Pro Pipeline

Chianca no critério excelente

João “Chumbinho” Chianca anota 8,50, maior nota do primeiro dia do Pro Pipeline, no Havaí.
Pro Pipeline 2023, North Shore de Oahu, Havaí

João Chianca estreou na etapa com um tubo grosso e limpo para o Backdoor que valeu 8.50 pontos, a maior nota de toda a abertura do Pro Pipeline, na última quarta-feira (1). Nove dos dez brasileiros conquistaram vagas na terceira fase masculina da competição. Confira a performance de Chumbinho.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

As condições para o surfe ficaram abaixo do esperado em Pipeline, com ondas de cerca de 1,5 metro, com algumas maiores. Backdoor foi o caminho da classificação em várias disputas, porém alguns bons tubos também foram surfados para Pipeline. O vento rodou durante as mais de oito horas de evento, muitas vezes atrapalhando a formação dos canudos do pico do lado norte da ilha havaiana de Oahu.

Estreia fraca – Yago Dora estreou na etapa num mau momento do mar. Ele terminou em último lugar na bateria de número 11 da primeira fase masculina. Os adversários, os australianos Ryan Callinan e Callum Robson, se adaptaram melhor às condições e avançaram. O vencedor, Ryan, fez suas duas melhores notas com um tubo pra direita e outro pra esquerda (4.50 e 5.07). Callum precisou também manoborar de borda pra avançar (4.40 e 3.50) com a segunda posição.

Na repescagem o verdadeiro Yago apareceu. O brasileiro ficou ativo, surfou tubo e voou alto com rotação completa pra Pipeline, além de manobrar forte pro Backdoor.

Yago foi melhorando a cada minuto na segunda bateria da repescagem. Aos dez minutos ele marcou 4.50 pontos com um tubo e um cutback pra esquerda. Dois minutos depois soltou quatro manobras de backside, sendo três batidas verticais. A nota foi 6.00. Mas o melhor ainda estava por vir.

Quando restavam oito minutos para o fim, Yago fez um tubo pra Pipe, executou um cutback e voou. Ele não completou o aéreo. A performance valeu 6.83 pontos. Três minutos depois ele entrou numa esquerda pequena, mas acelerou, voou muito alto e fez um giro completo antes de aterrissar perfeitamente. Ele conquistou 6.60 e venceu com o maior somatório da quarta-feira, 13.43. O adversário de Yago na terceira fase é o norte-americano Kelly Slater.

João e a maior nota – João Chianca também fez bonito no dia. Ele competiu na segunda disputa do Pro Pipeline. Após ver os adversários Kanoa Igarashi, do Japão, e Jake Marshall, dos Estados Unidos, entrarem ação em ondas ruins, ele segurou a prioridade e estreou numa onda da série pro Backdoor. A atuação aconteceu aos 11 minutos da bateria de 30. Ele sumiu dentro do canudo e saiu limpo. A nota foi 8.50 pontos, a primeira no critério excelente da etapa, e única desta quarta-feira.

Dois minutos depois Jake usou a prioridade e também achou um bom tubo pra direita. Ele conquistou 7.50 pontos. Alguns minutos depois ele assumiu a liderança ao colocar mais 2.83 no somatório, porém o brasileiro ainda teve tempo de dar o troco. João, com a segunda prioridade, completou um tubo numa onda intermediária para o Backdoor e executou um layback. A nota 4.33 deu a liderança para o brasileiro. Nos segundos finais Jake ainda tentou pegar o primeiro lugar de João, mas os 3.20 não foram suficientes. Os dois avançaram e Kanoa foi para a repescagem. O japonês fez uma bateria muito ruim. A melhor de suas três notas foi 0.53. Ele competiu na primeira fase eliminatória do evento e venceu o confronto. João volta a encarar Kanoa no terceiro round.

“Estou me sentindo bem, com a cabeça no lugar e é aqui no CT onde quero estar no restante da minha carreira”, fala João Chianca, que estava acompanhado do seu irmão mais velho, o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo. “O ano passado aqui em Pipe foi bem emocionante também pra mim, então foi muito bom vencer a minha primeira bateria. A minha melhor onda foi meio um ‘deja vu’ do ano passado, quando comecei com uma nota excelente também e essa agora foi até maior. Eu estava animado para surfar as ondas do Backdoor e o Havaí é um lugar especial, então estou amarradão em estar de volta”.

Medina x John John – Gabriel Medina e John John Florence avançaram juntos para a terceira fase do Pro Pipeline. Os dois competiram na mesma bateria, a última do Round 1 masculino, e o brasileiro levou a melhor sobre o havaiano. Pior para o italiano Leonardo Fioravanti, que perdeu precisando de 9.00 pontos para se classificar.

A bateria aconteceu num momento ruim do mar, com o vento estragando a formação dos tubos tanto pro Backdoor, quanto pra Pipeline. O havaiano foi o primeiro a completar um canudo no duelo. John John foi pra direita aos quatro minutos e marcou 3.67 pontos. Um minutos depois Medina também foi pro Backdoor. O brazuca sumiu lá dentro durante um longo tempo e saiu limpo. Ele ainda bateu na junção, porém caiu. A nota 7.67 acabou sendo a maior de todo o confronto.

John John foi para a primeira posição aos dez minutos. Ele surfou pro Backdoor, passou por dentro e executou duas batidas fortes. A performance valeu 6.33 pontos. Os dois seguiram procurando oportunidades, mas não conseguiram nada de destaque até os cinco minutos finais. Medina foi pra Pipe, entrou no tubo e saiu espremido. Ele precisava de 2.33 para pegar a primeira posição e marcou 3.17. Depois disso o resultado não foi mais alterado e os dois seguiram juntos para o Round 3. Leo, que teve como melhor nota na bateria 1.00 ponto, ficou em terceiro lugar. O italiano venceu pela repescagem e segue vivo na competição. O próximo adversário de Medina é o norte-americano Jake Marshall.

“É incrível estar de volta aqui em Pipe, que é um lugar muito especial pra mim”, diz Gabriel Medina. “Tenho muitas memórias boas daqui e estou feliz com a vitória, mas espero que as condições melhorem na próxima rodada. Aquela direita no Backdoor foi a única boa que eu achei, bem longa. Eu já vi que ia ser boa, quando estava remando nela e fiz uma leitura boa da onda. Acelerei bem antes de entrar no tubo e foi bem longo. Pena que não tiveram mais, mas só de estar na bateria com o John John (Florence) e o Leo (Fioravanti), foi muito divertido”.

Primeira bateria – Miguel Pupo abriu o Pro Pipeline junto com o havaiano Ian Gentil e o norte-americano Nat Young. O brasileiro foi o primeiro a entrar em ação, logo no início, mas a onda não rendeu tubo nem manobra. Ian e Nat acharam tubos e deixaram Miguel na última posição. A melhor performance até a metade da bateria era de Nat, com um canudo que valeu 4.50 pontos.

Em último lugar no duelo, Miguel manteve a calma e escolheu uma boa direita da série. O brasileiro ficou fundo no tubo e por um longo tempo. A apresentação valeu 6.83 pontos e a liderança da bateria. Nat voltou a atuar quando restavam nove minutos. O norte-americano surfou um tubo curto, porém grosso, pro Backdoor, conquistou 5.67 e jogou o brazuca pra segunda posição.

Mas Miguel ainda teve tempo de retomar a liderança, e numa onda da série para Pipeline. Restavam quatro minutos para o fim. O brasileiro passou por dentro do tubo e saiu por baixo do lip. A performance valeu 5.67 pontos, a vitória na disputa e uma vaga na terceira fase da competição. Nat avançou em segundo lugar, e Ian, que não conseguiu melhorar seu somatório, caiu pra repescagem ao terminar na terceira posição. Depois o havaiano superou a primeira fase eliminatória e segue de olho no título do Pro Pipeline. O próximo adversário de Miguel no Pro Pipeline é o francês Maxime Huscenot.

“Eu só queria me manter ativo no início da bateria, mas acabei remando numa onda que não era boa. Todos estavam com a mesma estratégia, que acabou dando mais certo para mim e estou feliz por começar o ano vencendo”, diz Miguel Pupo. “O Ian (Gentil) pegou uma fechadeira na minha frente e acabei indo na melhor onda da bateria. Todos estavam de olho no Backdoor, que tinha um tubo mais longo e profundo. Eu fiquei tentando pegar uma segunda onda boa, aí entrou aquela pra mim em Pipeline e fui nela. O drop foi bom, depois teve uma saída do tubo mais difícil, mas tive a sorte de sair e ficar com a vitória”.

Filipe também vence – Filipe Toledo também estreou com vitória no evento. O brasileiro participou da sexta bateria e surfou o melhor tubo dos 30 minutos de disputa.

A bateria foi muito fraca de ondas e a melhor atuação até os seis minutos finais era de Jackson Baker. O australiano fez um layback de frontside perto da metade do confronto e anotou 3.00 pontos. Aos 24 minutos Filipinho surfou o melhor canudo do duelo. No primeiro momento ele ficou na porta, mas depois quebrou uma seção mais à frente e ele ficou mais fundo. A atuação valeu a nota 5.00 e a primeira posição, de onde ele não saiu mais. Filipe só havia surfado uma onda até aquele momento, pra Pipeline, porém não completou o tubo.

Jackson tentou tomar a liderança do brasileiro perto do fim, mas não achou o tubo pro Backdoor, fez um floater e caiu na pancada na junção. Ele precisava de 3.01 pontos e marcou 2.93. Em último na disputa ficou o convidado para a etapa, Joshua Moniz. O havaiano tentou alguns tubos, mas não completou nenhum. Ele teve nova chance na repescagem, mas não aproveitou e foi eliminado. Filipe encara o costa-riquenho Carlos Muñoz na terceira fase.

“As condições estavam difíceis, mas foi bom vencer a primeira bateria do ano”, comenta Filipe Toledo. “Acho que foi a pior bateria do dia em termos de pontos até agora, mas, olhando a previsão, já sabíamos que ia estar difícil de achar onda boa. Então, é preciso se adaptar e estou feliz de passar a primeira bateria. Esse tempo longe das competições, foi muito bom para curtir com a família, os amigos, estar em casa e fazer as funções diárias de pai. Mas treinei forte também e voltei com bastante energia para defender o título nesta temporada”.

Caio bate Kelly – Kelly Slater e Caio Ibelli travaram uma boa disputa. O duelo entre eles e Carlos Muñoz foi o oitavo da etapa. Aos quatro minutos os dois estavam próximos e veio uma onda. Kelly, mais em cima da esquerda, ameaçou dropar, mas viu o brasileiro um pouco abaixo e não foi. Os juízes não marcaram nada.

Na sequência os dois começaram a surfar os tubos e foram trocando de notas. Caio marcou 3.50 pontos, depois Kelly fez 3.67. Aos dez minutos o norte-americano usou a prioridade e pegou um rápido tubo pro Backdoor e colocou mais 3.67 no somatório. Dois minutos após Caio também passou por dentro da direita e marcou 4.67.

Naquele momento Caio era o líder. Porém, um minutos depois, aos 13, Kelly voltou para a primeira posição com um canudo para Pipe. A atuação valeu 4.93 pontos. Aos 19 minutos o brasileiro deu o troco. Ele foi pra esquerda, completou o tubo, marcou 5.77 e voltou para o primeiro lugar. Os dois ainda voltaram a atuar, porém o resultado não foi alterado. Caio venceu e Kelly também avançou, em segundo lugar. Carlos Muñoz, que herdou a vaga do lesionado marroquino Ramzi Boukhiam, surfou apenas uma onda (0.50), terminou na última posição e caiu para a repescagem.

Italo avança em segundo lugar – O campeão da etapa em 2019, Italo Ferreira, estreou no evento na quinta bateria e ficou em segundo lugar. O resultado fez o atleta evitar a repescagem.

A maior nota da bateria foi conquistada por Seth Moniz, atual vice-campeão da etapa. O havaiano marcou 6.33 pontos aos sete minutos de disputa, após passar por dentro de Backdoor e sair limpo. Italo também completou um canudo, mas pra Pipeline. O campeão mundial de 2019 passou rápido por dentro e anotou 4.00. Já Imaikalani deVault, surfista de Maui, Havaí, não conseguiu completar nenhum tubo e acabou em último lugar. Ele teve nova chance na repescagem, porém também terminou na terceira posição e foi eliminado da etapa. O oponente de Italo no Round 3 é o havaiano Ian Gentil.


Samuel vira no fim – Samuel Pupo competiu num dos piores momentos do mar no dia. O confronto foi o décimo e ele teve como adversários o indonésio Rio Waida e o sul-africano Matthew McGillivray. Rio fez o melhor tubo na bateria. Ele foi pra Pipeline e recebeu 4.33 pontos.

Na metade da disputa Samuel executou um floater, uma rasgada e uma batida na junção da direita para anotar 3.00 pontos. Ele se manteve em segundo lugar até os seis minutos finais. Matthew começou a reação três minutos antes, com manobras de frontside (2.83). Quando restavam seis, o sul-africano executou três batidas na direita, sendo a primeira a de maior destaque. Ele anotou 3.63 e assumiu a liderança. Rio entrou em ação na sequência, e, com um floater, uma batida forte e outro floaterm anotou 4.83 e retomou o primeiro lugar.

Samuel chegou nos minutos finais na necessidade de 3.47 pontos para avançar em segundo lugar. No minuto final ele usou a prioridade, surfou um tubo rápido e atingiu a junção. Ele recebeu 3.50 e avançou junto com Rio Waida, que venceu a disputa. Matthew caiu para a repescagem, fase que ele também terminou em último e se despediu da prova. Samuel encara o australiano Ryan Callinan no próximo round.


Michael supera a repescagem – Michael Rodrigues foi outro brasileiro que caiu para a repescagem. Ele participou da sétima disputa da primeira fase e levou uma virada nos segundos finais. Michael marcou 4.50 pontos com um tubo pro Backdoor aos sete minutos, e assumiu a liderança aos dez, com outro canudo pra direita do pico havaiano, que valeu 4.60.

O norte-americano Griffin Colapinto e o havaiano Barron Mamiya ficaram muito ativos. Barron marcou 5.50 pontos aos oito minutos e depois perdeu a sintonia com o pico. Griffin tentava, mas errava, porém a reação começou quando restavam nove minutos. O norte-americano ficou fundo numa direita, saiu e voou com reverse. Ele precisava de 5.97 pra jogar o havaiano pra terceiro, e marcou 6.67. Griffin voltou a atuar três minutos depois. Ele colocou mais 3.17 pontos no somatório com um tubo pequeno pro Backdoor e foi para a primeira posição.

Michael passou a correr o risco de perder a vaga para o havaiano, que precisava de 3.60 pontos para se classificar. Barron fez algumas tentativas e na última, quando restavam apenas 33 segundos, ele entrou numa esquerda pequena, acelerou e voou com reverse. Na sequência ainda bateu forte na junção. Os juízes avaliaram e a nota 3.83 jogou o brasileiro para a repescagem.

A segunda fase masculina começou com brasileiro na água. Michael abriu com 3.33 pontos num tubo pra esquerda. Porém depois ele viu o havaiano Joshua Moniz e o japonês Kanoa Igarashi entrarem no ritmo da disputa. Aos nove minutos Joshua marcou 5.67 num canudo pro Backdoor. Também pra direita, Kanoa marcou 5.23 aos 18 minutos. Com a nota o japonês jogou o brasileiro para a terceira posição.

Depois Michael conseguiu retomar a posição e levou nova virada. Quando restavam sete minutos Kanoa surfou na prioridade do brasileiro. Com duas manobras, uma rasgada forte e uma batida, o japonês passou o brasileiro e o havaiano e assumiu a primeira posição.

Michael usou a prioridade dois minutos depois. Ele foi pro Backdoor, sumiu dentro do tubo, saiu e comemorou. Ele precisava de 5.35 pontos para avançar e marcou 5.70. Joshua tentou dar o troco logo na sequência, com uma batida forte de frontside. O havaiano necessitava de 3.37, conquistou 3.20 e foi eliminado do Pro Pipeline. Kanoa venceu, Michael ficou em segundo lugar e os dois foram juntos para a terceira fase. O brasileiro enfrenta o australiano Jack Robinson na próxima fase.

Jadson compete lesionado – Jadson André chegou lesionado para competir na quarta bateria do Pro Pipeline. O brasileiro machucou o joelho direito na na terça-feira (31/01) durante uma tentativa de aéreo. Nesta quarta-feira ele chegou de muleta na praia, sem colocar a perna machucada no chão. Depois apareceu caminhando com dificuldade na areia, quando se dirigia para a disputa.

O duelo de 30 minutos começou e logo no início o brasileiro cometeu interferência no australiano Jack Robinson. A penalidade foi perder metade de sua segunda maior nota na disputa. Jadson só voltou a atuar quando faltavam quatro minutos para fim. Ele caiu no drope quando ia para o Backdoor.

A bateria foi muito fraca de ondas. Ezekiel Lau foi o vencedor. O havaiano chegou perto do minuto final com duas notas na casa de um ponto no somatório. Naquele momento ele passou por dentro do Backdoor, marcou 7.17 pontos e confirmou a vaga na terceira fase. Jack Robinson também conseguiu um bom tubo. A melhor atuação do australiano no duelo aconteceu aos 20 minutos. Ele foi pra direita, chegou a sumir no canudo e ainda rasgou e bateu na junção para anotar 6.33 pontos.

Jadson voltou pra água na última disputa da repescagem. Ele entrou em tubos pra Pipeline e manobrou na direita do Backdoor, porém sofreu a virada depois de ficar na liderança durante grande parte da bateria. O norte-americano Kolohe Andino cresceu no duelo e chegou a marcar 6.00 pontos num tubo pra direita. E o havaiano Ian Gentil foi para as manobras e conseguiu o segundo lugar no duelo. Ian aplicou quatro batidas de frontside na sua melhor apresentação no confrnto para anotar 5.33.

Próxima chamada e previsão – A próxima chamada para o Pro Pipeline acontece nesta quinta-feira (2), às 14h30 (de Brasília). A previsão indica que o tamanho das ondas deve permanecer o mesmo desta quarta-feira, porém o vento deve ser terral de fraco a moderado durante todo o dia.


Pro Pipeline 2023
Round 1 Masculino

1 Miguel Pupo (BRA) 12.50, Nat Young (EUA) 10.17, Ian Gentil (HAV) 6.94

2 João Chianca (BRA) 12.83, Jake Marshall (EUA) 10.70, Kanoa Igarashi (JAP) 1.00

3 Ethan Ewing (AUS) 6.20, Liam O’Brien (AUS) 6.06, Kolohe Andino (EUA) 4.30

4 Ezekiel Lau (HAV) 8.54, Jack Robinson (AUS) 8.50, Jadson André (BRA) 0.23

5 Seth Moniz (HAV) 8.50, Italo Ferreira (BRA) 5.20, Imaikalani deVault (HAV) 2.04

6 Filipe Toledo (BRA) 6.00, Jackson Baker (AUS) 5.93, Joshua Moniz (HAV) 1.50

7 Griffin Colapinto (EUA) 9.84, Barron Mamiya (HAV) 9.33, Michael Rodrigues (BRA) 9.10

8 Caio Ibelli (BRA) 10.44, Kelly Slater (EUA) 8.60, Carlos Muñoz (CRI) 0.50

9 Jordy Smith (AFR) 10.66, Connor O’Leary (AUS) 9.27, Maxime Huscenot (FRA) 1.96

10 Rio Waida (IDN) 9.16, Samuel Pupo (BRA) 6.50, Matthew McGillivray (AFR) 6.46

11 Ryan Callinan (AUS) 9.57, Callum Robson (AUS) 7.90, Yago Dora (BRA) 2.13

12 Gabriel Medina (BRA) 10.84, John John Florence (HAV) 10.00, Leonardo Fioravanti (ITA) 1.60

Round 2 (Repescagem)

1 Kanoa Igarashi (JAP) 11.03 x Michael Rodrigues (BRA) 9.03 x Joshua Moniz (HAV) 8.87

2 Yago Dora (BRA) 13.43 x Maxime Huscenot (FRA) 8.27 x Imaikalani deVault (HAV) 4.33

3 Leonardo Fioravanti (ITA) 7.60 x Carlos Muñoz (CRI) 7.14 x Matthew McGillivray (AFR) 6.93

4 Kolohe Andino (EUA) 9.43 x Ian Gentil (HAV) 8.13 x Jadson André (BRA) 4.87
Round 3

1 Italo Ferreira (BRA) x Ian Gentil (HAV)

2 Jordy Smith (AFR) x Nat Young (EUA)

3 Griffin Colapinto (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

4 Callum Robson (AUS) x Jackson Baker (AUS)

5 Ethan Ewing (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)

7 Caio Ibelli (BRA) x Ezekiel Lau (HAV)

8 Samuel Pupo (BRA) x Ryan Callinan (AUS)

9 Filipe Toledo (BRA) x Carlos Muñoz (CRI)

10 Yago Dora (BRA) x Kelly Slater (EUA)

11 Connor O’Leary (AUS) x Rio Waida (IDN)

12 Kanoa Igarashi (JAP) x João Chianca (BRA)

13 Jack Robinson (AUS) x Michael Rodrigues (BRA)

14 Gabriel Medina (BRA) x Jake Marshall (EUA)

15 John John Florence (HAV) x Kolohe Andino (EUA)

16 Miguel Pupo (BRA) x Maxime Huscenot (FRA)

Round 1 Feminino

1 Tatiana Weston-Webb (BRA), Caroline Marks (EUA), Teresa Bonvalot (PRT)

2 Carissa Moore (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Alyssa Spencer (EUA)

3 Stephanie Gilmore (AUS), Macy Callaghan (AUS), Moana Jones Wong (HAV)

4 Brisa Hennessy (CRI), Isabella Nichols (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS)

5 Lakey Peterson (EUA), Gabriela Bryan (HAV), Caitlin Simmers (EUA)

6 Courtney Conlogue (EUA), Tyler Wright (AUS), Molly Picklum (AUS

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.

    Etapa Natal chegou ao fim neste domingo nas areias da Praia de Miami com vitórias de Daniella Rosas e Douglas Silva. Com status QS 4.000 da World Surf League (WSL), a etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as Quartas de Final masculina, seguidas pelas Semifinais nos dois naipes, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas as categorias, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral potiguar. Douglas Silva desbanca líder do ranking para celebrar a vitória Em um duelo entre Santa Catarina e Pernambuco, Douglas Silva (BRA) conquistou sua primeira vitória no Circuito Banco do Brasil de Surfe, superando o catarinense Luan Wood (BRA), líder do ranking do QS sul-americano e do Circuito BB, embalado pelo título da etapa de Imbituba. Em uma final eletrizante na Praia de Miami, Douglas começou forte e abriu a disputa com uma onda 8,50, e Luan respondeu logo na sequência, marcando 8,07 pontos ao trabalhar muito bem as manobras de base-lip. Luan precisava de 7,14 pontos para virar o resultado e ainda teve uma última oportunidade quando os dois surfistas conseguiram pegar ondas a menos de 30 segundos do fim, mas o  catarinense recebeu 6,50 e não conseguiu a virada, confirmando Douglas Silva como grande campeão da etapa de Natal. “Primeiramente, agradecer a Deus por esse momento. Estou muito feliz, estava me sentindo bem desde o começo do evento. Estava leve. Quero agradecer a todos pela torcida, aos meus patrocinadores que acreditam no meu sonho e no meu futuro, ao meu coach Alan… Aproveitar pra dar um feliz Dia dos Pais pra todo mundo. Muito feliz de sair com a primeira vitória no Circuito BB. Seguir firme e forte trabalhando, o trabalho não para”, celebra o campeão, que completa: “Eu sempre falo pra todo mundo que nossa vida é ganha nos mínimos detalhes e é algo que eu tenho trabalhado bastante com meu coach. Estamos ajudando muito isso. 1% melhor a cada dia. Deus colocou pessoas boas na minha vida e está dando certo. A gente trabalha todos os dias para que dê certo e a gente está colhendo os resultados“. Trajetória impecável começa nas semifinais As semifinais masculinas do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocaram frente a frente dois dos surfistas que mais se destacaram no evento. Douglas Silva eliminou o campeão da etapa de 2025, Israel Junior (BRA), por 16,84 a 12,67 pontos, deixando o potiguar em combinação. O duelo foi marcado pelo confronto entre dois aerialistas: Israel ainda arriscou mais um superman, repetindo o feito das quartas, mas foi Douglas quem construiu a vitória com um surfe de borda muito forte, tanto de backside quanto de frontside, garantindo duas notas de critério excelente (8,67 e 8,17).  Em grande fase, Douglas chegou à decisão com uma campanha praticamente perfeita em Natal. Antes da final, Dodô já mostrava confiança em suas declarações:  “Eu tô muito leve, muito tranquilo. Eu realmente vim aqui pra sair com o título, estou muito focado nessa etapa (…) Essa é minha meta“. Na semifinal anterior, Luan Wood confirmou o favoritismo e superou Rafael Barbosa (BRA) por 14,70 a 13,67, garantindo vaga na decisão. Luan chegou a Natal na liderança do ranking depois das duas primeiras etapas e vinha de uma sequência consistente: no sábado, venceu suas duas baterias, incluindo uma onda 7,67 que foi decisiva para avançar às quartas. Rafael também chegou forte, ocupando posição de destaque no ranking e tendo como antecedente recente um duelo apertado contra Luan. A vitória colocou Luan na final contra Douglas, em um confronto que reúne o líder do QS sul-americano e o atleta que chega embalado por um dos melhores momentos da temporada. Peruana supera Maria Eduarda Cesar e conquista o título  A final feminina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Natal colocou frente a frente experiência e nova geração. De um lado, Maria Eduarda Cesar (BRA), uma das promessas do surfe brasileiro com apenas 18 anos, disputando a primeira final de sua carreira no Circuito BB. Do outro, a peruana Daniella Rosas (PER), atleta olímpica, tricampeã sul-americana da WSL e atual campeã do circuito Banco do Brasil, que chegou à segunda final em duas etapas disputadas em 2026. Em 2025, Daniella foi ainda campeã em São Sebastião e em Imbituba. Em uma decisão de 30 minutos, Dani venceu por 9,07 a 9,84 pontos, administrando bem a escolha das ondas e a prioridade nos minutos finais. Duda apostou principalmente nas direitas em frente ao palanque, mas a peruana foi mais eficiente na leitura do mar. O resultado reforça a consistência de Daniella em eventos no Brasil.  “Estou super agradecida. Poder ganhar aqui é super especial. Venho de uma sequência não muito boa no Challenger, mas estou feliz de poder ganhar aqui. Em Imbituba não foi meu grande dia (na final contra a Sophia Medina), e aqui fiquei o mais tranquila possível e ajustei meus erros. Estou feliz e agradecida”, celebra a campeã, que projeta os próximos passos:  “Agora vou pra casa, porque faz muito tempo que não vou pra lá. Saio para a Espanha, depois volto para o Brasil para a etapa do Espírito Santo… Tenho bons resultados no Brasil e quero manter isso constante. Estou totalmente focada nos Challengers. Esse ano me sinto muito melhor, estou super feliz em todos os sentidos. Agradecida de estar aqui, de ganhar aqui. A verdade é que estou muito feliz”, finaliza Dani.  Atleta BB, Tainá Hinckel (BRA) e Alexia Monteiro (BRA) encerraram suas participações na semifinal, terminando o evento em terceiro lugar no geral.  Resultados Circuito Banco do Brasil de Surfe em Etapa Natal Masculino Quartas de final 1 Luan Wood (BRA) 11.60 x 8.70 Wesley Leite (BRA)2 Rafael Barbosa (BRA) 13.50 x 12.23 Gabriel Klaussner (BRA)3 Israel Junior (BRA) 14.00 x 12.03 Ryan Kainalo (BRA)4 Douglas Silva (BRA) 15.10 x

    Pernambucano Douglas Silva conquista primeira vitória no Circuito Banco do Brasil, e peruana Daniella Rosas vence no feminino na etapa de Natal, disputada na Praia de Miami (RN).

    A Defesa Civil mantém alertas para ventos fortes nesta sexta-feira (7) em áreas do litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 100 km/h no litoral paulista. A situação já provocou ventos de 97,2 km/h em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, durante a noite de quinta-feira (6). Clique aqui para ver a previsão das ondas em SP Clique aqui para ver a previsão das ondas no RJ No estado de São Paulo, a previsão é de alerta vermelho nesta sexta e no sábado (8), com destaque para o litoral, a faixa leste e regiões de serra. A Defesa Civil chegou a enviar alertas severos aos celulares da população do litoral sul e da Baixada Santista até Bertioga. A força do vento já pôde ser sentida em diferentes pontos da costa paulista. Além dos 97,2 km/h registrados em Itanhaém na noite de quinta, os ventos chegaram a 90 km/h em Mongaguá no período noturno. Na manhã desta sexta, Caraguatatuba registrou rajadas de 49,3 km/h. Também houve registros de 37,6 km/h em Santos, 36,7 km/h em Cananéia, 31,2 km/h em Mongaguá e 31,1 km/h em Ilhabela. A Baixada Santista está entre as regiões com previsão de ventos fortes e maior risco no estado. Bertioga, Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira. Segundo a Defesa Civil, a ventania pode provocar queda de árvores e placas, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, dificuldades no tráfego, impactos em aeroportos e agitação marítima. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Agência SP (@agenciaspoficial) Rio de Janeiro também recebe alerta No Rio de Janeiro, a Defesa Civil estadual também emitiu um alerta severo para ventos e chuva forte na manhã desta sexta-feira. A mensagem enviada aos celulares alertou para vento forte nas próximas horas e orientou a população a evitar deslocamentos. A cidade do Rio entrou em Estágio 2 ainda na noite de quinta-feira, diante da previsão de intensificação dos ventos entre quinta e domingo (9). As aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesta sexta por precaução. As condições para um vendaval se intensificaram com a combinação entre um ciclone e uma frente fria, e os ventos podem passar dos 90 km/h na Região Metropolitana do Rio. Para esta sexta, a previsão indica rajadas fortes, entre 52 e 76 km/h, e muito fortes, acima de 76 km/h, a partir da manhã. Atenção redobrada no litoral A ventania está associada à chegada de um ciclone extratropical à região Sul do país e exige atenção especial de quem está no litoral. Além dos ventos fortes, há previsão de ressaca. No estado de São Paulo, nove das 16 regiões administrativas estão em alerta vermelho, incluindo Santos e o Vale do Paraíba e litoral norte. Além dos riscos provocados pelo vento em terra, a Defesa Civil paulista inclui a agitação marítima entre os possíveis impactos das condições meteorológicas. O cenário reforça a necessidade de atenção de quem pretende frequentar praias ou realizar atividades no mar durante o período de maior intensidade dos ventos. No domingo (9), a previsão para São Paulo passa para alerta amarelo, com as rajadas se deslocando gradualmente em direção ao Rio de Janeiro. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Corpo de Bombeiros Militar/ RJ (@corpodebombeiros_rj)

    Litoral paulista está entre as áreas de maior atenção nesta sexta-feira (7), enquanto Rio de Janeiro também recebe alerta para ventos fortes. Rajadas já chegaram a 97,2 km/h em Itanhaém.

    O Circuito Banco do Brasil de Surfe retorna ao Rio Grande do Norte para mais uma etapa da temporada de 2026. Entre os dias 7 e 9 de agosto, a Praia de Miami, em Natal, recebe pela terceira vez uma das principais etapas do calendário da WSL South America, válida pelo Qualifying Series (QS) 4.000. E, entre os principais nomes da competição, um atleta chega cercado de expectativa: o potiguar Mateus Sena, campeão da etapa em 2024 e um dos favoritos para repetir o feito diante da torcida. Em cinco anos, o Circuito Banco do Brasil de Surfe consolidou-se como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional sul-americano. Já foram 21 etapas realizadas, mais de duas mil inscrições e mais de 700 atletas únicos, de 15 nacionalidades, reforçando a importância da competição para a formação de novos talentos. “Cada etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe representa muito mais do que uma competição. É uma oportunidade de fortalecer o surfe brasileiro, criar caminhos para a nova geração de atletas e aproximar ainda mais o esporte das comunidades onde ele nasceu e se desenvolveu. Natal reúne todos esses elementos o que faz elevar a expectativa de realizar mais um grande evento e seguir consolidando o circuito como a principal plataforma de desenvolvimento do surfe profissional na América do Sul”, evidencia Ivan Martinho, presidente da WSL América Latina. O Rio Grande do Norte tem tradição na modalidade, revelando nomes como Italo Ferreira, campeão olímpico e mundial da WSL, Jadson André, que permaneceu por 13 temporadas na elite do Championship Tour, além de atletas como Joca Junior, Marcelo Nunes, Danilo Costa, Aldemir Calunga, Alan Jhones e Israel Junior. Agora, Mateus Sena busca escrever mais um capítulo dessa história. Foi justamente na Praia de Miami que o surfista viveu um dos momentos mais marcantes da carreira. Em 2024, conquistou o título da etapa e também da temporada do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Na decisão, arrancou uma nota 8.50 na última onda, a menos de dois minutos do fim da bateria, para virar sobre Adauto Sena e levantar o troféu diante da praia lotada. “A conquista de 2024 foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Foi o primeiro título sul-americano da história do Rio Grande do Norte em um evento desse porte, e isso torna essa vitória ainda mais especial. Guardo lembranças muito boas daquele dia, com minha família, meus amigos e todas as pessoas que me viram crescer acompanhando da praia. Tudo isso me dá ainda mais confiança, porque sei que já consegui uma vez e agora vou em busca de repetir esse resultado”, destaca Mateus. No ano seguinte, a tradição foi mantida com mais um título potiguar, desta vez conquistado por Israel Junior. Agora, em 2026, os dois surfistas entram na disputa com a chance de se tornarem os primeiros bicampeões da etapa de Natal. Competindo novamente diante da família, dos amigos e da torcida local, Mateus afirma chegar mais preparado para lidar com a responsabilidade de correr em casa. “Depois de já ter vencido uma etapa, chego mais leve, focado e tranquilo, sabendo que o trabalho foi feito. Me preparei da melhor forma, cuidando da alimentação, treinando o corpo e a mente, dentro e fora da água, e isso me dá muita confiança. Poder contar com minha família, meus amigos e com as pessoas que me viram crescer, na praia onde tudo começou, torna esse momento ainda mais especial. Espero poder retribuir todo esse apoio com um grande resultado”, afirma. Além do aspecto esportivo, o surfista destaca o impacto que a realização de uma etapa da WSL pode gerar para o estado e para os jovens atletas da região. “É muito importante para o desenvolvimento do surfe no Rio Grande do Norte. O estado tem ondas de qualidade e muitos surfistas talentosos que ainda não estão no radar do cenário nacional e internacional. Um evento desse porte cria oportunidades para que esses atletas mostrem seu potencial. Além disso, o histórico recente mostra a força do surfe potiguar, com títulos conquistados em 2024 e 2025 por atletas da casa. Espero que este ano a gente possa manter essa tradição”.

    Campeão do circuito em 2024 na Praia de Miami, natalense Mateus Sena volta a competir em casa em busca de manter a hegemonia potiguar em etapa do Circuito Banco do Brasil.

    O surfe contemporâneo, com sua indústria bilionária e recente status olímpico, muitas vezes ofusca uma verdade histórica profunda: suas raízes não são ocidentais, tampouco puramente recreativas. É exatamente essa lacuna cultural que o jornalista e antropólogo Luciano Meneghello busca preencher em seu novo livro, Surfe e Ancestralidade. A obra chega ao mercado como um relato histórico e um manifesto literário que promete transformar a maneira como a comunidade esportiva enxerga o oceano e a própria prancha. Em 2020, ele lançou seu primeiro livro, Raiz (revisado e ampliado em 2025), uma obra que narrou a saga dos polinésios que, há 3.500 anos, desbravaram 22,5 milhões de km² no Pacífico guiados apenas pelas estrelas, aves e ondas. Foi dessa cultura umbilicalmente ligada à natureza que nasceram esportes como a canoagem polinésia, o stand up paddle e o surfe. Inquieto com o apagamento das origens indígenas do surfe no Havaí pré-colonial, o autor tomou uma decisão corajosa: voltou aos bancos universitários para cursar Antropologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O resultado foi uma monografia aprovada com nota máxima unânime, que agora ganha vida nas páginas de Surfe e Ancestralidade. A decolonização das águas O ponto central da obra está na desconstrução do estereótipo do surfe como uma atividade de lazer desfrutada por uma juventude branca de classe média. Meneghello nos convida a entender o heʻe nalu, a milenar prática havaiana de deslizar sobre as ondas, com sua própria cosmologia, integrada a uma relação de poder e conexão com o meio ambiente. Com uma narrativa envolvente, o autor detalha como operam os processos de apropriação cultural e a subsequente “turistificação” promovida pela indústria. A obra propõe uma decolonização do olhar sobre as águas, oferecendo ao leitor, seja ele um surfista profissional ou de fim de semana, um novo nível de respeito pelo esporte. Fruto de anos de pesquisa e imersão etnográfica nas ilhas de O’ahu e Maui, o livro revela como o povo nativo (Kānaka Maoli) passou a utilizar as zonas de surfe (po‘ina nalu) como territórios de soberania em resposta aos processos coloniais que mudaram drasticamente a realidade das ilhas havaianas. O autor traça uma linha do tempo fascinante que vai das sofisticadas pranchas ancestrais de madeira até as tensões políticas modernas, culminando no poderoso “Renascimento Havaiano” e na épica jornada da canoa Hōkūleʻa. Surfe e Ancestralidade transporta o surfe de uma técnica esportiva, que movimenta hoje um mercado bilionário, para uma “epistemologia da paisagem marinha”. Ele oferece aos praticantes a oportunidade de reconectar o ser humano ao fluxo do meio ambiente, em um processo capaz de “pacificar o branco” apontando caminhos para uma vida mais presente e conectada com o mundo real. Como adquirir a obra Surfe e Ancestralidade está sendo lançado diretamente pelo autor. Os interessados em adquirir o livro e acompanhar os bastidores dessa pesquisa podem entrar em contato e realizar a compra através do perfil oficial no Instagram: @surfeeancestralidade.

    Antropólogo Luciano Meneghello propõe releitura das origens do surfe, resgatando a cultura polinésia e questionando a visão ocidental que transformou a prática em esporte e indústria.

    No início da década de 1980, Paulo Bittencourt, o Biteka, decidiu seguir rumo ao Oceano Pacífico. O objetivo era simples e, ao mesmo tempo, imenso: encontrar grandes ondas da maneira que seu orçamento permitia. Mais do que chegar ao Peru e ao Equador, queria viver cada quilômetro daquela aventura. A viagem começou na histórica Estação da Luz, em São Paulo, seguindo de trem até Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Dali atravessou a fronteira a pé até Puerto Quijarro, na Bolívia, onde embarcou no lendário Trem da Morte. Levava duas pranchas especialmente construídas pelo mestre Oracio Cocada para enfrentar as ondas do Pacífico: uma 7’2″ e uma 5’11” biquilha em EPS, ambas com inovadoras longarinas de madeira de cinco centímetros, produzidas com madeira cuidadosamente selecionada na Mata Atlântica. Na mochila cabia apenas o indispensável. Entre poucas roupas estavam sua faixa de Taekwondo, um nunchaku e os ensinamentos do mestre Taney Campos. Para Biteka, surfe e artes marciais sempre caminharam lado a lado, uma ligação que ele hoje reconhece também na forte presença do jiu-jitsu entre surfistas de todo o mundo. O Trem da Morte seguia lentamente por cerca de 600 quilômetros até Santa Cruz de la Sierra. Os bancos eram de ripas de madeira e, a cada parada, embarcavam indígenas, comerciantes, famílias, galinhas e mercadorias. O vagão ia ficando cada vez mais cheio. Em alguns momentos, mães colocavam seus filhos pequenos em seu colo para descansar durante a viagem. Antes mesmo de alcançar o mar, a aventura já se revelava nas pessoas encontradas pelo caminho. Depois de alguns dias de descanso e de treinos em uma academia de Taekwondo, seguiu de ônibus para Cochabamba. As pranchas viajavam amarradas sobre o bagageiro enquanto a antiga Rota 7 serpenteava pelas montanhas, desfiladeiros e curvas da Cordilheira dos Andes. Dois dias depois, partiu para La Paz. Na subida da Cordilheira, a locomotiva parecia lutar contra a montanha. A velocidade diminuía enquanto a altitude retirava o oxigênio de passageiros e motor. O soroche – mal das montanhas – aproximava desconhecidos, que dividiam remédios, conselhos e solidariedade. Ali compreendeu por que aquela ferrovia carregava um nome tão marcante. Em La Paz, impressionaram a resistência do povo andino, os carregadores transportando enormes volumes pelas ladeiras, os tecidos coloridos e a delicada arte em prata. Antes de deixar o litoral brasileiro, havia separado algumas conchas das praias pela beleza de suas formas. Trocá-las por pequenas peças de prata tornou-se uma das lembranças mais especiais da viagem e uma inesperada aproximação entre duas culturas ligadas pelo mar. A viagem prosseguiu margeando o Lago Titicaca. Os Caballitos de Totora, construídos com junco, pareciam ligar a história dos povos andinos às primeiras formas de deslizar sobre as águas do Pacífico. Ao cruzar a fronteira entre Bolívia e Peru, retirou as pranchas da capa para explicar às autoridades o que era o surfe. Olhou ao redor e, sem perceber, as lágrimas começaram a cair. Eram lágrimas de alegria. Depois de tantos quilômetros percorridos, o Oceano Pacífico finalmente estava ao seu alcance. A partir dali começava outra grande aventura: Punta Hermosa, Punta Rocas, Chicama, Máncora, Montañita e Galápagos. Histórias que ficarão para outro capítulo. Ao recordar essa jornada, Biteka ajuda a preservar a memória de um tempo em que viajar era aceitar o desconhecido, aprender com diferentes culturas e descobrir que, muitas vezes, o caminho era tão importante quanto o destino. Uma época que convida a refletir sobre a verdadeira essência do surfe: a aventura, o respeito à natureza e a busca constante pela evolução. Paulo Bittencourt (Biteka), nascido em Santos (SP), é surfista desde a década de 1970. Aos 65 anos continua surfando, filmando e produzindo documentários independentes sobre as culturas do surfe. Acompanhe as publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

    Conheça a história de Paulo Bittencourt, o Biteka, que cruzou a América do Sul rumo ao Pacífico em uma jornada que se tornou um marco de aventura, resiliência e paixão pelo surfe.