Pro Pipeline

Chianca no critério excelente

João “Chumbinho” Chianca anota 8,50, maior nota do primeiro dia do Pro Pipeline, no Havaí.
Pro Pipeline 2023, North Shore de Oahu, Havaí

João Chianca estreou na etapa com um tubo grosso e limpo para o Backdoor que valeu 8.50 pontos, a maior nota de toda a abertura do Pro Pipeline, na última quarta-feira (1). Nove dos dez brasileiros conquistaram vagas na terceira fase masculina da competição. Confira a performance de Chumbinho.

Clique aqui para ver as fotos
Clique aqui para ver o vídeo

As condições para o surfe ficaram abaixo do esperado em Pipeline, com ondas de cerca de 1,5 metro, com algumas maiores. Backdoor foi o caminho da classificação em várias disputas, porém alguns bons tubos também foram surfados para Pipeline. O vento rodou durante as mais de oito horas de evento, muitas vezes atrapalhando a formação dos canudos do pico do lado norte da ilha havaiana de Oahu.

Estreia fraca – Yago Dora estreou na etapa num mau momento do mar. Ele terminou em último lugar na bateria de número 11 da primeira fase masculina. Os adversários, os australianos Ryan Callinan e Callum Robson, se adaptaram melhor às condições e avançaram. O vencedor, Ryan, fez suas duas melhores notas com um tubo pra direita e outro pra esquerda (4.50 e 5.07). Callum precisou também manoborar de borda pra avançar (4.40 e 3.50) com a segunda posição.

Na repescagem o verdadeiro Yago apareceu. O brasileiro ficou ativo, surfou tubo e voou alto com rotação completa pra Pipeline, além de manobrar forte pro Backdoor.

Yago foi melhorando a cada minuto na segunda bateria da repescagem. Aos dez minutos ele marcou 4.50 pontos com um tubo e um cutback pra esquerda. Dois minutos depois soltou quatro manobras de backside, sendo três batidas verticais. A nota foi 6.00. Mas o melhor ainda estava por vir.

Quando restavam oito minutos para o fim, Yago fez um tubo pra Pipe, executou um cutback e voou. Ele não completou o aéreo. A performance valeu 6.83 pontos. Três minutos depois ele entrou numa esquerda pequena, mas acelerou, voou muito alto e fez um giro completo antes de aterrissar perfeitamente. Ele conquistou 6.60 e venceu com o maior somatório da quarta-feira, 13.43. O adversário de Yago na terceira fase é o norte-americano Kelly Slater.

João e a maior nota – João Chianca também fez bonito no dia. Ele competiu na segunda disputa do Pro Pipeline. Após ver os adversários Kanoa Igarashi, do Japão, e Jake Marshall, dos Estados Unidos, entrarem ação em ondas ruins, ele segurou a prioridade e estreou numa onda da série pro Backdoor. A atuação aconteceu aos 11 minutos da bateria de 30. Ele sumiu dentro do canudo e saiu limpo. A nota foi 8.50 pontos, a primeira no critério excelente da etapa, e única desta quarta-feira.

Dois minutos depois Jake usou a prioridade e também achou um bom tubo pra direita. Ele conquistou 7.50 pontos. Alguns minutos depois ele assumiu a liderança ao colocar mais 2.83 no somatório, porém o brasileiro ainda teve tempo de dar o troco. João, com a segunda prioridade, completou um tubo numa onda intermediária para o Backdoor e executou um layback. A nota 4.33 deu a liderança para o brasileiro. Nos segundos finais Jake ainda tentou pegar o primeiro lugar de João, mas os 3.20 não foram suficientes. Os dois avançaram e Kanoa foi para a repescagem. O japonês fez uma bateria muito ruim. A melhor de suas três notas foi 0.53. Ele competiu na primeira fase eliminatória do evento e venceu o confronto. João volta a encarar Kanoa no terceiro round.

“Estou me sentindo bem, com a cabeça no lugar e é aqui no CT onde quero estar no restante da minha carreira”, fala João Chianca, que estava acompanhado do seu irmão mais velho, o campeão mundial de ondas gigantes, Lucas Chumbo. “O ano passado aqui em Pipe foi bem emocionante também pra mim, então foi muito bom vencer a minha primeira bateria. A minha melhor onda foi meio um ‘deja vu’ do ano passado, quando comecei com uma nota excelente também e essa agora foi até maior. Eu estava animado para surfar as ondas do Backdoor e o Havaí é um lugar especial, então estou amarradão em estar de volta”.

Medina x John John – Gabriel Medina e John John Florence avançaram juntos para a terceira fase do Pro Pipeline. Os dois competiram na mesma bateria, a última do Round 1 masculino, e o brasileiro levou a melhor sobre o havaiano. Pior para o italiano Leonardo Fioravanti, que perdeu precisando de 9.00 pontos para se classificar.

A bateria aconteceu num momento ruim do mar, com o vento estragando a formação dos tubos tanto pro Backdoor, quanto pra Pipeline. O havaiano foi o primeiro a completar um canudo no duelo. John John foi pra direita aos quatro minutos e marcou 3.67 pontos. Um minutos depois Medina também foi pro Backdoor. O brazuca sumiu lá dentro durante um longo tempo e saiu limpo. Ele ainda bateu na junção, porém caiu. A nota 7.67 acabou sendo a maior de todo o confronto.

John John foi para a primeira posição aos dez minutos. Ele surfou pro Backdoor, passou por dentro e executou duas batidas fortes. A performance valeu 6.33 pontos. Os dois seguiram procurando oportunidades, mas não conseguiram nada de destaque até os cinco minutos finais. Medina foi pra Pipe, entrou no tubo e saiu espremido. Ele precisava de 2.33 para pegar a primeira posição e marcou 3.17. Depois disso o resultado não foi mais alterado e os dois seguiram juntos para o Round 3. Leo, que teve como melhor nota na bateria 1.00 ponto, ficou em terceiro lugar. O italiano venceu pela repescagem e segue vivo na competição. O próximo adversário de Medina é o norte-americano Jake Marshall.

“É incrível estar de volta aqui em Pipe, que é um lugar muito especial pra mim”, diz Gabriel Medina. “Tenho muitas memórias boas daqui e estou feliz com a vitória, mas espero que as condições melhorem na próxima rodada. Aquela direita no Backdoor foi a única boa que eu achei, bem longa. Eu já vi que ia ser boa, quando estava remando nela e fiz uma leitura boa da onda. Acelerei bem antes de entrar no tubo e foi bem longo. Pena que não tiveram mais, mas só de estar na bateria com o John John (Florence) e o Leo (Fioravanti), foi muito divertido”.

Primeira bateria – Miguel Pupo abriu o Pro Pipeline junto com o havaiano Ian Gentil e o norte-americano Nat Young. O brasileiro foi o primeiro a entrar em ação, logo no início, mas a onda não rendeu tubo nem manobra. Ian e Nat acharam tubos e deixaram Miguel na última posição. A melhor performance até a metade da bateria era de Nat, com um canudo que valeu 4.50 pontos.

Em último lugar no duelo, Miguel manteve a calma e escolheu uma boa direita da série. O brasileiro ficou fundo no tubo e por um longo tempo. A apresentação valeu 6.83 pontos e a liderança da bateria. Nat voltou a atuar quando restavam nove minutos. O norte-americano surfou um tubo curto, porém grosso, pro Backdoor, conquistou 5.67 e jogou o brazuca pra segunda posição.

Mas Miguel ainda teve tempo de retomar a liderança, e numa onda da série para Pipeline. Restavam quatro minutos para o fim. O brasileiro passou por dentro do tubo e saiu por baixo do lip. A performance valeu 5.67 pontos, a vitória na disputa e uma vaga na terceira fase da competição. Nat avançou em segundo lugar, e Ian, que não conseguiu melhorar seu somatório, caiu pra repescagem ao terminar na terceira posição. Depois o havaiano superou a primeira fase eliminatória e segue de olho no título do Pro Pipeline. O próximo adversário de Miguel no Pro Pipeline é o francês Maxime Huscenot.

“Eu só queria me manter ativo no início da bateria, mas acabei remando numa onda que não era boa. Todos estavam com a mesma estratégia, que acabou dando mais certo para mim e estou feliz por começar o ano vencendo”, diz Miguel Pupo. “O Ian (Gentil) pegou uma fechadeira na minha frente e acabei indo na melhor onda da bateria. Todos estavam de olho no Backdoor, que tinha um tubo mais longo e profundo. Eu fiquei tentando pegar uma segunda onda boa, aí entrou aquela pra mim em Pipeline e fui nela. O drop foi bom, depois teve uma saída do tubo mais difícil, mas tive a sorte de sair e ficar com a vitória”.

Filipe também vence – Filipe Toledo também estreou com vitória no evento. O brasileiro participou da sexta bateria e surfou o melhor tubo dos 30 minutos de disputa.

A bateria foi muito fraca de ondas e a melhor atuação até os seis minutos finais era de Jackson Baker. O australiano fez um layback de frontside perto da metade do confronto e anotou 3.00 pontos. Aos 24 minutos Filipinho surfou o melhor canudo do duelo. No primeiro momento ele ficou na porta, mas depois quebrou uma seção mais à frente e ele ficou mais fundo. A atuação valeu a nota 5.00 e a primeira posição, de onde ele não saiu mais. Filipe só havia surfado uma onda até aquele momento, pra Pipeline, porém não completou o tubo.

Jackson tentou tomar a liderança do brasileiro perto do fim, mas não achou o tubo pro Backdoor, fez um floater e caiu na pancada na junção. Ele precisava de 3.01 pontos e marcou 2.93. Em último na disputa ficou o convidado para a etapa, Joshua Moniz. O havaiano tentou alguns tubos, mas não completou nenhum. Ele teve nova chance na repescagem, mas não aproveitou e foi eliminado. Filipe encara o costa-riquenho Carlos Muñoz na terceira fase.

“As condições estavam difíceis, mas foi bom vencer a primeira bateria do ano”, comenta Filipe Toledo. “Acho que foi a pior bateria do dia em termos de pontos até agora, mas, olhando a previsão, já sabíamos que ia estar difícil de achar onda boa. Então, é preciso se adaptar e estou feliz de passar a primeira bateria. Esse tempo longe das competições, foi muito bom para curtir com a família, os amigos, estar em casa e fazer as funções diárias de pai. Mas treinei forte também e voltei com bastante energia para defender o título nesta temporada”.

Caio bate Kelly – Kelly Slater e Caio Ibelli travaram uma boa disputa. O duelo entre eles e Carlos Muñoz foi o oitavo da etapa. Aos quatro minutos os dois estavam próximos e veio uma onda. Kelly, mais em cima da esquerda, ameaçou dropar, mas viu o brasileiro um pouco abaixo e não foi. Os juízes não marcaram nada.

Na sequência os dois começaram a surfar os tubos e foram trocando de notas. Caio marcou 3.50 pontos, depois Kelly fez 3.67. Aos dez minutos o norte-americano usou a prioridade e pegou um rápido tubo pro Backdoor e colocou mais 3.67 no somatório. Dois minutos após Caio também passou por dentro da direita e marcou 4.67.

Naquele momento Caio era o líder. Porém, um minutos depois, aos 13, Kelly voltou para a primeira posição com um canudo para Pipe. A atuação valeu 4.93 pontos. Aos 19 minutos o brasileiro deu o troco. Ele foi pra esquerda, completou o tubo, marcou 5.77 e voltou para o primeiro lugar. Os dois ainda voltaram a atuar, porém o resultado não foi alterado. Caio venceu e Kelly também avançou, em segundo lugar. Carlos Muñoz, que herdou a vaga do lesionado marroquino Ramzi Boukhiam, surfou apenas uma onda (0.50), terminou na última posição e caiu para a repescagem.

Italo avança em segundo lugar – O campeão da etapa em 2019, Italo Ferreira, estreou no evento na quinta bateria e ficou em segundo lugar. O resultado fez o atleta evitar a repescagem.

A maior nota da bateria foi conquistada por Seth Moniz, atual vice-campeão da etapa. O havaiano marcou 6.33 pontos aos sete minutos de disputa, após passar por dentro de Backdoor e sair limpo. Italo também completou um canudo, mas pra Pipeline. O campeão mundial de 2019 passou rápido por dentro e anotou 4.00. Já Imaikalani deVault, surfista de Maui, Havaí, não conseguiu completar nenhum tubo e acabou em último lugar. Ele teve nova chance na repescagem, porém também terminou na terceira posição e foi eliminado da etapa. O oponente de Italo no Round 3 é o havaiano Ian Gentil.


Samuel vira no fim – Samuel Pupo competiu num dos piores momentos do mar no dia. O confronto foi o décimo e ele teve como adversários o indonésio Rio Waida e o sul-africano Matthew McGillivray. Rio fez o melhor tubo na bateria. Ele foi pra Pipeline e recebeu 4.33 pontos.

Na metade da disputa Samuel executou um floater, uma rasgada e uma batida na junção da direita para anotar 3.00 pontos. Ele se manteve em segundo lugar até os seis minutos finais. Matthew começou a reação três minutos antes, com manobras de frontside (2.83). Quando restavam seis, o sul-africano executou três batidas na direita, sendo a primeira a de maior destaque. Ele anotou 3.63 e assumiu a liderança. Rio entrou em ação na sequência, e, com um floater, uma batida forte e outro floaterm anotou 4.83 e retomou o primeiro lugar.

Samuel chegou nos minutos finais na necessidade de 3.47 pontos para avançar em segundo lugar. No minuto final ele usou a prioridade, surfou um tubo rápido e atingiu a junção. Ele recebeu 3.50 e avançou junto com Rio Waida, que venceu a disputa. Matthew caiu para a repescagem, fase que ele também terminou em último e se despediu da prova. Samuel encara o australiano Ryan Callinan no próximo round.


Michael supera a repescagem – Michael Rodrigues foi outro brasileiro que caiu para a repescagem. Ele participou da sétima disputa da primeira fase e levou uma virada nos segundos finais. Michael marcou 4.50 pontos com um tubo pro Backdoor aos sete minutos, e assumiu a liderança aos dez, com outro canudo pra direita do pico havaiano, que valeu 4.60.

O norte-americano Griffin Colapinto e o havaiano Barron Mamiya ficaram muito ativos. Barron marcou 5.50 pontos aos oito minutos e depois perdeu a sintonia com o pico. Griffin tentava, mas errava, porém a reação começou quando restavam nove minutos. O norte-americano ficou fundo numa direita, saiu e voou com reverse. Ele precisava de 5.97 pra jogar o havaiano pra terceiro, e marcou 6.67. Griffin voltou a atuar três minutos depois. Ele colocou mais 3.17 pontos no somatório com um tubo pequeno pro Backdoor e foi para a primeira posição.

Michael passou a correr o risco de perder a vaga para o havaiano, que precisava de 3.60 pontos para se classificar. Barron fez algumas tentativas e na última, quando restavam apenas 33 segundos, ele entrou numa esquerda pequena, acelerou e voou com reverse. Na sequência ainda bateu forte na junção. Os juízes avaliaram e a nota 3.83 jogou o brasileiro para a repescagem.

A segunda fase masculina começou com brasileiro na água. Michael abriu com 3.33 pontos num tubo pra esquerda. Porém depois ele viu o havaiano Joshua Moniz e o japonês Kanoa Igarashi entrarem no ritmo da disputa. Aos nove minutos Joshua marcou 5.67 num canudo pro Backdoor. Também pra direita, Kanoa marcou 5.23 aos 18 minutos. Com a nota o japonês jogou o brasileiro para a terceira posição.

Depois Michael conseguiu retomar a posição e levou nova virada. Quando restavam sete minutos Kanoa surfou na prioridade do brasileiro. Com duas manobras, uma rasgada forte e uma batida, o japonês passou o brasileiro e o havaiano e assumiu a primeira posição.

Michael usou a prioridade dois minutos depois. Ele foi pro Backdoor, sumiu dentro do tubo, saiu e comemorou. Ele precisava de 5.35 pontos para avançar e marcou 5.70. Joshua tentou dar o troco logo na sequência, com uma batida forte de frontside. O havaiano necessitava de 3.37, conquistou 3.20 e foi eliminado do Pro Pipeline. Kanoa venceu, Michael ficou em segundo lugar e os dois foram juntos para a terceira fase. O brasileiro enfrenta o australiano Jack Robinson na próxima fase.

Jadson compete lesionado – Jadson André chegou lesionado para competir na quarta bateria do Pro Pipeline. O brasileiro machucou o joelho direito na na terça-feira (31/01) durante uma tentativa de aéreo. Nesta quarta-feira ele chegou de muleta na praia, sem colocar a perna machucada no chão. Depois apareceu caminhando com dificuldade na areia, quando se dirigia para a disputa.

O duelo de 30 minutos começou e logo no início o brasileiro cometeu interferência no australiano Jack Robinson. A penalidade foi perder metade de sua segunda maior nota na disputa. Jadson só voltou a atuar quando faltavam quatro minutos para fim. Ele caiu no drope quando ia para o Backdoor.

A bateria foi muito fraca de ondas. Ezekiel Lau foi o vencedor. O havaiano chegou perto do minuto final com duas notas na casa de um ponto no somatório. Naquele momento ele passou por dentro do Backdoor, marcou 7.17 pontos e confirmou a vaga na terceira fase. Jack Robinson também conseguiu um bom tubo. A melhor atuação do australiano no duelo aconteceu aos 20 minutos. Ele foi pra direita, chegou a sumir no canudo e ainda rasgou e bateu na junção para anotar 6.33 pontos.

Jadson voltou pra água na última disputa da repescagem. Ele entrou em tubos pra Pipeline e manobrou na direita do Backdoor, porém sofreu a virada depois de ficar na liderança durante grande parte da bateria. O norte-americano Kolohe Andino cresceu no duelo e chegou a marcar 6.00 pontos num tubo pra direita. E o havaiano Ian Gentil foi para as manobras e conseguiu o segundo lugar no duelo. Ian aplicou quatro batidas de frontside na sua melhor apresentação no confrnto para anotar 5.33.

Próxima chamada e previsão – A próxima chamada para o Pro Pipeline acontece nesta quinta-feira (2), às 14h30 (de Brasília). A previsão indica que o tamanho das ondas deve permanecer o mesmo desta quarta-feira, porém o vento deve ser terral de fraco a moderado durante todo o dia.


Pro Pipeline 2023
Round 1 Masculino

1 Miguel Pupo (BRA) 12.50, Nat Young (EUA) 10.17, Ian Gentil (HAV) 6.94

2 João Chianca (BRA) 12.83, Jake Marshall (EUA) 10.70, Kanoa Igarashi (JAP) 1.00

3 Ethan Ewing (AUS) 6.20, Liam O’Brien (AUS) 6.06, Kolohe Andino (EUA) 4.30

4 Ezekiel Lau (HAV) 8.54, Jack Robinson (AUS) 8.50, Jadson André (BRA) 0.23

5 Seth Moniz (HAV) 8.50, Italo Ferreira (BRA) 5.20, Imaikalani deVault (HAV) 2.04

6 Filipe Toledo (BRA) 6.00, Jackson Baker (AUS) 5.93, Joshua Moniz (HAV) 1.50

7 Griffin Colapinto (EUA) 9.84, Barron Mamiya (HAV) 9.33, Michael Rodrigues (BRA) 9.10

8 Caio Ibelli (BRA) 10.44, Kelly Slater (EUA) 8.60, Carlos Muñoz (CRI) 0.50

9 Jordy Smith (AFR) 10.66, Connor O’Leary (AUS) 9.27, Maxime Huscenot (FRA) 1.96

10 Rio Waida (IDN) 9.16, Samuel Pupo (BRA) 6.50, Matthew McGillivray (AFR) 6.46

11 Ryan Callinan (AUS) 9.57, Callum Robson (AUS) 7.90, Yago Dora (BRA) 2.13

12 Gabriel Medina (BRA) 10.84, John John Florence (HAV) 10.00, Leonardo Fioravanti (ITA) 1.60

Round 2 (Repescagem)

1 Kanoa Igarashi (JAP) 11.03 x Michael Rodrigues (BRA) 9.03 x Joshua Moniz (HAV) 8.87

2 Yago Dora (BRA) 13.43 x Maxime Huscenot (FRA) 8.27 x Imaikalani deVault (HAV) 4.33

3 Leonardo Fioravanti (ITA) 7.60 x Carlos Muñoz (CRI) 7.14 x Matthew McGillivray (AFR) 6.93

4 Kolohe Andino (EUA) 9.43 x Ian Gentil (HAV) 8.13 x Jadson André (BRA) 4.87
Round 3

1 Italo Ferreira (BRA) x Ian Gentil (HAV)

2 Jordy Smith (AFR) x Nat Young (EUA)

3 Griffin Colapinto (EUA) x Leonardo Fioravanti (ITA)

4 Callum Robson (AUS) x Jackson Baker (AUS)

5 Ethan Ewing (AUS) x Liam O’Brien (AUS)

6 Seth Moniz (HAV) x Barron Mamiya (HAV)

7 Caio Ibelli (BRA) x Ezekiel Lau (HAV)

8 Samuel Pupo (BRA) x Ryan Callinan (AUS)

9 Filipe Toledo (BRA) x Carlos Muñoz (CRI)

10 Yago Dora (BRA) x Kelly Slater (EUA)

11 Connor O’Leary (AUS) x Rio Waida (IDN)

12 Kanoa Igarashi (JAP) x João Chianca (BRA)

13 Jack Robinson (AUS) x Michael Rodrigues (BRA)

14 Gabriel Medina (BRA) x Jake Marshall (EUA)

15 John John Florence (HAV) x Kolohe Andino (EUA)

16 Miguel Pupo (BRA) x Maxime Huscenot (FRA)

Round 1 Feminino

1 Tatiana Weston-Webb (BRA), Caroline Marks (EUA), Teresa Bonvalot (PRT)

2 Carissa Moore (HAV), Bettylou Sakura Johnson (HAV), Alyssa Spencer (EUA)

3 Stephanie Gilmore (AUS), Macy Callaghan (AUS), Moana Jones Wong (HAV)

4 Brisa Hennessy (CRI), Isabella Nichols (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS)

5 Lakey Peterson (EUA), Gabriela Bryan (HAV), Caitlin Simmers (EUA)

6 Courtney Conlogue (EUA), Tyler Wright (AUS), Molly Picklum (AUS

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quarta-feira (21), às 9h (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates em nosso fórum. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para ver a previsão das ondas em Supertubos A previsão aponta uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30 Filipe Toledo (BRA)3 – Italo Ferreira (BRA) 15.00 x 10.43 Jack Robinson (AUS)4 – Guilherme Ribeiro (POR) 10.33 x 5.00 Kanoa Igarashi (JAP)5 – Yago Dora (BRA) 13.66 x 11.67 Connor O’Leary (JAP)6 – Ethan Ewing (AUS) 15.73 x 11.17 Frederico Morais (POR)7 – Seth Moniz (HAV) 12.80 x 12.60 Miguel Pupo (BRA)8 – Griffin Colapinto (EUA) 17.17 x 13.27 Kauli Vaast (FRA) Quartas de final 1 – Morgan Cibilic (AUS) x Gabriel Medina (BRA)2 – Italo Ferreira (BRA) x Guilherme Ribeiro (POR)3 – Yago Dora (BRA) x Ethan Ewing (AUS)4 – Seth Moniz (HAV) x Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 11.33 x 3.53 Luana Silva (BRA)2 – Francisca Veselko (POR) 8.54 x 7.90 Sawyer Lindblad (EUA)3 – Caitlin Simmers (EUA) 14.16 x 7.93 Nadia Erostarbe (ESP)4 – Carissa Moore (HAV) 12.33 x 6.76 Johanne Defay (FRA)5 – Teresa Bonvalot (POR) 11.40 x 10.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Lakey Peterson (EUA) 11.17 x 7.10 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 15.74 x 11.10 Yolanda Hopkins (POR)8 – Erin Brooks (CAN) 12.50 x 7.27 Tyler Wright (AUS) Quartas de final 1 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 7.43 x 7.34 Francisca Veselko (POR)2 – Caitlin Simmers (EUA) 11.50 x 8.93 Carissa Moore (HAV)3 – Teresa Bonvalot (POR) x Lakey Peterson (EUA)4 – Molly Picklum (AUS) x Erin Brooks (CAN)

    Próxima chamada para o possível Finals Day do MEO Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, acontece nesta quarta-feira (21), às 9h (horário de Brasília). Assista ao vivo e participe dos debates.

    A temporada entra em uma nova fase nesta sexta-feira (16). O MEO Rip Curl Pro Portugal abre a sequência decisiva do Championship Tour depois do corte realizado em Trestles e coloca os principais candidatos ao título mundial diante de uma das ondas mais imprevisíveis do circuito. O palco é Supertubos, em Peniche. E, ao contrário de algumas edições recentes, a previsão indica que a famosa bancada portuguesa pode mostrar serviço já nos primeiros dias da janela. A ondulação gerada no Atlântico Norte começa a atingir a costa portuguesa antes mesmo da abertura da competição e deve manter ondas consistentes durante sexta-feira e sábado. O swell permanece na faixa de 1 a 1,5 metro durante boa parte dos três primeiros dias, acompanhado por ventos do quadrante norte. Os modelos analisados em Portugal também apontam para ondulação de oeste-noroeste, com períodos entre 12 e 14 segundos na sexta-feira e vento norte fraco a moderado, combinação favorável para a formação dos tubos que fizeram a fama do pico. Sexta e sábado no radar A sexta-feira aparece como uma das melhores oportunidades para colocar a competição na água. Caso a neblina que tem aparecido nos últimos dias não atrapalhe e as condições previstas se confirmem, não há motivos para adiar o início do evento. No sábado, o cenário deve permanecer semelhante, com ondas na altura da cabeça ou maiores e vento ainda predominantemente de norte. Domingo apresenta uma combinação diferente. O vento tende a virar para nordeste e ficar mais alinhado como terral, mas a ondulação deve perder força ao longo do dia. A previsão indica ondas menores, próximas de 1 metro e perdendo força, o que pode pesar na decisão da organização sobre avançar ou não com as fases finais. A possibilidade de uma etapa rápida existe. Com o quadro reduzido depois do corte, são apenas 38 baterias previstas entre masculino e feminino. São 23 confrontos entre os homens e 15 entre as mulheres. Caso a WSL não consiga aproveitar toda a primeira sequência, novos pulsos de swell aparecem na previsão para a semana seguinte. Uma nova subida das ondas na terça-feira e outra mais forte perto de quinta, embora a qualidade do vento seja mais incerta nesse período. Yago chega de amarelo Peniche coloca novamente o Brasil no centro da disputa masculina. Atual campeão mundial, Yago Dora chega a Portugal na liderança do ranking e volta a Supertubos para defender a vitória conquistada no evento em 2025. Depois do terceiro lugar em Trestles, o brasileiro retomou a primeira posição e inicia o pós-corte novamente com a lycra amarela. A temporada para os brasileiros também ganhou força com Miguel Pupo. Campeão em Bells Beach e novamente vencedor em Trestles, Miguel ocupa a quarta posição do ranking e chega a Portugal vivendo uma das melhores fases de sua carreira. Gabriel Medina aparece logo atrás, em quinto, ainda dentro da disputa pelo quarto título mundial. No feminino, Gabriela Bryan chega a Peniche na liderança depois de recuperar a primeira posição em Trestles. A havaiana foi vice-campeã em Supertubos na temporada passada e terá entre as principais adversárias a canadense Erin Brooks, embalada por três vitórias consecutivas no Tour. Treino com ondas e neblina Nesta quinta-feira (15), os atletas tiveram a última oportunidade de testar os bancos de areia antes do início oficial da janela. A WSL transmitiu a sessão de treinamento ao vivo diretamente de Supertubos. O treino serviu para ajustes de equipamento e leitura do pico, especialmente diante da chegada da nova ondulação. Supertubos é conhecida pela velocidade e força dos tubos, e pequenas mudanças nos bancos de areia podem alterar completamente as melhores posições no lineup. A janela do MEO Rip Curl Pro Portugal vai de 16 a 25 de outubro. A primeira chamada está prevista para 3h30 desta sexta-feira, no horário de Brasília, com possibilidade de início da competição às 4h.

    Primeira chamada nesta sexta-feira (16) às 3h30 (de Brasília). Etapa portuguesa da WSL promete swell consistente e vento favorável. Yago Dora chega como líder do ranking e defensor do título da etapa.

    O tradicional King of the Groms voltou ao Brasil depois de 11 anos e encerrou no último domingo (11) uma edição com seis campeões definidos nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, masculinas e femininas, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku ficaram com os títulos da edição 2026 do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms. As finais aconteceram no domingo, com ondas que chegaram até 1 metro nas séries. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Virada decide Sub-12 Feminino A primeira decisão foi a Sub-12 Feminino. Maria Clara Borges começou na frente com uma nota 4.00 e permaneceu na liderança durante boa parte da bateria. Laura Kanagusiku, porém, conseguiu a virada nos minutos finais. Depois de marcar 3.25, a surfista de Praia Grande (SP) encontrou uma onda de 4.75, maior nota da categoria, para assumir a ponta e conquistar o título. Maria Clara terminou em segundo, seguida por Naima Mathey e Anahi Botelho. Rafael Miranda vence em casa Na Sub-12 Masculino, Rafael Miranda aproveitou o conhecimento das ondas de Itamambuca para decidir a bateria logo nas primeiras oportunidades. O surfista de Ubatuba abriu com 5.00 e depois acrescentou 4.40 ao somatório, garantindo o título. Bernardo Pires, que havia conseguido uma nota 8.00 ainda na primeira fase do evento, terminou como vice-campeão. Gabriel Medeiros ficou em terceiro e Thomaz Monteiro em quarto. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Quiksilver Brasil (@quiksilverbrasil) Gabriela Rigo leva a Sub-14 Ubatuba também ficou com o título da Sub-14 Feminino. Gabriela Rigo somou 8.40 pontos nas duas melhores ondas e terminou na primeira colocação. Catarina Kobayashi foi vice-campeã, enquanto Anahi Botelho ficou em terceiro e Maria Clara Borges encerrou a final na quarta posição. Izau domina decisão Na Sub-14 Masculino, Izau Signorini liderou a decisão do começo ao fim. Ele abriu a bateria com 6.00 pontos depois de uma sequência de batidas e rasgadas e, em sua última onda, acrescentou 5.90 para confirmar a vitória. Bernardo Pires ficou em segundo, Matheus Jhones terminou em terceiro e Narciso Inácio em quarto. Maeva conquista Sub-16 A decisão da Sub-16 Feminino teve disputa entre Maeva Guastalla e Carol Bastides. Carol assumiu a liderança inicialmente, mas Maeva passou à frente a partir da segunda onda e não deixou mais a primeira colocação. Ela terminou com 11.90 pontos, contra 10.65 da adversária de Praia Grande. Mariana Elias ficou na terceira posição e Eduarda Stefani terminou em quarto. Homsi fecha evento com título Felipe Homsi venceu a última final do King and Queen of the Groms e ficou com o título da Sub-16 Masculino. Em uma decisão equilibrada, o paraibano conseguiu a melhor nota da bateria, 7.00, para garantir a vitória. Vini Palma reagiu durante a disputa e saiu da quarta para a segunda colocação. Izau Signorini, que disputava sua segunda final do dia depois da vitória na Sub-14, terminou em terceiro. Bernardo Brizola ficou em quarto. “A praia de Itamambuca é um lugar especial, ideal para esse retorno do King and Queen of the Groms, após 11 anos sem ser realizado no Brasil. Esse evento é uma parceria com a Action Brands, empresa que detém os direitos da Quiksilver e Roxy no país, juntamente com a AUS (Associação Ubatubense de Surf). Nossa ideia é fazer o melhor possível e proporcionar para a criançada um final de semana muito legal”, diz Luiz Henrique Pinga, organizador do evento. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Associação Ubatuba de Surf (@associacaoubatubadesurf) Resultados Sub-16 Masculino1 – Felipe Homsi2 – Vini Palma3 – Izau Signorini4 – Bernardo Brizola Sub-16 Feminino1 – Maeva Guastalla2 – Carol Bastides3 – Mariana Elias4 – Eduarda Stefani Sub-14 Masculino1 – Izau Signorini2 – Bernardo Pires3 – Matheus Jhones4 – Narciso Inácio Sub-14 Feminino1 – Gabriela Rigo2 – Catarina Kobayashi3 – Anahi Botelho4 – Maria Clara Borges Sub-12 Masculino1 – Rafael Miranda2 – Bernardo Pires3 – Gabriel Medeiros4 – Thomaz Monteiro Sub-12 Feminino1 – Laura Kanagusiku2 – Maria Clara Borges3 – Naima Mathey4 – Anahi Botelho

    Felipe Homsi, Maeva Guastalla, Izau Signorini, Gabriela Rigo, Rafael Miranda e Laura Kanagusiku vencem as seis categorias do Quiksilver & Roxy King and Queen of the Groms, realizado em Ubatuba (SP).

    A World Surf League suspendeu um competidor do Championship Tour Masculino de 2026 depois de tomar conhecimento de “alegações de natureza extremamente grave” relacionadas a um encontro privado realizado no Taiti, em agosto. A entidade não revelou oficialmente o nome do atleta nem detalhou a natureza das acusações. O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como sendo o mexicano Alan Cleland Jr., O surfista foi identificado pela revista australiana Surfing World como o mexicano Alan Cleland Jr., campeão mundial da ISA em 2023 e competidor do Championship Tour de 2026. Segundo a apuração do jornalista Nick Carroll, o episódio teria ocorrido depois do último dia do Tahiti Pro e envolvido uma surfista australiana adolescente e pelo menos três homens. Ainda de acordo com a publicação australiana, a polícia de New South Wales teria sido informada sobre as alegações e entrado em contato com autoridades do surfe. Não estava claro se a polícia da Polinésia Francesa havia iniciado procedimentos para formalizar acusações. Sobre a suspensão No comunicado, a WSL informou que sua Comissão Disciplinar agiu após tomar conhecimento das alegações e determinou a suspensão provisória do competidor de todos os eventos da entidade. A liga destacou que todos os competidores estão sujeitos, a todo momento, às normas de conduta estabelecidas em seu regulamento. A WSL afirmou ainda que continua conduzindo seus procedimentos internos e que ofereceu assistência às autoridades competentes. A entidade não estabeleceu prazo para o fim da suspensão. Cleland não passou pela linha de corte da temporada e já não disputaria as etapas de Portugal e Filipinas. O próximo evento para o qual o mexicano estaria elegível seria o Pipe Masters, no Havaí, em dezembro. Como a suspensão vale para todos os eventos da WSL, sua participação permanece em dúvida. Situação com patrocinadores Cleland não aparece mais na página de atletas da Quiksilver. O BeachGrit também informou que o mexicano teria deixado Quiksilver e Monster, mas, até a publicação desta matéria, as marcas não haviam confirmado publicamente o encerramento dos contratos. Noah Klapp faz acusações públicas Nesta segunda-feira (12), a surfista profissional alemã Noah Klapp, de 23 anos e campeã mundial Júnior da ISA, publicou um longo relato nas redes sociais no qual acusa Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos durante o relacionamento entre os dois. Noah afirma que tinha 17 anos durante o relacionamento com Cleland e diz que permaneceu em silêncio por medo de não receber apoio, de não ser acreditada e do impacto que uma denúncia pública poderia causar. Noah diz que decidiu tornar sua história pública depois de tomar conhecimento das novas alegações envolvendo Cleland e uma adolescente. Em tradução do Waves, Noah escreveu: “Mantive a boca fechada sobre os abusos aos quais ele me submeteu. […] Acordei com a notícia de acusações de agressão sexual contra ele e outros homens envolvendo uma garota menor de idade. É por isso que estou escrevendo este post”. Em outro trecho do depoimento, ela afirma: “Alan Cleland Jr. abusou de mim durante a maior parte do nosso relacionamento”. No restante da publicação, Noah descreve episódios de violência física, controle e agressões sexuais que afirma ter sofrido durante a relação. As declarações são acusações feitas publicamente por Noah e, até o momento, não foram objeto de conclusão judicial. O Waves noticia essas acusações com atribuição às fontes e não apresenta as alegações como fatos comprovados. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por ❀ noah lia klapp ❀ (@noahklapp) Episódios distintos As acusações apresentadas por Noah dizem respeito ao relacionamento que ela manteve com Cleland anos atrás. Já a suspensão aplicada pela WSL está relacionada às alegações envolvendo um encontro privado ocorrido no Taiti em agosto de 2026. Embora Noah diga que decidiu falar depois de saber das novas alegações, não há elementos que permitam tratar os dois episódios como parte de um mesmo caso ou investigação. Repercussão no circuito A publicação recebeu manifestações públicas de apoio de diversos nomes do surfe profissional. Gabriel Medina, Filipe Toledo, Miguel Pupo, Luana Silva, Tyler Wright e Kelly Slater estão entre os atletas que comentaram o relato de Noah. Gabriel Medina escreveu: “Deus te abençoe.” Filipe Toledo destacou a coragem da alemã: “É preciso muita coragem. Sinto muito que você tenha passado por tudo isso. Deus te abençoe.” Miguel Pupo também manifestou apoio: “Sinto muito que você tenha passado por isso. É preciso muita coragem para falar. Nós apoiamos você, não importa o que aconteça.” Luana Silva escreveu: “Obrigada por ter coragem de falar. Sinto muito que você tenha passado por isso.” Tyler Wright foi mais enfática: “Obrigada pela sua bravura e pela coragem necessária para compartilhar sua história. Estupradores e abusadores nunca deveriam ser idolatrados. Espero que você esteja cercada de amor e luz.” Kelly Slater afirmou que, independentemente das novas alegações envolvendo Cleland, o relato de Noah já seria grave por si só: “Sua própria história já seria demais. Sinto muito por saber disso. É uma questão enorme. Fiquei enojado ao ler tudo isso. Parabéns por ter tido força para falar e tornar isso público.” As manifestações representam apoio público a Noah e não constituem, por si só, comprovação das acusações relatadas. Waves tenta contato O Waves procurou Alan Cleland Jr. por mensagem direta no Instagram para ouvir sua versão sobre as acusações feitas por Noah Klapp. Até o momento, não houve retorno. Caso ele se manifeste, seu posicionamento será acrescentado. A WSL afirmou que não fornecerá outras informações neste momento enquanto seus procedimentos relacionados ao caso continuam em andamento. O Waves seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

    Surfista profissional alemã de 23 anos, Noah Klapp acusa Alan Cleland de abusos físicos, sexuais e psicológicos; Surfing World identificou o mexicano como atleta suspenso pela WSL após caso no Taiti.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos em Honolulu após complicações de um ataque cardíaco; ícone dos anos 70 ajudou a transformar o surfe progressivo e influenciou gerações dentro e fora da água. O surfe perdeu neste sábado (10) um de seus personagens mais revolucionários. O havaiano Larry Bertlemann morreu aos 71 anos, em Honolulu, após complicações decorrentes de um ataque cardíaco. A morte foi confirmada pela família ao Hawaii News Now. Conhecido como “Rubberman”, Bertlemann foi um dos pioneiros do surfe moderno e uma das figuras mais influentes da transformação vivida pelo esporte durante a década de 1970. Seu estilo baixo, veloz, agressivo e extremamente criativo rompeu com muitas das linhas tradicionais da época e abriu caminho para uma abordagem muito mais progressiva sobre as ondas. A história de Larry já havia sido retratada aqui no Waves. Em uma reportagem publicada originalmente em 2023, definimos ele foi como um surfista capaz de marcar uma ruptura entre o surfe clássico e aquilo que viria a ser entendido como a modernidade do esporte. Bertlemann chamava atenção não apenas pelas manobras, mas pela maneira como enxergava a onda. Drops atrasados, cutbacks extremos, rasgadas no limite e mudanças inesperadas de direção faziam parte de um repertório que parecia estar algumas décadas à frente de seu tempo. Ao lado do shaper Ben Aipa, encontrou nas pranchas cada vez mais curtas e rápidas o equipamento ideal para transformar aquela imaginação em movimento. Bertlemann conseguia levar sua abordagem das ondas menores de Ala Moana até os tubos de Pipeline, sempre com uma leitura própria e pouco previsível. Influência no surfe e no skate A influência de Larry ultrapassou as ondas. Seu estilo de curvas baixas e radicais também ajudou a inspirar nomes do skate como Tony Alva e os Dogtown Z-Boys, numa época em que surfe e skate trocavam referências quase diariamente. No surfe, sua progressividade atravessou gerações. Traços de seu estilo podem ser encontrados posteriormente em surfistas tão diferentes quanto Christian Fletcher, Kelly Slater, Tinguinha e Gabriel Medina. Bertlemann esteve também entre os primeiros surfistas a experimentar movimentos aéreos e mudanças de base com naturalidade. Sua ligação com o skate foi tão profunda que um movimento ficou conhecido como “Bert”, referência direta ao havaiano e à maneira como suas curvas foram reinterpretadas sobre o concreto. “Seu legado continuará vivo” Em comunicado divulgado ao Hawaii News Now, a família lembrou não apenas o surfista, mas também o artista e o homem por trás da figura pública: “Seu legado, dentro e fora da água, continuará vivo por meio de sua família, da comunidade do surfe e das muitas vidas que ele tocou.” Larry deixa a mãe, cinco irmãs, três filhos, oito netos e nove bisnetos. Poucos surfistas deixaram uma assinatura tão reconhecível. Em texto publicado pelo Waves, Bertlemann foi descrito como alguém que ajudou a dividir o esporte entre um antes e um depois de sua passagem. Larry Bertlemann deixa exatamente esse legado: o de um surfista que não apenas executava manobras diferentes, mas imaginava possibilidades que o restante do esporte ainda não enxergava. Leia também Um divisor de águas Poucos surfistas em todos os tempos foram tão influentes quanto Larry Bertlemann, pioneiro da progressividade no esporte. Visionário e inspirador O Waves revisitou em 2024 a transformação promovida pelo estilo revolucionário do havaiano nos anos 70.

    Havaiano conhecido como “Rubberman”, Larry Bertlemann morre aos 71 anos após ataque cardíaco; ícone dos anos 70 revolucionou o surfe progressivo e influenciou gerações.

    A mesma edição do Big Wave Challenge que colocou Rodrigo Koxa novamente no topo das ondas gigantes também premiou um nome da nova geração. Aos 16 anos, Ian Pegoraro, surfista nascido e criado em Maui, no Havaí, venceu a categoria Young Gun (Under 18 Performer), destinada a atletas com menos de 18 anos. A conquista veio depois de Ian encarar Jaws, em Peʻahi, na remada. Desta vez, sem o auxílio de jet ski, o jovem surfista entrou na onda usando apenas a própria força para ganhar velocidade e descer uma das paredes mais respeitadas do surfe de ondas grandes. “Entrar em Jaws na remada era algo que eu queria muito fazer. É um desafio diferente e mostra o quanto estou evoluindo. Ganhar o Young Gun torna esse momento ainda mais especial”, afirma Ian. A relação do garoto com Jaws, porém, começou antes. Em uma experiência anterior no pico havaiano, Ian foi rebocado para uma onda pelo brasileiro Yuri Soledade, enquanto o pai, Laerte Pegoraro, o Nena, acompanhava e orientava o filho dentro da água. Raízes brasileiras Apesar de ter nascido e crescido em Maui, Ian mantém forte ligação com o Brasil. Os pais nasceram em São Paulo e foram criados na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), onde os avós do surfista continuam morando. “Ele cresceu no Havaí, mas sempre teve essa ligação com o Brasil. A Praia do Tombo faz parte da nossa história e é muito legal ver o Ian levando um pouco dessa história para o surfe de ondas grandes”, diz Nena. Ian atualmente treina com o brasileiro Alex Blau, big rider de Mavericks, e com Daniel Hardam, ex-surfista profissional. A preparação inclui trabalho específico para ondas grandes e também atividades como skate e jiu-jitsu brasileiro. No skate, o jovem já conquistou pódios no CASL National Championships. No jiu-jitsu, é faixa amarela e disputou competições como Hawaii Triple Crown, NAGA Hawaii e IBJJF. No surfe competitivo, aparece atualmente na 12ª colocação do Ohana Surf Circuit. Noite brasileira Ian recebeu o prêmio no mesmo evento em que Rodrigo Koxa, do Guarujá, foi anunciado vencedor da categoria Men’s Biggest Wave. O brasileiro levou o troféu pela onda surfada em Nazaré, Portugal, em dezembro de 2025, com medição preliminar de 29,15 metros, marca que ainda passa pelo processo de homologação. Para Ian, a vitória no Young Gun reforça justamente a conexão entre os dois lugares presentes em sua trajetória. “Eu sou de Maui, foi onde cresci e aprendi a surfar, mas o Brasil sempre esteve presente na minha família. Quero continuar evoluindo, surfar ondas maiores e representar os dois lugares”, afirma.

    Aos 16 anos, Ian Pegoraro entra em Jaws na remada e conquista o prêmio sub-18 do Big Wave Challenge; surfista de Maui tem raízes na Praia do Tombo (SP).

    O surfe brasileiro tem mais um representante confirmado na elite mundial. Nesta sexta-feira (9), Ryan Kainalo garantiu matematicamente sua classificação para o Championship Tour (CT) de 2027 ao avançar da rodada dos 64 do EDP Ericeira Pro, em Portugal. O surfista de Ubatuba (SP) é o primeiro atleta do Challenger Series 2026 a assegurar uma vaga para a próxima temporada.  A conquista chega menos de uma semana depois de Ryan vencer o Banco do Brasil São Sebastião Pro, em Maresias (SP), e assumir a liderança do ranking do Challenger Series. A vitória no litoral paulista foi decisiva para colocar o brasileiro em posição privilegiada na corrida pelo CT, e o avanço em Portugal confirmou matematicamente a classificação.  Sequência de vitórias Ryan chega à elite mundial embalado por dois títulos consecutivos. Em agosto, venceu o Pantín QS 6000, na Espanha. Na sequência, conquistou o São Sebastião Pro, sua primeira vitória em uma etapa do Challenger Series. Em Maresias, o brasileiro teve um Finals Day perfeito. Superou Lucca Mesinas nas quartas de final, dominou Oscar Berry na semifinal e derrotou Alister Reginato na decisão por 14.50 a 5.83. Com o título, assumiu a liderança do ranking e ficou muito perto de garantir sua vaga no CT. A confirmação veio nesta sexta-feira, durante a quarta etapa do Challenger Series, em Ericeira. O resultado encerra a espera do brasileiro e garante sua estreia na principal divisão do surfe mundial em 2027. Da base à elite mundial A trajetória de Ryan Kainalo no surfe profissional começou a ganhar força ainda na adolescência. Aos 15 anos, em 2022, passou a disputar o Circuito Banco do Brasil de Surfe, competição que acompanhou seu desenvolvimento ao longo dos últimos cinco anos. Nesse período, participou de 19 das 22 etapas realizadas pelo circuito, acumulando experiência e resultados que ajudaram a construir seu caminho até a elite. Ryan também conquistou dois títulos consecutivos do Pro Junior da WSL South America, em 2023 e 2024, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração brasileira. Aos 20 anos, completa a trajetória pelas categorias de base, pelo Qualifying Series (QS) e pelo Challenger Series (CS) até alcançar o Championship Tour. “No começo da temporada o foco era a classificação, mas não sabia que ela viria assim. De um jeito tão bom. Tenho certeza que isso vai ser muito importante pra mim, estou realmente sem acreditar, estou muito feliz. Queria agradecer muito a minha equipe, meus patrocinadores, minha família, meus treinadores, meu psicólogo. Agora é continuar o trabalho que está só começando”, comemora Ryan Kainalo.  Nova geração brasileira A classificação de Ryan representa mais um passo na renovação do surfe brasileiro na elite mundial. O atleta de Ubatuba chega ao CT depois de uma trajetória construída nas competições nacionais e internacionais, com títulos nas categorias de base e nas divisões de acesso da WSL. O brasileiro agora se prepara para disputar sua primeira temporada entre os melhores surfistas do planeta, em 2027. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Primeiro atleta a confirmar classificação pelo Challenger Series 2026, Ryan Kainalo avança no EDP Ericeira Pro, em Portugal, e garante presença na elite mundial aos 20 anos.

    O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus pioneiros. Castro Pereira morreu na última quarta-feira (7), em Porto Alegre (RS). Figura conhecida e respeitada no surfe gaúcho desde o final dos anos 1970, o jornalista dedicou boa parte de sua trajetória à divulgação do esporte, acompanhando competições, revelando personagens e registrando histórias que ajudaram a construir a memória do surfe no Sul do Brasil. Castro também fez parte da história do Waves, onde assinou matérias e contribuiu para a cobertura do surfe brasileiro. Sua passagem pelo site integra uma trajetória dedicada à comunicação do esporte, especialmente à valorização dos atletas, competições e personagens do surfe gaúcho. Sua atuação na comunicação começou muito antes da popularização da internet. Durante os anos 1980, Castro produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente das praias de Torres, no litoral norte gaúcho, para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre. As informações chegavam aos ouvintes por telefone público, numa época em que acompanhar as ondas à distância era um desafio. Também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou com jornais, revistas e publicações especializadas. Além das previsões e notícias, acompanhava campeonatos e ajudava a dar visibilidade a surfistas que despontavam no cenário regional. Entre os atletas daquela geração estavam Rodrigo “Pedra” Dornelles, seu irmão Fogo, Cupim, Sandro Neto, Adrian Trials, Felipinho e Tuca Gianotti, nomes que ajudaram a consolidar o surfe gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. O jornalista Máurio Borges, que também foi colunista do Waves e tem uma longa trajetória na cobertura do surfe brasileiro, recordou a história do amigo em uma homenagem publicada nas redes sociais. Entre as lembranças, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo “Pedra” Dornelles. “Lembro da sua alegria durante a final do SuperSurf, na Praia da Joaquina, quando dois gaúchos, Daison Pereira e Rodrigo ‘Pedra’ Dornelles, decidiram o título. Ele dizia que aquele era o melhor momento do surfe dos Pampas”, escreveu Máurio. Castro também acreditava no potencial de Pedra para competir no circuito mundial, previsão que acabou se concretizando. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda a paixão do amigo pela leitura e as boas lembranças de uma viagem que fizeram juntos até o Chuí para produzir material para o Surf Guia 2000. Além do trabalho jornalístico, Castro participou da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental das praias. Ligado à cidade de Guaíba (RS), manteve vínculos com a imprensa local, onde colaborou com diversos jornais e também incentivou a divulgação do skate. Em sua homenagem, Máurio destacou ainda o lado pessoal do amigo, descrito como alguém de fala calma, bem-humorado, apaixonado por livros e sempre disposto a compartilhar histórias. Castro enfrentava um câncer de próstata, segundo relato de Rodrigo “Pedra” Dornelles a Máurio Borges. A causa oficial da morte não foi informada. Sua partida deixa uma lacuna entre os profissionais que ajudaram a construir a comunicação do surfe brasileiro, especialmente em uma época em que o esporte ainda tinha pouco espaço na mídia tradicional. O Waves lamenta a morte de Castro Pereira e presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas. Fica o reconhecimento a um jornalista que ajudou a contar a história do surfe e que também deixou sua contribuição registrada nas páginas do nosso site.

    Jornalista e ex-colaborador do Waves, Castro Pereira morreu na quarta-feira (7). Pioneiro da comunicação do surfe no Sul do Brasil, ajudou a registrar a história do esporte desde os anos 1970.