33 pontos aos sete minutos de disputa, após passar por dentro de Backdoor e sair limpo. Italo também completou um canudo, mas pra Pipeline. O campeão mundial de 2019 passou rápido por dentro e anotou 4.00. Já Imaikalani deVault, surfista de Maui, Havaí, não conseguiu completar nenhum tubo e acabou em último lugar. Ele teve nova chance na repescagem, porém também terminou na terceira posição e foi eliminado da etapa. O oponente de Italo no Round 3 é o havaiano Ian Gentil.


Samuel vira no fim – Samuel Pupo competiu num dos piores momentos do mar no dia. O confronto foi o décimo e ele teve como adversários o indonésio Rio Waida e o sul-africano Matthew McGillivray. Rio fez o melhor tubo na bateria. Ele foi pra Pipeline e recebeu 4.33 pontos.

Na metade da disputa Samuel executou um floater, uma rasgada e uma batida na junção da direita para anotar 3.00 pontos. Ele se manteve em segundo lugar até os seis minutos finais. Matthew começou a reação três minutos antes, com manobras de frontside (2.83). Quando restavam seis, o sul-africano executou três batidas na direita, sendo a primeira a de maior destaque. Ele anotou 3.63 e assumiu a liderança. Rio entrou em ação na sequência, e, com um floater, uma batida forte e outro floaterm anotou 4.83 e retomou o primeiro lugar.

Samuel chegou nos minutos finais na necessidade de 3.47 pontos para avançar em segundo lugar. No minuto final ele usou a prioridade, surfou um tubo rápido e atingiu a junção. Ele recebeu 3.50 e avançou junto com Rio Waida, que venceu a disputa. Matthew caiu para a repescagem, fase que ele também terminou em último e se despediu da prova. Samuel encara o australiano Ryan Callinan no próximo round.


Michael supera a repescagem – Michael Rodrigues foi outro brasileiro que caiu para a repescagem. Ele participou da sétima disputa da primeira fase e levou uma virada nos segundos finais. Michael marcou 4.50 pontos com um tubo pro Backdoor aos sete minutos, e assumiu a liderança aos dez, com outro canudo pra direita do pico havaiano, que valeu 4.60.

O norte-americano Griffin Colapinto e o havaiano Barron Mamiya ficaram muito ativos. Barron marcou 5.50 pontos aos oito minutos e depois perdeu a sintonia com o pico. Griffin tentava, mas errava, porém a reação começou quando restavam nove minutos. O norte-americano ficou fundo numa direita, saiu e voou com reverse. Ele precisava de 5.97 pra jogar o havaiano pra terceiro, e marcou 6.67. Griffin voltou a atuar três minutos depois. Ele colocou mais 3.17 pontos no somatório com um tubo pequeno pro Backdoor e foi para a primeira posição.

Michael passou a correr o risco de perder a vaga para o havaiano, que precisava de 3.60 pontos para se classificar. Barron fez algumas tentativas e na última, quando restavam apenas 33 segundos, ele entrou numa esquerda pequena, acelerou e voou com reverse. Na sequência ainda bateu forte na junção. Os juízes avaliaram e a nota 3.83 jogou o brasileiro para a repescagem.

A segunda fase masculina começou com brasileiro na água. Michael abriu com 3.33 pontos num tubo pra esquerda. Porém depois ele viu o havaiano Joshua Moniz e o japonês Kanoa Igarashi entrarem no ritmo da disputa. Aos nove minutos Joshua marcou 5.67 num canudo pro Backdoor. Também pra direita, Kanoa marcou 5.23 aos 18 minutos. Com a nota o japonês jogou o brasileiro para a terceira posição.

Depois Michael conseguiu retomar a posição e levou nova virada. Quando restavam sete minutos Kanoa surfou na prioridade do brasileiro. Com duas manobras, uma rasgada forte e uma batida, o japonês passou o brasileiro e o havaiano e assumiu a primeira posição.

Michael usou a prioridade dois minutos depois. Ele foi pro Backdoor, sumiu dentro do tubo, saiu e comemorou. Ele precisava de 5.35 pontos para avançar e marcou 5.70. Joshua tentou dar o troco logo na sequência, com uma batida forte de frontside. O havaiano necessitava de 3.37, conquistou 3.20 e foi eliminado do Pro Pipeline. Kanoa venceu, Michael ficou em segundo lugar e os dois foram juntos para a terceira fase. O brasileiro enfrenta o australiano Jack Robinson na próxima fase.

Jadson compete lesionado – Jadson André chegou lesionado para competir na quarta bateria do Pro Pipeline. O brasileiro machucou o joelho direito na na terça-feira (31/01) durante uma tentativa de aéreo. Nesta quarta-feira ele chegou de muleta na praia, sem colocar a perna machucada no chão. Depois apareceu caminhando com dificuldade na areia, quando se dirigia para a disputa.

O duelo de 30 minutos começou e logo no início o brasileiro cometeu interferência no australiano Jack Robinson. A penalidade foi perder metade de sua segunda maior nota na disputa. Jadson só voltou a atuar quando faltavam quatro minutos para fim. Ele caiu no drope quando ia para o Backdoor.

A bateria foi muito fraca de ondas. Ezekiel Lau foi o vencedor. O havaiano chegou perto do minuto final com duas notas na casa de um ponto no somatório. Naquele momento ele passou por dentro do Backdoor, marcou 7.17 pontos e confirmou a vaga na terceira fase. Jack Robinson também conseguiu um bom tubo. A melhor atuação do australiano no duelo aconteceu aos 20 minutos. Ele foi pra direita, chegou a sumir no canudo e ainda rasgou e bateu na junção para anotar 6.33 pontos.

Jadson voltou pra água na última disputa da repescagem. Ele entrou em tubos pra Pipeline e manobrou na direita do Backdoor, porém sofreu a virada depois de ficar na liderança durante grande parte da bateria. O norte-americano Kolohe Andino cresceu no duelo e chegou a marcar 6.00 pontos num tubo pra direita. E o havaiano Ian Gentil foi para as manobras e conseguiu o segundo lugar no duelo. Ian aplicou quatro batidas de frontside na sua melhor apresentação no confrnto para anotar 5.33.

Próxima chamada e previsão – A próxima chamada para o Pro Pipeline acontece nesta quinta-feira (2), às 14h30 (de Brasília). A previsão indica que o tamanho das ondas deve permanecer o mesmo desta quarta-feira, porém o vento deve ser terral de fraco a moderado durante todo o dia.


Pro Pipeline 2023
Round 1 Masculino

1 Miguel Pupo (BRA) 12.50, Nat Young (EUA) 10.17, Ian Gentil (HAV) 6.94

2 João Chianca (BRA) 12.83, Jake Marshall (EUA) 10.70, Kanoa Igarashi (JAP) 1.00

3 Ethan Ewing (AUS) 6.20, Liam O’Brien (AUS) 6.06, Kolohe Andino (EUA) 4.30

4 Ezekiel Lau (HAV) 8.54, Jack Robinson (AUS) 8.50, Jadson André (BRA) 0.23

5 Seth Moniz (HAV) 8.50, Italo Ferreira (BRA) 5.20, Imaikalani deVault (HAV) 2.04

6 Filipe Toledo (BRA) 6.00, Jackson Baker (AUS) 5.93, Joshua Moniz (HAV) 1.50

7 Griffin Colapinto (EUA) 9.84, Barron Mamiya (HAV) 9.33, Michael Rodrigues (BRA) 9.10

8 Caio Ibelli (BRA) 10.44, Kelly Slater (EUA) 8.60, Carlos Muñoz (CRI) 0.50

9 Jordy Smith (AFR) 10.66, Connor O’Leary (AUS) 9.27, Maxime Huscenot (FRA) 1.96

10 Rio Waida (IDN) 9.16, Samuel Pupo (BRA) 6.50, Matthew McGillivray (AFR) 6.46

11 Ryan Callinan (AUS) 9.57, Callum Robson (AUS) 7.90, Yago Dora (BRA) 2.13

12 Gabriel Medina (BRA) 10.84, John John Florence (HAV) 10.00, Leonardo Fioravanti (ITA) 1.60

Round 2 (Repescagem)

1 Kanoa Igarashi (JAP) 11.03 x Michael Rodrigues (BRA) 9.03 x Joshua Moniz (HAV) 8.87

2 Yago Dora (BRA) 13.43 x Maxime Huscenot (FRA) 8.27 x Imaikalani deVault (HAV) 4.33

3 Leonardo Fioravanti (ITA) 7.60 x Carlos Muñoz (CRI) 7.14 x Matthew McGillivray (AFR) 6.93

4 Kolohe Andino (EUA) 9.43 x Ian Gentil (HAV) 8.13 x Jadson André (BRA) 4.87
Round 3

1 Italo Ferreira (BRA) x Ian Gentil (HAV)

2 Jordy Smith (AFR) x Nat Young (EUA)

3 Griffin Colapinto (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

4 Callum Robson (AUS) x Jackson Baker (AUS)

5 Ethan Ewing (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)

7 Caio Ibelli (BRA) x Ezekiel Lau (HAV)

8 Samuel Pupo (BRA) x Ryan Callinan (AUS)

9 Filipe Toledo (BRA) x Carlos Muñoz (CRI)

10 Yago Dora (BRA) x Kelly Slater (EUA)

11 Connor O’Leary (AUS) x Rio Waida (IDN)

12 Kanoa Igarashi (JAP) x João Chianca (BRA)

13 Jack Robinson (AUS) x Michael Rodrigues (BRA)

14 Gabriel Medina (BRA) x Jake Marshall (EUA)

15 John John Florence (HAV) x Kolohe Andino (EUA)

16 Miguel Pupo (BRA) x Maxime Huscenot (FRA)

Round 1 Feminino

1 Tatiana Weston-Webb (BRA), Caroline Marks (EUA), Teresa Bonvalot (PRT)

2 Carissa Moore (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Alyssa Spencer (EUA)

3 Stephanie Gilmore (AUS), Macy Callaghan (AUS), Moana Jones Wong (HAV)

4 Brisa Hennessy (CRI), Isabella Nichols (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS)

5 Lakey Peterson (EUA), Gabriela Bryan (HAV), Caitlin Simmers (EUA)

6 Courtney Conlogue (EUA), Tyler Wright (AUS), Molly Picklum (AUS

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    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.

    A quinta etapa do Championship Tour da WSL chegou ao seu dia de encerramento neste sábado (13), nas ondas de Punta Roca, La Libertad, em El Salvador. Após uma breve pausa, o evento retornou com as quartas de final em um mar de boa formação, com ondas com pouco mais de um metro nas séries. O sábado em El Salvador terminou com um resultado histórico para o surfe europeu: Leonardo Fioravanti superou Italo Ferreira e se tornou o primeiro italiano a conquistar um título na elite mundial da WSL. Coroando uma campanha impecável, Fioravanti encerrou a competição sendo dono de três das cinco maiores notas de toda a etapa (9.00, 8.50 e 8.33). Apesar do vice-campeonato, Italo Ferreira deu mais uma prova de sua impressionante resiliência. Apenas dois dias antes do início da janela em Punta Roca, o potiguar sofreu um acidente no mar: foi atingido pela prancha de outro surfista durante uma sessão livre e precisou levar oito pontos no joelho direito. Mesmo assim, competiu em alto nível até o último dia. A grande decisão começou com Fioravanti ditando o ritmo ao abrir a bateria com um high score de 8.33. Italo tentou responder de imediato, mas a onda não ofereceu potencial e rendeu apenas 3.60. Consistente, o italiano logo somou um 6.17, abrindo uma vantagem confortável de 14.50 contra 5.33 do brasileiro. A oito minutos do fim, Italo incendiou a disputa. O potiguar encontrou uma excelente rampa, executou um aéreo perfeito e arrancou um 7.50 dos juízes. No entanto, Fioravanti não deu margem para a virada e, na sequência, cravou um 7.00 para selar o placar. Com 15.33 contra 10.90 do brasileiro, Leonardo saiu da água extasiado para celebrar a conquista inédita para a Itália. Com o resultado em El Salvador, Italo Ferreira garante a manutenção da cobiçada lycra amarela, seguindo na liderança do ranking mundial. Já o campeão Fioravanti dá um salto importante e assume a terceira colocação na corrida pelo título. Na final feminina, a pentacampeã mundial Carissa Moore (HAV) protagonizou uma final eletrizante contra a australiana Tyler Wright e conquistou seu segundo título consecutivo na temporada. Embalada pela vitória recente na etapa de Raglan, na Nova Zelândia, a havaiana mostrou frieza de campeã: encontrou a onda que precisava a menos de cinco minutos do fim e arrancou uma virada espetacular sobre a adversária. A bateria começou morna, com ambas as surfistas arriscando em ondas sem muito potencial. O ritmo mudou quando Carissa anotou um 5.50 em sua segunda tentativa. Tyler respondeu à altura, encaixando boas manobras para arrancar um 7.67. A havaiana não se intimidou e, logo em seguida, cravou a maior nota do confronto: um excelente 8.33. A seis minutos do fim, a australiana voltou a assumir a liderança ao marcar um 6.17. No entanto, mostrando toda a sua experiência, Carissa aproveitou os instantes finais para surfar uma onda decisiva de 6.77. Com a virada no apagar das luzes, a pentacampeã fechou o somatório em 15.10 contra 13.84 de Wright, garantindo a taça. Semifinais O clássico brasileiro entre Italo Ferreira e Gabriel Medina marcou as semifinais. Em uma bateria extremamente acirrada, o potiguar levou a melhor sobre o tricampeão mundial e, com o resultado, garantiu a manutenção da liderança do ranking. A disputa começou quente, com Medina abrindo com uma onda consistente. Combinando batidas e rasgadas, ele arrancou um 7.67 dos juízes. Italo respondeu à altura: encaixou bem na bancada, distribuiu manobras fortes e anotou 7.17. Na sequência, o potiguar arriscou um aéreo em uma nova onda e, mesmo sem completar a aterrissagem com perfeição, conseguiu os pontos necessários para assumir a liderança provisória da bateria. Sem se abalar, Gabriel surfou uma onda bastante técnica, rendendo um 5.67 e devolvendo-lhe a primeira posição. O clímax ficou para os seis minutos finais, quando ambos foram para o tudo ou nada em busca de notas maiores. Italo achou uma excelente onda, cravou 7.53 e virou o placar, somando 14.70. Medina lutou até o fim e ainda elevou seu somatório para 14.17, mas o tempo se esgotou, selando a classificação de Italo que, com o resultado, garantiu a lycra amarela (caso Medina vencesse o campeonato, ele assumiria a primeira posição do ranking). Na outra semifinal masculina em Punta Roca, Leonardo Fioravanti superou Kanoa Igarashi. O surfista japonês liderou boa parte da bateria, mas o italiano manteve o surfe sólido apresentado ao longo de todo o evento. Com uma reação decisiva nos minutos finais, Fioravanti alcançou o somatório de 12.00 e garantiu sua vaga na decisão. Abrindo as semifinais femininas, as havaianas Gabriela Bryan e Carissa Moore caíram na água para um duelo de alto nível. Gabriela começou melhor, anotando 6.50 e somando um 4.83 de backup. No entanto, Carissa Moore usou sua experiência para reverter o cenário: encontrou uma onda excelente, arrancou um 8.17 dos juízes e assegurou a classificação. Na segunda bateria feminina, as australianas Tyler Wright e Molly Picklum disputaram a última vaga para a grande final. Tyler assumiu a liderança logo no início com um expressivo 7.17. Molly chegou a assustar ao surfar a melhor onda do confronto, que lhe rendeu um 7.33, mas Tyler respondeu com um 6.73, fechou a conta e carimbou seu passaporte para a decisão. Quartas de final Dois brasileiros entraram na água neste sábado para as disputas das quartas de final: Italo Ferreira e Gabriel Medina. Italo protagonizou um verdadeiro duelo olímpico contra o taitiano Kauli Vaast, atual campeão de Paris 2024. O brasileiro levou a melhor e avançou à semifinal com um placar de 10.67 contra 8.33. O confronto foi marcado pelo equilíbrio na metade da bateria, quando ambos surfaram ondas parecidas e executaram manobras semelhantes. No entanto, a execução de Italo foi superior, rendendo-lhe um 6.50 contra um 5.00 de Kauli, o que o colocou na liderança. A dez minutos do fim, o potiguar trocou sua segunda nota por um 4.17, enquanto o taitiano somou apenas 3.33. A bateria chegou ao fim com Kauli precisando de um 5.67 para a virada, mas sem sucesso. Já Gabriel Medina teve um

    Italiano Leonardo Fioravanti e havaiana Carissa Moore faturam etapa de El Salvador no Circuito Mundial. Italo Ferreira é vice e mantém liderança do ranking.